
A vereadora de Natal Camila Araújo confirmou nesta quinta-feira 15 que será candidata a deputada estadual nas eleições de 2026, pelo União Brasil. Em entrevista à TV Agora RN, a parlamentar afirmou que pretende representar o segmento evangélico na Assembleia Legislativa. “Eu estou pretendendo colocar meu nome à disposição da sociedade para ser a mulher conservadora da Assembleia de Deus, representante do segmento evangélico, das famílias, das crianças, na Assembleia”, disse.
Ao explicar por que ficou no União Brasil, mesmo após convite do PL, Camila citou a resolução nacional do seu partido que restringe liberações fora da janela partidária e as conversas com a direção estadual. “O presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, baixou uma resolução informando que aqueles que não detêm o direito de ter a janela partidária, não terão a aquiescência para deixar o partido, a anuência, a permissão”, relatou.
Além disso, Camila relatou conversas com o ex-senador José Agripino Maia, presidente do União Brasil no RN, que ponderou que a vereadora sempre teve liberdade na legenda. Segundo ela, isso também pesou na decisão de permanecer. “Nunca fui tolhida, nunca fui impedida”, declarou.
Para a vereadora, o eleitor reconhece seu posicionamento independentemente da sigla: “Eu já sou reconhecida como a voz conservadora neste partido. Então, o eleitor que votou em Camila Araújo em 2022 tem uma grande chance de continuar votando agora em 2026, porque não é o partido que vai definir”.
Em 2022, Camila Araújo foi candidata a deputada federal pelo União Brasil e obteve quase 29 mil votos, ficando na 2ª suplência. Segundo ela, a votação fortaleceu a leitura de que havia espaço para uma candidatura estadual. “O trabalho que foi feito em 22 eu acho que ele não deve morrer”, disse.
Ao justificar a escolha pela Assembleia Legislativa, Camila destacou o recorte de representação que pretende ocupar. “Nós não temos uma mulher cristã, evangélica, defensora da família, da inocência das nossas crianças, que tenha vindo do Conselho Tutelar”, afirmou. Ela acrescentou que vê uma lacuna no Parlamento estadual. “Eu olhei para a Assembleia e vi que não temos nenhum representante evangélico”, disse, citando ainda a ausência atual de deputados do segmento ligados à Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Rio Grande do Norte (Ieadern).
Camila também abordou a viabilidade da nominata da federação União Brasil–PP para a eleição estadual. Reconheceu a presença de parlamentares com mandato e a competitividade do grupo, mas avaliou que há espaço para novas candidaturas. “Não vai ter nominata fácil”, disse. Sobre projeções, afirmou: “No cenário que está posto hoje, existe uma grande possibilidade de nós fazermos aí cinco, seis deputados”.
A federação União Progressista (União Brasil-PP) tem atualmente três deputados estaduais que deverão disputar a reeleição. São eles: Ivanilson Oliveira (União), Neilton Diógenes (PP) e Taveira Júnior (União). Nesta semana, o deputado Kleber Rodrigues também anunciou filiação ao PP na próxima janela. Além disso, outros nomes considerados competitivos também deverão estar na legenda, como os vereadores de Natal Eriko Jácome (PP) e Robson Carvalho (União) e a primeira-dama de Mossoró, Cinthia Pinheiro (União).
Questionada sobre a disputa majoritária ao Governo do Estado e a posição de seu partido entre possíveis nomes, Camila afirmou que o tema ainda não foi formalmente tratado com ela. “Até o momento, tudo que foi dialogado comigo é sobre a minha pré-candidatura a deputada estadual”, completou.
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