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Categoria: Segurança

Policiais e bombeiros militares decidem manter paralisação no RN

Categoria fez uma assembleia na tarde desta quarta-feira para anunciar decisão

Os sargentos e subtenentes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros vão manter a paralisação das atividades ostensivas e não sairão com as viaturas dos batalhões, apesar da decisão judicial que considerou ilegal a ação das tropas.

A decisão foi anunciada durante assembleia informativa da Associação dos Militares, na tarde desta quarta-feira (27).

Fonte: Tribuna do Norte

Corpo de Bombeiros dá dicas de segurança para queima de fogos no réveillon

Foto: ASCOM/CBMRN

Muito utilizados nas festas de fim de ano, o manuseio de fogos de artifício, produtos que têm materiais explosivos em sua composição, exigem cuidados. A correta utilização evita acidentes graves como queimaduras, amputações e incêndios. O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) orienta a população de como comemorar o réveillon com segurança, seja em ambientes domésticos ou em eventos abertos.

De acordo com a major Denise Bezerra, chefe do Serviço de Atividades Técnicas (SAT) da corporação, os fogos devem ser utilizados longe de postos de combustível, produtos inflamáveis, fios de eletricidade, fachadas de edifício e florestas. Ele destacou ainda que é prudente evitar soltar fogos perto de animais, pois eles costumam ficar enraivecidos e descontrolados. Também é preciso analisar a classificação dos fogos e para quais ambientes a utilização é permitida.

“Com relação aos fogos de artifício é preciso ficar atento à procedência, às especificações técnicas para o uso, a data de validade, se o produto é certificado pelo Inmetro e ainda a faixa etária que ele pode ser utilizado”, explicou.

A major explica que a maior parte dessas ocorrências acontece em festejos dentro de casa, quando a manipulação de explosivos se dá de forma inadequada. “A maior parte das pessoas que compra esse material sequer lê a embalagem, as instruções de uso. Muitos ainda soltam foguetes sob efeito de bebidas alcoólicas ou deixam que crianças e adolescentes manipulem esses artefatos”, observa.

“Sempre apontar os fogos de artifícios para um local seguro, longe de pessoas, longe de copa de árvores, fiação e prédios. Utilizar algum objeto prolongável, entre sua mão e o artefato explosivo, porque no caso de uma ativação antecipada do fogo de artifício nós não teremos lesões. Toda vez que for soltar, nunca olhar para um rojão ou para a bomba para evitar lesão nos olhos e nas mãos”, explica.

Em caso de queimaduras, a recomendação inicial é esfriar a lesão com água corrente e fria. Não deve ser colocado nenhum produto em cima, como pasta de dente, manteiga, clara de ovo ou nada que o vizinho diga que se deve fazer. Envolva o membro ou a extremidade queimada e leve a vítima a um hospital, ou a um posto de saúde para que um médico que possa avaliar.

Cada tipo de produto Pirotécnico tem uma classificação, de acordo com o seu poder de explosão ou queima. Essa classificação está adequada à idade do usuário e de acordo com a norma do Ministério do Exército, R 105, para isso todo produto deve possuir na embalagem sua classificação, que pode ser: Classe A (Infantil) – Podem ser vendidos a menores e sua queima é livre (recomendável assistência de adultos); Classe B (Juvenil) – Podem ser vendidos a menores, mas a sua queima é proibida em terraços, portas ou janelas que tenham proximidade com vias públicas (também sob a assistência de adultos); Classe C (Adulto) – Venda proibida a menores de 18 anos; Classe D (Profissionais) – Venda proibida a menores de 18 anos em qualquer hipótese. Só pode ser queimado com licença prévia da autoridade competente.

Confira mais algumas dicas

· Evite a compra de material clandestino, que na maioria das vezes não é testado.

· Confira sempre o certificado de garantia do foguete.

· Ao utilizar os fogos de artifício leia atentamente as instruções contidas na caixa.

· Não segure os fogos de artifício com as mãos. Compre artefatos que venham com a base para encaixar no suporte dos fogos de artifício, para que seja possível colocar no chão.

· Prenda o rojão em uma armação, em uma cerca ou em um muro, e não fique próximo na hora de acender.

· A distância para explodir os fogos com segurança é de 30 a 50 metros de pessoas, edificações e carros.

· Não tente acender fogos que falharem. Se não ocorrer a detonação, jamais tente reutilizá-lo. Tenha sempre um recipiente de água por perto para colocar os foguetes já usados, ou aqueles que falharam, para não haver riscos de novas explosões.

· Dispare os fogos somente ao ar livre, um de cada vez, e veja se não há substâncias inflamáveis ou redes elétricas nas proximidades.

