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Dólar dispara após confirmação do crescimento da economia americana

INCERTEZA SE REFLETE NA BOLSA, QUE TEM RETRAÇÃO DE 1,23%. FOTO: ILUSTRAÇÃO/GETTY

O dólar encerrou a semana renovando a máxima histórica, em meio aos temores pelos efeitos do coronavírus na economia global e repercutindo a política do corte de juros do Banco Central, além de dados que reafirmaram a força da economia americana, de acordo com analistas do mercado financeiro. A moeda norte-americana cravou, nesta sexta-feira (7/2), alta de 0,81% e terminou o dia cotada a R$ 4,32 para venda, novo recorde nominal. Na véspera, a divisa já havia subido 1,08%. Com a disparada dos últimos dias, o dólar acumula, no ano, valorização de 7,04% perante o real.

Segundo analistas, a expectativa do mercado é de que o BC atue para diminuir a volatilidade do mercado e faça, nos próximos dias, uma operação para permitir a rolagem de até 13 mil contratos futuros com vencimento em abril. Contudo, segundo alguns especialistas, a medida pode não ser suficiente para segurar o dólar nesse novo patamar.

César Bergo, sócio-consultor da Corretora OpenInvest, destacou que, no cenário doméstico, a instabilidade do câmbio se deve à queda das reservas brasileiras, que caíram cerca de R$ 50 bilhões, em 2019, ao fortalecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o processo de impeachment, e à fragilidade do discurso oficial que deixa “transparecer que o dólar ainda tem espaço para crescer”.  Essa fuga de capitais, principalmente, preocupa o mercado. A esperança é de que a situação se normalize com as reformas tributária e administrativa. Enfim, essa alta foi preocupante, mas não surpreendente”, destacou.

Correio Braziliense

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