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Ciguatera: Sesap investiga suspeita de intoxicação alimentar após consumo de peixe em Touros

FOTO: DIVULGAÇÃO

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) está apurando quatro casos suspeitos de intoxicação por ciguatera registrados no município de Touros, no Litoral Norte potiguar. As ocorrências teriam sido identificadas no dia 7 de janeiro, após o consumo de peixe, e seguem sob acompanhamento da Vigilância em Saúde.

Segundo a Sesap, amostras biológicas dos pacientes foram encaminhadas ao Laboratório Central Dr. Almino Fernandes (Lacen-RN) e deverão ser enviadas para um laboratório de referência na Região Sul do país, responsável pela análise específica da toxina. Ainda não há previsão para a divulgação dos resultados, nem confirmação oficial sobre o diagnóstico ou o estado de saúde das pessoas envolvidas.

A pasta informou que o monitoramento dos casos continua ativo, seguindo os protocolos de investigação de surtos alimentares. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o local exato do consumo nem sobre possíveis novos casos relacionados.

O que é ciguatera

A ciguatera é uma intoxicação causada pela ciguatoxina, substância produzida por algas marinhas microscópicas. Peixes que se alimentam dessas algas podem acumular a toxina, especialmente espécies de maior porte, que estão no topo da cadeia alimentar marinha.

A ingestão de peixes contaminados pode provocar sintomas gastrointestinais, como náuseas, vômitos e diarreia, além de manifestações neurológicas, a exemplo de formigamento, sensação de inversão térmica (frio que parece quente e vice-versa) e fraqueza muscular. Em alguns casos, os sintomas podem persistir por semanas, embora a intoxicação raramente leve à morte.

Histórico no RN

Esta não é a primeira investigação do tipo no Rio Grande do Norte. Em 2025, pelo menos 13 pessoas apresentaram sintomas semelhantes após consumirem peixe em um restaurante de Natal, episódio que também levantou a suspeita de ciguatera. Na ocasião, duas médicas tiveram o quadro mais grave e precisaram de internação em UTI.

Especialistas alertam que a ciguatoxina não tem cor, cheiro ou sabor e não é eliminada pelo cozimento ou congelamento, o que dificulta a identificação do alimento contaminado. Além disso, não existe tratamento específico para a intoxicação, sendo o atendimento focado no alívio dos sintomas.

A Sesap reforça que casos suspeitos devem ser comunicados imediatamente às autoridades de saúde para investigação e adoção das medidas necessárias.

Portal da Tropical

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