SELO BLOG FM (4)

Categoria: Esporte

Brasil chega a 48 medalhas na Paralimpíada do Rio e supera recorde de Pequim

RICARDO COSTA OLIVEIRA, DO SALTO A DISTÂNCIA T11, CONQUISTOU A PRIMEIRA MEDALHA DE OURO DO BRASIL NAS PARALIMPÍADAS RIO 2016. (FOTO:TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL)

RICARDO COSTA OLIVEIRA, DO SALTO A DISTÂNCIA T11, CONQUISTOU A PRIMEIRA MEDALHA DE OURO DO BRASIL NAS PARALIMPÍADAS RIO 2016. (FOTO:TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL)

Com a medalha de prata da equipe brasileira de natação no revezamento 4×100 livre masculino, o Brasil chegou ontem (14) a 48 medalhas no quadro geral da Rio 2016 e ultrapassou a marca de 47 medalhas, obtida em Pequim, em 2008, atual recorde paralímpico do país. Até o momento, o Brasil está em quinto lugar no quadro geral da Rio 2016, com dez medalhas de ouro, 24 de prata e 14 de bronze.

Apesar de superar o total de medalhas conquistadas em Pequim, ao final dos daqueles jogos os brasileiros conquistaram mais medalhas de ouro, 16 ao todo. Ao longo da semana, os atletas paralímpicos brasileiros já haviam superado as 43 medalhas conquistas em Londres, em 2012, o segundo melhor resultado paralímpico do país até o início da Rio 2016.

A história de conquistas do Brasil em paralimpíadas teve início em 1976, com Robson Sampaio de Almeida, que conquistou a medalha de prata no lawn bowls ao lado de Luiz Carlos da Costa. De lá para cá, o Brasil soma 277 medalhas em jogos paralímpicos.

Cunha confirma que vai comparecer a votação de cassação

EDUARDO CUNHA: DEPUTADO AFASTADO PRETENDE COMPARECER À VOTAÇÃO E DEFENDER SEU MANDATO. (FOTO: AGÊNCIA CÂMARA)

EDUARDO CUNHA: DEPUTADO AFASTADO PRETENDE COMPARECER À VOTAÇÃO E DEFENDER SEU MANDATO. (FOTO: AGÊNCIA CÂMARA)

O deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) confirmou na manhã desta quinta-feira, 8, por meio de sua assessoria, que vai comparecer à sessão de votação de seu pedido de cassação, marcada para às 19h da próxima segunda-feira, dia 12, na Câmara.

O peemedebista pretende usar o tempo que puder para defender o seu mandato.

Na sessão, o primeiro a falar será o relator do processo de cassação no Conselho de Ética da Casa, deputado Marcos Rogério (DEM-RO). Ele terá direito a 25 minutos.

Em seguida, a palavra será aberta à defesa. O advogado de Cunha e o deputado afastado terão, cada um, também 25 minutos para falar.

Após as falas, começará a votação, que será por meio eletrônico e aberta. Não estão previstos encaminhamentos de votos de líderes partidários, como ocorre em votações de projetos.

Deputados poderão, porém, fazer questões de ordem durante toda a sessão, questionando o trâmite da votação.

Dos 513 deputados, apenas 511 votarão. Cunha, que está afastado, não vota. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), só poderá votar em caso de empate.

Para que o peemedebista tenha o mandato cassado, são necessários 257 votos favoráveis à perda de mandato.

Estadão

Brasil conquista sua primeira medalha na Paraolimpíada com Odair Santos

 ODAIR SANTOS CONQUISTA MEDALHA DE PRATA NA PARAOLIMPÍADA DO RIO. (FOTO: REUTERS/RICARDO MORAES)

ODAIR SANTOS CONQUISTA MEDALHA DE PRATA NA PARAOLIMPÍADA DO RIO. (FOTO: REUTERS/RICARDO MORAES)

O brasileiro Odair Santos conquistou a primeira medalha do Brasil na Paraolimpíada do Rio nesta quinta (08), no Engenhão. Ele conquistou a medalha de prata nos 5000 m na classe T11, para deficientes visuais totais.

Odair começou a prova em um ritmo mais lento, parte da estratégia do atleta, e ficou em quarto lugar até pouco mais de 10 minutos de prova, quando deu o bote em seus adversários e assumiu a liderança.

Nos últimos metros, no entanto, acabou ultrapassado pelo queniano Samwel Mushai Kimani, que conquistou o ouro com o tempo de 15min16s11. O tempo do brasileiro foi de 15min17s55. O bronze ficou com o também queniano BII Wilson (15min22s96).

