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Allyson diz ser alvo de ação do ‘sistema’ e fala em ‘enfrentar os que se acham donos do poder’

FOTO: JOSÉ ALDENIR

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), afirmou nesta quinta-feira 29 que a Operação Mederi é a reação do que chamou de “sistema” – que, segundo ele, jamais teria aceitado sua ascensão política, sua origem social e a projeção que conquistou no Estado. A declaração ocorre após o político ter sido alvo de um mandado de busca e apreensão na última terça-feira 27, em uma investigação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre possível desvio de recursos na área da saúde.

“O sistema é bruto. O sistema não aceitou nunca que eu, vindo de família simples, família humilde, chegasse a ser prefeito da cidade de Mossoró, retirando do poder um grupo que estava lá há mais de 70 anos”, afirmou Allyson, em entrevista ao Jornal do Dia, na TV Ponta Negra. Segundo ele, a resistência do “sistema” aumentou à medida que sua gestão ganhou reconhecimento e visibilidade. “O sistema nunca aceitou que eu fizesse uma gestão reconhecida pela cidade, a ponto de ser o prefeito mais votado da história de Mossoró de todos os tempos.”

O prefeito associou diretamente a operação ao momento político que vive, destacando sua posição nas pesquisas eleitorais. “Nosso nome está em primeiro lugar para as pesquisas ao Governo do Estado, mesmo sem nunca eu ter dito que seria candidato ao Governo do Estado. O sistema não aceita nunca, e não aceitou nunca, a nossa chegada a essa posição e a aceitação popular”, declarou.

“O sistema nunca aceitou eu nunca me submeter a ser aliado de uma ideologia ou me submeter a um determinado partido, a determinadas pessoas, e ficar realmente numa posição de inferioridade para que elas pudessem mandar em mim”, complementou.

Durante a entrevista, o prefeito repetiu em diversas ocasiões que a Operação Mederi não encontrou nada que comprometesse sua conduta pessoal ou administrativa. “Nada foi encontrado que desabone a minha conduta, a minha vida, a minha história”, afirmou, acrescentando que entregou espontaneamente equipamentos e documentos às autoridades. “Eu aprendi desde cedo que quem não deve, não teme. E eu não devo, não temo.”

Allyson destacou ainda que, segundo ele, agiu além do que era exigido formalmente pelas instituições. “Eu fiz questão que a gente entregasse para a Polícia Federal, para as instituições, toda a documentação, antes do prazo até que foi nos dados, para entregar”, disse – citando a entrega de documentos à PF no dia seguinte à operação, antes do prazo limite de 30 horas.

Em um dos momentos mais contundentes da entrevista, Allyson voltou a caracterizar a operação como uma tentativa de intimidação política. “Eu estou ainda mais forte, ainda mais convicto, que eu quero ser aquele que de fato enfrenta o sistema, aqueles que se acham donos do poder”, afirmou. Ele reforçou que não se sente intimidado. “Se estão achando que eu ia ficar parado, calado, acuado, com medo, envergonhado, não me conhecem.”

Cobertura da imprensa

Durante a entrevista, o prefeito também reclamou da cobertura da imprensa nacional. Segundo Allyson, houve uma distorção dos fatos e uma exposição desproporcional de sua imagem. “Pararam tudo que estavam fazendo para bater aqui, em mim”, afirmou. Ele criticou o que chamou de omissões deliberadas.

“Não falaram que era em cinco cidades, não disseram que na minha casa nada foi encontrado, a não ser o meu celular que eu entreguei, e o computador.”

Allyson foi além ao afirmar que informações essenciais foram ignoradas. “Não foi dito em nenhum momento pela imprensa nacional que não há nenhum tipo de áudio, não há nenhum tipo de conversa, de diálogo pessoal meu envolvido no processo”, declarou. Para ele, o foco na sua imagem teria sido proposital. “O que foi mostrado foi o meu rosto e uma tentativa clara de tirar a minha credibilidade, a minha autenticidade e a minha conduta.”

O prefeito disse acreditar que novas tentativas de desgaste ainda ocorrerão. “Não tenho dúvida que estão em curso ainda para tentar tirar a minha credibilidade ou me associar a alguém ou alguma coisa”, afirmou. Apesar disso, disse estar tranquilo. “Nada vai tirar a minha paz, nada vai tirar a minha fé, nada vai tirar a minha confiança.”

