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Categoria: Luto

Morre aos 99 anos, o jornalista e escritor potiguar Ubirajara Macedo


BIRINHA FOI DIRETOR DO SINDICATO DOS JORNALISTAS DO RN E TRABALHOU NO DIÁRIO DE NATAL. FOTO: CANINDÉ SOARES

Morreu na manhã desta quinta-feira, aos 99 anos, o jornalista e escritor Raimundo Ubirajara Macedo, conhecido no meio jornalístico como ‘Birinha’. Natural de Macaíba, ele estava internado há cerca de um mês.

Birinha chegou a ser preso na época da ditadura militar, acusado de subversão, já  lutava contra o regime ditatorial e pela volta da democracia. Ele fundou a Cooperativa dos Jornalistas de Natal, foi diretor do Sindicato dos Jornalistas do RN e trabalhou no Diário de Natal.

Seu terceiro e último livro publicado, “A Saga de Joaquina – do Ateísmo ao Cristianismo” tinha traços de uma novela dramática. Birinha também foi autor das obras “E lá fora se falava em liberdade”, em que rememorou os dias como prisioneiro político;  e “A Criação do Clambom “, em que relatou  seu trabalho à frente dos Clube dos Amantes da Boa Música.

O corpo será velado a partir das 18 horas no Centro de Velório da rua São José, em Lagoa Seca. O sepultamento está marcado para sexta-feira, às 14 horas, no cemitério Morada da Paz, em Emaús.

NOTA DE PESAR DO SINDJORN

Sócio de número quatro do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte, Raimundo Ubirajara de Macedo sempre se mostrou atuante na atividade profissional que escolheu de coração, o Jornalismo, exercendo com responsabilidade e presteza.

A sua partida deixa uma lacuna, não só na família, admiradores e amigos, como também na história do Jornalismo Potiguar.

Ubirajara Macêdo não será esquecido, pois já está na mente e nos corações daqueles que o conheceram.

O SINDJORN se solidariza com a família nesse momento de lágrima, dor e saudade, na certeza de que nosso propósito de vida não termina nesse plano terreno.

Morre empresário potiguar Marcos Santos

O empresário Marcos Santos, cunhado do ex-senador Garibaldi Alves Filho, morreu na tarde desta segunda-feira, 24, vítima de infarto.

Marcos Santos tinha 73 anos, foi dono da extinta SIMTV – afiliada da RedeTV . O empresário deixa a viúva Maria Auxiliadora Alves dos Santos, irmã de Garibaldi e três filhos – o ex-vereador Geraldo Neto, Sérgio e Geórgia.

Marcos Santos era casado com “Dodora” Alves, irmã do ex-senador Garibaldi Filho (MDB). Foto: Eliana Lima

O velório está previsto para esta segunda-feira, às 21h, na Capela Ecumêncica do Cemitério Morada da Paz, em Emaús. No local também será realizada a missa de corpo presente nesta terça-feira, 25, em seguida acorrerá o sepultamento.

Mais uma estrela que se apaga: Morre jornalista Allan Darlyson

Allan vinha lutando contra o câncer. Foto: Reprodução\Facebook

O jornalismo do RN está em luto. Mais uma estrela do time de gigantes da comunicação se apaga. O jornalista Allan Darlyson, 30 anos, perdeu a batalha contra o câncer na noite dessa sexta-feira, 14. Em nota divulgada à imprensa, a irmã do jornalista anunciou a perda e agradeceu aos colegas pelo apoio e orações em prol da cura do Allan.

Boa noite amigos.
Aqui é Aline irmã de Allan.
Venho comunicar a todos os amigos que Allan descansou da sua luta.
Ele foi um grande guerreiro!
Aos amigos que quiserem se despedir, o velório será no Centro de Velório São José em seguida será levado para sua cidade de origem São João do Sabugi.
Agradecemos o carinho de todos e todas as orações.

Reprodução\Facebook

Allan lutava contra o câncer desde 2018. Embora debilitado em virtude do tratamento, cirurgia e os males da própria doença, ele não se entregou e continuou trabalhando. O jornalista comandava a Coluna política “Pega Fogo” no Portal no Ar, também trabalhou na campanha do agora senador, Capitão Styvenson nas Eleições de 2018.

Religioso, Allan buscava não apenas a cura através do tratamento como também com base na fé e fazia questão de ir às missas, fazer suas orações e rogar a Deus junto aos familiares e amigos pela cura.

“Aqueles que escolhestes e pegastes pela mão geralmente eram os mais rejeitados, discriminados e marginalizados. Eu sou falho, pecador, mas peço o teu perdão, para que me queiras ao teu lado. Pai, que seja feita a tua vontade”, escreveu Allan em post no Instagram. 