“Eu me poupei um pouquinho no início da prova para tentar melhorar no fim e infelizmente não deu certo hoje. O campeão é especialista em 1500, ele é rápido, mas conquistar uma medalha no meu país é muito bom. Disputar uma Paraolimpíada dentro de casa não é para qualquer um”, comentou Odair após a prova ao SporTV.

Odair Santos já havia conquistado sete medalhas paraolímpicas, sendo três de prata e quatro de bronze. Esta é a segunda Paraolimpíada que Odair disputa como deficiente visual completo, na T11. Ele perdeu totalmente a visão em 2010. Antes disso, disputou Atenas-2004 e Pequim-2008. Aos 35 anos, ele ainda é o atual campeão mundial dos 1500 m em sua classe.

UOL

Improviso e falta de reconhecimento marcaram início do esporte paralímpico

 ÁDRIA SANTOS NA PARALIMPÍADA DE SYDNEY, EM 2000. (DIVULGAÇÃO/ACERVO PESSOAL/JOÃO BATISTA CARVALHO E SILVA)

ÁDRIA SANTOS NA PARALIMPÍADA DE SYDNEY, EM 2000. (DIVULGAÇÃO/ACERVO PESSOAL/JOÃO BATISTA CARVALHO E SILVA)

A primeira medalha paralímpica do Brasil foi conquistada por acaso, em 1976. Naquele ano, os atletas Robson Sampaio e Luiz Carlos da Costa foram a Toronto, no Canadá, para integrar a equipe de basquete em cadeira de rodas, mas acabaram se interessando pela modalidade chamada Lawn Bowls, que é um tipo de bocha, que não é praticada no Brasil. Aprenderam as regras do esporte na hora, e acabaram ganhando a medalha de prata.

O improviso não era incomum no esporte paralímpico quando começou a ser praticado no Brasil. Segundo a doutora em educação física adaptada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Michelle Barreto, que elaborou sua tese de doutorado sobre o esporte paralímpico brasileiro entre os anos de 1976 e 1992, antigamente os atletas praticavam várias modalidades e o que era priorizada era a participação.

“Antigamente, como não tinha muita gente, eles praticavam várias modalidades. Tanto que eles não ganhavam medalhas por isso, porque não eram tão fortes em alguma coisa. Mas o que se priorizava era o esporte participação. No caso da primeira medalha foi exatamente isso que aconteceu”, conta a pesquisadora.

A falta de reconhecimento dos atletas e do esporte paralímpico também é uma marca daquele período. Segundo a pesquisadora, os atletas com quem ela conversou reclamam que, mesmo com bons desempenhos, não eram reconhecidos da mesma forma que os atletas são hoje. “Eles falam com muito orgulho: ‘nossa, eu ganhei uma medalha paralímpica, eu representei o meu país, mas na semana seguinte fui esquecido’. Não tinha essa mídia e tudo mais, como tem hoje”, diz Michelle.

“Eu viajava, voltava com medalhas e chegava ao aeroporto normalmente, ninguém me conhecia”. A reclamação é da ex-atleta Ádria Santos, que participou de seis paralimpíadas entre 1988 e 2008, e ganhou 13 medalhas. Ela também cita a falta de divulgação do esporte pela imprensa. “Só depois que já tínhamos ganhado muitas medalhas é que começamos a aparecer nos canais abertos de televisão”, diz.

Segundo ela, a visibilidade foi crescendo a partir da paralimpíada de Sydney, em 2000, com maior cobertura da mídia. “O esporte paralímpico foi ficando cada vez mais conhecido. Eu e a Rosinha (atleta) fomos bastante divulgadas e em Atenas (2004) teve uma divulgação grande também”.

O primeiro presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, João Batista Carvalho e Silva, também relata o desconhecimento e a falta de interesse da população pelo esporte paralímpico. “Há 20 anos, eu ia a escolas e universidades e perguntava para as crianças e adolescentes quem eram os atletas de destaque. Todos sabiam que no basquete era o Oscar, na natação era o Xuxa, o Gustavo Borges. E quando perguntava sobre o esporte paralímpico, ninguém nem sabia o que era”, diz.

Segundo Silva, em 2004, quando o nadador Clodoaldo Silva ganhou seis medalhas de ouro, a visibilidade dos atletas paralímpicos começou a mudar. “Foi quando começaram a aparecer os resultados, com o Clodoaldo ganhando aquela quantidade de medalhas, começou a mudar um pouco o olhar da sociedade”, acrescenta.

