
A eleição de 2026 no Distrito Federal deve marcar o primeiro teste eleitoral de Michelle Bolsonaro, cotada pelo PL para disputar uma vaga no Senado, em um cenário que também reúne a sucessão do governador Ibaneis Rocha (MDB) e a reorganização das forças políticas locais.
Com o PL fora da disputa pelo Palácio do Buriti, a corrida ao governo do DF se mostra aberta no campo da direita. Os principais nomes colocados são a vice-governadora Celina Leão (PP), aliada de Ibaneis Rocha, e o ex-governador José Roberto Arruda (PSD), que busca viabilizar sua candidatura apesar de entraves jurídicos ainda em debate.
No Senado, o PL concentra esforços na possível candidatura de Michelle Bolsonaro. A ex-primeira-dama transferiu seu domicílio eleitoral para Brasília em julho de 2025, requisito legal para concorrer no DF, e tem ampliado sua atuação nacional à frente do PL Mulher. A sigla trata a eleição ao Senado como prioridade estratégica, embora Michelle ainda não tenha confirmado oficialmente a intenção de disputar o cargo.
A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) também se coloca como pré-candidata ao Senado, o que amplia a disputa interna pela vaga. O próprio Ibaneis Rocha é citado como possível candidato ao Senado após o término de seu mandato no governo do Distrito Federal.
Na esquerda, o cenário é de fragmentação na disputa pelo governo. Leandro Grass (PT) e Ricardo Cappelli (PSB) lançaram pré-candidaturas ao Palácio do Buriti, mas ainda não chegaram a um acordo sobre a composição da chapa, o que tem dificultado a formação de uma aliança unificada no campo progressista. Para o Senado, a esquerda avançou em uma composição preliminar com os nomes da deputada Erika Kokay (PT) e da senadora Leila do Vôlei (PDT), que concentram as articulações do campo para a disputa das vagas em 2026.
Diário do Poder