Fé é confiar no que não vemos, mas acreditamos, confiamos e esperamos. Allan confiava na cura, mas aceitava o fato de que talvez ela não chegasse. Como homem, reconhecia suas falhas e fazia questão de rogar pelo perdão de cada uma delas. Em uma postagem no Instagram, o jornalista entregou sua vida a Deus. “Pai, que seja feita a tua vontade”, postou.

Em 2018, Allan reuniu familiares e amigos para um ato ecumênico para orarem juntos por sua saúde.

Reprodução\Instagram

Deu tudo certo com o procedimento realizado por Doutor Roberto para bloquear a dor. Já sinto a diferença. Depois vou falar detalhadamente sobre isso.

Agora, vem o desafio final, que é a grande cirurgia com um risco muito alto de óbito. Se eu passar por ela, arranco o mal do meu corpo, faço umas adaptações e vou viver. É hora de olhar pra morte nos olhos e dizê-la que eu que vou vencer. O ano de 2019 será o ano da vitória da guerra.

Eu sei que vocês estão comigo, que Deus está ao meu lado e pra onde eu olho em 360 graus tem uma sementinha de amizade que plantei por aí. Peço um pouquinho de energia de cada um que gosta de mim para vencer. Posso contar com vocês? (ALLAN, 28 de dezembro de 2018).

Após a experiência de quase morrer, hoje dei importantes passos para a minha recuperação. Saí da cama, andei e fui para a poltrona. Foram os primeiros passos após todos os acontecimentos. Sem dúvidas hoje foi um dia muito importante no meu renascimento. #EuAndei #PrimeirosPassos (ALLAN, HÁ 14 SEMANAS\INSTAGRAM)

Allan era um gigante, em tamanho, como profissional e grande ser humano. Sem dúvidas perde-se um exemplo de homem. Costuma-se dizer em situações como essa a frase clichê, “Uma perda irreparável”. Na verdade, não há perda que seja “reparável”; não dá para reverter, afinal. Para o nosso colega, certamente, não mudaria nada do que fez e se o tempo voltasse agiria da mesma forma: lutaria pela vida sem abrir mão do trabalho; da família; dos amigos; da fé; do flamengo; do basquete. Da sua essência.

Que Deus conforte o coração dos seus e que sigam fortes assim como sempre teve forças o nosso GIGANTE!

Velório da matriarca Elita Gosson já transcorre na Igreja Nossa Senhora do Líbano; sepultamento acontece neste sábado no Morada da Paz

EM MAIO DE 2017, LÚCIDA E COMO SEMPRE MUITO DETERMINADA, DONA ELITA GOSSON, COMEMOROU O SEU CENTENÁRIO DE VIDA

Desde as 16 horas da tarde desta sexta-feira, dia 14, está transcorrendo na Igreja Nossa Senhora do Líbano, localizada no bairro de Lagoa Nova, em Natal, o velório da senhora Elita Serquiz Gosson, matriarca da família Gosson, que faleceu hoje aos 102 anos, deixando dez filhos, trinta e quatro netos, quarenta e cinco bisneto e um trineto. O sepultamento acontecerá neste sábado, no cemitério Morada da Paz, em Emaús, após a realização de Missa de Corpo Presente, que terá início às 10 horas.

Filha de libaneses, Elita casou-se com Abdon Moises Gosson, após seis anos de namoro, em 31 de Dezembro de 1939. Trabalhando juntos, prosperaram no ramo de comércio de confecções. Elita foi uma das precursoras do comércio potiguar, e fundou na década de 50 as lojas Armazém São Paulo e 1100.

Em maio de 2017, Lúcida e como sempre muito determinada, dona Elita Gosson, comemorou o seu centenário de vida em um evento que foi realizado no Condomínio Nossa Senhora do Líbano, e marcado por uma missa de Ação de Graças, celebrada pelo arcebispo metropolitano de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, o monsenhor Lucas Batista e o Padre Robério Camilo.

A matriarca deixa um grande legado de esposa, sogra, avó e empresária.

Uma estrela que se foi: amigos lamentam perda de Arrudinha Sales

FOTO: ALEX RÉGIS/ TRIBUNA DO NORTE

Arruda Sales, 64 anos, morreu na manhã desta sexta-feira, dia 14, vítima de um infarto enquanto dormia. Arrudinha estava em casa. Segundo amigos mais próximos, o artista estava com uma forte gripe e chegou a ser atendido no Hospital dos Pescadores há poucos dias.

