
As caravelas são animais marinhos que se tiverem contato com o homem podem causar lesões, dor intensa e reações graves. O verão, no litoral potiguar vem registrando maior presença das chamadas caravelas-portuguesas, por isso é importante estar atento e manter alguns cuidados ao passear na areia das praias.
A combinação de altas temperaturas, ventos fortes e correntes marinhas favorece o aparecimento dessas espécies, que podem provocar queimaduras dolorosas e, em alguns casos, reações mais graves.
Elas são frequentemente confundidas com águas-vivas. Mas as caravelas-portuguesas são colônias de seres marinhos que possuem um flutuador azul-arroxeado e tentáculos que podem chegar a 30 ou até 50 metros de comprimento.
O dermatologista da Hapvida, Marcelo Piccolo, alerta que o contato com esses tentáculos libera toxinas potentes capazes de afetar rapidamente a pele.
A reação costuma ser imediata, com dor forte, vermelhidão em linhas, inchaço e até formação de bolhas. Em situações mais graves, a toxina pode desencadear náuseas, vômitos ou reações alérgicas importantes”, afirma.
Para evitar acidentes, o médico orienta que é preciso respeitar os avisos dos salva-vidas e observar bandeiras roxas, que indicam risco de organismos urticantes na água.
O especialista reforça ainda que as caravelas continuam tóxicas mesmo quando estão encalhadas na areia. Pontanto: “O ideal é evitar qualquer contato direto, mesmo que o animal pareça morto. Usar roupas de lycra ou neoprene também ajuda a reduzir o risco de queimaduras”, orienta.
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