5 de junho de 2016 às 08:26
5 de junho de 2016 às 08:26
(Foto: Jocaff Souza/GloboEsporte.com)
Antes de saber da modificação no horário do confronto contra o Botafogo-PB, que passou para as 16h deste domingo, no Estádio Amigão, o técnico Geninho se mostrou preocupado com a questão jurídica na qual o ABC foi envolvido e disse que “nunca viu a CBF perder” um caso na justiça. Antes marcado para as 11h, o jogo chegou a ser suspenso pela Justiça, que acatou o pedido do Ministério Público do Trabalho, após denúncia apresentada pelo Sindicato dos Atletas Profissionais de Futebol do Rio Grande do Norte.
– Me preocupa esses confrontos que o clube tem contra a CBF. Eu nunca vi a CBF perder. Quando ela perde, ela retalia. Isso é muito ruim e eu não gosto do meu time envolvido em nenhuma encrenca com a CBF, porque pode esperar que vem o troco – lamentou o treinador.
Sobre a preparação para o jogo contra o Belo, o Mais Querido ainda não vai contar com o lateral-esquerdo Alex Ruan, que segue em tratamento médico por conta de uma lesão na coxa esquerda e desfalca a equipe pelo terceiro jogo consecutivo. Geninho disse que deve manter a formação dos últimos jogos pela Série C e Copa do Brasil.
– A base deve ser mantida, mas eu ainda não tenho o time definido. Eu vou trabalhar amanhã (sábado) e devo definir só após o treino, mas deve ser o mesmo grupo que estamos utilizando nos últimos jogos – contou.
5 de junho de 2016 às 08:21
5 de junho de 2016 às 08:21
ABC programou treinos matutinos antes da mudança no horário do jogo para 16h (Foto: Divulgação/ABC FC)
A Série C do Campeonato Brasileiro ainda está no início, mas o ABC já começa a fazer projeções para assegurar uma das quatro vagas na segunda divisão em 2017. No ano passado, os clubes classificados tiveram um aproveitamento superior a 60% na primeira fase e o Mais Querido quer se espelhar neste desempenho para se manter no G-4 do Grupo A. Neste domingo, o Alvinegro encara o Botafogo-PB, que tem os mesmos três pontos, adversário direto nesta briga. O jogo terá início às 16h, no Estádio Almeidão, em João Pessoa.
– A gente está estudando o adversário porque é nítido que o Botafogo-PB é um dentro de casa e outro fora. Em João Pessoa, é um time muito forte, tem feito os resultados, perde muito pouco e consegue um volume de jogo muito grande. Nós vamos ter jogo fácil. Nenhum partida nesse campeonato vai ser fácil, seja fora ou dentro de casa. Acho que as equipes se equivalem e não há uma que se destaque, apesar de termos poucas rodadas e acho que a situação só vai alinhavar na virada do turno. Por enquanto, as coisas estão muito iguais. Então, marcar pontos é fundamental e precisamos atingir um índice acima de 60%, que é o que tem dado a classificação nos outros anos – projetou o técnico Geninho.
Antes marcado para as 11h, o jogo chegou a ser suspenso pela Justiça devido à denúncia do Sindicato dos Atletas Profissionais de Futebol do Rio Grande do Norte ao Ministério Público do Trabalho, em que explicava os danos físicos de jogos neste horário. A CBF, então, acatou a decisão e partida passou para as 16h. Com a confirmação do jogo, Geninho deve manter a equipe que encarou o Gama pela Copa do Brasil. Ainda sem poder contar com o lateral-esquerdo Alex Ruan, que segue em tratamento médico, Marrone vai continuar na posição. No meio-campo, Anderson Pedra segue no setor de marcação ao lado de Márcio Passos. No ataque, a esperança de gols do artilheiro Nando, que já marcou 17 vezes na temporada.
5 de junho de 2016 às 08:15
5 de junho de 2016 às 08:15
Virna Dias é medalhista de bronze nas Olimpíadas de Atlanta em 1996 e Sydney em 2000 (Foto: Alexandre Lago)
“Essa é uma terra de um deus mar, de um deus mar que vive para o sol, e esse sol está muito perto daqui. Venha e veja tanto quanto pode se curtir”. Os versos da música “Linda Baby”, composta pelo artista potiguar Pedrinho Mendes inspiraram a passagem da Tocha Olímpica por Natal neste sábado. Com muita festa e sob forte calor, milhares de natalenses foram as ruas para acompanhar o revezamento do fogo olímpico, que partiu de um dos cenários mais bonitos da capital potiguar, o Forte dos Reis Magos. A construção histórica fica no encontro entre o mar e o rio Potengi e teve como primeiro condutor o professor de caratê André Calixta, que desenvolve projetos esportivos que buscam retirar crianças e adolescentes das ruas há 21 anos na cidade.
