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Categoria: Segurança

Mapa do Feminicídio 2017 mostra que 16 mulheres já foram mortas no RN

PELO MENOS QUATRO MULHERES FORAM MORTAS POR QUESTÕES DE GÊNERO FOTO REPRODUÇÃO

O Mapa do Feminicídio do Rio Grande do Norte, levantamento feito pelo Observatório da Violência Letal Intencional do RN (OBVIO), mostra que 16 mulheres já foram mortas violentamente no estado somente este ano. Do total, 4 delas teriam sido assassinadas por questão de gênero – o chamado feminicídio.

O mapeamento apontou ainda que a maior parte das vítimas têm entre 18 e 30 anos, cuja maioria dos agressores são maridos, namorados e/ou ex-companheiros.

Outro dado preocupante se refere à forma como as mulheres foram assassinadas: 12 foram mortas por arma de fogo, uma por asfixia, outra por arma branca, uma por queimadura e outra por espancamento.

RESPOSTA

Para melhorar o atendimento às vítimas nas delegacias do estado, a Secretaria de Segurança vem capacitando policais civis e desenvolvendo metodologias investigatórias do feminicídio.

“A lei Maria da Penha é perfeita, mas infelizmente o Estado não está preparado nem estruturado para proteger as nossas mulheres. Elas fazem o boletim de ocorrência, solicitam a medida (protetiva) e voltam para casa com um papel. Se aquele homem se aproximar ela liga para a polícia. Quando a polícia chegar ela já está morta”, ressaltou a delegada aposentada Margareth Gondim.

As cinco unidades das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), que funcionam em Natal, Parnamirim, Caicó e Mossoró, instauraram no ano de 2016 um quantitativo de 2.553 procedimentos investigativos, como inquéritos policiais e termos circunstanciados de ocorrência.

As investigações são relacionadas aos casos de violência doméstica que foram praticados contra as mulheres no Rio Grande do Norte, envolvendo crimes como estupro, violência sexual mediante fraude, assédio sexual e lesões corporais.

Dos mais de 2.500 procedimentos instaurados, 2.394 procedimentos foram concluídos, o que significa que os autores das violências foram devidamente identificados e que os casos foram remetidos para as providências judiciais. Todo o trabalho das equipes das delegacias resultou na prisão de 124 suspeitos pelas práticas de crimes contra mulheres.

“As vítimas estão mais conscientes, elas tem buscado a delegacia, tem requerido medidas protetivas, solicitam apoio da casa abrigo. Infelizmente como a criminalidade é ascendente, isso não poderia ser diferente com relação a violência doméstica, mas eu vejo que a realidade tem mudado”, acrescentou a delegada Igara Rocha.

O feminicídio, que passou a valer em março de 2015, é uma qualificadora para o crime de homicídio praticado contra mulheres por razões de gênero. A lei considera a questão de gênero quando o crime envolve violência doméstica e familiar ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher. A pena é de 12 a 30 anos de prisão, maior do que para homicídio. E a punição pode ser aumentada se o crime for contra gestantes, menores de 14 anos ou maiores de 60.

 

Fonte: G1

Bloqueadores em Alcaçuz serão religados próxima semana, diz Sejuc

BLOQUEADORES DE CELULAR INSTALADOS NA PENITENCIÁRIA ESTADUAL DE ALCAÇUZ DEVEM VOLTAR A FUNCIONAR NA PRÓXIMA SEMANA/ FOTO ANDREA TAVARES

Os bloqueadores de sinal de celular da Penitenciária Estadual de Alcaçuz – maior presídio do Rio Grande do Norte – devem voltar a funcionar na próxima semana. A informação é do secretário de Justiça e da Cidadania, Wallber Virgolino.

Três das 11 torres foram danificadas durante as rebeliões que ocorreram em janeiro. Na ocasião, pelo menos 26 detentos foram mortos. O episódio ficou conhecido como o ‘Massacre de Alcaçuz’ – o mais violento da história do sistema prisional potiguar.

A penitenciária, a maior do estado, fica em Nísia Floresta, na região Metropolitana da capital potiguar. Lá, segundo recontagem feita nesta segunda (6), são 828 presos. A capacidade é para 620.

