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“Aliança” entre Taveira e Maurício Marques tem prazo de validade; nomes ligados ao ex-prefeito ficam fora do secretariado

TAVEIRA TERIA CONFIDENCIADO A SUA INSATISFAÇÃO COM  MAURÍCIO MARQUES, QUE DEIXOU SALÁRIO DO FUNCIONALISMO PARA A NOVA GESTÃO PAGAR

TAVEIRA TERIA CONFIDENCIADO A SUA INSATISFAÇÃO COM MAURÍCIO MARQUES, QUE DEIXOU SALÁRIO DO FUNCIONALISMO PARA A NOVA GESTÃO PAGAR

A “aliança” entre o atual prefeito de Parnamirim, Rosano Taveira, e o ex-prefeito Maurício Marques tem prazo de validade para acabar, segundo informa interlocutores que gozam da intimidade do atual prefeito. Na montagem do seu secretariado, Taveira já sinalizou esse fato, ao negar a permanência na gestão de nomes sugeridos pelo antecessor.  Apenas dois nomes ligados a Maurício Marques vão fazer parte da atual gestão – a esposa do próprio Maurício, Kátia Palhano (Habitação) e o Gutemberg Xavier, que ficará na limpeza urbana muito mais por seu perfil operacional do que pela amizade que mantém com o ex-prefeito.

Rosano Taveira também decidiu manter na Secretaria de Tributação o economista José Jacaúna, por considerar que este tem o perfil de um bom “arrecadador” e não ser suscetível generosidades com os devedores do fisco municipal. Jacaúna continua secretário, não por influência de Mauricio Marques, mas por mérito pessoal, embora o próprio Taveira, pessoalmente, não goste dele, fato que  é de conhecimento de pessoas que fazem parte do seu circulo privado de amizades.

Já o prefeito do Natal, Carlos Eduardo Alves, conseguiu emplacar pelo menos um nome no primeiro escalão da Prefeitura de Parnamirim, indicando para a Secretaria de Administração  Fábio Sarinho, que deverá atuar fortemente na questão de Recursos Humanos do município.

DÉBITOS

         Segundo um interlocutor que circula com desenvoltura na cozinha de Taveira, este já teria confidenciado a sua insatisfação com o ex-prefeito Maurício Marques, que deixou para a nova gestão pagar o salário atrasado de dezembro do funcionalismo. Aliás, assessores de Taveira já o alertaram que deverá aterrissar em sua mesa débitos que não teriam sido identificados pela equipe de transição.

         Segundo informação que circula nos bastidores de seu gabinete, o novo prefeito já está ciente de que as informações da “transição” seriam incompletas, já que em alguns órgãos do município os computadores foram formatados por seus gestores, logo após a operação “Pequeno Rio”, desencadeada pela Polícia em julho de 2016, com o objetivo de apurar atos de corrupção e lavagem de dinheiro.

         Na ocasião, a Polícia Federal apreendeu R$ 18 mil em espécie na casa do ex-secretário de Obras de Parnamirim, Naur Ferreira, apontado, na época, pela PF, como mentor de um esquema de fraudes na Prefeitura. De acordo com a Polícia Federal, Naur e familiares dele lavavam dinheiro público comprando imóveis e carros de luxo em nome de ‘laranjas’.

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