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Carnaval de Natal encerra com maior desfile de escolas de samba da história da cidade

FOTO: SECOM

O Carnaval de Natal, promovido pela Prefeitura por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação Capitania das Artes (Funcarte), terminou neste sábado (21) com um desfile recorde de escolas de samba, reunindo mais de 6 mil pessoas no bairro da Ribeira. Sete agremiações da série principal participaram da festa, considerada a mais organizada e estruturada da história do evento.

Uma estrutura inédita foi montada ao longo da avenida Duque de Caxias, incluindo duas arquibancadas com capacidade para mais de mil pessoas, áreas para público PCD, palanque municipal, comissão de jurados e ilhas para equipes de cobertura. Dois painéis de LED transmitiram os desfiles em tempo real para o público.

“Mais de um milhão de pessoas prestigiou nossas atrações. E finalizamos o festejo mantendo a tradição dos desfiles com uma presença maciça de público, organização, sem qualquer tipo de ocorrência e abrilhantado pelos desfiles maravilhosos das escolas”, destacou a secretária municipal de Cultura, Iracy Azevedo.

Moradora que acompanha o Carnaval há décadas, a aposentada Maria das Dores, de 85 anos, elogiou a organização. “Não deixo de vir. E este ano está ainda melhor, mais confortável”, disse. A dona de casa Iara Soares levou a família completa, incluindo um bebê de seis meses: “A família toda adora o desfile, adora samba. E aqui uns torcem pela Acadêmicos do Morro, outras pela Balanço do Morro. Mas tudo sem briga”, comentou.

A apuração do resultado do desfile das escolas de samba será realizada nesta quarta-feira (25), na sede da Funcarte.

O desfile

A primeira escola a entrar na avenida foi a Batuque Ancestral, vencedora do Grupo B em 2025, com oito anos de história. A agremiação manteve a temática afroancestral com o enredo “Kemet: afrocentricidade e conhecimento, batuque é luta contra o apagamento”.

Em seguida, a Águia Dourada representou o bairro do Alecrim, com o tema “No fim a festa começa: a morte vira alegria”, sobre como diferentes culturas enxergam a morte.

A Acadêmicos do Morro, fundada em Mãe Luíza há 30 anos, trouxe referências do sertão norte-rio-grandense, homenageando o município de Messias Targino e lembrando a fundadora Erides Santana.

A escola Asas de Ouro representou Ielmo Marinho e o Potengi, enquanto a Balanço do Morro, com 60 anos de história, destacou a tradição do circo no samba-enredo “Sob a lona do tempo, sou o riso dessa gente!”.

A Império do Vale, única escola fora da capital, homenageou a educadora e vereadora Leonor Soares, de Ceará-Mirim.

Por fim, a Malandros do Samba, atual campeã com maior número de títulos, desfilou com o tema “Quando o samba acende a fogueira, a Malandros celebra os 28 anos do Arraial Coração Nordestino, que não para de pulsar”, buscando seu 38º título.

O ritual simbólico das Tribos Indígenas será realizado este ano na rótula da Avenida da Alegria, na Redinha, a partir das 17h, como parte das manifestações culturais associadas ao período carnavalesco.

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