26 de julho de 2016 às 07:22
26 de julho de 2016 às 07:22
SUECOS DEIXAM A VILA OLÍMPICA DE TÁXI. (FOTO: TIAGO LEME)
Integrantes da delegação da Suécia, que chegaram ao Rio de Janeiro no segundo dia de funcionamento da Vila Olímpica, deixaram os apartamentos com queixas sobre o estado dos banheiros, da limpeza e de serviços de acabamento no início da noite desta segunda-feira. Os membros da equipe pegaram táxis credenciados na Avenida Olof Palme, vizinha da Vila, e rumaram em direção a condomínios próximos do Parque Olímpico.
De acordo com os atletas, que seguiram com pressa para o veículo, os apartamentos destinados para a Suécia não estariam prontos, assim como aconteceu com a Austrália no domingo. Os suecos pretendem ficar fora da Vila pelos próximos dois dias, bancando alimentação e as diárias de aluguel dos apartamentos da região por conta própria.
A promessa do Comitê Rio 2016 é que a Vila dos Atletas esteja 100% pronta na quinta-feira, dia 28. De acordo com Rodrigo Tostes, Diretor Executivo de Operação dos Jogos, até a madrugada desta segunda-feira 21 prédios serão entregues para operação, inclusive os da Austrália. E até a quinta-feira os outros dez serão finalizados, com serviços de limpeza, double check de hidráulica e elétrica, além de reparos de acabamento.
Durante a segunda-feira, não foram apenas os suecos que deixaram a Vila Olímpica. Taxistas relatam que fizeram viagens em sequência para condomínios no bairro do Recreio, da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá, sempre com delegações que estavam hospedadas no local. Durante a viagem, atletas e staff reclamavam dos mesmos problemas: entupimentos, vazamentos, sujeira no piso e paredes, e até problemas nas trancas das fechaduras dos apartamentos.
25 de julho de 2016 às 07:31
25 de julho de 2016 às 07:31
PRÉDIOS TÊM VAZAMENTOS DE ÁGUA E SUJEIRA, SEGUNDO ATLETAS E VOLUNTÁRIOS (FOTO: G1)
A imprensa dos Estados Unidos repercutiu a informação de que o Comitê Olímpico Australiano se recusou a hospedar atletas da Austrália na Vila Olímpica, no Rio de Janeiro, alegando questões de segurança. A vila foi aberta domingo (24) para as delegações que vão participar dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, a partir de 5 de agosto próximo.
O jornal The New York Times informou que a recusa dos australianos se soma à lista de retrocessos e tropeços que estão marcando os preparativos para os Jogos Olímpicos no Brasil. A publicação afirmou que a delegação australiana considerou as instalações “impróprias para ocupação” devido a problemas como, por exemplo, “sanitários bloqueados, vazamento de tubulações e fiação exposta”.
Mas há outros problemas, segundo disse a chefe da missão australiana nos Jogos Olímpicos, Kitty Chiller: iluminação ruim das escadas, pisos sujos e vazamento de água pelo teto, que provoca a formação de “poças no chão em torno de cabos e fios”.
Vazamentos
A rede de televisão CBS informou que milhares de atletas que estão chegando para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro podem encontrar, em seus apartamentos na Vila Olímpica, aonde vão se hospedar, defeitos e vazamentos na estrutura hidráulica e problemas nas instalações elétricas.
A emissora informou que, poucas horas antes da abertura da Vila Olímpica, funcionários do Comitê Olímpico Internacional e as autoridades locais fizeram reuniões para tentar encontrar uma solução visando prevenir riscos relacionados à segurança e falta de conforto para os atletas. A CBS divulgou o conteúdo da nota em que o Comitê Olímpico Australiano informa que não vai permitir que seus atletas fiquem hospedados em instalações que não ofereçam segurança.
Em artigo publicado domingo, o jornal Los Angeles Times faz uma análise geral sobre o clima que antecede os Jogos Olímpicos. Ele diz que, a menos de duas semanas da cerimônia de abertura do Rio 2016 “o país [Brasil] não se sente tomado pelo espírito olímpico”. Segundo o jornal, a programação dos jogos não conseguiu despertar um debate nacional sobre o assunto e as vendas de ingressos estão lentas. “O sentimento dominante [no país] não se assemelha nem a um forte apoio [aos Jogos Olímpicos], nem uma oposição cerrada, mas a uma indiferença”, assinala o artigo.
