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Categoria: Social

Patrimônio dos trabalhadores: Consolidação das Leis do Trabalho chega aos 73 anos

Foto: Lucas Basílio/MTPS

Foto: Lucas Basílio/MTPS

Maio é o mês que marca a história de luta e conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros. No Brasil, celebram-se também os 73 anos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que unificou o conjunto de leis existentes no país e regulamentou as relações individuais e coletivas do trabalho.

A CLT foi a conquista mais importante dos trabalhadores, pois assegurou direitos como: jornada de trabalho máxima de oito horas diárias, descanso semanal remunerado, salário mínimo, férias,  licença-maternidade, adicional noturno e indenização ao trabalhador dispensado sem justa causa, dentre outros direitos importantes.

Também foi a CLT que assegurou o direito à organização sindical, que permite aos trabalhadores lutarem constantemente por melhorias de salário e condições de trabalho. Para o ministro Miguel Rossetto (Trabalho e Previdência Social), mais do que um conjunto de leis, a CLT constitui um patrimônio do trabalhador brasileiro.

“É o estado brasileiro normatizando, regulando o mercado de trabalho. A CLT garante padrões de remuneração, de qualidade de trabalho, de direitos sobre a jornada de trabalho e de remunerações. Estabelece equivalências entre gêneros, homens e mulheres, e assegura direitos. Seja na Constituição, seja por meio da organização sindical, constitui o patrimônio dos trabalhadores brasileiros”, destaca o ministro.

SOBRE A CLT – A Consolidação das Leis Trabalhista (CLT) instituída em 1º de maio de 1943, por meio do Decreto nº 5.452, pelo presidente Getúlio Vargas, que reuniu as leis do trabalho existentes até então.

A maior parte das leis que regularam as relações de trabalho começou a ser publicada nos anos 30, com a criação da carteira de trabalho, do Ministério do Trabalho e a instituição da Justiça do Trabalho.

PRINCIPAIS DIREITOS

– Carteira de trabalho assinada desde o primeiro dia no emprego
– Exames médicos de admissão e demissão
– Repouso semanal remunerado
– Salário pago até o 5º dia útil do mês
– Vale-Transporte com desconto máximo de 6% do salário
– Férias de 30 dias com acréscimos de 1/3 do salário
– Licença Maternidade de 120 dias, com garantia de emprego até cinco meses após o parto
– Licença Paternidade de cinco dias corridos
– Primeira parcela do 13º salário paga até 30 de novembro. Segunda parcela, até 20 de dezembro
– FGTS: depósito de 8% do salário em conta bancária vinculada ao trabalhador
– Horas-extras pagas com acréscimo de, no mínimo, 50% do valor da hora normal
– Garantia de 12 meses em casos de acidente
– Adicional noturno de 20% para quem trabalha de 22h às 5h
– Faltar ao trabalho nos casos de casamento (três dias), doação de sangue (um dia/ano), alistamento eleitoral (dois dias), morte de parente próximo (dois dias), testemunho na Justiça do Trabalho (no dia), doença comprovada por atestado médico
– Aviso prévio proporcional de 30 dias, em caso de demissão; para o trabalhador com até um ano de serviço na mesma empresa, acrescido três dias em cada ano podendo chegar a 90 dias
– Seguro-desemprego
– Abono Salarial no valor de um salário mínimo vigente, pago por ano aos trabalhadores com remuneração mensal de até dois salários mínimos por 30 dias consecutivos ou não no ano

“Impacto Social”: Prefeitura do Rio retira famílias de terreno ocupado na Mangueira

Imagem: Fernando Frazão/ Agência Brasil

Imagem: Fernando Frazão/ Agência Brasil

Famílias que ocupavam um terreno no Morro da Mangueira, zona norte do Rio, foram retiradas nesta sexta-feira (6) por agentes da Guarda Municipal. Barracos em madeira que haviam sido erguidos na área foram destruídos por um trator, também usado para cavar buracos no terreno, para impedir novas ocupações.

A área que no passado abrigava uma fábrica, abandonada há cerca de duas décadas e demolida faz pouco tempo, estava tomada por mato e capim alto, gerando focos de mosquitos e ratos, segundo os moradores da comunidade. As pessoas que ocuparam o terreno argumentaram que não têm mais condições de pagar aluguéis, na faixa de R$ 400 a R$ 600, por um imóvel na Mangueira, pois grande parte perdeu o emprego por causa da crise econômica.

