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Categoria: Tecnologia

Atualização da Classificação de Doenças terá transtornos por jogos eletrônicos

Uso abusivo de internet, computadores, smartphones e outros aparelhos eletrônicos aumentou drasticamente nas últimas décadas com consequências negativas para a saúde. Foto: Leandra Felipe/Agência Brasil

Depois de 28 anos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) vai atualizar a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID, sigla em inglês). A previsão é que a definição de vários transtornos mentais seja reformulada e inclua novos conceitos, como o transtorno por jogos eletrônicos e o transtorno de incongruência de gênero.

A CID é um sistema que foi criado para listar, sob um mesmo padrão, as principais enfermidades, problemas de saúde pública e transtornos que causam morte ou incapacitação de pessoas, além de orientar a conduta de profissionais de saúde na identificação e tratamento dessas doenças.

A referência para a formação da CID é a Nomenclatura Internacional de Doenças, da OMS. No Brasil, a CID baseia as definições dos principais levantamentos estatísticos elaborados pelo Ministério da Saúde.

Atualmente, está em vigor a CID-10, que foi aprovada em 1990. A versão consolidada da nova classificação, que será chamada CID-11, deve ser avaliada durante a Assembleia Mundial de Saúde, prevista para maio deste ano, em Genebra, na Suíça.

Saúde mental

A classificação de 1990 está sendo revisada há alguns anos por uma série de especialistas de diferentes áreas e países, incluindo o Brasil. As mudanças em debate que têm chamado mais atenção são as relacionadas à saúde mental.

Entre as principais alterações, está a inclusão na lista de transtornos mentais ocasionados por comportamentos obsessivos do chamado gaming disorder ou “transtorno por jogos eletrônicos”.

Segundo a OMS, o uso abusivo de internet, computadores, smartphones e outros aparelhos eletrônicos, além do descontrole no uso de videogames, aumentou drasticamente nas últimas décadas e este aumento veio associado a casos documentados de consequências negativas para a saúde. Mas, o assunto ainda está sendo discutido pelos especialistas que participam do processo de definição das novas diretrizes.

“Existe um debate se a CID-11 deveria incluir uma categoria de Gaming Disorder, algo como Transtorno por Jogos Eletrônicos, como parte de um comportamento de jogo persistente ou recorrente caracterizado por um descontrole sobre o jogo, em prejuízo de outras atividades na medida em que o jogo tem precedência sobre outros interesses e atividades diárias, mesmo quando a continuação de jogos implica a ocorrência de consequências negativas. Se a falta de autocontrole em relação a videogames será legitimada como transtornos específico é tema de debate, uma vez que há dúvidas de como definir o conceito”, explicou o psiquiatra Jair Mari, coordenador dos Estudos de Campo no Brasil para o Desenvolvimento da Classificação dos Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-1.

Segundo Mari, que também é professor titular do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (USP), a 11ª revisão da CID é muito mais ampla e reformula a apresentação de vários transtornos, como o Obsessivo Compulsivo, que deixa a categoria de transtornos neuróticos e passa integrar o conjunto de distúrbios caracterizados por pensamentos e comportamentos repetitivos.

Há também a eliminação dos subtipos da esquizofrenia, além de mudanças na classificação dos transtornos do humor, ansiedade, estresse, alimentares e os relacionados ao uso de substâncias, entre outros.

Incongruência de gênero

Ao longo dos séculos, a classificação passou por várias mudanças. As primeiras tentativas de listar as principais doenças que mais causavam mortes datam do século 17.

Uma das mudanças mais polêmicas em toda a história da CID foi a inclusão do termo homossexualismo, em 1948, na categoria personalidade patológica. Na década de 60, o homossexualismo passou a ser considerado como um desvio na categoria de transtornos sexuais e na década de 70 foi incluído como um transtorno mental.

Em 1990, quando foi feita a última revisão da CID, a OMS retirou a homossexualidade da classificação como uma doença mental. A data de exclusão do termo homossexualismo como um distúrbio, 17 de maio, se transformou no Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia.

