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Categoria: Esporte

Rapinoe é eleita a melhor da Copa do Mundo e quebra recorde

CAPITÃ DA SELEÇÃO NORTE-AMERICANA FOI ELEITA A MELHOR JOGADORA DA COMPETIÇÃO E GARANTIU A CHUTEIRA DE OURO

A seleção norte-americana conquistou pela quarta vez a Copa do Mundo de futebol feminino neste domingo com grandes contribuições de Megan Rapinoe. A atacante e capitã, importante durante toda a competição e eleita a melhor jogadora da final, abriu o placar da decisão contra a Holanda, vencida por 2 a 0.

O grande desempenho de Rapinoe ao longo da competição lhe rendeu dois prêmios individuais de uma vez. A camisa 15 norte-americana foi eleita a melhor jogadora da Copa do Mundo pela Fifa e levou para casa a bola de ouro do torneio. Sua companheira Rose Lavelle levou a bola de bronze, enquanto a inglesa Lucy Bronze ficou com a prata.

Rapinoe também levou para casa a chuteira de ouro por ser artilheira da competição com seis gols em cinco jogos. A norte-americana Alex Morgan e a inglesa Ellen White também marcaram seis gols, mas o fizeram em seis jogos, o que desempatou a disputa a favor de Rapinoe.

De quebra, a capitã norte-americana quebrou um recorde da Copa do Mundo feminina. Aos 34 anos e dois dias de idade, Rapinoe se tornou a jogadora mais velha a marcar um gol em final de Copa do Mundo feminina. Ela superou a marca da companheira Carli Lloyd, que marcou três gols na final de 2015 aos 32 anos e 354 dias.

Depois do jogo, Rapinoe reforçou a necessidade de se discutir a igualdade entre futebol feminino e masculino. “Vamos chegar ao próximo passo de como apoiar programas de futebol feminino pelo mundo. Todas as jogadoras nessa Copa do Mundo deram o mais incrível espetáculo que você poderia pedir. É hora de levar a conversa adiante”, disse a jogadora.

A atacante elogiou a postura da equipe norte-americana durante o mundial. “Tivemos alguns jogos muito difíceis, muita atenção da mídia e pressão, então eu acho que para nós, jogadoras mais velhas, carregar o peso e dar o exemplo correto para as mais jovens é uma enorme razão para termos tanto sucesso”.

Terra

Estados Unidos vencem Holanda e conquistam o tetra na França

SELEÇÃO AMERICANA CONFIRMOU O FAVORITISMO EM LYON E VENCEU POR 2 A 0, PARA GARANTIR O SEGUNDO TÍTULO CONSECUTIVO DE COPA DO MUNDO.FOTO: REUTERS

Os Estados Unidos são tetracampeões da Copa do Mundo feminina de futebol. Confirmando o favoritismo, a seleção americana derrotou a Holanda, por 2 a 0, neste domingo, em Lyon. Os gols no Estádio Parc Olympique Lyonnais saíram no segundo tempo. Rapinoe, de pênalti, abriu o placar e Lavelle ampliou.

As holandesas não alcançaram a conquista inédita, na mesma data em que a seleção masculina foi derrotada pela Alemanha, em 1974, na primeira final de Copa de sua história. A Suécia ficou com o terceiro lugar, depois de derrotar a Inglaterra, no sábado, por 2 a 1, também em Lyon.

Holanda resiste

Ciente da pressão inicial exercida pelos Estados Unidos, que balançaram as redes antes dos 15 minutos em todos os jogos da Copa da França, a Holanda veio com uma proposta de se defender e esperar um erro adversário para buscar o contra-ataque. A estratégia funcionou e as americanas não conseguiram levar perigo até os 27, quando Ertz aproveitou sobra de um cruzamento na área e chutou forte para a defesa de Van Veenendaal. No lado direito defensivo da equipe dos Países Baixos, Van Lunteren e Rapinoe travavam duelo particular interessante.