“Os moradores querem este terreno para construir suas moradias. Aqui ninguém quer viver de aluguel. Estava tudo abandonado, com foco de dengue”, disse Carlos Alexandre dos Santos, conhecido como Paulista. Ele vive atualmente em uma invasão, após perder a casa onde morava, no alto do morro, em uma forte chuva em 2010. A questão da alta no valor dos aluguéis também motivou o pedreiro Marco Antônio da Silva a tentar ocupar a área. “Eu pago R$ 600 de aluguel, mas agora estou parado [desempregado]. Estou lutando por um pedaço de terreno, de modo a poder morar com minha família. Nós fizemos esta ocupação porque a gente precisa”, disse ele, que mora com a esposa e um filho.

O desemprego, principalmente no setor da construção civil, deixou muitos moradores sem renda. “Eu ocupei o terreno porque eu preciso. Tenho uma filha de seis meses. Moro com minha esposa e minha avó. Estou desempregado e não tenho mais como pagar o aluguel de R$ 400. Já agarrei um pedacinho ali, vou botar o meu barraco e morar”, disse o ajudante de pedreiro Fábio Barbosa da Silva. A prefeitura do Rio não respondeu se há projeto habitacional para o terreno nem qual será a destinação da área.

Famílias foram desocupadas de terreno na Mangueira pela Guarda Municipal e cercado por tapumes Fernando Frazão/Agência Brasil

Famílias foram desocupadas de terreno na Mangueira pela Guarda Municipal e cercado por tapumes Fernando Frazão/Agência Brasil

Informações: Agência Brasil

Oportunidade: Rio 2016 contratará 455 jovens aprendizes para trabalhar nas Olimpíadas e Paralimpíadas

Imagem: Divulgação

Imagem: Divulgação

Quatrocentos e cinquenta e cinco jovens iniciam na segunda-feira (9) as aulas teóricas para trabalhar nas Olimpíadas e Paralimpíadas Rio 2016 como aprendizes. Eles serão os primeiros beneficiados pelo decreto publicado essa semana no Diário Oficial da União (DOU), que permite a empresas que não têm condições de cumprir a Lei da Aprendizagem, por não disporem de local adequado aos jovens, fazer a contratação desses meninos e meninas e os liberarem para cumprir as aulas práticas em outro lugar.

O ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto explica que a medida vai beneficiar diretamente os jovens que buscam uma oportunidade para entrar no mercado de trabalho, com qualificação profissional e sem precisar deixar a escola. “O que nós queremos com essa mudança é permitir que mais jovens possam exercer o aprendizado, garantindo tempo de escola e tempo de profissionalização”.

A turma que começa na segunda-feira terá 400 horas de aulas teóricas, no turno inverso ao da escola, divididas em duas etapas. A primeira será de 9 de maio a 30 de junho, quando serão interrompidas por causa dos jogos. Eles retornam para a sala de aula após as paralimpíadas, no final de setembro, e concluem o curso em 21 de dezembro.

“Normalmente, quando termina o contrato de aprendizagem, muitos jovens acabam contratados pelas empresas. Nesse caso, não era possível pois as Olimpíadas terão terminado. Mas eles terão uma experiência muito grande em esporte e eventos relacionados ao esporte, que lhes permitirão buscar oportunidades em clubes de lazer e desporto, por exemplo”, pondera Ana.

“Trabalho Escravo Nunca Mais” é tema de campanha do Ministério do Trabalho e Previdência Social

Série de vídeos conta histórias reais de trabalhadores resgatados da escravidão e narra a trajetória de combate a essa prática no país. (Imagem: Divulgação)

Série de vídeos conta histórias reais de trabalhadores resgatados da escravidão e narra a trajetória de combate a essa prática no país. (Imagem: Divulgação)

José Pereira tinha 17 anos quando se mudou para uma fazenda no Pará. Trabalhava do amanhecer até à noite sem receber salário e dormia em barracas de lona vigiadas por capangas armados. Ao tentar fugir, com a ajuda de um companheiro, levou um tiro que atravessou saiu pelo olho direito. O companheiro morreu. Zé Pereira fingiu estar morto, foi enrolado em uma lona junto com o corpo do colega e deixado na beira de uma estrada, de onde foi socorrido. Ficou cego daquele olho, mas voltou à fazenda com a polícia federal e ajudou a libertar 60 trabalhadores. O caso de José Pereira foi denunciado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos e se tornou um marco na luta pelo combate ao trabalho escravo moderno no Brasil.