Extravagante, irreverente, festiva, pupurinada. Arruda Sales, ou simplesmente Danuza, conquistou os natalenses ao longo dos mais de 30 anos interpretando seu personagem em programas de TV e rádios potiguares, além de ser a Drag Queen mais solicitada para eventos no RN e outros estados.

Nascido em São José de Mipibu em 1955, no Engenho Mipibu, Arrudinha tem uma vasta trajetória artística na capital potiguar. Vanguardista, ele foi o primeiro transformista a ganhar público e cair na graça dos natalenses. Danuza cruzou casas de eventos da cidade, além de ser ícone do carnaval da cidade e comandar o frenesi Café Teatro – prédio de Samaritana, na Ribeira, no início da década de 1980. Não o bastante, o transformista também era artista plástico e artesão.

Sobre o papel que o consagrou

A Danuza nasceu com um convite da Rádio Tropical que queria inovar trazendo para a programação um Drag Queen. Primeiro, consagrou-se a voz, depois a imagem através de apresentações. Sem vergonha nenhuma, Arrudinha ia montado no salto e devidamente estilizado para o estúdio, não demorou até as pessoas começarem a associar a voz à imagem.

Assista entrevista com o artista

Amigos lamentam perda

Nelly Carlos, jornalista e ex-presidente do sindicato dos jornalistas do RN

Arrudinha ou Danuza D’Salles (com duas letras L) virou purpurina… visionário. Levou para a rádio a FM Tropical (hoje Mix) a drag que apresentava caracterizada, cheia de caras, bocas e uma linguagem peculiar, “escrachada”, sempre de bem com o riso… como inovou na rádio, inovamos noBurro Elétrico, colocando Danusa para ser a madrinha do bloco, aonde reinou por vários anos. Danusa vai continuar coroando o bom humor no céu, com suas tiradas de duplo sentido… perdemos Danuza e perdemos o amigo Arruda Sales.

Jornalista Christian de Saboya

Morreu um tanto da alegria da minha vida. Com a passagem de Arrudinha passa, pelo meu coração sangrando, uma dor sem fim, lágrimas, jasmim.
Mesmo tendo, em vida, personificado tanto da alegria, do deboche e da fantasia de ser o que se é, Arrudinha vai antes, vai cedo, vai não. Era uma estrela em minhas festas, uma alegria, Danuza para sempre será essa saudade, essa alegria e esse desaforo de ser livre.

Jornalista Eliana Lima

Como ficarei agora sem as suas mensagens de “bom dia, linda!”, “boa noite, linda!”? Me diz, seu Arruda? Como conseguirei me acostumar com a falta das suas gargalhadas, das suas notícias de sucesso com sua D’Sales?
Ei, tá doendo, viu? E nem me dará aquele abraço quando a Natal eu retornar. Está difícil. Conforta saber que você viveu intensamente, que tivemos a oportunidade de sermos amigos, de que boas lembranças ficaram. De que você vai brilhar na dimensão que pertence a todas as almas boas: a iluminada. Te amo! Até um dia! Qualquer dia a gente se encontra pra falar de amor!

Jornalista Simone Silva

Arrudinha era a alegria em pessoa. Sincero acima de tudo, correto e amigo de verdade. Nos falamos sábado último, ele me mandou uma mensagem de aniversário. Era um guerreiro no trabalho, muito próximo da família e generoso. Participou de todas as minhas festas de aniversário trazendo sua irreverência e humor. Lamento demais sua partida, de ficar sem a companhia na praia aos domingos e sem sua inigualável risada e tiradas únicas. Mas Deus foi bom, fez sua passagem o mais suave possível. Os bons morrem dormindo. Descanse em paz meu amigo!

Jornalista Flávio Rezende, escritor e diretor da Casa do Bem

Tivemos diversos momentos. Eu entrevistando e sendo entrevistado. Companheiro de bloco animando o Burro Elétrico. Na Casa do Bem como voluntário. Ultimamente elogiava meus escritos diversos. Nos eventos sociais risadas fartas. Na Tropical trabalhamos na mesma empresa. Um amigo talentoso e incentivador das minhas atividades. Deixa um legado e saudades

Galeria

Festa Geração Coca-Cola em 2008. Foto: Reprodução\Blog Muitas Outras

Flávio Marinho

Arrudinha era 100% gente. Gente boa, gente de bem com a vida. Amigo leal que iluminava com o seu alto astral qualquer ambiente em que chegasse. Sentirei a falta do artista e do grande fazedor de amigos que ele era. Que Deus o acolha de braços abertos.