A CID-11 também deve apresentar uma mudança significativa, dessa vez especificamente com relação ao tema da transexualidade, que será deslocada do rol das doenças mentais – onde figura como Transtorno de Identidade de Gênero – para outra categoria. Na nova CID, a condição da transexualidade poderá ser definida como “incongruência de gênero”.

O professor Mari explicou que a mudança na definição não impedirá o acesso a possíveis tratamentos, como terapias hormonais ou cirurgias de readequação sexual. Também está sendo proposta uma categoria específica para as crianças com incongruência de gênero.

Impacto da revisão

Assim como o transtorno de incongruência de gênero, os Transtornos de Sono-Vigília e de Disfunções Sexuais serão classificados como transtornos, porém, em outro lugar, não mais debaixo da seção de Transtornos Mentais, como na CID-10.

O professor explicou que foi proposta ainda a exclusão dos subitens “orgânico e não orgânico” para definir as disfunções sexuais, com o objetivo de eliminar “a falsa dicotomia entre mente e corpo”. Também devem ser removidas as categorias “aversão sexual” e “falta de prazer sexual”, que geralmente são associadas a ideia de frigidez feminina.

Os transtornos de preferência sexual passarão a ser chamados de Transtornos Parafílicos, “os quais envolvem interesses sexuais atípicos sem consentimento da outra parte e/ou que haja ameaça ou intimidação”.

A nova classificação deve excluir ainda as categorias “fetichismo” e “travestismo fetichista” e manter apenas a pedofilia e o sadismo, que configuram importância de saúde pública.

“O item sadismo provavelmente será acrescido da palavra coercivo para diferenciar da prática de forma consensual. Espera-se que as propostas sugeridas melhorem a conceituação destas condições de saúde, promovam a melhoria do acesso aos serviços de saúde, a formulação de leis mais adequadas, políticas e padrões de atendimento e reduzam a discriminação”, disse Jair Mari.

O especialista alerta que a classificação pode limitar, no campo da psiquiatria, as possibilidades de definição de problemas complexos ocasionados por diferentes causas, muitas vezes imprecisas, como a esquizofrenia.

Rotina clínica

“O diagnóstico ocupa lugar especial na rotina clínica de um psiquiatra. As categorias diagnósticas fornecem as bases para que o clínico possa armazenar as suas experiências através da observação dos sinais e sintomas, buscando na classificação das síndromes o seu melhor tratamento, e a predição de um melhor prognóstico para o paciente. Há, contudo, um esgotamento do modelo diagnóstico adotado pelos manuais atuais, como o DSM-5, recém-lançado e a CID11, que está em fase de preparação. Este paradigma de distinção diagnóstica com base em classificações categóricas pode estar dificultando o desenvolvimento da psiquiatria”, argumentou Mari.

No entanto, ele destaca que a importância da CID como resultado das mudanças na sociedade e na medicina.

“A CID-11 reflete o conhecimento atual de um campo em constante evolução, uma vez que o avanço científico na área deve proporcionar mudanças futuras que a psiquiatria brasileira tem acompanhado, hoje com participação ativa no processo de pesquisa colaborativa com pesquisadores de centros renomados internacionais”, afirmou Mari.

Segundo a OMS, no Brasil é possível ainda que a epidemia do vírus Zika, que atingiu fortemente o país a partir do fim de 2015, possa motivar a inclusão da Síndrome Congênita do Zika no novo catálogo.

A síndrome afetou a formação milhares de recém-nascidos e apresenta uma série de sintomas clínicos e malformações neurológicas que ainda estão sob investigação.

Militares contam com acesso às câmeras da Prefeitura do Natal na Operação Potiguar III

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Para colaborar com a Operação Potiguar III, que objetiva reforçar o policiamento nas ruas da capital, a Prefeitura do Natal – por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) e da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (SEMDES) – está disponibilizando para o Exército Brasileiro as imagens das câmeras de trânsito da STTU e de segurança da Guarda Municipal.

Segundo Elequicina Santos, titular da STTU, esta integração ajuda a prevenir ações de criminosos na cidade. “Desde antes da Copa do Mundo, a Secretaria de Segurança do Estado tem acesso a essas imagens. O Exército, quando esteve em Natal nas outras ocasiões, também teve. Desta vez não será diferente”, afirmou.