A história dele e a outros trabalhadores vítimas de trabalho escravo em fazendas, empresas, estaleiros e casas no Brasil é contada em uma série de vídeos da campanha Trabalho Escravo Nunca Mais, do Ministério do Trabalho e Previdência Social.  A narrativa é intercalada por dramatizações, depoimentos e informações sobre a trajetória do combate ao trabalho escravo no Brasil. O lançamento do material será na próxima segunda-feira (9), em Brasília, mas os vídeos estarão disponíveis a partir desta sexta-feira (6) no portal MTPS.

Trajetória

O combate ao trabalho escravo no Brasil começou em 1995, quando o país reconheceu oficialmente que, mesmo passados mais de 100 anos da abolição, ainda havia formas de trabalho análogas à escravidão. Naquele ano, os grupos especiais de fiscalização móvel do Ministério do Trabalho começaram a realizar ações em campo.

Em 2003, com a criação da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), foi instituída uma política nacional, envolvendo uma série de ações e vários ministérios, além de representantes do Ministério Público do Trabalho, do Judiciário e da sociedade civil. Essa mudança representou, o resgate de 50 mil trabalhadores nos 21 anos de fiscalização, sendo 5,2 mil entre 1995 a 2002, e cerca de 45 mil de 2003 a 2016.

Um dos símbolos dessa trajetória é a chacina de Unaí, em Minas Gerais, como ficou conhecida com a triste história da morte de três auditores fiscais do trabalho e do motorista da equipe. Eles se deslocavam para uma fazenda de plantação de feijão onde havia denúncia de trabalho escravo quando foram emboscados e assassinados por dois homens armados. Os mandantes foram condenados em primeira instância.

Governo investe em publicidade: “O Bolsa Família é apoio para milhões de brasileiros, que hoje tem uma profissão”

Imagem: Reprodução/ Portal do Governo Federal

Imagem: Reprodução/ Portal do Governo Federal

REDAÇÃO BLOG DO FM

Diante da investida midiática a favor do Impeachment da presidente Dilma Rousseff, o governo contra ataca com a intensificação da divulgação de estatísticas e números obtidos durante a execução de programas sociais implementados durante os últimos governos. Apesar da pouca repercussão nos veículos tradicionais, essa é mais uma das estratégias do Partido dos Trabalhadores na busca pela manutenção da governabilidade, baseando-se na formação da opinião pública perante a sociedade em geral, sobretudo aquela mais voltada às camadas mais carentes.

Confira alguns dos dados divulgados nos últimos dias:

  • 2,2 milhões de beneficiados pelo Minha Casa Minha Vida em 2015 e 2016; Desde 2009, 11 milhões conseguiram a casa própria

O governo entregou 390 mil unidades habitacionais ao longo do ano passado por meio do Programa Minha Casa Minha Vida. Foram mais de 1.068 casas entregues por dia, ou 44,5 unidades por hora. Nos três primeiros meses de 2016, foram mais 175 mil unidades entregues, totalizando 565 mil casas. Com isso, mais de 2,2 milhões de cidadãos mudaram não só de endereço, mas de vida. Desde o início do programa, em 2009, foram 4,2 milhões de unidades contratadas, sendo que 2,6 milhões destas já foram entregues. Cerca de 11 milhões de pessoas já estão morando em suas próprias casas, distribuídas em 96% dos municípios brasileiros. O investimento total no programa ultrapassa R$294 bilhões. O Minha Casa teve sua terceira fase lançada no fim de março, com a meta de contratar a construção de mais 2 milhões de unidades.

  • 13,9 milhões de famílias recebendo o Bolsa Família; 36 milhões retirados da pobreza

Mais importante programa social de redistribuição de renda do mundo, o Bolsa Família atende a 13,9 milhões de famílias. São cerca de 50 milhões de beneficiados. O programa garante que 17 milhões de crianças e adolescentes estejam na escola e ajudou a reduzir a mortalidade infantil por desnutrição em 58%. O Bolsa Família não só distribui, mas também gera renda. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) diz que cada R$ 1 gasto no programa se transforma em R$ 1,78 no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) afirma que o programa retirou 36 milhões de brasileiros da pobreza.