JORNALISMO EM LUTO: Morre o Jornalista Clóvis Rossi “sentinela da democracia”

O jornalista Clóvis Rossi, de 76 anos, morreu na madrugada desta sexta-feira, 14, em São Paulo. Rossi esteve internado no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul da capital paulista, entre sexta-feira, 7 e a quinta, dia 13, por causa de um infarto.

Rossi estava em recuperação, mas passou mal em casa nesta sexta, segundo relatou sua filha, Cláudia, ao também jornalista Juca Kfouri.

“Gigante pela própria natureza”, com quase 2m de altura, seu tamanho não era o único a torná-lo “deveras enorme”. O Rossi era grande em seu trabalho. Determinado, destemido, verdadeiro; não tinha como passar e não notado. Seus textos refletem luz à mente mais escura, esclarece até mesmo o mais abstrato.

Foto: Alf Ribeiro

Nascido em São Paulo em 25 de janeiro de 1943, dia do aniversário da cidade de São Paulo, Rossi exercia o cargo de repórter especial e era membro do conselho editorial do jornal “Folha de S.Paulo”. Estava na empresa desde 1980. Era colunista e escrevia às quintas e aos domingo.

Em sua coluna na Folha, na última quarta-feira, 12, ele explicou o motivo de não haver postado matérias no domingo, 9.

Leia a íntegra:

“Serve a presente coluna para explicar minha ausência desde domingo (9) nas páginas desta Folha.

É uma satisfação devida ao leitor, se é que há algum. Sofri um micro-infarto na sexta (7), fiz a angioplastia, recebi um stent e, na terça (11), outra angioplastia, com mais quatro stents.

Tudo correu perfeitamente bem, graças à extraordinária eficiência e rapidez de atendimento do hospital Albert Einstein, tanto em seu pronto-socorro no Ibirapuera como no próprio hospital, no Morumbi.

E, claro, graças ao dr. José Mariani, do setor de Hemodinâmica, que colocou os stents, ao meu médico de toda a vida, Giuseppe Dioguardi, e a meu irmão, também médico, Cláudio Rossi.

A alta está prevista para esta quinta-feira (13) e, como o músculo cardíaco não chegou a ser afetado, pretendo retornar à atividade profissional normal na próxima semana.

Agradecimento também aos companheiros da Folha que me ampararam e até mentiram dizendo que estavam sentindo minha falta”.

Trajetória

O jornalista tinha mais de 50 anos de carreira.

Formado na Faculdade Cásper Líbero, o jornalista tinha mais de 50 anos de carreira. Começou em 1963. Além da Folha, trabalhou também no “O Estado de S.Paulo” e no “Jornal do Brasil”. Antes teve passagens no “Correio da Manhã”, revistas “Isto É” e “Autoesporte” e pelo “Jornal da República”. Manteve blog em espanhol no “El País”.

Rossi foi editor-chefe no “Estadão” e correspondente em Buenos Aires e Madri pela Folha.

O jornalista tem textos publicados em todos os cinco continentes e trabalhou em coberturas de transição do autoritarismo para a democracia em Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Uruguai, Paraguai, toda a América Central, Espanha, Portugal e África do Sul.

Prêmios

Ganhou os dois mais importantes prêmios jornalísticos na América Latina: o Maria Moors Cabot, concedido pela Columbia University, e o da Fundação para um Novo Jornalismo Iberoamericano, pelo conjunto da obra, que recebeu das mãos do criador do órgão, o Nobel Gabriel Garcia Márquez.

Rossi é cavaleiro da Ordem do Rio Branco, conferida pelo governo brasileiro por decreto do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É também cavaleiro da Ordem do Mérito, atribuída pelo governo francês, durante a presidência de François Hollande.

Livros

Entre seus livros estão “O que é jornalismo” (1980), “Militarismo na América Latina (1990) e “Enviado especial: 25 anos ao redor do mundo” (1999). Clóvis é um dos grandes manuais de referência nas faculdades de comunicação, seus textos estão entre os mais indicados dentre as bibliografias obrigatórias aos futuros jornalistas.

Repercussão

Juca Kfouri, jornalista, em seu blog

“A um jornalista não é permitido dizer que lhe faltam palavras. Pois descobri agora mesmo que estou na profissão errada. Não sei o que dizer”.

Míriam Leitão, jornalista, no Twitter

“Morreu um dos grandes do jornalismo. Clóvis Rossi é um ícone, de alta competência. Suas análises tinham sempre muita informação porque permaneceu sendo repórter por toda a sua vida. Meu abraço aos amigos da @folha , aos seus familiares. Rossi era mestre e suas lições ficam. #RIP”

Sérgio Dávila, diretor de redação da Folha de S.Paulo

“A Folha e o jornalismo brasileiro perdem um de seus principais e mais premiados repórteres, certamente o mais experiente. Clovis era admirado por gerações de profissionais por sua independência de pensamento, disposição e rapidez de trabalho e qualidade de cobertura. Vai fazer muita falta”.