O próprio Clodoaldo diz que a Paralimpída de Atenas foi um “divisor de águas” no reconhecimento do esporte adaptado. “Pela primeira vez, a Paralímpiada começou a ser mostrada para o mundo e para o Brasil. E a sociedade brasileira começou a ver que o esporte paralímpico é igual ao esporte olímpico. Viram que não tinha que ter diferença”, disse o atleta multimedalhista, em entrevista à Agência Brasil. Ele também destaca as melhorias na questão da acessibilidade e da infraestrutura para a prática do esporte paralímpico.

“Em 1998, quando eu comecei a nadar, não tínhamos ônibus adaptados. Não tínhamos leis de incentivo para o esporte paraolímpico. E hoje nós temos tudo isso, que foram grandes ganhos para o segmento da pessoa com deficiência e também para o esporte paralimpíco, que conseguiu com as suas vitórias e conquistas essa respeitabilidade”, avalia Clodoaldo.

O ex-atleta Luiz Cláudio Pereira, que esteve nas Paralimpíadas de Stoke Mandeville (1984), de Seul (1988) e de Barcelona (1992), acredita que o reconhecimento do esporte paralímpico ainda pode melhorar, mas já vê uma evolução em relação à época em que disputava medalhas. “Hoje a gente vê as pessoas falando “os nossos atletas”, nós já somos um referencial, embora ainda de forma tímida, mas não somos mais desconhecidos”, diz Pereira, que já conquistou 9 medalhas paralímpicas.

Os Jogos Paralímpicos 2016 serão transmitidos pela TV Brasil, em parceria com emissoras da Rede Pública de Televisão dos estados.

Agência Brasil

Ação de bombeiro potiguar é destaque em programa nacional

 O CATADOR DE LIXO ISAQUE SANTOS FRANCISCO ENTROU EM UM ESTÁDIO PELA PRIMEIRA VEZ NA VIDA.(FOTO: ARQUIVO PESSOAL)

O CATADOR DE LIXO ISAQUE SANTOS FRANCISCO ENTROU EM UM ESTÁDIO PELA PRIMEIRA VEZ NA VIDA.(FOTO: ARQUIVO PESSOAL)

A prova dos 200m dos Jogos Olímpicos do Rio, realizada no dia 17 de agosto de 2016, no Engenhão, e que terminou com mais uma vitória do jamaicano Usain Bolt, foi marcante para os presentes no local. Porém, uma pessoa viveu um momento ainda mais especial. O catador de lixo Isaque Santos Francisco entrou em um estádio pela primeira vez na vida. Tudo graças a uma boa ação de um bombeiro potiguar.
Na capital carioca desde março para trabalhar pela Força Nacional na segurança dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, o soldado Gildson Canuto, de 35 anos – que atua no Grupamento de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte – resolveu aproveitar o dia de folga para ir ao Engenhão acompanhar a competição. Inicialmente a companhia dele seriam apenas amigos da Força Nacional, mas um imprevisto acabou mudando tudo.
“Um dos militares da Força Nacional que iria para o evento acabou tendo outro compromisso e não teve como ir e me deu o ingresso para que eu pudesse utiliza-lo da melhor maneira”, recorda Gildson. A ideia inicial seria encontrar algum outro integrante da Força Nacional que não tivesse ingresso nos arredores do estádio, entretanto a situação mudou quando Canuto viu uma cena que chamou atenção. “Quando estava chegando ao estádio, vi uma pessoa agachada filmando um catador de lixo. Quando me aproximei, escutei a história dele. Ele falando que tinha muita vontade de assistir o Usain Bolt”, relembrou o soldado.
O homem agachado era um jornalista francês e o catador de lixo era Isaque Santos Francisco, que nem imaginava que aquela noite teria um destino bem diferente do que as costumeiras voltas para casa após mais um dia de trabalho nas ruas.
Acompanhado dos militares da Força Nacional, entre eles a capitã do Corpo de Bombeiros do Tocantins, Daniela Tavares, o soldado Gildson Canuto não teve dúvidas do que deveria fazer. “Disse para a Daniela que deveríamos dar os ingressos para ele (Isaque). Ela aceitou e então entregamos. O Isaque parecia nem acreditar no que estava acontecendo”, afirmou o bombeiro do Rio Grande do Norte.
Inicialmente, a preocupação de Isaque era onde ele iria deixar o saco com os produtos que havia conseguido naquele dia. Após algumas recusas, uma senhora que mora nas redondezas do Engenhão, tocada com a história, aceitou guardar tudo. Depois disso, veio outro momento difícil: o preconceito.
“A ideia era entregar o ingresso e deixar o Isaque seguir sozinho. Mas logo percebemos que ele não conseguiria, então decidimos acompanha-lo até dentro do estádio. No caminho, percebemos que as pessoas estranharam a presença do Isaque. Algumas perguntavam o que ele estava fazendo ali. Nós respondíamos que ele tinha ingresso e que iria assistir as provas. No final, conseguimos entrar sem maiores problemas”.
A emoção de Isaque durante a prova foi toda registrada em vídeo, feito pelo próprio bombeiro. As imagens, inclusive, foram destaques em um dos programas esportivos de maior audiência do Brasil no último domingo. Apesar de repercussão positiva e dos ‘momentos de fama’, o soldado Canuto espera apenas que o gesto motive a ajuda entre as pessoas.
“Recebi muitas mensagens de amigos e familiares elogiando o gesto. Eu sabia que aquela atitude não iria mudar a vida do Isaque, mas sei que naquela noite fiz o que eu podia para que ele tivesse aquele momento de alegria e realizar o sonho de assistir o Bolt. Que isso sirva de exemplo para que as pessoas se ajudem, seja com palavras ou com gestos”.