24 de julho de 2016 às 09:57
24 de julho de 2016 às 10:22
DELEGAÇÕES DE ISRAEL, ALEMANHA E ITÁLIA JÁ CHEGARAM NO PARQUE OLÍMPICO DA BARRA DA TIJUCA
Antes mesmo da abertura oficial da Vila dos Atletas para os competidores, às 8h deste domingo (24), as delegações de Israel, Alemanha e Itália foram as primeiras a chegar no complexo localizado ao Parque Olímpico da Barra da Tijuca. Integrantes dos times desembarcaram na vila em dois ônibus por volta de 7h.
Pouco mais tarde, um ônibus com membros da delegação do Canadá chegou às 8h15. Ela foi seguida de um grupo com cerca de dez britânicos, entre atletas e oficiais, que chegaram em uma van. A expectativa é a de que equipes de 14 países entrem na Vila dos Atletas neste domingo, entre elas o Brasil -com nove modalidades.
Mesmo com poucos atletas desembarcando houve certa confusão com a entrada de funcionários da Vila, que precisavam acessar o local por outro portão. No deles, uma aglomeração se formou e houve receio de que alguns serviços para os atletas, como o salão de beleza, não estivesse funcionando no horário previsto, a partir das 9h.]
21 de julho de 2016 às 06:15
20 de julho de 2016 às 23:01
LEONARDO PICCIANI CONVERSOU COM OS JORNALISTAS APÓS REUNIÃO PARA DISCUTIR OS PREPARATIVOS PARA JOGOS RIO 2016. (FOTO:WILSON DIAS)
O ministro do Esporte, Leonardo Picciani, disse nesta quarta-feira (20) que o governo federal “tem absoluta convicção” de que os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro serão seguros. Picciani conversou com jornalistas após a reunião semanal entre ministros para tratar dos jogos Rio 2016. De acordo com o ministro, o governo está adotando estratégias adequadas de segurança e enfrentamento ao terrorismo.
Picciani elogiou o tamanho do efetivo disponibilizado para o evento. Segundo ele, os 88 mil homens são “o maior efetivo já empregado no Brasil em um único evento”. “Temos convicção de que adotamos as mais modernas técnicas de enfrentamento a esse tema. Estão sendo disponibilizados todos os efetivos. São 88 mil homens envolvidos na operação de segurança. Portanto, o Brasil não subestima esse tema e adota todas as medidas necessárias. Por isso, temos convicção de que os jogos terão absoluta segurança”, afirmou o ministro.
A reunião de hoje também contou com a presença dos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Ricardo Barros (Saúde), Sérgio Etchegoyen (Segurança Institucional), José Serra (Relações Exteriores), Marcelo Calero (Cultura), Maurício Quintanela (Transportes), Guilherme Estrada (ministro interino do Planejamento), Fernando Coelho Filho (Minas e Energia) e Alexandre de Moraes (Justiça). Picciani adiantou que as próximas reuniões devem contar com a presença de um representante do Comitê Rio 2016.
Legado
Conforme Picciani, o governo federal pretende apresentar um plano de legado dos jogos. “A equipe do Ministério do Esporte e dos demais ministérios atuam na preparação do Plano de Legado. Foi um tema que tratamos bastante na reunião”.
No encontro, também houve a confirmação, a cargo do ministro José Serra, da presença de cerca de 50 chefes de Estado e de governo na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos.
Horas antes da abertura, Picciani receberá ministros do Esporte de outros países no Cristo Redentor. De lá, a tendência é que todos sigam juntos para o Maracanã, local da cerimônia.
19 de julho de 2016 às 06:17
19 de julho de 2016 às 00:47
ATLETAS OLÍMPICOS PARTICIPAM DE CERIMÔNIA NO PALÁCIO DO PLANALTO. (FOTO:MARCELO CAMARGO)
O Brasil terá no Rio de Janeiro a maior delegação de sua história em uma Olimpíada. Serão 462 atletas, sendo 209 mulheres e 253 homens. Antes de 2016, a maior delegação do país nos Jogos Olímpicos foi em Pequim 2008, quando 277 atletas (132 mulheres e 145 homens) competiram.