Área de cobertura
A STTU tem 38 câmeras espalhadas pelos principais corredores de circulação da cidade, monitorando o trânsito 24 horas por dia. Já a Guarda Municipal conta com 17 câmeras nos pontos sensíveis a segurança pública.

O Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP), vinculado a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (SESED), já tem acesso as imagens das câmeras da STTU desde 2014 e da Guarda Municipal desde 2016.

Casos de reclamação contra serviços de telecomunicação caem 15% em novembro

O número de reclamações de usuários contra serviços de telecomunicação apresentou redução de 15,2% no mês de novembro, em comparação com o mesmo mês do ano passado. Os dados divulgados hoje (29) pela Agência Nacional de Telecomunicação (Anatel) mostram que o mês registrou um total de 263,3 mil reclamações de usuários contra prestadoras dos serviços de banda larga fixa, de telefonia móvel, de telefonia fixa e de TV por assinatura, com 47,1 mil a menos do que no ano anterior.

De acordo com a Anatel, a telefonia móvel apresentou queda de 27,7 mil reclamações (17,9%), seguida da telefonia fixa com redução 13,7 mil queixas (19,3%), da banda larga fixa com diminuição de 3,9 mil reclamações (8,8%), e da TV por assinatura com menos 2,3 mil queixas (6,1%).

Em relação às empresas de telefonia móvel, a Vivo apresentou a maior redução no número de queixas. Foram registradas 13,4 mil reclamações a menos do que no mesmo período do ano passado.

Em seguida, aparece a Claro, com menos 4,6 mil. Depois a Tim, com menos 3,9 mil reclamações. Com redução de 3,3 mil, a Nextel aparece em quarto lugar. A Oi vem logo atrás, com redução de 2,6 mil reclamações.

Cobrança indevida

Entre os usuários de celulares pós-pagos, a principal queixa foi relativo à cobrança, com 48% das reclamações. Em seguida aparecem as reclamações relativas às ofertas e promoções, com 9,8%; e à qualidade, funcionamento e reparo, com 9,4% das queixas.

Nos celulares pré-pagos, as reclamações relativas a crédito formaram o maior conjunto no mês, com 46% de queixas; ofertas e promoções ficaram em segundo, com 16,5%; seguidas das queixas sobre qualidade, funcionamento e reparo, alcançando 13,9%.

Na telefonia fixa, a Oi registrou 9,9 mil reclamações a menos; seguida da Vivo, com redução de 3,6 mil, e da NET, com menos 0,5 mil reclamações. Reclamações sobre cobranças indevidas aparecem em primeiro lugar nas reclamações, com 40% das queixas; seguida das queixas sobre qualidade, funcionamento e reparo, com 21,5%; e de cancelamento, com 7,7%.

TV por assinatura

A TV por assinatura foi um dos grupos que apresentou casos de aumento no número de queixas, na comparação com o mesmo período do ano passado. A Sky registrou um acréscimo de 1,6 mil reclamações. Segundo a Anatel, apesar de o Grupo NET/Claro ter registrado 2,1 mil reclamações a menos, separadamente, a NET registrou aumento de 0,4 mil queixas.

A Claro apresentou redução de 2,5 mil reclamações, a Oi teve menos 1,4 mil queixas e a Vivo menos 0,3 mil.

A principal reclamação dos usuários foi de cobrança indevida na conta, com 46,9% das queixas dos usuários do serviço. Em seguida, aparece o bloqueio ou suspensão do serviço, com 11% de queixas; e ofertas e promoções, com 9,9% das reclamações.

Banda larga

O serviço de banda larga fixa também apresentou um caso de aumento no número de queixas na comparação entre novembro de 2017 e novembro de 2016. Com 0,8 mil reclamações, a NET apresentou um acréscimo de 12,5% nas queixas. A Oi registrou queda de 4,1 mil, redução de 20,3%; e a Vivo menos 2,5 mil queixas, diminuição de 18,5%.

Entre as principais reclamações dos consumidores do serviço estão qualidade, funcionamento e reparo, com 46,2% das queixas; seguido de reclamações relativas à cobrança, com 22,8%; e à instalação ou ativação do serviço, que teve 9,5% das reclamações.