REPAROS SEM CUSTOS

Ao G1, Wallber Virgolino afirmou que a empresa responsável pela instalação e manutenção dos equipamentos é quem vai arcar com os custos dos reparos. “Nós só pagamos quando os bloqueadores estão 100% funcionando”, ressaltou.

A Sejuc possui três contratos com a Neger Tecnologia e Sistemas Ltda, sediada no interior de São Paulo. No Rio Grande do Norte, três das 33 unidades prisionais mantidas pelo Estado possuem bloqueadores de celular: Penitenciária Estadual de Parnamirim, Penitenciária Estadual de Alcaçuz e Cadeia Pública de Nova Cruz. Por mês, o custo é de R$ 116 mil. Destes, R$ 28 mil são para Nova Cruz, R$ 29 mil para Parnamirim e R$ 59 mil para Alcaçuz.

“Ainda não pagamos nenhum mês pelos serviços, pois reza o contrato que para esse pagamento ser feito é preciso que os bloqueadores estejam funcionando 100%, o que ainda não aconteceu plenamente”, afirmou Virgolino.

Em Parnamirim, cidade da Grande Natal, os bloqueadores foram instalados no dia 28 de julho do ano passado. Em Nova Cruz, na região Agreste, em meados de novembro. Já em Alcaçuz, foram ligados no dia 7 de dezembro.

PREOCUPAÇÃO NA SEGURANÇA

A instalação dos bloqueadores em Alcaçuz é assunto recorrente e preocupação constante para os órgãos de segurança pública do estado. Tanto que, em setembro do ano passado, 116 militares da Força Nacional chegaram a Natal para reforçar o policiamento no entorno de presídios e áreas de risco da cidade – tudo em razão da instalação do equipamento.

A medida foi necessária em razão da onda de ataques que várias cidades do estado sofreram após a instalação de bloqueadores de celular na Penitenciária Estadual de Parnamirim.

 

Fonte: G1

Muro é concluído e barreira de contêineres é retirada de Alcaçuz

MURO COM BLOCOS DE CONCRETO FICOU TEM 90 METROS DE EXTENSÃO/ FOTO ADRIANO ABREU

O muro de blocos de concreto para separar duas facções dentro da penitenciária de Alcaçuz foi concluído e, nesta segunda-feira (6), e os contêineres que faziam a divisão começaram a ser retirada. A barreira tinha sido montada após rebeliões registradas em janeiro, que deixaram pelo menos 26 mortos no presídio.

A obra de construção do muro de concreto teve início em 8 de fevereiro e tinha previsão de conclusão para o dia 22 passado. No entanto, houve atraso. De acordo com o governo do estado, o muro de concreto deve separar os pavilhões 1, 2 e 3 (ocupados por membros do Sindicato do RN) dos pavilhões 4 e 5 (dominados pelo PCC).

Ele tem 90 metros de extensão por 6,40 metros de altura a partir de uma base de 80 centímetros de largura. O custo da parede, R$ 794.028, inclui a fabricação, transporte e execução de blocos modulares.

Enquanto o muro não ficava pronto, os contêineres colocados ainda em janeiro faziam a separação dos pavilhões. Além dessa barreira, o governo do estado tem contado com atuação de uma força tarefa do Departamento Penitenciário Nacional, com atuação de agentes de outros estados em Alcaçuz.

O secretário de Justiça e Cidadania, Wallber Virgolino, informou ao G1 que as obras que estão sendo realizadas na área externa de Alcaçuz, como a colocação de uma cerca em volta de todo o perímetro do presídio, devem ficar prontas até o final desta semana.

MURO TAMBÉM TEM 6,40 METROS DE ALTURA E 80 CENTÍMETROS DE LARGURA/ FOTO DIVULGAÇÃO

 

Fonte: G1

Agentes penitenciários do RN processam fabricante de armas

SEGUNDO ADVOGADO RESPONSÁVEL PELA AÇÃO, A BALA FICA TRAVADA E A ARMA NÃO DISPARA/ FOTO G1

Um grupo de agentes penitenciários de Apodi, cidade do Oeste do Rio Grande do Norte, está processando a maior fabricante de armas do Brasil – a Taurus. Segundo um agente que não quis ser identificado, as pistolas não disparam. “Precisei fazer uma intervenção e a arma não disparou. Minha vida está em risco”, relatou.