· Nunca atire fogos de lugares fechados, como carros ou residências.

· Nunca atire fogos na direção de outras pessoas.

· Nunca faça experiências, modifique ou tente fazer seus próprios fogos de artifício.

· Nunca utilize fogos após ingerir bebidas alcóolicas;

· Não desmontar os fogos;

· Não fumar dentro dos estabelecimentos que vendem fogos;

· Uma simples bombinha, se estourar muito perto do rosto de alguém ou de outras partes do corpo, pode causar cegueira, trauma acústico ou mutilação.

· Não deixar as crianças manipularem, tampouco permanecerem próximas aos fogos.

· Mantenha a caixa de fósforos ou isqueiros longe do alcance de crianças para que elas não utilizem esses materiais escondidas de você.

· Em caso de queimaduras, a recomendação inicial é esfriar a lesão com água corrente e fria. Não deve ser colocado nenhum produto em cima, como pasta de dente, manteiga, clara de ovo ou nada que o vizinho diga que se deve fazer. Envolva o membro ou a extremidade queimada e leve a vítima a um hospital, ou a um posto de saúde para que um médico que possa avaliar.

RN: policiais e bombeiros continuam parados apesar de decisão judicial

No RN, PMs estão aquartelados há uma semana (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

Policiais militares, bombeiros e civis do Rio Grande do Norte permanecem parados. A paralisação teve início no dia 19 devido aos atrasos nos pagamentos de salários e ao que as categorias classificam como “más condições de trabalho”. Na última segunda-feira (25), a desembargadora Judite Nunes, do Tribunal de Justiça estadual (TJ-RN), declarou ilegal a ação dos policiais e determinou o imediato retorno da categoria à rotina habitual de trabalho. Em sua decisão, a desembargadora alertou para o risco de aumento de saques e roubos, bem como sobre o risco de perdas de vidas em decorrência da situação.

As categorias podem decidir hoje (27) os rumos da paralisação.

Os policiais civis, que não estão de plantão, foram convocados a doar sangue. Eles esperam pela resposta do delegado-geral da Polícia Civil, a quem a diretoria do Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública (Sinpol) pediu uma reunião a fim de discutir as condições para a categoria voltar ao trabalho.

Em nota, o presidente do Sinpol, Nilton Arruda, afirma que os policiais civis precisam receber os salários para arcar com suas contas e se deslocarem até as unidades de trabalho. “Estamos falando de uma necessidade básica do trabalhador, que é o salário. Os policiais civis ainda não receberam seus salários de novembro, nem o décimo terceiro e também não sabem quando vão receber o de dezembro. Ou seja, a situação chegou no limite do limite. Por isso, desde a semana passada temos realizado essas mobilizações”, disse Arruda.

Já a Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais e Bombeiros Militares (Asspmbm) convocou uma assembleia geral para as 14h de hoje, para esclarecer sobre a decisão da desembargadora. Em nota, a entidade afirma que não lhe cabe obrigar os associados a voltarem a patrulhar as ruas.

“Principalmente [quando isso] contraria dispositivos legais e de segurança. A decisão de aderir ou não à Operação Segurança com Segurança foi, e ainda é, individual de cada policial e bombeiro”, sustenta a associação, alegando que os policiais militares e bombeiros atuam em situação precária.

O governo do Rio Grande do Norte informa que enfrenta uma crise financeira decorrente de uma “combinação de circunstâncias” como a crise econômica, a redução de repasses federais, seca prolongada, queda drástica na receita de royalties e aumento do déficit previdenciário. O estado pediu socorro ao governo federal.

Na semana passada, o Ministério da Fazenda vetou repasse de R$ 600 milhões do Orçamento da União ao estado por recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU). Nessa terça-feira (26), a secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi, descartou ajuda ao Rio Grande do Norte com recursos do Orçamento.

Uma equipe técnica do Tesouro Nacional foi enviada ao estado para analisar a situação das contas do governo local e conceder um empréstimo em troca de um programa de ajuste fiscal. Segundo Ana Paula, o Tesouro está atuando em parceria com o Banco Mundial para elaborar um plano de modernização da gestão pública no Rio Grande do Norte. Ela não deu prazo, mas disse que a missão será concluída no início de 2018.

De acordo com a secretária do Tesouro, existem diversas unidades da Federação com dificuldade para manter a prestação de serviços públicos, mas o governo federal precisa tratar todos os estados com isonomia.

O governador do estado, Robinson Faria, pediu que o ministro Henrique Meirelles reconsidere a liberação dos recursos, que seriam usados para pagamento de salários atrasados de servidores públicos.