As modalidades majoritariamente individuais com mais atletas representando o país-sede serão o atletismo (67) e natação (33). Modalidades eminentemente coletivas também contribuíram para a quebra desse recorde, com o handebol (28), polo aquático (26) e futebol (36). Segundo o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), a inscrição dos atletas foi feita hoje (18) na Vila Olímpica Rio 2016.
“Encerramos uma fase importante da preparação da delegação brasileira. Foi uma longa reunião, onde não deixamos passar nenhum detalhe. O Time Brasil teve a melhor preparação da história, coroada com o recorde absoluto de integrantes de uma delegação nacional em qualquer edição dos Jogos”, afirmou o chefe da Missão Brasileira, Bernard Rajzman, ao site do COB.
Dentre os integrantes da delegação que já estão de malas prontas para o Rio de Janeiro, estão algumas potências olímpicas. O ginasta campeão olímpico das argolas, Arthur Zanetti, é um deles. Yane Marques, do pentatlo moderno, que conquistou o bronze em Londres 2012, também tem boas chances de repetir o bom desempenho no Rio. Na canoagem de velocidade, Isaquias Queiroz é outro que pode fazer bonito. No judô, temos a campeã olímpica Sarah Menezes.
A torcida brasileira também deposita esperança de medalhas em esportes coletivos, tanto nas versões masculina como na feminina. Vôlei, futebol e vôlei de praia sempre nos renderam pódio. Além disso, os Jogos do Rio de Janeiro podem significar a redenção para Fabiana Murer. A atleta do salto com vara tem participação destacada em mundiais e jogos Pan Americanos. Após enfrentar problemas nas Olimpíadas de Pequim e Londres, é uma das candidatas ao ouro em 2016.
Em algumas modalidades, o Brasil terá representantes pela primeira vez. Quem for aos locais de disputa poderá ver as equipes brasileiras de badminton, ginástica de trampolim, hóquei sobre grama, golfe e rugby seven. Dessas, o golfe volta ao programa olímpico após 112 anos e o rugby seven fará sua estreia. Vale lembrar que o país, por ser sede, tem vaga garantida em todas as modalidades dos jogos de 2016.
18 de julho de 2016 às 15:48
18 de julho de 2016 às 15:48
NEYMAR, COMO DE COSTUME, ASSUME A CAMISA 10 DA SELEÇÃO (FOTO: EFE)
Numeração do Brasil enviada pela CBF à Fifa para a Olimpíada faz crescer esperança de ver trio com xarás e craque do Barça atuando juntos
A camisa 10 da seleção olímpica terá o mesmo dono da seleção brasileira principal: Neymaraparece inscrito na lista da Fifa com o mesmo número que usa desde 2013 quando representa o país. Pela relação da entidade, que organiza o torneio de futebol olímpico, Gabriel, do Santos, usará a camisa 9, e seu xará, Gabriel Jesus, do Palmeiras, a 11.
Nada assegura quem serão os titulares, já que os treinos no campo sob o comando do técnico Rogério Micale só terão início nesta terça-feira, em Teresópolis, mas o ataque que o torcedor mais tem interesse em observar na Olimpíada é justamente esse, formado pelos jovens Gabriel Jesus e Gabriel, ao lado do craque do Barcelona.
Renato Augusto, veterano de 28 anos que foi convocado para o lugar de Douglas Costa como um dos três jogadores permitidos com mais de 23 anos, foi inscrito com a camisa 5. Fernando Prass, o mais velho da turma, com 38, é o número 1.