Em reportagem exibida no programa Fantástico, a Taurus afirmou ter conhecimento de algumas ações judiciais nas quais são alegados problemas com armamentos Taurus no Brasil, mas nega a existência de falhas ou defeitos nos mecanismos de funcionamento e segurança das armas. “Ressaltamos que não foi encontrado qualquer defeito específico em nenhum modelo de armas produzidas pela Taurus, segundo perícias realizadas até o momento dentro das normas técnicas aplicáveis”, afirmou a fabricante.

Segundo o advogado Jorge Ricard Jales Gomes, responsável pela ação, o processo foi protocolado na Comarca de Apodi na última quinta-feira (2). “Estamos esperando o primeiro despacho do juiz, que é a marcação da audiência para que a Taurus de manifeste”, explicou. “Temos perícia e testemunhas que provam o problema que estamos relatando. A bala fica travada na arma e não atira”, afirmou.

‘VÍTIMAS DA TAURUS’
A quantidade de acidentes e incidentes, alguns bem mais graves que o relatado no RN, motivou a criação da página ‘Vítimas da Taurus’. Fica no Facebook, onde as situações são expostas para pressionar a fabricante. Os policiais cobram providências em nível nacional.

O Fantástico exibiu resultados de um teste realizado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, em 2016, para avaliar a eficiência das armas da Taurus em um lote adquirido em 2013. Das 55 pistolas examinadas, 36 tiveram problemas, sendo 20 da PT 940, que apresentaram pelo menos uma falha, e outras 16 da PT 840, que teve 16 reprovadas.

Segundo o agente penitenciário do RN que não quis ser identificado, o trabalho já é arriscado e fica ainda mais difícil com a falha do armamento. “Põe em risco a minha vida. Ela tem um defeito que trava e impede a minha ação, mas também pode disparar a qualquer momento. É uma bomba relógio”, lamenta.

As armas dos sete agentes que entraram com a ação foram compradas para uso pessoal, mas a empresa detém, pela lei nº 12.598/2012, o direito, quase que exclusivo, de fomentar o mercado de armas das polícias brasileiras. “Vamos acionar também o Ministério Público para essa questão”, destacou o advogado Jorge Ricard.

Na ação, os agentes pedem o ressarcimento sobre o valor atualizado das pistolas, do modelo PT638, que podem custar até R$ 4,5 mil. “A indenização pode chegar a R$ 6 mil, pois tem também o risco de vida que esses homens correm”, explicou Ricard.

 

Fonte: G 1

Abertas inscrições para curso surf-salva promovido pelo Corpo de Bombeiros do RN

TREINAMENTO OFERECIDO GRATUITAMENTE AOS SURFISTAS AJUDA BANHISTAS EM SITUAÇÃO DE AFOGAMENTO/ FOTO ASSECOM

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN), em parceria com a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), promove o curso gratuito Surf-Salva, para ensinar aos surfistas do litoral potiguar procedimentos básicos de como salvar banhistas afogados. As inscrições estão abertas até o dia 11 de março e podem ser feitas pelo telefone 98129-3875.

O curso tem o objetivo de reduzir o número de afogamentos e o Surf-Salva é uma das mais poderosas formas de ajudar. O curso tem conteúdo teórico e prático e é realizado em linguagem simples e fácil de ser transmitida. “O objetivo é ensinar aos surfistas, que estão todos os dias nas praias de litoral junto com os guarda-vidas, sem que para isto se torne uma vítima da situação. Desta forma, passa-se o aprendizado a outros, multiplicando o conhecimento, resultando em milhares de vidas salvas em nosso país”, explica o tenente coronel Monteiro.

Pesquisas mostram que, 51% dos surfistas já presenciaram alguém morrendo na praia, 74% já participaram de algum salvamento, 32% afirmam ter medo por não ter conhecimento de primeiros socorros, 46% já tiveram a oportunidade de ajudar um guarda-vidas, e 84% gostariam de participar de algum curso de primeiros socorros para afogamento. Já do lado dos guarda-vidas, 41% já foram auxiliados alguma vez por um surfista, e 84% acreditam que o surfista possa realizar um salvamento.