Goleira brilha

Nos minutos finais do primeiro tempo, as atuais campeãs do mundo voltaram a intensificar o ritmo e só não abriram o placar graças a brilhantes defesas da camisa 1 da Holanda. Mewis, de cabeça, e a artilheira Alex Morgan, duas vezes, pararam no paredão laranja. No ataque, o time comandado por Sarina Wiegman teve as melhores chances na bola parada, com Spitse.

Capitã resolve

A dinâmica da partida não se alterou até os 11 minutos da segunda etapa. Van Der Gragt vacilou ao tentar afastar um lançamento para Alex Morgan e acertou um chute na atacante adversária. Após consultar o vídeo, a árbitra Stephanie Frappart marcou pênalti. Rapinoe, destaque da seleção americana no Mundial, cobrou firme de pé direito para abrir o placar e se igualar à Morgan e Ellen White, da Inglaterra, na artilharia do torneio, com seis gols.

O tetra veio

Com o gol, a Holanda foi obrigada a partir em busca do empate. Miedema teve a melhor chance, em lance individual, mas foi cercada pelas rivais antes de conseguir finalizar. Com mais espaços os Estados Unidos não demoraram a ampliar. Em um contra-ataque, Lavelle carregou a bola com liberdade e chutou no canto. Heath e Morgan ainda tiveram chance de marcar o terceiro. Com o resultado construído, as americanas só administraram e esperaram o apito final para comemorar domínio do futebol feminino mundial, merecidamente.

Terra

Delegacia do Consumidor prende quadrilha com ingressos falsificados para a final da Copa América

A POLÍCIA CHEGOU ATÉ O GRUPO APÓS DENÚNCIA DE UMA PESSOA QUE NEGOCIAVA A COMPRA PELA INTERNET E DESCONFIOU QUE OS INGRESSOS ERAM FALSOS. FOTO: CONMEBOL/DIVULGAÇÃO

A Delegacia do Consumidor (Decon) prendeu, nessa sexta-feira, 6, cinco homens acusados de venda de ingressos falsos para a final da Copa América, que ocorre neste domingo, dia 7, no Estádio do Maracanã, entre as seleções do Brasil e Peru. A prisão da quadrilha teve o apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), grupo de elite da Polícia Civil.

Os agentes chegaram ao grupo a partir da denúncia de uma mulher que negociava pela internet a compra de dois ingressos para a decisão da Copa América. Desconfiada, ela marcou com um dos supostos vendedores nas proximidades da Cidade da Polícia, no bairro do Jacaré, na zona norte da cidade. Ao perceber que o ingresso parecia falso, ela acionou uma equipe da Core que passava na hora e encaminhou o suspeito com a vítima para a Decon.

A partir de informações repassadas por ele, os demais integrantes do grupo foram pesos próximo ao Terreirão do Samba, no centro da cidade, com 21 ingressos falsificados e prontos para serem comercializados.

As investigações indicam que os bilhetes para a decisão da Copa América estavam sendo vendidos no valor de R$ 500 a R$1.500. Os cinco acusados foram presos e autuados em flagrante e vão responder por estelionato, formação de quadrilha e receptação.

Com informações: Agência Brasil

Fifa é criticada por escândalo sexual envolvendo jogadoras afegãs

ENQUANTO AS MELHORES DO MUNDO BRIGAM PELO TÍTULO, AS JOGADORAS DO AFEGANISTÃO LUTAM PARA SEREM OUVIDAS, POR DIGNIDADE E PELA PRÓPRIA IDENTIDADE. Foto: AFP

Enquanto celebra a Copa do Mundo feminina, Fifa dá pouca atenção a denúncias de abusos sexuais sofridos por atletas da seleção afegã. Para treinadora, federação varre o problema para baixo do tapete.”Ouse brilhar” é o slogan oficial desta Copa do Mundo de Futebol Feminino. Cartazes com esse lema estão pendurados em todos os lugares: nos centros das cidades e nos estádios franceses. A frase também aparece em transmissões feitas por emissoras de televisão, enviando a mensagem para todo o mundo.