Lei traz novas regras para compra de produtos pela internet

As novas regras sobre o comércio eletrônico foram incluídas na Lei 10.962, de 2004

Já está em vigor a Lei 13.543, que traz novas exigências para a disponibilização de informações sobre produtos em sites de comércio eletrônico,. Pela norma, sancionada na semana passada pelo presidente Michel Temer, o preço dos produtos postos à venda nos sites têm de ser colocados à vista, de maneira ostensiva, junto à imagem dos artigos ou descrição dos serviços. Segundo a lei, as fontes devem ser legíveis e não inferiores ao tamanho 12.

A norma inclui essas exigências relativas às vendas online na Lei 10.962, de 2004, que disciplina as formas de afixação de preço de comerciantes e prestadores de serviços. Entre as obrigações gerais de empresas estão a cobrança de valor menor, se houver anúncio de dois preços diferentes, e a necessidade de informar de maneira clara ao consumidor eventuais descontos.

A Lei é um detalhamento do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078, de 1990), que também versa sobre requisitos a serem seguidos pelos vendedores, como a disponibilização de informações corretas e claras quanto aos produtos, incluindo preço e características.

Benefícios

O Ministério da Justiça argumenta que a lei será um importante instrumento para facilitar a busca de informações pelos consumidores nesse tipo de comércio. “Hoje em dia temos dificuldades de conseguir essas informações porque há produtos em sites ou plataformas sem preço. Isso já era vedado pelo Código de Defesa do Consumidor, e essa lei veio para deixar tais obrigações mais claras, garantindo o direito à informação de quem compra”, afirmou a diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do ministério, Ana Carolina Caram.

Para a supervisora do Procon de São Paulo, Patrícia Alvares Dias, a Lei é positiva. “Os consumidores estão tendo dificuldade, porque, em sites de comércio eletrônico, em geral, há as características do produto, mas dados sobre o preço não são apresentados com tanto destaque.”

Expansão

Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), 25,5 milhões de pessoas fizeram compras pela internet no primeiro semestre deste ano. Apesar do número representativo, a entidade ressalta que as transações são concentradas nos dois principais centros urbanos do país: São Paulo foi responsável por 35,5% das vendas e o Rio de Janeiro, por 27,6%.

De acordo com a consultoria Ebit, o comércio eletrônico no Brasil no primeiro semestre do ano cresceu 7,5% em comparação com o mesmo período no ano anterior, com faturamento total de R$ 21 bilhões.

Reclamações

O consumidor que encontrar uma situação em que o preço do produto não está apresentado de maneira clara e em destaque, ou que a fonte seja menor do que o tamanho 12, deve acionar órgãos de proteção e defesa como os Procons, o Ministério Público e a Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça. Os sites que estiverem violando artigos da lei podem ser multadosm, ou até suspensos.

No Brasil, empresas de internet também vão pedir para cobrar por serviço

As empresas de telefonia aguardarão as discussões da reforma da Previdência, em fevereiro, para pedir a Michel Temer a revisão do decreto que hoje garante a isonomia na internet (neutralidade de rede), princípio que impede as teles de cobrar mais dos clientes para determinados serviços digitais.

A estratégia foi adotada depois da decisão do Federal Communications Commision (FCC), a agência de telecomunicações dos EUA, que nesta quinta-feira (14) derrubou as regras que antes impediam tratamentos diferenciados na oferta de internet ou “microgestões” pelas teles do tráfego de dados em suas redes.

A decisão já tinha sido antecipada pelo próprio presidente do FCC. Indicado por Donald Trump, Ajit Pai afirmou, há cerca de dez dias, que queria ter a agenda de desregulamentação da internet aprovada até meados deste mês.

A mudança permitirá, por exemplo, o bloqueio de acessos a determinados conteúdos ou aplicativos, a degradação da velocidade de navegação ou o pagamento extra para que determinados aplicativos de vídeo ofereçam a entrega de filmes em alta definição mais rápido que pelas conexões convencionais.

No Brasil, um decreto assinado pela ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, fechou todas as portas para esse tipo de prática no país.

O decreto tornou ainda mais dura a regra definida pelo Marco Civil da Internet que proíbe qualquer tratamento discriminatório no tráfego da internet.