Prefeito nega ter discutido propina

O prefeito de Mossoró também negou qualquer relação indevida com empresários investigados e foi enfático ao tratar das suspeitas de corrupção. “Nunca pedi nem autorizei ninguém a pedir qualquer vantagem pessoal em meu nome”, declarou. Em outro momento, reiterou: “Nunca autorizei nenhum tipo de contato pessoal, seja de quem for da nossa equipe, relacionado a contratos, a vantagem, nunca.”

Ao comentar informações que circulam no inquérito, Allyson afirmou que eventuais diálogos citados são de terceiros e que caberá a eles prestar esclarecimentos. “Isso foi visto teoricamente de um diálogo de terceiros que terão que se explicar na Justiça”, disse, frisando que não há conversas pessoais suas no processo.

Agora RN

TRE-RN confirma cassação de prefeito e vice de Itaú; município terá governo interino

FOTO: DIVULGAÇÃO

O Tribunal Regional Eleitoral do RN (TRE-RN) confirmou, nesta terça-feira (27), a cassação do prefeito de Itaú, André Júnior, e do vice, Paulinho de Enoque. Por decisão unânime, a Corte rejeitou os embargos de declaração apresentados pela defesa, mantendo a perda imediata dos mandatos por irregularidades graves na eleição.

O relator do caso, juiz Daniel Maia, apontou que houve abuso de poder e condutas proibidas durante o pleito, justificando a medida extrema. Com a decisão unânime, a sentença se torna definitiva no estado e será cumprida nos próximos dias.

Com a confirmação da cassação, André Júnior e Paulinho de Enoque devem se afastar imediatamente da prefeitura. A Câmara Municipal de Itaú será oficialmente notificada pelo TRE-RN e assumirá o comando do município de forma provisória, garantindo a continuidade dos serviços básicos da cidade.

Governo interino

O presidente da Câmara terá a responsabilidade de conduzir a administração municipal até a realização de uma eleição suplementar, que será convocada pela Justiça Eleitoral para escolher os novos representantes.

Defesa pode recorrer ao TSE

A defesa do prefeito e do vice deve recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, buscando uma liminar para suspender o afastamento. O objetivo é permitir que os dois retornem temporariamente aos cargos enquanto o caso é analisado na instância máxima, embora especialistas alertem que liminares em situações como essa são raras.

O TRE-RN reforça que a decisão sobre a cassação é definitiva no estado e deve ser cumprida integralmente até que o TSE se pronuncie. O processo reforça a atuação da Justiça Eleitoral na fiscalização das eleições e na punição de irregularidades que comprometam a lisura do pleito.

A população de Itaú agora se prepara para participar de uma nova eleição, definindo quem assumirá o comando da cidade e encerrando o período de instabilidade política.

Novo Noticias

Reviravolta: Comando-geral da PM afirma que ‘Sargento Painho’ foi afastado após denúncia de crime

FOTO: REPRODUÇÃO

O Comando-geral da Polícia Militar se manifestou sobre o afastamento do famoso policial militar “Sargento Painho” da força tática da PM. A notícia foi dada aqui mais cedo e teria como justificativa o “excesso de mídia” do policial – motivo negado agora pelo Comando.

“A medida, administrativa e preventiva, fundamenta-se no dever legal e na transparência necessária após denúncias de suposto crime em abordagem recente cometido pelo referido policial”, disse o texto, enviado pelo Comando-Geral.

“O afastamento do policiamento ostensivo é um protocolo padrão para garantir a isenção das investigações conduzidas pela Diretoria de Justiça e Disciplina (Corregedoria)”, acrescentou.

​Sargento Painho ganhou notoriedade por, diversas vezes, ser a fonte da imprensa para falar de operações policiais, principalmente, na zona Leste de Natal. Ações como operação de drogas e prisão em flagrante de suspeitos de assalto. Além da operacionalidade, Sargento Painho também ganhou fama pelo apelido peculiar e por sempre cobrir o rosto ao falar de um jeito simples e popular.

Portal 96 FM

STF deve gastar até R$ 720 mil em sofás, cadeiras, mesas e poltronas

FOTO: TON MOLINA

O Supremo Tribuna Federal vai gastar até R$ 720 mil na aquisição de mobiliários.

