
A EXEMPLO DA ABAV NACIONAL, NO RN ABDON GOSSON, PRESIDENTE DA ENTIDADE, VÊ PREJUÍZO PARA O TURISMO
Enquanto o presidente Jair Bolsonaro celebrou no Twitter a edição de uma medida provisória que permite ao governo comprar passagens aéreas diretamente das companhias, sem intermediação de agências de viagem , a Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV) lançou um manifesto no qual repudia a Medida Provisória, MP 877/2019, que trata do assunto e dispensa a retenção de tributos na fonte sobre os pagamentos feitos por órgãos públicos federais no caso de compra de passagens diretamente das companhias. “Isso representa redução de cerca de 18% de economia”, afirmou o presidente. ”
No Rio Grande do Norte, o presidente da ABAV/RN, Abdon Gosson, disse concordar com o pensamento externado pela entidade nacionalmente, que vê a iniciativa como um prejuízo para a “cadeia produtiva do Turismo”.
A iniciativa é uma reedição de uma MP feita durante o governo Dilma Roussef. A ABAV do Distrito Federal, em uma nota que circula no âmbito do “trade” turístico, destaca que a medida é cercada de problemas, e que em Maio de 2018, a Polícia Federal investigava denúncia de que Gleisi Hoffman haviarecebido R$ 1,3 milhões em propinas, sendo R$ 345 mil somente da TAM. Segundo a nota abaviana, os investigadores suspeitam que os pagamentos poderiam estar ligados a decisão do Governo.
Em outro trecho, a nota da ABAV enfatiza: “os profissionais do turismo acreditavam que com a “nova política” proposta pelo novo Governo, medidas como essas tomadas à portas fechadas ou na calada da noite, sem transparência, sem economicidade para o Governo e gerando desemprego nas agências de viagens, ficariam para trás, mas lamentavelmente nesta data o Governo Bolsonaro reeditar a MP da Dilma Roussef e prejudica a cadeia produtiva do turismo”.
E continua: “a Associação Brasileira dos Agentes de Viagens (ABAV-DF), vem ao mercado demonstrar o seu repúdio e salientar que continuará na sua luta em prol da categoria e contra atitudes como essa, que além de obscuras prejudicam o andamento do mercado e a retomada na geração de emprego e renda. O presidente Jair Bolsonaro, mesmo reeditando uma medida provisória cercada de dúvidas e desconfianças de investigadores da Polícia Federal, foi ao Twiter “comemorar” como se estivesse fazendo algo novo, correto e transparente, mas está apenas repetindo ações do governo passado que favoreceu as companhias e causou ainda mais desemprego no mercado de turismo, sem comprovar nenhuma economia pelo governo e ainda desviando funções de funcionários público que não tem a expertise do segmento do turismo e de fato podem trabalhar para gerar economia aos cofres públicos”.