Em uma propaganda, jogadores famosos explicam o que está por trás dessa frase. Pablo Aimar, ex-jogador da seleção argentina e atualmente auxiliar técnico, diz que a frase tem a ver com livrar-se da pressão e de preconceitos.

“Você tem a oportunidade de fazer algo extraordinário e especial”, diz a ex-jogadora da seleção alemã, Celia Sasic. E a recordista brasileira Marta declara: “Isso deve lhe motivar a correr riscos na vida e a não ter medo de cometer erros.”

“OUSE BRILHAR” É O SLOGAN OFICIAL DESTA COPA DO MUNDO DE FUTEBOL FEMININO.

Enquanto as melhores do mundo brigam pelo título, as jogadoras do Afeganistão lutam por algo muito mais importante do que um troféu: para serem ouvidas, por dignidade e pela própria identidade.

As esportistas se atreveram a dizer algo que não é tolerado por sua sociedade: que elas foram e são sexualmente assediadas e violadas, abusadas físico e psicologicamente por funcionários de sua própria associação de futebol.

“Elas abdicaram de suas vidas inteiras, de tudo aquilo por que lutavam, para jogar futebol pelo seu país e deixar as pessoas orgulhosas”, afirma Kelly Lindsey, treinadora da seleção feminina do país, com lágrimas nos olhos e voz trêmula em coletiva de imprensa da AFDP Global, organização que promove a tolerância e o respeito no futebol. “Embora as jovens tenham tido a coragem de falar a verdade, elas têm agora que se esconder. Elas já não podem mais mostrar seus rostos e são desrespeitadas. Suas famílias são ameaçadas”, acrescentou Lindsey.

Menos de oito horas depois, a apenas 20 quilômetros do centro histórico de Lyon, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) deixou rolar no estádio da cidade a segunda semifinal da Copa do Mundo de Futebol Feminino. Espectadores bem-humorados de todo o mundo compravam freneticamente nas lojas oficiais da Fifa, celebravam as seleções da Holanda e da Suécia.

“Em fevereiro e março do ano passado, nós fomos a um campo de treinamento na Jordânia, e as jogadoras começaram a reclamar apenas de forma hesitante e depois com veemência, sobre dois funcionários que estavam na viagem”, afirmou a treinadora da seleção afegã em entrevista à DW.

“Eles teriam assediado as jogadoras e entrado em seus quartos. E, ainda, forçado as esportistas a entrar em seus quartos. Todas as meninas se sentiram desconfortáveis. Circularam rumores de abuso sexual”, afirmou a ex-jogadora dos EUA, que disse ter informado imediatamente à associação de futebol afegã (AFF). A reação? “Coisas assim acontecem mesmo”, teria dito a associação.

Foi também difícil ser ouvida pela Fifa. Quando elas finalmente encontraram alguém disposto a lidar com a questão, pareceu uma partida de tênis com duração de oito meses, explicou Lindsey. “Foi de um lado para o outro. Nós tentamos responsabilizar a Fifa. Eles queriam entregar o problema à ONU, de novo à Fifa e depois de novo à ONU”, contou.

Lindsey não teve a sensação de que algo estava realmente sendo feito. Entretanto, as meninas ficavam cada vez mais desesperadas e continuavam sendo abusadas. A treinadora disse que, de alguma forma, era necessário garantir de alguma forma que elas estivessem seguras.

“Nós tínhamos que tentar tirá-las do país para que pudessem falar abertamente sobre o assunto.” A sensação de não ter voz e de não ser ouvida é a pior coisa, contou a treinadora. “É assustador saber que ninguém está ouvindo você, que você tem que continuar como se nada tivesse acontecido.”

Os negócios do futebol continuaram como se nada tivesse acontecido. Os meios de comunicação também seguiram celebrando jogadoras famosas que fazem uma campanha impressionante a favor da igualdade e contra a discriminação.

