
A empresa DISMED, citada nas investigações da operação deflagrada pela Polícia Federal que apura possíveis irregularidades em contratos de fornecimento de medicamentos a prefeituras do Rio Grande do Norte e de outros estados, divulgou nota nesta quarta-feira (28) para se posicionar sobre o caso.
Por meio da defesa, a empresa informou que atua há 18 anos no comércio atacadista de medicamentos de forma regular e fiscalizada, sem histórico de sanções, e que confia no esclarecimento técnico e documental dos fatos.
A manifestação também contesta informações sobre a existência de valores milionários apreendidos durante o cumprimento de mandados. Segundo a defesa, o montante encontrado foi de aproximadamente R$ 52 mil, quantia que, de acordo com os advogados, tem origem lícita e é compatível com o ramo farmacêutico.
Em relação a supostos diálogos envolvendo terceiros, a defesa informou que aguarda acesso integral aos autos para análise técnica do conteúdo e do contexto.
A empresa afirma ainda que respeita as instituições e o andamento das investigações, reforçando confiança na apuração e no cumprimento do devido processo legal.
Nota da defesa na íntegra
“A defesa que representa a DISMED e Oseas Monthalggan Fernandes Costa acompanha os fatos com responsabilidade e serenidade, confiante de que o esclarecimento técnico e documental demonstrará a inexistência de qualquer conduta criminosa.
A DISMED atua há 18 anos de forma contínua e regular no comércio atacadista de medicamentos, exercendo atividade lícita, fiscalizada e amplamente reconhecida no mercado, sem histórico de irregularidades.
Esclarece-se, ainda, que não corresponde à realidade a informação publicada de que teriam sido encontrados cifras milionárias, como noticiado por alguns veículos de imprensa, seja nas dependências da empresa, seja na residência de Oseas.
Os valores existentes e encontrados, em montante aproximado de R$ 52.000,00, decorrem de atividade comercial lícita, são plenamente compatíveis com o ramo farmacêutico e não configuram qualquer ilícito, sendo pacífico o entendimento de que a manutenção de numerário em residência, por si só, não constitui crime.
No tocante a supostos diálogos envolvendo terceiras pessoas, a defesa aguarda o acesso integral aos autos, a fim de proceder à análise técnica do conteúdo, de sua existência, contexto e legalidade, observando-se rigorosamente as garantias constitucionais.
Por fim, reafirma-se o pleno respeito às instituições, ao devido processo legal e à presunção de inocência, aguardando-se que as apurações sigam seu curso com equilíbrio, discrição e estrita observância das garantias fundamentais.”
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