O STF abriu processo licitatório para comprar 126 sofás (valor estimado de R$ 438 mil), 124 cadeiras, 79 mesas e 6 poltronas.

O prazo para a apresentação de propostas acaba na próxima quarta-feira (28). Ganha a licitação quem oferecer o menor preço.

A informação é do jornalista e colunista do ‘O Globo‘, Lauro Jardim.

Rogério Marinho vira aposta para unificar direita em torno de Flávio

FOTO: WALDEMIR BARRETO

Escolhido para ser o coordenador da campanha à Presidência de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o senador Rogério Marinho (PL-RN) também terá como missão acalmar os ânimos na direita. Aliados o veem como uma liderança capaz de restabelecer o diálogo após o estremecimento público no entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Líder da oposição no Senado, Marinho também é secretário-geral do PL, partido comandado por Valdemar Costa Neto. A escolha dele como coordenador foi elogiada pelo entorno de Tarcísio, que vê o senador como alguém capaz de buscar uma conciliação, acabar com o disse-que-disse dos bastidores e equalizar as expectativas tanto dos grupos que defendem Flávio quanto dos que são entusiastas do governador de São Paulo como melhor candidato ao Palácio do Planalto.

Citam ainda que a atuação de Marinho dentro do PL, no Congresso e no próprio governo Bolsonaro dá a ele credibilidade para ser ouvido pela família do ex-presidente, pela cúpula e pela base do partido, além de buscar construir um arco de aliança com o centro para apoiar Flávio Bolsonaro.

Na quinta-feira (22), um dia após Marinho anunciar ter sido escolhido pelo ex-presidente como coordenador da campanha, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e o governador Tarcísio de Freitas fizeram gestos de pacificação.

Após visitar o pai no Complexo da Papuda, Carlos publicou que deixou o presídio “com o firme propósito de amadurecimento e união”.

“O mais importante não é ter razão, mas garantir que o povo participe cada vez mais da construção daquilo que deseja, para que possamos verdadeiramente representá-lo. Que todos nós amadureçamos e compreendamos que, juntos, somos um todo e que, se não estivermos coesos, não ocorrerão as mudanças que almejamos. Essa foi a mensagem do meu pai hoje”, escreveu.

Depois, foi a vez de Tarcísio de Freitas ir às redes sociais reafirmar que é candidato à reeleição em São Paulo. Nos últimos dias, o governador vinha sendo alvo de críticas de bolsonaristas, que viram em seus gestos um movimento para a disputa do Palácio do Planalto.

“Sou pré-candidato à reeleição ao governo do estado de São Paulo e irei trabalhar sempre por uma direita unida e forte para tirar a esquerda do poder. Qualquer informação diferente desta não passa de especulação. Irei visitar o presidente Bolsonaro, a quem sou e serei grato e leal, na próxima quinta-feira, para prestar o meu total apoio e solidariedade”, disse o governador.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, respondeu à publicação de Tarcísio: “A esquerda treme!!! Bora resgatar o nosso Brasil juntos”.

Tarcísio teve autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para visitar Bolsonaro na Papuda nesta quinta-feira, mas o governador cancelou a ida alegando motivos de agenda.

O adiamento, porém, foi atribuído a um incômodo de Tarcísio com o tratamento que vinha recebendo do clã Bolsonaro, como se não fosse um ator relevante no jogo político da direita. Por outro lado, o cancelamento da visita irritou bolsonaristas, que dizem ter sido surpreendidos com a decisão do governador.

A visita de Tarcísio foi remarcada por Moraes para a próxima quinta-feira (29). A expectativa é que o encontro sirva para Bolsonaro cobrar empenho do governador na candidatura de Flávio ao Planalto, além de reforçar a mensagem de que o ex-presidente confia no chefe do Executivo paulista como um aliado leal.