No curso são ensinadas técnicas de ressuscitação dentro d’água, introdução a Salvamento Aquático, Equipe “Guarda-vidas e Surfista”, noções de oceanografia, socorro com prancha de surf, suporte básico de vida, prática em manequins e medidas de prevenção. O curso será realizado no dia 8 de abril, na praia de Cotovelo, Litoral Sul do Rio Grande do Norte.

 

Fonte: assecom

Corpo de Bombeiros divulga recomendações que devem ser seguidas em caso de temporal

MOSSORÓ REGISTRA CHUVAS DESDE O ÚLTIMO SÁBADO/ FOTO O MOSSOROENSE

O Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Norte divulgou uma lista de recomendações para a população que devem ser aplicadas em dias de chuva.

A corporação orienta que caso seja inevitável sair para a rua, é importante estar atento a algumas dicas, como circular de carro com os faróis acesos; evitar passar por lugares alagados; e não deixar crianças brincando na enxurrada ou nas águas de córregos, pois elas podem ser levadas pela correnteza ou contrair graves doenças, como hepatite e leptospirose.

Para os moradores das regiões de risco – morros e encostas – os bombeiros recomendam que as pessoas procurem locais seguros para se abrigar.

Em caso emergência, o número do Corpo de Bombeiros é o 193. A corporação divulgou uma lista de cuidados e precauções que devem ser tomados em períodos chuvosos.

EM CASA

Se possível, ponha a salvo seus bens, mas lembre-se que algumas inundações se apresentam repentinamente. Nesses casos, o mais importante é proteger a sua vida e de seus familiares.

Encaminhe-se imediatamente para um lugar seguro (partes mais altas da cidade); ao primeiro sinal de chuva forte, deixe móveis e eletrodomésticos fora do alcance da água.

Desligue equipamentos elétricos e eletrônicos, e feche os registros do gás e da água; acompanhe o noticiário local pelo rádio e fique atento às mensagens de esclarecimento ou alarmes;

E o mais importante: mantenha a calma para que possa tomar as providências necessárias. O pânico só piora a sua situação e de quem está à sua volta.

NAS RUAS

Evite, ao máximo, estar em áreas alagadas.

Terrenos acidentados, buracos e bueiros abertos, assim como fiação elétrica exposta, podem causar acidentes graves; ao encontrar-se em ruas alagadas, procure se proteger o máximo possível para evitar o contato com a água.

Use calçados ou improvise com sacos plásticos uma proteção para as pernas; evite cruzar pontes onde o nível do rio subiu; não se abrigue embaixo de árvores e se mantenha distante de postes; Não se aproxime de cercas de arame.

DENTRO DO CARRO

Aos primeiros sinais de alagamento procure áreas elevadas para estacionar e aguarde o nível da água baixar; ande devagar, aumente a distância do veículo da frente e não feche os cruzamentos; sintonize seu rádio no noticiário local e procure informações sobre as áreas alagadas; evite áreas alagadas.

As poças podem esconder crateras. Se for inevitável, ao atravessá-las, mantenha aceleração contínua em primeira marcha, pois em hipótese alguma a água pode entrar pelo cano de descarga do carro.

 

Fonte: O mossoroense

Plano de Operações do Carnaval 2017 começa amanhã no RN

A DIRETORIA DE POLÍCIA CIVIL DA GRANDE NATAL (DPGRAN) MONTOU UM ESQUEMA, NO QUAL OS POLICIAIS CIVIS TRABALHARÃO EM DELEGACIAS DE NATAL, DO LITORAL SUL E LITORAL NORTE/ FOTO SESED

A Secretaria do Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) iniciará, nesta sexta-feira (24) até a próxima quarta-feira (1º), a Operação Carnaval 2017. Estarão nas ruas do estado do Rio Grande do Norte um efetivo de 2.761 agentes de segurança. Serão 1.370 policiais militares do Comando de Policiamento do Interior (CPI), 577 do Comando do Policiamento Metropolitano (CPM), 200 do Comando do Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE), 114 do Corpo de Bombeiros e 500 policiais civis.

