O RN não merece uma ‘Rosalba” com chapéu de couro na governadoria

O Rio Grande do Norte não precisa de uma “Rosalba” de chapéu de couro na governadoria. A situação financeira do Estado é grave e carece de um gestor capacitado, com visão de futuro, coragem de adotar medidas impactantes e estratégicas. Certamente essa pessoa não é o prefeito de Mossoró e pré-candidato ao governo do Estado, Alysson Bezerra (UB), cujo principal talento é fazer “munganga”, nas redes sociais para vender a imagem de “bom gestor”, driblando a boa fé de uma expressiva parcela da população que se deixa manipular mais facilmente.
O publicitário João Maria Medeiros, um dos talentos do marketing político potiguar, em recente artigo publicado no portal Saiba Mais, sob o título “As aparências enganam”, definiu bem que o Allysson das redes sociais é outro totalmente diferente do real, daquele que usa a internet para enganar a opinião pública:
“Para quem vive a realidade mossoroense e conhece de perto o menino do chapéu de couro, sabe, por exemplo, que ser contrário as oligarquias foi meramente discurso, aquela disposição para encantar e adoçar os ouvidos de quem sonhava e desejava algo realmente novo e diferente. Para buscar ser candidato a apenas seis meses de ter vencido uma eleição, o prefeito se aliou a uma das mais combatidas oligarquias que se perpetuaram por anos no estado, os Maia. O ex-senador José Agripino Maia é o fiel avalizador da pré-candidatura do prefeito de Mossoró”, explica o publicitário.
O eleitor potiguar não pode deixar se enganar por mercadores de ilusões, principalmente quando seus projetos políticos já nascem manchados com a nódoa de supostos atos de corrupção.
Por fim, embora seja novo na vida pública, Allyson Bezerra tem o seu nome envolvido em velhas práticas de supostas falcatruas, noticiadas pela imprensa. Vejamos algumas:
2025 — Denúncias, investigações e articulações políticas
📌 Maio de 2025 — Denúncia de propina por empresário.
• Em maio, reportagem publicou áudios de um empresário denunciando que o prefeito cobraria propina de contratos públicos, onde parte dos valores seria repassada ao gestor (cerca de 4% sobre contratos da prefeitura).
• A denúncia desencadeou debate político e tentativa de investigação na Câmara de Mossoró.
📌 Setembro de 2025 — Superfaturamento e favorecimento em obras.
• O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) abriu procedimento para investigar suspeitas de superfaturamento em contratos com a Construtora Luiz Costa Ltda. na gestão municipal, envolvendo recursos públicos.
• Outras reportagens destacaram investigações por favorecimento em licitações e corrupção com pagamentos de propina em processos licitatórios.
2026 — Operação da Polícia Federal e novos desdobramentos
📌 27 de janeiro de 2026 — Operação Mederi (PF e CGU)
• A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram a Operação Mederi, cumprindo 35 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Norte, incluindo locais ligado à Prefeitura de Mossoró e à residência do prefeito.
• A investigação apura supostas fraudes em licitações e desvios de recursos públicos na área da saúde, especialmente em contratos para fornecimento de insumos.
• A PF identificou indícios de irregularidades como entrega incompleta de produtos, fornecimento fora das especificações e possíveis sobrepreço.
📌 Fevereiro de 2026 — Suposta rede de propinas com contas “laranja”
• Na sequência das apurações da Operação Mederi, a PF disse ter identificado conta “laranja” em nome de uma menor de idade usada por operadores de um suposto esquema de propina e fraudes, que “atingiria” o prefeito e seu vice como supostos beneficiários principais.
Essas são apenas algumas das nebulosidades da vida pública de Allyson Bezerra.
O Rio Grande do Norte merece ter um governador como o atual prefeito de Mossoró?
É só uma pergunta.










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