  • Bolsa Família melhorou a vida de mais de 600 mil famílias em 2015

Resultados da revisão cadastral do Programa Bolsa Família mostram que 604,5 mil famílias beneficiárias tiveram aumento da renda no ano passado. As próprias famílias alteram atualizam seus dados cadastrais, mostrando a melhora de vida. Desse total, 261,4 mil superaram a condição de extrema pobreza, que é configurada por uma renda mensal por pessoa de até R$ 77, e começaram a receber um valor menor da complementação de renda.

Imagem: Reprodução

Imagem: Reprodução

Imagem: Divulgação

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Fonte: Portal Brasil.gov.br

“Máfia da Merenda”: Conselho de Ética da Assembleia Paulista sequer tem presidente

Plenário vazio da Assembleia Legislativa. Foto: JF Diório/Estadão

Plenário vazio da Assembleia Legislativa. Foto: JF Diório/Estadão

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) não fez nenhuma reunião no ano de 2016 e sequer elegeu o presidente para o mandato deste ano. A eleição da presidência do órgão está marcada apenas para o dia 10 de maio, próxima terça-feira.

O conselho tem missão de “preservar a dignidade do mandato parlamentar” e pode “instalar sindicâncias” para apurar se algum parlamentar faltou com o decoro e merece perder o cargo, segundo informações da Alesp.

A Casa tem três deputados citados no escândalo da “Máfia da Merenda”, investigada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público Estadual, por meio da Operação Alba Branca.

A operação apura fraudes em licitações e superfaturamento na venda de produtos da merenda escolar para Prefeitura e para o governo do Estado. Além do presidente da Alesp, deputado estadual Fernando Capez (PSDB), os deputados Fernando Cury (PPS) e Luiz Carlos Gordim (SD) foram citados por investigados e delatores durante a apuração do caso.

Todos eles negam qualquer participação em irregularidades e não sofrem nenhuma investigação partida de seus pares no Legislativo estadual.

Informações: Estadão

Clássico entre ABC e América contou com 500 PM’s na segurança

Imagem: Divulgação

Imagem: Divulgação

Para este evento, o Comando de Policiamento Metropolitano (CPM) elaborou, mais uma vez, um planejamento prevendo ações ostensivas e preventivas integradas com outros órgãos públicos e privados tais como a STTU, Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros, Serviço Móvel de Urgência (Samu), Polícia Civil e Consórcio Arena das Dunas.

“Cabe a corporação, em eventos desta natureza, regular as atividades a serem desenvolvidas antes, durante e depois das partidas, preservando a ordem pública no interior e na área de influência externa do evento esportivo”, disse o Chefe de Operações do COM, Tenente Coronel Manoel Kennedy.

Cerca de 500 policiais extras, das mais diversas unidades especializadas (Batalhão de Choque, Companhia Feminina, Regimento de Polícia Montada, Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas, Policiamento Turístivo, Prevenção ao Uso de Drogas, entre outras), além dos batalhões de área (1º, 3º, 4º, 5º, 9º e 11º BPMs) estiveram envolvidos diretamente na ação. O planejamento prevê a distribuição do efetivo ao entorno do estádio, mas também em vários locais onde haverão deslocamentos e concentração de torcedores em vias públicas e bares.

Nestes locais, além do policiamento a pé e com cavalos, também estão previstos patrulhamentos táticos móveis com abordagens durante todo o dia. Como realizado em todos os grandes clássicos, as saídas das torcidas do Estádio ocorreram de forma alternada, evitando encontro de grupos adversários. “O clima de disputa deve ocorrer só durante a partida e em clima de paz!”, ressaltou o Tenente Coronel Manoel Kennedy.

Itajá: Cinco pessoas são flagradas com crack e detidas pela polícia

Imagem: Reprodução

Imagem: Reprodução

A Polícia Militar prendeu na noite de ontem, cinco homens suspeitos de tráfico de drogas na cidade de Itajá. Foi durante patrulhamento que os militares do Núcleo de Operações Rodoviária Estadual (Nore) suspeitaram da atitude e decidiram abordar os cinco homens que estavam próximo a uma residência. Com eles foram encontrado várias pedras de crack, caracterizando tráfico de drogas. Todos foram conduzidos à delegacia de Macau para serem autuados em flagrante.