“Usaremos a escala ordinária ao máximo, mas contaremos com a entrada do serviço extraordinário também. É importante ressaltar que as equipes da Força Nacional continuarão atuando dentro do planejamento previsto anteriormente junto ao Ministério da Justiça”, explicou o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Caio Bezerra. A Polícia Militar investirá R$ 680 mil em diárias operacionais, a Polícia Civil R$ 79.950 e o Corpo de Bombeiros R$ 23.200.

POLÍCIA MILITAR  

Embarcarão nesta sexta-feira (24), às 8h, no quartel da Polícia Militar o efetivo que viajará ao interior do estado. De acordo com o comandante do Comando do Policiamento do Interior (CPI), Coronel Eliause Moreira, o trabalho ostensivo será realizado em todo estado, mas as principais áreas são: Caicó, Areia Branca, Tibau, Macau, Assú, Touros, Barra de Maxaranguape, São Miguel do Gostoso, Pipa, Barra de Cunhaú e Baía Formosa.

Já o trabalho do Comando de Policiamento Metropolitano (CPM) estará com foco principal no litoral sul (até Barreta) e Norte (até Muriú), e nos polos do Carnaval de Natal (Petrópolis, Ribeira, Rocas, Centro Histórico, Ponta Negra e Redinha). “Vamos trabalhar para garantir que a população possa aproveitar o período na maior tranquilidade possível”, afirmou o coronel Osmar, comandante do CPM.

POLÍCIA CIVIL

A Polícia Civil disponibilizará 500 policiais civis realizando um policiamento ostensivo/repressivo e exercendo as funções de polícia judiciária, visando reprimir crimes como o porte ilegal de armas; o furto e roubo aos foliões, veranistas, turistas, moradores e comerciantes; o furto e o roubo de veículos; o tráfico de entorpecentes; a exploração sexual infanto-juvenil, como também, outras modalidades de delito.

A Diretoria de Polícia Civil da Grande Natal (DPGRAN) montou um esquema, no qual os policiais civis trabalharão em delegacias de Natal, do litoral sul e litoral norte. Funcionarão em esquema especial as delegacias instaladas nas praias de Pirangi e Barra de Maxaranguape; a 1ª Delegacia de Plantão da Zona Sul; a 2ª Delegacia de Plantão da Zona Norte e a Delegacia Especializada Assistência ao Turista (DEATUR).

No interior do Estado estarão funcionando dez Delegacias Regionais da Polícia Civil (DRPC) que ficam localizadas nas cidades de São Paulo do Potengi, Mossoró, Caicó, Pau dos Ferros, Macau, Nova Cruz, Patu, Alexandria, Santa Cruz e João Câmara. Além do reforço nas delegacias regionais, as delegacias municipais de Apodi, Tibau do Sul e Canguaretama tiveram aumento no seu efetivo.

As delegacias que fazem parte da Operação Carnaval atenderão os cidadãos das 18 horas de sexta-feira até às 08 horas da quarta-feira (01) para registro de ocorrências. A delegacia móvel da Polícia Civil ficará na cidade de Caicó.

CORPO DE BOMBEIROS

O Corpo de Bombeiros Militar do RN (CBMRN) atuará com 114 militares espalhados pelas áreas de maior movimento no Rio Grande do Norte. Em Natal, o CBMRN estará nas quatro regiões da cidade, além de equipes de salva-vidas que ficarão nas praias de Ponte Negra, Búzios, Redinha, Praia do Forte, Praia dos Artistas, Praia do Meio e Areia Preta.

Mossoró, Pau dos Ferros e Caicó, cidades que todos os anos atraem um grande fluxo de pessoas durante esse período, também receberão efetivos dos Bombeiros. As praias do Ceará e Manuela, em Tibau, região Oeste do RN, ainda contarão com equipes de salva-vidas.

“Atuaremos nas praias como o trabalho dos salva-vidas e na fiscalização dos locais de evento”, reforçou o comandante do Corpo de Bombeiros, Coronel Sócrates Vieira. O CBMRN ainda fará distribuição de pulseiras para crianças nas praias, distribuição de folders educativos e a sinalização da orla com placas e bandeiras.

ITEP

O Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) irá reforças suas equipes em Caicó e Mossoró durante o período do Carnaval. Na cidade seridoense, a regional do instituto com duas equipes de perícia criminal, composta por motorista e auxiliar de perícia. Na medicina legal, haverá o incremento de uma equipe de remoção de corpo, totalizando duas equipes formadas por motorista e necrotomista.

