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Câmara aprova por unanimidade Grupo de Trabalho para enfrentar o tráfico internacional de mulheres e crianças

FOTO: DIVULGAÇÃO

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, o requerimento apresentado pela deputada federal Carla Dickson (União Brasil-RN) para a criação de um Grupo de Trabalho destinado a analisar o tráfico internacional de seres humanos.

“Os dados oficiais são alarmantes. Só em 2025, estima-se que esse crime movimentou cerca de 32 bilhões de dólares no mundo. Ano passado, aproximadamente 27 milhões de pessoas foram vítimas e usadas para remoção de órgãos, adoção ilegal, exploração sexual e outras formas de abuso, como rituais satânicos. Em se tratando de crianças, o Brasil registrou mais de 26 mil desaparecidas em 2025 e no meu Rio Grande do Norte foram 755. Precisamos entregar respostas à sociedade e respostas urgentes”, enfatizou a deputada.

A proposta tem como objetivo aprofundar o diagnóstico sobre as principais rotas e novas modalidades de aliciamento, especialmente aquelas potencializadas pelo ambiente digital, que têm vitimado brasileiros no exterior. O GT também deverá mapear falhas na rede de proteção consular e jurídica, além de propor medidas concretas para fortalecer a atuação do Estado diante desse tipo de crime.

O Grupo de Trabalho atuará em quatro eixos principais:

  • Diagnóstico e mapeamento das rotas e formas de aliciamento;
  • Articulação institucional entre a CREDN, Ministério das Relações Exteriores, Polícia Federal, ABIN e demais órgãos competentes;
  • Avaliação da assistência consular e jurídica às vítimas;
  • Proposição de políticas públicas e recomendações legislativas.

Para Carla Dickson, a aprovação unânime demonstra a sensibilidade do Parlamento diante da gravidade do tema. “Vamos nos debruçar sobre os projetos que já estão tramitando na casa sobre o tema e tomar providências. Estamos falando de vidas brasileiras que precisam da proteção do seu país. Não podemos fechar os olhos para essa realidade”, afirmou.

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