De acordo com ele, no fluxo de informações pela rede, as teles não podem deixar que ninguém “fure a fila” das conexões. Ou seja, um e-mail tem o mesmo peso de um vídeo do YouTube.

Naquele momento, as teles haviam fechado acordo com provedores de conteúdo e o governo para que fosse permitido fazer “gestões” do tráfego sem que configurasse discriminação.

Segundo as empresas, os equipamentos hoje instalados na rede para coordenar as informações da internet têm “inteligência” para segurar pacotes de dados por milissegundos para dar passagem para outros pacotes sem que isso interfira na velocidade final de navegação contratada pelo cliente –algo que configura quebra da neutralidade de rede.

Para elas, a decisão da agência americana permitirá esse tipo de situação e abre espaço para que o decreto no Brasil seja revisto até o fim do primeiro trimestre de 2018.

Fonte: Folha de S.Paulo

‘Big Brother Brasil’ lidera lista de assuntos mais procurados no Google em 2017

Foto: Paulo Belote / Divulgação

Uma boa maneira de se captar os assuntos que foram importantes no ano é olhar para as estatísticas do Google no Brasil. Os dados, divulgados nesta quarta-feira pela companhia, mostram que o brasileiro continua interessado pelos reality shows, tanto que o programa da TV Globo “Big Brother Brasil” foi o tema mais buscado no ano, seguido por “Tabela do Brasileirão” e “Enem”.

A lista dos dez assuntos mais buscados segue com o jornalista “Marcelo Rezende”, morto em setembro deste ano em decorrência do câncer; e o filme “O Chamado”, que teve a terceira parte lançado no início do ano. Na sexta posição está “FGTS”, pois o governo liberou em julho o saque das contas inativas; e em sétimo está “Sisu”, o Sistema de Seleção Unificada do Ministério da Educação.

Na oitava posição está o “Furacão Irma”, que devastou países do Caribe e o sul da costa leste americana. A música do ano, “Despacito”, aparece na nona posição, seguida pelo reality show da TV Record, “A Fazenda”.

O Google também divulgou algumas listas temáticas. Em buscas por “como fazer?”, o líder foi “Como fazer ovo de Páscoa?”, seguido por “Como fazer jejum intermitente?” e “Como fazer crepioca?”. Aparecem na lista algumas coisas curiosas, como o alimento funcional “kefir”, a massa de brincar “slime” e o “fidget spinner”, a moda do ano nas escolas brasileiras.

Na lista “O que é?” o termo mais buscado foi o “pangolim”, animal que se tornou símbolo da luta contra a caça por ser o mais traficado no mundo. O aplicativo “Sarahah” apareceu na segunda posição, seguido pela sigla “TBT”, de “Throw Back Thursday”, usado nas redes sociais nas quintas-feiras, em publicações que remetem a uma lembrança do passado.

As maiores dúvidas dos brasileiros também foram compiladas pelo Google, e, no país do futebol, a principal pergunta feita ao buscador foi “Por que o Brasil não está na Copa das Confederações?”. A ausência aconteceu porque o Brasil não ganhou a última Copa do Mundo, nem a última Copa América. A segunda pergunta mais procurada foi “Por que Zeca vai ser preso?”, sobre a novela “A força do querer”; seguida pelo questionamento sobre o motivo do apresentador Evaristo Costa ter deixado o Jornal Hoje.

Entre os acontecimentos, o mais buscado foi o “Brasileirão”, seguido pelo “Furacão Irma” e a “Copa do Brasil”. A crise nuclear da “Coreia do Norte” também chamou a atenção dos brasileiros, assim como o festival “Rock in Rio”, que ocupou a quinta posição. Completam a lista a “Copa das Confederações”, o “Carnaval”, a “Copa Libertadores”, o “Oscar” e a “Copa São Paulo de Futebol Júnior”.

Entre as personalidade, o jornalista “William Waack” liderou a lista. Ele foi afastado do Jornal da Globo após o vazamento de um vídeo onde ele faz um comentário racista. O ator “José Mayer”, envolvido num escândalo de assédio sexual no início do ano, aparece em segundo lugar, seguido pelo youtuber “Léo Stronda”, que teve uma foto íntima vazada no início do ano. O ator “Fábio Assunção” apareceu na quarta posição, seguido pela cantora “Pabllo Vittar”.