Força Nacional

Desde o dia 22, um efetivo extra da Força Nacional de Segurança Pública faz patrulhamento ostensivo em Natal a fim de tentar garantir a segurança nas ruas e nos presídios. Foi o próprio governo estadual quem solicitou que a tropa federal que já vem atuando no estado há mais de um ano fosse reforçada devido à manifestação dos policiais e bombeiros.

Inicialmente, a Força Nacional foi convocada para ajudar a controlar a crise do sistema penitenciário potiguar. Posteriormente, esses policiais deixaram de atuar nos presídios para ajudar a Polícia Militar na segurança.

No dia em que os policiais e bombeiros deflagraram a paralisação, a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) ativou o Gabinete de Gestão integrada (GGI), que reúne representantes de diversos órgãos da segurança pública potiguar para acompanhar e deliberar ações em todo o estado.

Guarda Municipal em Natal recupera 23 veículos roubados em cinco dias de ações ostensivas

As medidas de reforço no patrulhamento ostensivo tomadas pela Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semdes) por meio do Comando da Guarda Municipal (GMN) já resultaram na recuperação de 23 veículos roubados entre os dias 21 e 26 deste mês. Somente no final de semana sete automóveis foram localizados pelas equipes de guardas municipais, sendo mais três encontrados durante essa terça-feira (26).

A operação denominada saturação vem sendo comandada diretamente pelo subcomandante de Segurança da GMN, Alberfran Grillo, que informou dispor de 12 viaturas patrulhando sistematicamente os dois maiores bairros de comércio popular da cidade e os principais corredores de transporte público, além das áreas de competência da Prefeitura do Natal. “Estamos diuturnamente nas ruas dando o melhor para levar segurança ao cidadão de bem e tentar minimizar a ausência de policiamento ostensivo que a capital vem sofrendo”, comentou.

O subcomandante Alberfran também explicou que o aumento do serviço de recuperação de veículos roubados se deu principalmente pela quantidade de roubos que foi acentuada nos últimos dias. “Os assaltantes estão se prevalecendo da diminuição do patrulhamento ostensivo para efetuar esse tipo de crime, mas estamos atentos”, concluiu.

O efetivo de patrulhamento de rua da GMN foi ampliado desde o último dia 21 por determinação do prefeito Carlos Eduardo, no intuito de reforçar a segurança da cidade devido a paralisação das policias Civil e Militar. O número de guardas municipais foi aumentado com a utilização de diárias operacionais, que traz para o serviço regular agentes que estão em gozo de folgas.

As guarnições da GMN estão patrulhando a cidade utilizando não só o armamento de fogo comum, como pistolas 380 e revólveres calibre 38, mas também o armamento com maio poder letal, a exemplo das espingardas calibre 12.

Número de mortes em acidentes nas rodovias federais no Natal cai 30%

O número de mortes em acidentes nas rodovias federais no feriado de Natal caiu 30% na comparação com o mesmo período de 2016. Este ano, foram 79 mortes, ante 113 no ano passado, segundo balanço divulgado hoje (26) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O órgão registrou 1.352 acidentes em rodovias federais de 22 a 25 de dezembro, com 1.320 feridos. Do total de registros, 252 foram acidentes graves, quando resultam em, pelo menos, um óbito ou um ferido gravemente.

Durante o feriado de Natal, a PRF flagrou 3.539 motoristas realizando ultrapassagens irregulares e 34.487 dirigindo com excesso de velocidade em rodovias federais de todo o Brasil. Além disso, 627 motoristas foram multados por dirigir após ingerir bebida alcoólica e 1.418 foram flagrados sem cinto de segurança.

Entre os motociclistas, 232 foram multados por pilotar sem capacete. E 278 motoristas foram flagrados transportando crianças sem a cadeirinha.

Ao todo, 33.133 pessoas e 32.630 veículos foram fiscalizados no feriado de Natal e 19.358 testes de bafômetro foram aplicados.

Operação de fim de ano e férias  

A ação de fiscalização da PRF faz parte da Operação Rodovida, iniciada na sexta-feira (22). Criada em 2011, a operação é comandada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da PRF, com apoio da Presidência da República, Casa Civil e dos ministérios das Cidades, da Saúde e dos Transportes.

Segundo o porta-voz da operação, o policial Diego Fernandes Brandão, apesar da queda no total de mortes, os acidentes fatais poderiam ser evitados, porque são resultado principalmente de excesso de velocidade, ultrapassagens indevidas, consumo de álcool ao dirigir, falta de equipamentos de segurança e de falta de atenção. “São condutas evitáveis. A gente tem um rol muito grande de mortes que poderiam ser evitadas com mudança de atitude”.