– Foi excelente o momento e pude ser o primeiro a conduzir a tocha. O bom é que eu não corri só os 200 metros, mas os 400, porque o segundo condutor faltou. Foi uma grande honra, me segurei para não chorar e gostaria de agradecer as pessoas pelo voto de confiança. Estou no esporte há 21 anos e estou muito feliz com esse acontecimento na minha vida. É um trabalho que eu faço não só como formador de atleta, mas como cidadão e me sinto muito realizado – festejou Calixta.
André Calixta foi o primeiro condutor do revezamento da Tocha Olímpica em Natal (Foto: Jocaff Souza/GloboEsporte.com)
Depois, a tocha percorreu algumas ruas da praia do Forte e do bairro de Santos Reis, na região Leste da cidade. Em seguida, subiu a Ladeira do Sol e se encaminhou para o bairro da Ribeira. Lá, um houve o encontro entre a ex-atleta de vôlei Virna Dias e o maior jogador de basquete do pais, Oscar Schmidt. Os dois, que são natalenses, esbanjaram simpatia com o público e não esconderam a emoção no percurso. Virna, que conquistou duas medalhas de bronze nas Olimpíadas de Atlanta em 1996 e Sydney em 2000, revelou todo o carinho pela cidade natal e lembrou de vários momentos que viveu na infância.
– Foi muito emocionante. Aquele fogo eu senti penetrar no meu corpo e passa um filme da sua vida, desde criança, brincando na rua e depois começando no vôlei. É bonito ver todos os meus familiares ao meu lado, os meus pequenininhos. Foi muita emoção – disse.
Saudado pela população, Oscar Schmidt esteve no revezamento ao lado da mulher Maria Cristina, do filho Filipe e da mãe Dona Janira. O “Mão Santa”, que é recordista em número de pontos marcados nas Olimpíadas, percorreu a rua em frente ao antigo colégio Salesiano Dom Bosco, onde estudou durante a infância.
Oscar Schmidt esbanjou simpatia durante o revezamento da Tocha Olímpica em Natal (Foto: Alexandre Lago)
– É a maior emoção da minha vida. Conduzir a tocha na minha cidade Natal, ao lado da minha mulher, do meu filho, da minha mãe, dos meus amigos e de toda a população, é simplesmente sensacional. Já conduzi a tocha em outras ocasiões, mas essa é extremamente especial. Se você parar para pensar, é só você no mundo inteiro, em alguns minutos, que está com a Tocha Olímpica. Mais do que isso é… Não tenho palavras – contou emocionado.
Na Arena das Dunas, último ponto do revezamento em Natal, uma estrutura com palco e várias tendas foi montada para receber o público, que mesmo debaixo de uma forte chuva, foi ao delírio quando o campeão paralímpico Clodoaldo Silva percorreu os instantes finais do trajeto. Na cadeira de rodas e empunhando a chama, o potiguar agradeceu o carinho dos natalenses e comemorou a vinda da tocha a Natal.
– É muita alegria, muita felicidade em ser o último condutor da tocha. Eu vou acender a pira olímpica com uma emoção muito grande. Espero que todos possam se incentivar no Clodoaldo Silva e pensar como eu passei tantas dificuldades e hoje sou um campeão. Se eu consegui, você também pode ser alguém no esporte e na vida. Eu treino para poder competir, para ganhar medalhas, mas eu não treino para conduzir um artefato com tanta história que começou lá na Grécia. É algo emocionante e espero que da forma que eu estou curtindo, da forma que eu estou tendo essa felicidade, as pessoas que possam ver esse momento mágico também possam ter a mesma emoção que eu – comemorou.
Clodoaldo Silva encerrou o revezamento da Tocha em Natal (Foto: Jocaff Souza/GloboEsporte.com)
Antes da pira olímpica ser acesa, foi prestado um minuto de silêncio em homenagem ao ex-pugilista Muhammad Ali, falecido nesta sexta-feira. Clodoaldo acendeu a pira e encerrou a passagem da tocha por Natal, que foi celebrada com aplausos na despedida e, como nos versos da canção, “Linda baby, baby linda, volte sempre aqui”.