Todos os canais, jornais e sites falaram sobre a jogadora americana Megan Rapinoe, que, se vencer o título da Copa do Mundo, “não quer ir à maldita Casa Branca”, como declarou a esportista de 33 anos. Já o tema abuso não se vende ao público com muita facilidade.

Um dia após o início da Copa do Mundo de Futebol Feminino, a Fifa publicou uma declaração em seu site, escondida nos menus de navegação, afirmando que a organização “considera o senhor Keramuudin Karim, ex-presidente da Federação Afegã de Futebol e ex-integrante da Fifa, culpado por usar sua posição para abusar sexualmente de várias jogadoras”.

A Fifa aplicou uma suspensão vitalícia a Karim, e ele terá que pagar uma multa. Não é feita nenhuma referência aos outros funcionários que também teriam assediado as jogadoras.

“Os outros acusados são membros da associação afegã de futebol. O governo iniciou uma investigação, e o secretário-geral foi proibido de viajar”, afirmou o príncipe Ali bin al-Hussein, da Jordânia, o fundador da AFDP Global, em entrevista à DW.

“Ao mesmo tempo, porém, o secretário-geral foi eleito representante da Federação Asiática de Futebol junto à Fifa. É bizarro que ele tenha sido aprovado na verificação de integridade da Fifa”, completou al-Hussein.

“A Fifa simplesmente varre o problema para debaixo do tapete”, disse a treinadora da seleção afegã, Lindsey. Para ela, a suspensão vitalícia de um único homem apenas aconteceu para mostrar ao mundo que fizemos alguma coisa, mas a Fifa precisa finalmente se engajar para provocar uma mudança sistemática.

“Os agressores devem ser responsabilizados, e as vítimas devem ser protegidas. [O que aconteceu até agora] não é suficiente”, concluiu Lindsey.

Ela acusa o presidente da Fifa, Gianni Infantino, de omissão. “Ele é uma vergonha e perdeu sua integridade. E, para ser honesta, ele não é o meu presidente. Ele não defende suas próprias diretrizes da Fifa em matéria de direitos humanos. Ele não deveria mais ser presidente, principalmente depois de como a Fifa lidou com esse escândalo.”

Infantino estará no estádio em Lyon neste domingo (07/07), quando as vencedoras da Copa do Mundo de Futebol Feminino serão celebradas. Ele dirá que as jogadoras tiveram a coragem de brilhar e entregará a taça para as esportistas sob chuva de confetes. Provavelmente, ele não dirá uma única palavra sobre as jogadoras nacionais afegãs que foram abusadas.

Terra

Técnico Tite se irrita e pode deixar Seleção Brasileira após Copa América

O MOTIVO É O DESCONTENTAMENTO COM UM DESMANCHE EM SUA COMISSÃO TÉCNICA. FOTO: FABÍOLA PEREZ

O jornalista Juca Kfouri deu uma notícia surpreendente na tarde desta quinta-feira, em participação na ESPN Brasil. Segundo ele, “gente muito próxima de Tite” garante que o treinador deixará a Seleção Brasileira após participação na Copa América no próximo domingo, com qualquer resultado obtido. A equipe brasileira fará a final contra o Peru no Maracanã, às 17h (de Brasília).

Segundo Kfouri, o motivo de uma possível saída de Tite é o descontentamento com um desmanche em sua comissão técnica. O quarteto que ele formava com auxiliar Sylvinho, o analista de desempenho Fernando Lázaro e o coordenador de seleções Edu Gaspar trabalha junto desde os tempos de Corinthians – os dois primeiros vão para o Lyon e Edu assumirá o futebol do Arsenal.

“O Tite ficou insatisfeito com a CBF e com a decisão de não manter mais uma comissão técnica fixa. Como todos sabem, o Tite teve o estranho privilégio de escolher o seu chefe, de escolher o Edu Gaspar, e não teria mais essa prerrogativa”, afirmou Kfouri.

