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“Desumano e cruel”, diz Girão após Moraes autorizar que filhos visitem Bolsonaro duas vezes por semana

FOTO: KAYO MAGALHÃES

O deputado federal General Girão (PL-RN) chamou de “desumano e cruel” o tratamento que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está recebendo na prisão. Em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira 5, o parlamentar criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por autorizar que os filhos visitem Bolsonaro duas vezes por semana. Para Girão, o ex-presidente é vítima de um “verdadeiro espetáculo de humilhação”.

“O que estão fazendo com Bolsonaro é desumano e cruel. Após quatro procedimentos cirúrgicos, mesmo debilitado, ele é submetido a um verdadeiro espetáculo de humilhação. Negam prisão domiciliar, negam tratamento digno e chegam ao absurdo de dificultar a visita do próprio filho”, escreveu Girão, em postagem no X e no Instagram.

A declaração de Girão ocorreu em resposta a uma publicação anterior feita por Carlos Bolsonaro, um dos filhos do ex-presidente. O ex-vereador do Rio de Janeiro usou as redes sociais para reclamar que só está autorizado a visitar o pai às terças e quintas-feiras.

“Portanto, é importante deixar absolutamente claro: não é verdadeira a informação de que as visitas da família foram liberadas. O que ocorreu, na prática, foi apenas o fim da exigência de que a família tivesse de protocolar pedidos sucessivos e aguardar – muitas vezes em vão – a ‘boa vontade’ do ministro Alexandre de Moraes para autorizar visitas por poucos minutos. Em diversas ocasiões, esses pedidos sequer foram apreciados”, escreveu Carlos.

O que Moraes decidiu

Na última sexta-feira 2, Alexandre de Moraes autorizou visitas a Jair Bolsonaro na prisão dos filhos Carlos, Flávio e Jair Renan e de Laura, filha menor de idade do ex-presidente. Também estão autorizadas visitas da enteada Letícia Firmo. A primeira-dama Michelle Bolsonaro já havia recebido uma autorização desse tipo, que permanece válida, segundo o despacho do ministro do STF.

A autorização para os encontros é permanente. As visitas devem seguir regras e ocorrer às terças e quintas-feiras nos horários estabelecidos pela Polícia Federal.

A autorização para as visitas foi concedida um dia após o ex-presidente receber alta hospitalar e voltar para a prisão, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Bolsonaro foi internado em um hospital privado da capital no dia 24 de dezembro, para ser submetido a uma cirurgia de correção de hérnias. Depois disso, o ex-presidente passou por uma série de procedimentos para tratar de um quadro intenso de soluços.

Para poder realizar as intervenções, o político recebeu uma autorização do ministro Alexandre de Moraes. Nesta quinta-feira 1º, a equipe médica concedeu alta a Bolsonaro, que voltou à prisão na PF, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe.

No dia 31 de dezembro, a defesa do ex-presidente solicitou ao STF que Bolsonaro pudesse cumprir a pena em prisão domiciliar. O pedido foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes nesta quinta 1º.

Agora RN

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