Neste domingo, a Tocha vai a Fernando de Noronha e retorna ao Rio Grande do Norte na segunda-feira, quando vai percorrer as cidades de Lajes, Angicos, Assú e Mossoró.
5 de junho de 2016 às 08:00
5 de junho de 2016 às 08:00
John Lennon se emocionou ao ser o primeiro condutor da tocha no RN (Foto: Augusto Gomes/GloboEsporte.com)
Milhares de pessoas foram às ruas de São José de Mipibu na manhã deste sábado. Todos queriam acompanhar de perto a festa do primeiro município do Rio Grande do Norte a receber o tour da Tocha Olímpica. O secretário executivo Jonh Lennon foi o responsável por abrir o revezamento, e ele teve direito a torcida organizada da família e de amigos e muitos fogos.
– Representar minha comunidade e ser o primeiro condutor no Rio Grande do Norte me deixa muito emocionado – declarou.
A chuva que insistiu em cair não desanimou a população, que lotou a praça da igreja matriz. Na oportunidade, o maratonista Carlos Nascimento e o nadador Antônio Neto apresentaram a tocha aos presentes. Vários trios de sanfoneiro animaram os moradores e os condutores durante a passagem do comboio, em dia histórico para a cidade, como deu para ouvir por várias vezes.
Mais festa em Parnamirim
O primeiro lugar a ser visitado em Parnamirim foi o Maior Cajueiro do Mundo, na praia de Pirangi. O responsável por carregar a chama foi o ex-atacante Reinaldo, de 61 anos, campeão mundial com o Flamengo em 1981. Ele também vestiu a camisa e conquistou títulos com as camisas de América-RN, ABC e Santos.
Lucas Silva e Iuri Tauan, atletas da bocha adaptada, fazem o beijo da tocha (Foto: Augusto Gomes/GloboEsporte.com)
4 de junho de 2016 às 11:46
4 de junho de 2016 às 11:46
Mauricio Macri junto à cúpula militar, no Dia do Exército. PRESIDÊNCIA
Um dia depois de celebrar o Dia do Exército com a promessa de “deixar para trás os enfrentamentos e divisões”, o presidente Mauricio Macri surpreendeu o país com um decreto que restitui aos militares a autonomia perdida em 1984. Em fevereiro daquele ano, dois meses depois do restabelecimento da democracia, o presidente Raúl Alfonsín (1983-1989) transferiu ao Ministério de Defesa, nas mãos de civis, o poder de fazer nomeações, promover e reformar oficiais das Forças Armadas, entre muitas outras atribuições que a ditadura iniciada em 1976 havia legado aos quartéis. O decreto 721 assinado por Macri, que anula a decisão de Alfonsín, foi publicado no Boletim Oficial em 31 de maio, sem nenhum aviso prévio ou posterior por parte da Cas
a Rosada. O texto justifica a medida presidencial pela necessidade de “ordenar e atualizar o regime de delegação de atribuições no Ministério de Defesa e nos chefes dos Estados-Maiores Gerais das Forças Armadas”. Para os críticos, tratou-se de um golpe sem precedentes contra o domínio civil sobre os militares.
Agustin Rossi, ex-ministro da Defesa no Governo de Cristina Kichner e atual deputado do Parlamento do Mercosul, disse que o decreto é “um retrocesso enorme, o primeiro importante desde a recuperação da democracia quanto à cessão de poderes de um Governo civil para as Forças Armadas”. “Macri modificou um decreto de Alfonsín que delega ao ministro da Defesa parte das atribuições constitucionais que o Presidente tem sobre os militares. O que o decreto de Macri faz é delegar uma parte dessas atribuições ao ministro da Defesa, e outra parte ao chefe de cada uma das Forças”, disse Rossi.
O Ministério da Defesa disse que Macri realizou apenas mudanças administrativas. “Não existe uma retirada do controle civil do Ministério, trata-se, isso sim, de um reordenamento de tarefas”, disse o diretor de Assuntos Jurídicos, Pablo Tosco, ao jornal Página 12. Rossi, por sua vez, disse não ver motivos que justificassem a decisão de Macri, em parte porque durante sua gestão como ministro “não houve nenhuma reivindicação nesse sentido”. “Para mim não pediram isso, e não percebi que fosse uma reivindicação. Agora, se você perguntar a uma corporação de 200 anos, como o Exército, se ela quer ter mais autonomia, é óbvio que vai dizer que sim.” O problema de fundo, diz o ex-ministro, foi “pressupor que a questão militar tem aspectos apenas administrativos, e não políticos. Isso é uma ingenuidade”.