Ele ainda diz que algumas pessoas ainda podem influenciar em sua decisão, ainda mais em caso de título no domingo. No entanto, a direção da CBF já está de olho no mercado em busca de substitutos. “A vitória poderia mudar a cabeça dele (Tite), mas o Cabloco (Rogério, presidente da CBF), já está procurando substitutos, que seriam o Renato Gaúcho (do Grêmio) ou o Mano Menezes (do Cruzeiro).

Terra

Buffon desembarca em Turim passa por exames e acerta volta à Juventus

De acordo com informações da imprensa italiana, o contrato será válido por uma temporada, no valor de 1,5 milhão de euros.  Getty Images

Gianluigi Buffon está de volta à Juventus. Ídolo histórico do clube, o goleiro desembarcou nesta quinta-feira em Turim para realizar os exames médicos necessários para a assinatura do seu contrato, que, de acordo com informações da imprensa italiana, será válido por uma temporada, no valor de 1,5 milhão de euros (aproximadamente R$ 6,45 milhões).

A Juventus postou fotos e vídeos de Buffon assinando autógrafos para torcedores fora do centro de treinamento do clube antes de entrar para realizar os exames que sacramentarão o retorno do goleiro, de 41 anos, depois de uma temporada no Paris Saint-Germain.

Espera-se que Buffon seja o reserva do polonês Wojciech Szczesny. E ele precisará entrar em campo oito vezes para superar Paolo Maldini, ex-capitão do Milan, como o jogador com o maior número de jogos na história do Campeonato Italiano. Buffon tem 640 aparições na competição; Maldini soma 647. Após esta temporada, Buffon deve se tornar membro da diretoria da Juventus.

Ele passou 17 anos no clube depois de ser contratado junto ao Parma em 2001 e se estabeleceu como um dos melhores goleiros do mundo. Ganhou nove títulos do Campeonato Italiano, incluindo quatro “dobradinhas” em temporadas com a Copa da Itália.

Buffon possui um recorde de 176 jogos pela Itália, tendo ajudado a seleção a vencer a Copa do Mundo de 2006. Um dos poucos troféus que faltam na brilhante coleção dele é a Liga dos Campeões. Ele perdeu três finais nessa competição com a Juventus.

O acordo de Buffon com o PSG tinha a possibilidade de extensão por um ano, algo que não foi exercido. Ele jogou 25 vezes pelo time parisiense, dividindo a meta do time com Alphonse Areola, e ganhou o Campeonato Francês para aumentar seu currículo.

Com informações: Estadão Conteúdo

Copa América: Chile e Peru disputam nesta quarta vaga para a final contra o Brasil

O atacante Alex Sanches é uma das armas do Chile para o jogo contra o Peru – Fernando Frazão/Agência Brasil

As seleções do Chile e Peru disputam nesta quarta-feira, 3, a vaga para a final da Copa América 2019. O vencedor da partida enfrentará o Brasil no próximo domingo, dia 7, às 17h, no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Chilenos e peruanos já estão em Porto Alegre e acompanharam pela televisão a vitória dos brasileiros sobre a Argentina por 2 a 0, no jogo realizado na noite dessa terça-feira (2), no Mineirão, em Belo Horizonte.

O Chile busca uma vitória contra os peruanos para tentar o tricampeonato da competição, pois venceram em 2015 e 2016. A seleção peruana é a surpresa da rodada semifinal. A equipe comandada pelo técnico Ricardo Gareca eliminou o Uruguai na decisão por pênaltis. Ontem, os peruanos fizeram trabalhos físicos e táticos no complexo do Sesc na capital gaúcha. Durante entrevista, o lateral Yoshimar Yotún falou sobre a situação atual do gramado da Arena do Grêmio, que tem sido motivo de reclamações de jogadores de outras seleções, como do Brasil e da Argentina. Ele admitiu que o campo está com a grama muito irregular, mas que essas condições atingem as duas equipes.