Veja abaixo a lista enviada pela CBF à Fifa:
1 – Fernando Prass (goleiro)
2 – Zeca (lateral-direito e lateral-esquerdo)
3 – Rodrigo Caio (zagueiro)
4 – Marquinhos (zagueiro)
5 – Renato Augusto (meia)
6 – Douglas Santos (lateral-esquerdo)
7 – Luan (atacante)
8 – Rafinha (meia)
9 – Gabriel (atacante)
10 – Neymar (atacante)
11 – Gabriel Jesus (atacante)
12 – Walace (volante)
13 – William (lateral-direito)
14 – Luan Garcia (zagueiro)
15 – Rodrigo Dourado (volante)
16 – Thiago Maia (volante)
17 – Felipe Anderson (meia)
18 – Uilson (goleiro)
SUPLENTES
19 – Gustavo Henrique (zagueiro)
20 – Valdivia (atacante)
21 – Felipe Vizeu (atacante)
22 – Jean (goleiro)
4 de julho de 2016 às 19:20
4 de julho de 2016 às 18:29
A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) divulgou ontem (3) a lista dos 66 atletas convocados para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, de 5 a 21 de agosto próximo. Foram convocados 66 atletas para formar a maior delegação que o atletismo brasileiro já levou a uma Olimpíada, dos quais 36 são homens e 30 são mulheres.
“Conseguimos o nosso primeiro objetivo, que era qualificar o maior número possível de atletas. Vamos continuar trabalhando para preparar da melhor maneira possível os atletas para a Olimpíada”, disse Antonio Carlos Gomes, superintendente de Alto Rendimento da CBAt, em declaração divulgada no site da entidade.
A convocação foi anunciada após o término do Troféu Brasil Caixa de Atletismo, última chance de obtenção de índice olímpico. A competição, encerrada ontem, foi importante para aumentar o número de atletas garantidos no Rio 2016. Entre eles estão Jorge Henrique Vides e Vitor Hugo dos Santos (nos 200m) – Vitor já havia garantido índice na prova dos 100 m –; Joana Ribeiro da Costa (salto com vara); Nubia Soares (salto triplo); e Kauiza Venâncio (nos 200 m).
recorde
Outro destaque do Troféu Brasil foi Fabiana Murer, já garantida nos jogos do Rio de Janeiro. O maior nome do salto com vara brasileiro bateu o recorde sul-americano, que já lhe pertencia, com um salto de 4,87m. Uma cena curiosa marcou o salto de Fabiana. Após ela ultrapassar o sarrafo sem derrubá-lo, confirmando a quebra do recorde, o juiz da prova não se conteve e comemorou rapidamente o feito da atleta.
3 de julho de 2016 às 17:46
3 de julho de 2016 às 17:48
Os compromissos olímpicos para o meio ambiente assumidos pelo Rio no dossiê de candidatura para os Jogos Olímpicos de 2016 foram todos descumpridos.
O tratamento do esgoto lançado baía de Guanabara não avançou nem metade do prometido. A lagoa de Jacarepaguá, que margeia o Parque Olímpico, continua fétida e assoreada.
Nem mesmo o plantio de mudas na Mata Atlântica, de simples execução, foi concluído como prometido. O sonho de abrir a Lagoa Rodrigo de Freitas para banhistas foi abandonado.
Dificuldades financeiras, de gestão e até novos critérios justificam o abandono dos compromissos feitos ao COI (Comitê Olímpico Internacional) no Dossiê de Candidatura da Rio-2016. O documento de 614 páginas usava o legado dos Jogos como um dos principais ativos para trazer o evento pela primeira vez para a América do Sul.
Agora, o Rio conta com a sorte para não ocorrer, por exemplo, uma mortandade de peixe na lagoa que margeia o Parque Olímpico.
Em setembro do ano passado, cerca de uma tonelada de peixes mortos foi retirada das águas da lagoa.
À época, a Secretaria do Ambiente atribuiu o fenômeno aos fortes ventos que atingiram a região, o que remexeu a matéria orgânica do fundo da lagoa, formada pelo esgoto lançado ao longo dos 40 anos de ocupação sem saneamento básico na zona oeste. Isso liberou gases tóxicos, reduzindo o oxigênio para peixes que ainda sobrevivem na região.
De lá para cá, pouco avançou. A drenagem da lagoa, orçada em R$ 673 milhões, teve licitação suspensa por suspeita de cartel e foi paralisada após questionamentos do Ministério Público.
“A lagoa não é mais uma latrina. É um túmulo. Tem que rezar para que não chova, não vente, para que os gases não sejam eliminados do interior da lagoa e não gere uma mortandade de peixe na Olimpíada”, disse o biólogo Mário Moscateli, que contribuiu com o plantio de mudas no mangue da região.