CNN Brasil

Presidente da ALRN é obrigado a assumir governo do RN temporariamente em caso de vacância, diz advogado

FOTO: REPRODUÇÃO

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), Ezequiel Ferreira, é obrigado a assumir o governo do estado temporariamente em caso de vacância do Executivo, segundo o advogado criminalista Fernandes Braga. Em entrevista ao programa Repórter 98, da rádio 98 FM Natal, nesta quinta-feira (22), disse que essa assunção é uma determinação constitucional e não gera qualquer tipo de inelegibilidade.
Braga detalhou que o equívoco mais comum no debate político atual está na confusão entre “sucessão” e “substituição”. Segundo ele, durante muitos anos prevaleceu no Estado a interpretação baseada no artigo 61, parágrafo 2º, da Constituição do RN, que previa que, se a vacância nos cargos de governador e vice ocorresse no quarto ano do mandato, o presidente da Assembleia assumiria o governo como sucessor definitivo, sem necessidade de eleição.

Esse dispositivo, porém, deixou de valer depois que o Supremo Tribunal Federal o declarou inconstitucional ao julgar a ADI 1057. Com a decisão, esse trecho da Constituição estadual foi considerado sem efeito.

A partir dessa mudança, passa a valer apenas o parágrafo 1º do mesmo artigo, que determina um procedimento diferente: sempre que houver vacância simultânea do governador e do vice no terceiro ou no quarto ano de mandato, deve ser realizada uma eleição indireta para escolher o novo chefe do Executivo.

Até que essa votação seja organizada e concluída, cabe ao presidente da Assembleia assumir o governo apenas de forma provisória, unicamente para conduzir o processo. É por isso, explicou o jurista, que ele ocupa o cargo como substituto, e não como sucessor, o que afasta qualquer hipótese de inelegibilidade.

Braga ressaltou ainda que o presidente da Assembleia não tem liberdade para recusar essa função. Caso não queira assumir o comando temporário do Executivo, precisará renunciar ao cargo no Legislativo, única alternativa prevista. Do contrário, terá de cumprir a determinação constitucional.

Ao comentar um caso ocorrido em Alagoas em 2022, quando o presidente da Assembleia daquele estado não assumiu o governo e o Tribunal de Justiça conduziu a eleição indireta, o advogado ponderou que cada unidade da federação possui regras próprias. No caso potiguar, frisou, a decisão do STF retirou justamente o dispositivo que abriria essa brecha, o que impede a transferência dessa atribuição ao Tribunal de Justiça.

O jurista também afirmou que assumir o governo de forma temporária não torna o presidente da Assembleia inelegível para disputar a reeleição como deputado estadual. Ele também pode participar da própria eleição indireta para governador, mas, se eleito, ficará impedido de concorrer novamente a uma vaga no Legislativo.

A análise apresentada por Braga reforça os elementos jurídicos que moldam o cenário político atualmente discutido no Rio Grande do Norte, em meio às especulações sobre possíveis renúncias no Executivo estadual e a realização de uma eleição indireta para definir o comando do Estado.

Portal 98 FM

Rogério Marinho defende prisão domiciliar para Bolsonaro e cita indulto em eventual governo de direita

FOTO: REPRODUÇÃO/96 FM

O senador Rogério Marinho (PL) defendeu nesta quinta-feira 22 que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja transferido para a prisão domiciliar. Segundo o parlamentar, a medida seria compatível com a condição pessoal do ex-presidente – que, desde novembro de 2025, cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão, por tentativa de golpe de estado.

“Nós nos mantemos indignados e mantemos essa pressão para que o presidente tenha um tratamento mais digno. Ele tem 70 anos, comorbidades públicas, sofreu quatro intervenções cirúrgicas agora no cárcere. Antes, já tinha havido, em função da facada que levou, mais operações”, afirmou, em entrevista à rádio 96 FM Natal.

Ele afirmou também que espera que, na eventual vitória da direita na disputa presidencial de 2026, Bolsonaro seja beneficiado com um indulto na próxima gestão. “Ele e os demais”, declarou, citando outros condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Rogério Marinho sustentou que o ex-presidente vem sendo alvo de perseguição política e que o processo judicial estaria contaminado por irregularidades. Para ele, a condenação de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) foge aos parâmetros tradicionais do devido processo legal. “A primeira vez em que nós vemos na história recente do nosso país um ex-presidente sendo julgado não na primeira instância, mas diretamente no Supremo Tribunal Federal, sem direito a um duplo grau de jurisdição”, disse.