O técnico Ricardo Gareca, ao ser indagado sobre a qualidade do ataque do Chile, disse que jogadores como Alex Sanches e Vargas são difíceis de marcar. Por isso, é importante que a defesa peruana mantenha um alto nível de concentração quanto a movimentação do ataque chileno.

Chile e Peru jogam a partir das 21h30, na Arena do Grêmio. Os peruanos deverão entrar em campo sem o zagueiro Alexander Callens, que se machucou durante os treinos.

Com informações: Agência Brasil

Após derrota da Argentina em disputa contra o Brasil, Messi reclama da arbitragem e dispara, “Nem sequer consultaram o VAR”

“Todas as idiotices foram marcadas a favor deles. Houve pênaltis bobos durante toda a Copa América e hoje não marcaram um em Otamendi. Nem sequer consultaram o VAR “, reclamou o atacante argentino. Foto: Reuters

Lionel Messi não saiu calado, como aconteceu em outras eliminações argentinas. Ele reclamou da arbitragem na derrota por 2 a 0 para o Brasil, nessa terça, 2, pela semifinal da Copa América. A maior queixa foi o árbitro ter negado à seleção um pênalti em jogada que, na sequência, aconteceu o segundo gol brasileiro, marcado por Roberto Firmino.

“Todas as idiotices foram marcadas a favor deles. Houve pênaltis bobos durante toda a Copa América e hoje não marcaram um em Otamendi. Nem sequer consultaram o VAR. É para analisar. Oxalá a Conmebol faça algo porque nós fizemos um sacrifício enorme”, disse o atacante, reclamando também de uma suposta influência do Brasil na Conmebol. O vice-presidente da entidade sul-americana é Claudio Tapia, presidente da AFA (Associação de Futebol Argentino).

A verborragia de Messi foi algo diferente do que foi visto em derrotas da Argentina em torneios anteriores. Nas concentrações de jornalistas na área de imprensa do Mineirão, onde aconteceu a partida contra o Brasil, ele parou quatro vezes para falar. Não repetiu a cena da última Copa América, em 2016, quando depois de errar na disputa de pênaltis e ver a equipe ser derrotada na final, disse que abandonaria a seleção.

Nesta terça, disse que vai continuar. Segue em sua busca pelo primeiro título pela seleção argentina. A próxima tentativa será em 2020, quando a Copa América será dividida por Argentina e Colômbia.”Vou estar ao lado dessa equipe. Se necessitarem da minha ajuda, estarei presente”, garantiu.

Foi a nona eliminação de Lionel Messi com a camisa da Argentina em fases de mata-mata. Aconteceu cinco vezes na Copa América e quatro na Copa do Mundo.

Em quatro delas chegou à decisão e perdeu. Por isso sua geração ficou conhecida como aquela que chegou perto, mas não venceu. Caiu diante da Alemanha na final do Mundial de 2014, para o Brasil na Copa América de 2007 e contra o Chile nos torneios continentais de 2015 e 2016.

Também foi eliminado pela Alemanha duas vezes nas quartas de final da Copa do Mundo (em 2006 e 2010). Perdeu nos pênaltis para o Uruguai nas quartas da Copa América de 2011, em casa. No ano passado, foi derrotado pela França nas oitavas de final do Mundial na Rússia.

Aos 32 anos, Messi sabe que as oportunidades estão se esgotando para ser campeão com a sua seleção e dar um fim às cobranças. “Jogamos bem [contra o Brasil] e não merecíamos perder. Eles fizeram o primeiro gol quando éramos melhores em campo. Tivemos bola na trave, desperdiçamos chances… Mas é um novo time e um novo ciclo que está começando”, comentou.

A primeira questão a ser resolvida será o futuro do técnico Lionel Scaloni. O camisa dez deixou subentendido apoiar a continuidade da atual comissão técnica e na AFA atual, a oposição do principal jogador tem peso.

Com informações: FOLHAPREES