As necropsias dos corpos da região do Seridó serão realizadas na sede do ITEP em Mossoró, que contará com dois médicos por dia durante o período, com exceção do domingo.

Em Natal, as equipes de perícia e medicina legal permanecem com a escala normal.

 

Fonte: Governo do RN

Ministério prorroga por 30 dias ação da força-tarefa penitenciária no RN

O FOCO DAS AÇÕES FOI A PENITENCIÁRIA DE ALCAÇUZ, ONDE 26 DETENTOS FORAM MORTOS/ FOTO KLEBER TEIXEIRA

O Ministério da Justiça prorrogou por mais 30 dias a presença da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP) no Rio Grande do Norte. Os 78 agentes foram enviados ao estado para atuar com foco na penitenciária de Alcaçuz, onde 26 detentos foram mortos em janeiro após uma rebelião motivada pela briga entre facções criminosas.

A prorrogação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (23). O prazo de apoio ainda poderá ser prorrogado caso haja necessidade. Os agentes vêm do Departamento Penitenciário Nacional; do Rio de Janeiro; do Ceará; de São Paulo; e do Distrito Federal. A grande maioria é formada por agentes federais de execução penal do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

Esses agentes penitenciários de outros estados têm treinamento especial para atuação em casos específicos como rebeliões, controle da população carcerária e intervenção em unidades prisionais. O trabalho desses profissionais será acompanhado pelo Departamento Penitenciário Nacional.

MASSACRE EM ALCAÇUZ

No dia 14 de janeiro deste ano presos de uma facção criminosa conseguiram sair do Pavilhão 5 e mataram pelo menos 26 de uma facção inimiga que ficavam em outro Pavilhão, dando início a toda a crise vista em Alcaçuz nas últimas duas semanas.

Durante esse período, os presos ficaram soltos dentro dos pavilhões e o resultado foi uma grande depredação das estruturas. No próprio Pavilhão 5 paredes foram quebradas e portas das celas foram arrancadas pelos presos. Após a retomada de controle na unidade, um muro de concreto está sendo erguido para separar os detentos das facções rivais.

DESATIVAÇÃO DE ALCAÇUZ

Em janeiro, o governo informou, por meio das redes sociais, o valor que será aplicado na colocação de contêineres, construção do muro de concreto e concretagem do perímetro externo de Alcaçuz. Mas o Ministério Público do Rio Grande do Norte contestou as motivações e deu prazo de 15 dias para que o governador Robinson Faria (PSD) explique o motivo de ter anunciado o fechamento.

“RISCO IMINENTE”

Uma série de documentos assinados pela diretoria da Penitenciária Estadual de Alcaçuz mostra que a Secretaria de Justiça e Cidadania havia sido informada sobre “o risco iminente de uma rebelião” na unidade. A direção da unidade alertou a Sejuc sobre os riscos de uma fuga em massa, rivalidade entre facções, invasões, mortes e a presença de explosivos e armas de fogo. “Queremos evitar um caos”, diz um dos documentos.

Três dias antes do massacre, o memorando de número 014/2017, cujo o assunto era “Solicitação de reforço e volta a alertar para ameaças de invasão, com riscos de mortes”, contava sobre falta de armamento dos agentes. A direção dizia só ter 35 munições de pistola calibre 40, além de precisar de unidades das próprias pistolas.

Dois dias depois do envio deste, estourou a maior rebelião da história do Rio Grande do Norte. Vinte e seis presos foram mortos, alguns deles decapitados. O descontrole transpassou os muros da Penitenciária de Alcaçuz e chegou às ruas. Ataques a unidades policiais, a ônibus e roubos foram registrados. Além dos mortos, houve ainda mais de 50 apenados que escaparam durante o motim.

“Em poucos minutos o cenário de guerra já havia se instalado na Penitenciária de Alcaçuz. O quebra-quebra era generalizado”, consta no relatório. Na sindicância, a comissão argumenta ainda que as causas do motim do dia 14 de janeiro são mais profundas e tiveram início nas rebeliões registradas ainda em 2015 quando houve depredação em 14 unidades.

 

Fonte: G1