A Operação Rodovida continuará até o dia 18 de fevereiro. “Seguirá no fim de ano, durante as férias escolares e até o Carnaval, períodos com fluxo mais intenso nas estradas”, disse o porta-voz da PRF.

Associação de PMs nega greve e diz que categoria não tem condições de trabalho

Na tarde desta terça-feira (26), a Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais e Bombeiros Militares (ASSPMBMRN) foi notificada judicialmente pelo Tribunal de Justiça do RN sobre a decisão da desembargadora Judite Nunes, que acatou o pedido do Governo do Estado e determinou o retorno imediato dos policiais à rotina habitual de trabalho. O setor jurídico da Associação está ciente do caso e tomará as medidas Legais cabíveis. Nesta quarta-feira (27), às 14h, será realizada uma Assembleia Geral, no Clube Tiradentes, para esclarecimento da situação aos policiais e bombeiros.

Não cabe à Associação obrigar seus associados ao retorno normal das atividades de policiamento ostensivo, principalmente contrariando dispositivos legais e de segurança. A decisão de aderir ou não à Operação Segurança com Segurança foi, e ainda é, individual de cada policial e bombeiro. Os militares estaduais atuam em situação precária, se esforçam todos os dias para prestar um bom serviço, mas não têm o reconhecimento do Governo que sequer oferece condições mínimas e adequadas para o trabalho e nem mesmo a garantia do salário mensal em dia.

Policiais civis continuam mobilização enquanto avaliam decisão judicial

Os policiais civis do Rio Grande do Norte, após o recebimento da decisão judicial, decidiram em Assembleia Geral Extraordinária, nesta terça-feira, dia 26 de dezembro, manter-se mobilizados na sede do Sindicato. Eles aguardam a análise da decisão por parte do Setor Jurídico e posterior orientações de como a categoria deverá se comportar.

O SINPOL-RN irá recorrer da ação movida pelo Governo do Estado, ressaltando mais uma vez que os policiais civis não deflagraram greve em nenhum momento e que as mobilizações que estão sendo realizadas desde a semana passada visam unicamente a garantia do direito fundamental do trabalhador, que é o salário.

“Infelizmente, além de não pagar os servidores públicos, o Governo do Estado entra na Justiça para impedir nosso direito de reivindicar nossos salários. E a Justiça aceita o pedido, praticamente obrigando que os policiais trabalhem normalmente sem receber, como se nada estivesse acontecendo. Isso é quase trabalho escravo”, comenta Nilton Arruda, presidente do SINPOL-RN.

Apesar disso, ele destaca que o Sindicato e a categoria vão acatar a decisão judicial. “No entanto, a mobilização continua nesta terça-feira e estamos tentando encontrar um caminho coerente, pois não temos condições de manter a normalidade dos serviços sem salário de novembro, sem 13º e sem salário de dezembro. Os policiais não têm como se deslocar para o local de trabalho e nem se alimentar durante as atividades, por exemplo”.

Na tarde desta terça-feira, os policiais civis realizarão nova assembleia geral para definir quais serão os próximos passos e ações. “Ainda hoje deveremos entrar com o recurso, haja vista que ao nosso entender não estamos cometendo nenhuma ilegalidade. Queremos sim trabalhar e atender a população como ela merece, porém, necessitamos ter as condições mínimas para isso. Sem salário não dá”, finaliza Nilton Arruda.

*Com informações do Sinpol-RN

Em uma semana sem polícia na rua, RN tem 50 homicídios e mais de 360 roubos

Secretário de Finanças de São José do Campestre foi assassinado no sábado (23); dentro do carro estava a mãe dele, que é prefeita da cidade (Foto: Ranniery Sousa/Inter TV Cabugi )

É destaque no portal G1/RN que em uma semana sem policiamento nas ruas, o Rio Grande do Norte registrou 50 homicídios, de acordo com o Observatório da Violência Letal Intensional (Óbvio) – instituto que contabiliza crimes deste tipo no estado. Somente na região metropolitana de Natal, nesse mesmo período, aconteceram 163 roubos de carros. Ao todo, foram 360 crimes contra o patrimônio, segundo dados da Secretaria de Segurança do Estado.

Desde a terça-feira (19), em protesto contra atrasos de salários e falta de condições das viaturas, do material de proteção e das armas, policiais militares estão aquartelados. No último final de semana, entre a sexta (22) e o feriado desta segunda (25), 34 pessoas foram vítimas de homicídio no estado.

Fonte: G1/RN