Além disso, o senador criticou que o julgamento não tenha ocorrido no plenário da Corte. “Na contramão da Constituição”, argumentou. Na avaliação de Rogério, o caso é ainda mais grave pela composição da Primeira Turma – onde o julgamento aconteceu. “Uma turma onde há pelo menos dois inimigos públicos do presidente”, afirmou, ao mencionar os ministros Alexandre de Moraes (relator) e Flávio Dino.

Rogério Marinho afirmou que a existência de desavenças pessoais deveria resultar no afastamento de magistrados do julgamento. “Ele tem um problema pessoal, uma desavença pessoal com o presidente, e ele descumpre inclusive a lei da magistratura, na hora em que ele, como alguém que é sabidamente desafeto do presidente, não se julga impedido para fazer o seu julgamento”, declarou, referindo-se a Dino.

Em relação ao mérito das acusações que envolvem tentativa de golpe de Estado, o senador contestou a existência de provas concretas. “Se você ler os autos do processo, até hoje não apareceu. É um papel apócrifo”, disse, ao comentar a chamada “minuto de golpe”. Segundo ele, as acusações do procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, se baseiam em suposições. “Na denúncia da Procuradoria, se infere, se supõe”, acrescentou.

Rogério também rebateu a caracterização de atos institucionais do governo Bolsonaro como crimes. Ao comentar a reunião com embaixadores, citada no processo, afirmou que se trata de atribuição do chefe do Executivo. “A Constituição Brasileira diz que quem tem interlocução com outros países é o chefe do Estado brasileiro, que é o Presidente da República, ou quem ele determinar”, declarou.

O senador comparou o atual contexto a decisões que, segundo ele, relativizaram o direito em outros momentos da história recente. “Nós estamos vivendo o que eu chamo de jurisprudência de exceções”, afirmou. Para Rogério, houve um ambiente em que “se ultrapassou a lei para se impedir que Bolsonaro continuasse na vida pública”.

Durante a entrevista, o parlamentar reconheceu a polarização política no País, mas rechaçou a ideia de que a responsabilização judicial de Bolsonaro decorra de crimes comprovados. “Crime não, eu sou testemunha”, disse, ao ser questionado sobre excessos cometidos durante o governo anterior.

Agora RN

‘Oportunismo eleitoreiro’ de Lula no piso do magistério custará R$ 8 bi

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) criticou como “eleitoreira e oportunista” a iniciativa do presidente Lula (PT) de editar uma Medida Provisória (MP) que reajusta o piso nacional do magistério em 5,4%, alterando o critério técnico e estável que previa um índice de 0,37%. O aumento para professores da educação básica pública anunciado pelo chefe do governo petista nesta quarta-feira (21) terá impacto estimado em até R$ 8 bilhões aos cofres municipais, alertou o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.

“É inaceitável que, após anos de silêncio diante de reajustes elevados e ilegais — como os de 33,24% em 2022, e de 14,95% em 2023 —, agora, quando o índice sinaliza 0,37%, o governo federal se mobilize para editar uma MP sob o argumento de ‘injustiça’ no cálculo. Essa incoerência fere a lógica da gestão pública responsável e evidencia o uso político de um instrumento que deveria ser técnico e estável”, condenou Ziulkoski.

A Confederação que representa prefeitos brasileiros sugere que os aumentos reais nos vencimentos devem ser negociados entre os governos municipais e seus respectivos quadros do magistério. Porque dependem das condições fiscais e orçamentárias das prefeituras e dos limites de despesas com pessoal impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

“O governo federal faz mais uma vez bondade com chapéu alheio e enfatiza que não se constrói valorização da educação com medidas casuísticas, nem se respeita o pacto federativo com decisões unilaterais em ano eleitoral. O piso deve ser política de Estado, responsável e consequente”, critica o presidente da CNM.

Ao anunciar o aumento, Lula exaltou que atualizou a forma de cálculo do piso do magistério da educação básica, garantindo ganho real e estabelecendo o que considerou proteção fundamental de que a correção do piso nunca deverá ficar abaixo da inflação do ano anterior. Com a medida, em 2026, o piso passará de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63.

“Investir na Educação é garantir melhores condições de remuneração aos nossos professores. Isso é respeito e compromisso com quem dedica a vida a ensinar”, argumentou o presidente petista.