
O ministro da Economia, Paulo Guedes, não teme que a saída de Rogério Marinho de sua equipe atrapalhe a articulação política para aprovar reformas no Congresso. Segundo interlocutores, Guedes aposta no apoio dos próprios parlamentares às medidas, inclusive Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, e os relatores das propostas que estão no Senado.
Além disso, agora que foi nomeado ministro do Desenvolvimento Regional, o ex-secretário de Previdência e Trabalho, elogiado pela capacidade de articulação política, deve melhorar a relação entre o Executivo e o Congresso, na visão de integrantes do governo.
A troca de cargos é vista como mais um capítulo de uma mudança no “eixo político” do governo, em que o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, perde força. Na esplanada, a expectativa é que Marinho, agora à frente de uma pasta forte – responsável pelo Minha Casa Minha Vida -, faça um trabalho melhor que o de Onyx.
A arrumação de cargos foi apoiada pelo próprio Guedes, que deu o aval para que Gustavo Canuto assumisse a Dataprev, um desejo do ex-ministro, após perder o cargo de ministro do Desenvolvimento.
Ex-deputado federal, Marinho atuou fortemente para convencer os colegas a aprovar a reforma do sistema de aposentadorias. Antes, já acumulava no currículo a façanha de ter sido, com sucesso, relator da reforma trabalhista.
O Globo