A perda do jornalista “Marcelo Rezende” foi a mais sentida pelos brasileiros, segundo as buscas no Google, seguida pela da atriz “Márcia Cabrita” e a do vocalista do Linkin Park, Chester Bennington. A morte do ministro do Supremo Tribunal Federal “Teori Zavascki“, que cuidava dos processos da Lava Jato, ficou na quarta posição, seguida pelo suicídio do cantor “Chris Cornell“.

O filme mais buscado pelos internautas brasileiros foi “It: A Coisa”, seguido por “Velozes e Furiosos 8” e “Liga a Justiça”. “Logan” e “Mulher-Maravilha” seguem na quarta e quinta posição, respectivamente. O programa mais procurado foi “Big Brother Brasil”, seguido por “A Fazenda” e a novela “A Força do Querer”. A série do Netflix “13 Reasons Why” aparece na quarta posição, seguida pela novela “A Lei do Amor”.

Entre as músicas, o destaque foi “Despacito”, hit do cantor porto-riquenho Luis Fonsi; seguida por “Deu Onda”, do MC G15; e “Trem-Bala”, de Ana Vilela. Na lista de times de futebol mais buscados, o “Flamengo” lidera, seguido por “Corinthians”, “Palmeiras”, “São Paulo” e ‘Grêmio”. Sobre tecnologia, o “iPhone 8”, lançado este ano pela Apple aparece no topo, na frente do aplicativo “Sarahah” e do “iPhone X”.

Com informações de O Globo

Veja o ranking de YouTubers mais bem pagos de 2017

O posto de YouTuber mais bem pago do momento não pertence mais a Felix Kjellberg, conhecido como PewDiePie. Após polêmicas racistas, o sueco foi desbancado por outro especialista em videogames, o britânico Daniel Middleton, na edição de 2017 do ranking anual da revista “Forbes”.

Com cerca de 17 milhões de seguidores e mais de 11 bilhões de visualizações, o astro conhecido como DanTDM faturou nada menos que 16,5 milhões de dólares no último ano — a maior remuneração de um YouTuber já medida pelo levantamento, que começou em 2015.

Pela primeira vez, quase metade dos nomes do ranking é ligada ao universo dos games e 60% nunca tinham aparecido na lista. Além de vídeos sobre jogos, os conteúdos que mais fazem sucesso incluem desafios, brincadeiras, comentários sobre a rotina e até as resenhas de um garoto de 6 anos que avalia brinquedos.

Juntas, as 10 estrelas mais bem pagas do YouTube ganharam 127 milhões de dólares entre 1º de junho de 2016 e 1º de junho de 2017, descontados impostos e taxas com administração. Os números são baseados em dados do YouTube, das empresas de dados Social Blade e Captiv8, bem como entrevistas feitas pela Forbes com produtores, advogados e publicitários.

Confira AQUI o ranking ao fim de texto na íntegra

Fonte: Exame

Mídias sociais favoreceram a imbecilidade, diz filósofo

O filósofo Mario Sergio Cortella comenta, em entrevista à DW Brasil, a cultura do ódio que se disseminou pelo país. Para o escritor, na internet todos têm uma opinião, mas poucos têm fundamentos para ancorá-la.

A instantaneidade e conectividade das mídias sociais fomentam um ambiente hostil em que todos têm “alguma opinião sobre algo, mas poucos têm fundamentos refletidos e ponderados para iluminar as opiniões”, diz o filósofo e professor universitário Mario Sergio Cortella, em entrevista à DW Brasil.

Cortella é uma figura influente na sociedade brasileira como palestrante, debatedor e comentarista de rádio. Com mais de um milhão de livros vendidos entre seus 33 títulos lançados, Cortella traduz à linguagem coloquial e adapta à realidade atual do Brasil complexos temas filosóficos, existenciais e políticos como “se você não existisse, que falta faria?” ou “o caos político brasileiro”. Nesta entrevista, ele analisa como a cultura do ódio é alimentada por “analfabetos políticos”.

Fonte: Folha de S.Paulo