
A Associação dos Oficiais Militares do RN (ASSOFME) divulgou informações sobre a situação funcional e judicial do senador Styvenson Valentim (PSDB) após declarações do parlamentar em que afirmou que coronéis da Polícia Militar do Rio Grande do Norte “não fazem nada” e “ganham dinheiro fácil”.
Em publicações nas redes sociais, a entidade informou que Styvenson atuou por cerca de 15 anos na corporação, período inferior aos 30 anos exigidos, à época, para aposentadoria integral de oficiais.
Pela legislação militar, ao ser eleito com mais de 10 anos de serviço, o policial é transferido para a reserva com remuneração proporcional ao tempo trabalhado. No caso do senador, o valor corresponde a aproximadamente 50% do soldo de capitão.
A associação também apontou a existência do processo nº 0830786-33.2019.8.20.5001, no qual, segundo a entidade, o senador buscou na Justiça o pagamento integral da remuneração na reserva.
De acordo com a ASSOFME, o pedido não foi acatado na Justiça, sendo mantido o critério proporcional previsto na legislação.
A divulgação do processo foi apresentada pela entidade como resposta às declarações do parlamentar sobre a atuação dos oficiais da corporação.
Reação após declaração
As manifestações da associação ocorreram após fala do senador Styvenson em agenda no município de Parelhas, quando criticou a atuação de coronéis da PM no estado.
Nas publicações, a entidade também destacou ações operacionais recentes da Polícia Militar, incluindo atividades de policiamento e operações de segurança, em contraponto às críticas feitas pelo senador.
Relembre o caso
Styvenson é capitão da reserva da Polícia Militar do Rio Grande do Norte. Ele foi eleito senador em 2018, quando já integrava a corporação.
O episódio acrescenta um novo elemento à reação do oficialato às declarações do parlamentar, com a inclusão de dados funcionais e registros judiciais relacionados à sua passagem pela PM.
Na quarta-feira (1), o presidente da ASSOFME, coronel Moreira, esteve no programa 12 em Ponto, da 98FM Natal, e fez uma série de críticas a trajetória de Styvenson na corporação incluindo a revelação de que o então militar teria levado garotas de programa ao baile de formatura dos oficiais e que não fez o pagamento da festa como os outros formandos.
Portal 98 FM