Jogadores começam a chegar em Quito para a estreia de Tite pela Seleção

 NEYMAR E OUTROS 10 JOGADORES DA SELEÇÃO CHEGARAM AO HOTEL EM QUITO NA MADRUGADA DESTA SEGUNDA ACOMPANHADOS DE PERTO PELA POLÍCIA LOCAL (FOTO: PEDRO MARTINS / MOWA PRESS)


NEYMAR E OUTROS 10 JOGADORES DA SELEÇÃO CHEGARAM AO HOTEL EM QUITO NA MADRUGADA DESTA SEGUNDA ACOMPANHADOS DE PERTO PELA POLÍCIA LOCAL (FOTO: PEDRO MARTINS / MOWA PRESS)

Grande parte do elenco da seleção brasileira já está em Quito, palco da partida da próxima quinta-feira contra o Equador pela 7ª rodada das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2018. O confronto vai marcar a estreia do técnico Tite. No início da madrugada desta segunda, o próprio Tite, membros da comissão técnica e mais 11 jogadores desembarcaram na capital equatoriana. Entre eles o camisa 10 Neymar, que entrou no hotel do Brasil acompanhado de perto por um policial fortemente armado.

Ao todo, 17 dos 23 atletas já estão no Equador. Daniel Alves, Marcelo, Filipe Luis, Casemiro, Giuliano e Philippe Coutinho chegaram ainda na tarde de domingo. A segunda leva apareceu  já nas primeiras horas de segunda: Neymar, Pedro Geromel, Taison, Weverton, Gabriel Barbosa, Renato Augusto, Willian, Lucas Lima, Gil, Fágner e Paulinho. A chegada da terceira e última parte do grupo, formada por mais seis jogadores (Marcelo Grohe, Gabriel Jesus, Rafael Carioca, Alisson, Miranda e Marquinhos), está programada para a tarde desta segunda.

O primeiro treino está marcado para às 18h30 (horário de Brasília), no Estádio Casa Blanca, da LDU, mesmo local da atividade de terça. Na quarta, a Seleção vai trabalhar no palco do jogo, o estádio Olímpico de Atahualpa, que fica a poucos metros do hotel onde está hospedada. A estreia de Tite está marcada para quinta-feira, às 18h (de Brasília). Com nove pontos, o Brasil ocupa a sexta posição nas eliminatórias.

Globoesporte.com

Fim da seleção permanente de futebol feminino divide opiniões

CANADÁ VENCE O BRASIL POR 2 A 1 NA ARENA CORINTHIANS E FICA COM A MEDALHA DE BRONZE NO FUTEBOL FEMININO DOS JOGOS OLÍMPICOS. (FOTO: ROVENA ROSA)

CANADÁ VENCE O BRASIL POR 2 A 1 NA ARENA CORINTHIANS E FICA COM A MEDALHA DE BRONZE NO FUTEBOL FEMININO DOS JOGOS OLÍMPICOS. (FOTO: ROVENA ROSA)

Criada em 2015 com o objetivo de melhorar o nível do futebol feminino para a disputa da Copa do Mundo no Canadá e da Olimpíada Rio 2016, a seleção permanente de futebol feminino vê seu futuro ameaçado com o fim dos dois eventos. Para quem acompanhava o futebol feminino, o fim da seleção permanente já era esperado, porém não é uma unanimidade e divide a opinião de torcedores, jogadores e jornalistas esportivos.

Por um lado, há quem defenda que a seleção feminina permanente não atingiu o objetivo esperado. Esta é a opinião de William Douglas, repórter esportivo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). “O problema é que este projeto não funcionou, apesar da concepção inicial parecer boa. Pedia-se entrosamento das jogadoras, mas na hora que se convoca são apenas quatro da seleção permanente, a gente não teve realmente uma seleção permanente”, diz.