4 de junho de 2016 às 10:03
4 de junho de 2016 às 10:03
Imagem: Reprodução
O duelo entre Botafogo-PB e ABC, que aconteceria às 11h deste domingo (5), foi alterado para as 16h, segundo confirmou a assessoria do ABC na tarde desta sexta-feira (3). O duelo é válido pela 3ª rodada da Série C do Brasileirão.
A mudança se deu por conta de uma proibição, publicada nesta quinta-feira, da Justiça do Trabalho do Rio Grande do Norte para os jogos marcados entre as 11h e 14h.
Até o fechamento desta matéria, o site da CBF ainda não havia alterado oficialmente o horário do confronto na tabela oficial.
4 de junho de 2016 às 10:01
4 de junho de 2016 às 10:01
Imagem: Reprodução
Depois de uma ação movida pelo Sindicato dos Atletas de Futebol Profissional do Rio Grande do Norte, provocada pelos jogadores de ABC e América-RN, a Justiça do Trabalho determinou a suspensão de jogos entre às 11h e 14h no norte e nordeste. No final da tarde desta sexta-feira, 03, a CBF acatou a decisão.
De forma imediata, como exigia a decisão judicial, a CBF anunciou a suspensão do jogo Botafogo-PB e ABC-RN programado para às 11h, em João Pessoa, transferindo para as 16h, mantendo-se o domingo, 05. A decisão acatada teve como autora a Juíza Simone Medeiros Jali, titular da Primeira Vara do Trabalho de Natal.
Mesmo seguindo a decisão judicial, a CBF poderá recorrer a partir de agora da liminar. O comunicado da mudança de horário foi feito pela CBF direto a Federação Norte-rio-grandense Futebol (FNF). Caso não cumprisse a decisão judicial a entidade nacional teria que pagar multa no valor de R$ 2.000,00 por jogador envolvido nas partidas realizadas no horário da proibição.
4 de junho de 2016 às 09:15
4 de junho de 2016 às 09:15
Lema de Dunga está bem inserido no discurso da Seleção (Foto: Lucas Figueiredo / MoWA Press)
Só é lembrado quem vence. O mantra concebido na carne por Dunga e repetido em entrevistas coletivas e preleções está bem assimilado pelos jogadores da seleção brasileira. Ao longo de duas semanas de preparação para a Copa América Centenário, vários repetiram o lema em conversas com a imprensa, o que revela a ênfase do discurso dentro da comissão técnica. Neste sábado, contra o Equador, às 23h (de Brasília), o Brasil estreia na competição para tentar colocar em prática a ideia do treinador. O GloboEsporte.com, a TV Globo e o SporTV transmitem o jogo ao vivo. O site também acompanha em Tempo Real.
– Não fizemos nada de novo (para a Copa América). Fica para a história. Na hora que abrir o álbum, os livros, está quem venceu. Jogador tem que ter vitórias no DNA. Vitória se traduz com trabalho, dinâmica, qualidade técnica, aperfeiçoamento. Estamos buscando isso. Temos que jogar para ganhar. Desde que começamos, a vida nos ensina a dar oportunidade para a gente lutar e sair vencedor. Por mais que as pessoas achem que não é, a vida é feita por vencedores. Não quer dizer que vai ganhar sempre, mas tem que estar sempre entre aqueles que têm possibilidade de vencer – afirmou o treinador.
Dunga tem motivos para pensar desta maneira. Depois de ser um dos jogadores mais criticados no fracasso da Seleção na Copa do Mundo de 1990, deu a volta por cima em 1994. Acredita que, não fosse o tetra, não teria passado para a história como vencedor. Por isso, tenta passar os mesmos valores para seus comandados.
O lema foi bem assimilado. Lucas Lima, Renato Augusto e Douglas Santos repetiram o mantra em suas coletivas. Até mesmo a comissão técnica entrou no clima: ao chegar, o auxiliar pontual Rogério Ceni disse estar com “ideia fixa de ser campeão”. Internamente, a postura do ex-goleiro reforçou a convicção de que sua presença foi acertada.
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