A retirada de cerca de 5 milhões de metros cúbicos de matéria orgânica do fundo da lagoa ajudaria a melhorar a qualidade da água. A solução definitiva, porém, depende do saneamento básico da região, que ainda lança esgoto sem tratamento na lagoa.
O sistema que vai atender à região da Vila dos Atletas ainda não está pronto. A Cedae promete concluí-lo até 15 de julho. Enquanto isso, os vizinhos do Parque Olímpico ainda despejam o esgoto produzido nas águas da lagoa de Jacarepaguá.
Sem saneamento básico em suas casas, mais de 100 mil pessoas de bairros próximos ainda lançarão o esgoto nas lagoas após os Jogos.
BAÍA DE GUANABARA
O tratamento do esgoto lançado na baía de Guanabara, local das competições de vela, é também um dos principais símbolos do fracasso do legado ambiental. A Olimpíada foi apontada no documento como uma forma de acelerar o projeto, debatido desde a década de 1990.
O objetivo de limpar 80% do esgoto produzido pelas 9 milhões de pessoas que vivem no entorno da baía não chegou nem perto da meta.
A capacidade das sete estações de tratamento instaladas subiu de 16% para 48% do esgoto total produzido, mas a ausência de tubulações que levem o material até elas faz com que operem abaixo do limite.
A Secretaria do Ambiente não estabelece mais prazo para atingi-la. A pasta diz que seriam necessários R$ 12 bilhões para universalizar o saneamento nos 15 municípios do entorno -recurso inviável num Estado em crise.
Apesar dos problemas, a secretaria diz que as áreas de competição da vela têm condições adequadas para a prática esportiva.
A meta de plantar 24 milhões de mudas também não foi atingida. O Rio recebeu apenas 5,5 milhões de novas árvores. A Secretaria do Ambiente diz que buscou compensar a emissão de carbono dos Jogos de outras formas.
A Lagoa Rodrigo de Freitas melhorou a qualidade da água em relação a 2009. Contudo, a meta de atrair banhistas foi abandonada pela própria administração municipal. Agora, a avaliação é a de que o objetivo é inviável.
OUTRO LADO
A Secretaria Estadual do Ambiente, responsável pelas ações na baía de Guanabara e lagoa de Jacarepaguá, afirmou que o descumprimento na despoluição dessas áreas foi causada tanto por falta de planejamento como pela crise financeira.
Em relação à lagoa de Jacarepaguá, o Estado afirma que as exigências do Ministério Público Federal fizeram com que o detalhamento do projeto aumentasse o custo da macrodrenagem, orçado inicialmente em R$ 673 milhões.
“A secretaria está fazendo um grande esforço orçamentário, mesmo diante da crise, dando andamento ao detalhamento do projeto executivo para a construção do molhe –estrutura costeira feita por pedras e blocos de concreto– na embocadura do Canal da Joatinga. A intervenção vai possibilitar que a troca se dirija mais para o alto mar, favorecendo a qualidade da água na região”, afirmou a pasta.
A lagoa também está recebendo, segundo o governo, o plantio de 30 mil mudas de mangue para recuperação da faixa marginal da lagoa.
A pasta diz ainda que, em relação à baía de Guanabara, o foco é elaborar “um modelo de governança” para a bacia hidrográfica.
“Dessa forma, evitaremos que os erros do passado não se repitam e a baía não fique mais à mercê da gestão de um período de governo”, afirmou. O objetivo é criar uma agência que reúna as prefeituras dos 15 municípios no entorno da baía, Estado, Marinha e outros atores que têm influência na poluição da região.
A secretaria diz também que o plantio de mudas foi substituído por outras técnicas para captura do carbono. A pasta diz ter feito o restauro de 3.275 hectares da Mata Atlântica, o que corresponde a 69% do total necessário para compensar as emissões de gases poluentes associadas às obras públicas estaduais.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, responsável pela Lagoa Rodrigo de Freitas, disse que monitora a qualidade da água com o objetivo de “manter a vida aquática e permitir o contato secundário e os esportes que atendem este critério”. Em 2009, a promessa era deixar a água apta para banhistas (contato primário).
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