William Bonner, jornalista, no Instagram

“E, num momento desses, perdemos todos o o olhar atento e a voz firme de um sentinela das democracias.”

Com informações: G1

BARBÁRIE: Ator de Chiquititas é assassinado junto com a família em São Paulo

O ator Rafael Henrique Miguel , de 22 anos, e seus pais morreram após serem baleados por volta das 13h55 desse domingo, dia 9, na Estrada do Alvarenga, no bairro da Pedreira, na Zona Sul da capital paulista. Ele interpretou o personagem Paçoca, na novela Chiquititas e trabalhou no comercial em que uma criança pede brócolis à mãe.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, Rafael, acompanhado de seus pais, João Alcisio Miguel, de 52 anos, e Miriam Selma Miguel, de 50, foram conversar com o pai da namorada do ator sobre o namoro. Eles foram recebidos pela jovem e sua mãe.

Durante a conversa, o comerciante Paulo Curpertino Matias, de 48 anos, chegou ao local armado e atirou nas três vítimas, que morreram no local. O autor fugiu. Foi solicitada perícia ao local e carro de cadáver. O caso foi registrado como homicídio consumado no 98º DP.

 Foto: Reprodução/ TV Globo

Repercussão

Jornalista Luiz Bacci através do Instagram
Atriz e apresentadora Maísa, que contracenou com Rafael em Chiquititas

O ator de Chiquititas sofria de depressão e já havia dito para namorada, com quem estava junto há nove meses, que ela havia sido a responsável para que ele se livrasse da grave doença. Rafael Miguel fez sucesso no começo dos 2000 em um comercial no qual aparecia fazendo um escândalo num supermercado. Além dos comerciais e de atuar na trama do SBT, ele também fez participações em filmes.

Com informações: G1

Morre o “Divino do Rock”: Serguei faleceu aos 85 anos no Rio de Janeiro

Foto: Divulgação

Nessa sexta-feira, 7, morreu o cantor Serguei, aos 85 anos, no Hospital Zilda Arns, em Volta Redonda, no Rio de Janeiro. O artista estava internado na unidade de saúde há pouco mais de um mês.

Divino do Rock

Em uma entrevista em 2007, contou como conheceu o ritmo. “Foi uma questão de feeling, de ouvir e pensar: “Que isso? Ah, que legal!’ Conheci Chuck Berry e seu rhythm and blues e a batida do rock ‘n roll, Little Richard e a sua beleza não só física, mas com charme e glamour, o que já não tem mais por aí. [A música] ‘Rock Around the Clock’ marcou muito a minha vida”, disse.

Na adolescência, Serguei morou em Nova York e, antes de seguir a carreira musical, trabalhou como comissário de bordo de empresas de aviação, e, de acordo com uma de suas biografias, foi demitido por insistir em cantar rock para os passageiros, no sistema de som das aeronaves. “Era um hippie de jet-set. Pensava: como é que eu vou viajar o mundo?”, dizia.

Em 1982, mudou-se para Saquarema, onde criou o Templo do Rock. Além de receber hóspedes, permitia que os visitantes acampassem no quintal. Costumava marcar presença nos encontros de motociclistas e festivais de música independente para incentivar os novos talentos.

Serguei dizia ter dois vícios: o rock e o sexo. Nos anos 2000, revelou, em uma entrevista, ser pansexual e afirmava ter tido um relacionamento com a estrela do rock Janis Joplin. “Era uma mulher baixinha e muito chata, porque era muito mandona e ia do 8 ao 80, uma garota rebelde. Mas nunca ninguém cantou ou vai cantar como ela”, afirmava.

Na mesma época, ouviu de um fã que ele era o “divino do rock” e, a partir de então, pedia para ser tratado dessa forma.

O cantor Serguei durante seu show, que abriu o sexto dia do festival Rock in Rio II, realizado no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. – Crédito: CHICO FERREIRA/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

O próprio Serguei contava o motivo: “Já me chamaram de tudo, de arquivo, dinossauro e tudo. Aí, dia desses passou um garoto lá em Novo Hamburgo e falou: ‘Serguei, você é divino!’. Lembrei da Elizeth Cardoso, a Divina, e gostei.”

Serguei se apresentou em quatro edições do Rock in Rio (1991, 2001, 2011 e 2013) e teve a casa em Saquarema transformada em um museu do rock.

Com informações: Companhia da Notícia