Para Douglas, o futebol feminino precisa ter uma base mais complexa. “A solução passa muito mais por estruturar um campeonato, os clubes, ter calendário, [que as meninas] participem de competições fortes do que separar 15, 20 e tirá-las deste ritmo de competição”, defende.

Willian Douglas acredita que o futebol feminino deveria seguir outro caminho. “Precisa de um projeto longo, sério, tocado por quem conhece o futebol feminino. Acho que é hora de pensar inclusive em comissão técnica e dirigentes mulheres. A gente já tem gerações de jogadoras desde a década de 1990, então estas meninas têm que ter voz também para poder tomar as decisões no futebol feminino”, sustenta.

O outro lado

A antropóloga Ana Paula Silva, da Universidade Federal Fluminense, defende a manutenção da seleção permanente feminina e reclama das comparações entre as equipes feminina e masculina, uma vez que um dos argumentos de quem defende o fim dessa estratégia é que ela não existe para os homens. Para a especialista, é importante analisar o futebol feminino como algo independente do masculino. “São modalidades específicas, e assim devem ser tratadas. Apenas no futebol existe essa comparação. No vôlei, por exemplo, ninguém fica comparando seleção feminina e masculina. É entendido que são formas diferenciadas de jogo, com características outras que as fazem não serem passíveis de comparação”, avalia.

Seguindo esse raciocínio, Ana Paula diz que o fim da seleção feminina permanente não seria uma solução. “O desenvolvimento e a trajetória do futebol feminino é muito diferente da do masculino. Existem ligas, torneios, e os meninos são treinados desde a sua primeira infância para o futebol, coisa que não acontece com as mulheres. A seleção permanente é uma forma de manter um grupo de mulheres treinando e jogando. Os homens não precisam disso porque jogam praticamente o ano inteiro em seus respectivos times. Acabar com a seleção feminina é desprestigiar o futebol feminino que luta a duras penas, em um país que enxerga e prega a ideologia do futebol como ‘coisa de homem'”.

O apresentador do programa Stadium, da TV Brasil, e integrante do Conselho Federal de Educação Física, Wagner Gomes, também é contra o fim da seleção permanente. “O Brasil não tem campeonatos regionais fortes de futebol feminino, e as jogadoras que querem se manter na ativa têm que ficar fora do país. Seria bom ter ao menos alguma coisa que as faça treinar juntas, em um nível mais elevado e com estrutura. Os clubes não querem assumir o futebol feminino e colocar as jogadoras dentro da sua estrutura. A tendência é ficar pior”, alerta.

Agência Brasil

Primeira convocação de Tite tem sete medalhistas de ouro olimpíco para eliminatórias da Copa 2018

 AO LADO DO COORDENADOR EDU, TITE ANUNCIA SUA PRIMEIRA CONVOCAÇÃO DA SELEÇÃO (FOTO: PEDRO MARTINS / MOWA PRESS)


AO LADO DO COORDENADOR EDU, TITE ANUNCIA SUA PRIMEIRA CONVOCAÇÃO DA SELEÇÃO (FOTO: PEDRO MARTINS / MOWA PRESS)

Sete jogadores da equipe olímpica brasileira de futebol, que conquistaram a medalha de ouro nos Jogos Rio 2016, foram convocados pelo técnico Tite para os próximos dois jogos da seleção pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. Os jogos serão contra o Equador, em Quito, no dia 1º de setembro, e contra a Colômbia, em Manaus, no dia 6.

Os jogadores campeões olímpicos convocados são o goleiro Weverton (do Atlético Paranaense), os zagueiros Marquinhos (Paris St. Germain) e Rodrigo Caio (São Paulo), o meia Renato Augusto (Beijing Guoan) e os atacantes Gabriel Barbosa (Santos), Gabriel Jesus (Palmeiras) e Neymar (Barcelona).

Também foram convocados os goleiros Alisson (Roma) e Marcelo Grohe (Grêmio), os zagueiros Gil (Shandong Luneng Taishan) e Miranda (Inter de Milão), os laterais Daniel Alves (Juventus), Fagner (Corinthians), Filipe Luís (Atlético de Madrid) e Marcelo (Real Madrid), os meias Casemiro (Real Madrid), Giuliano (Zenit de São Petersburgo), Lucas Lima (Santos), Paulinho (Guangzhou Evergrande), Philippe Coutinho (Liverpool), Rafael Carioca (Atlético Mineiro) e Willian (Chelsea) e o atacante Taison (Shakhtar Donetsk).

Agência Brasil