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Antes de morrer, Manoel Carlos já vivia relação desgastada com a Globo; veja os motivos

FOTO: DIVULGAÇÃO

Antes mesmo da sua morte, a relação do dramaturgo Manoel Carlos, que faleceu neste sábado (10), com a Globo, emissora que transmitiu seus maiores sucessos, não era boa.

Já na sua saída da emissora, em 2015, as informações que circulavam era de que o autor carregava uma mágoa por ter suas ideias engavetadas após o fracasso de audiência da novela “Em Família” (2014). Esse foi o último trabalho inédito de Maneco, como era conhecido, exibido na Globo.

Em setembro do ano passado, a produtora que administra seu legado, encabeçada pela filha do autor, Julia Almeida, entrou com uma ação na Justiça do Rio de Janeiro contra a Globo. A empresa argumentou que a emissora não estava prestando contas sobre os rendimentos gerados pelas obras de Manoel Carlos de maneira adequada. O caso ainda tramita na 21ª Vara Cívil do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

A questão envolve receitas obtidas com reprises das novelas, negociações para transmissões das produções internacionalmente e até a criação de novos projetos derivados dos trabalhos do autor.

Tributo

Outra situação que azedou ainda mais a relação aconteceu em 2022. Neste ano, a emissora produziu um documentário sobre a carreira do dramaturgo como um episódio da série “Tributo”. No entanto, de acordo com informações da família, nem Maneco, nem as filhas foram convidadas para participar.

Júlia Almeida chegou a revelar que o pai teria aceitado participar se tivesse sido convidado, como divulgou o portal Notícias da TV. Mas, ainda segundo ela, diante da ausência, ele preferiu não assistir o documentário.

Após a serie “Tributo”, a produtora Boa Palavra fez o documentário “O Leblon de Manoel Carlos”, disponível em quatro episódios no YouTube.

Remake

A questão mais recente que gerou um novo desgaste nessa relação tem a ver com um possível remake de uma das obras de maior sucesso do autor.

A família descobriu pela imprensa que a Globo autorizou um remake da novela “Páginas da Vida” (2006), que já está sendo produzido pela emissora portuguesa SIC e tem previsão de estreia em 2026.

De acordo com informações da Folha, informações que circulam em bastidores apontam que o canal avalia como exagero alguns dos pedidos da família de Manoel Carlos.

Correio 24h

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