2 de abril de 2026 às 09:00
2 de abril de 2026 às 05:18
FOTO: REPRODUÇÃO
Depois de mais de duas décadas participando de disputas presidenciais, José Maria Eymael não estará na eleição deste ano. A ausência do ex-presidente da Democracia Cristã (DC) também significa que sua tradicional campanha, marcada por um dos jingles mais conhecidos da política brasileira, o famoso “Ey, Ey, Eymael, um democrata um cristão”, ficará fora do horário eleitoral.
Aos 86 anos, Eymael decidiu se afastar da vida política após deixar, em 2025, a presidência nacional da DC, função que exercia desde a refundação do partido, em 1985. O comando da legenda passou para João Caldas, enquanto que a representação da sigla na corrida pelo Palácio do Planalto ficará a cargo de Aldo Rebelo, ex-ministro nos governos Lula e Dilma.
A ausência de Eymael encerra uma sequência de cinco candidaturas presidenciais consecutivas e de seis participações nos últimos sete pleitos. Entre 1998 e 2022, ele disputou todas as eleições para presidente, com exceção de 2002. Seu melhor resultado ocorreu em 2010, quando obteve cerca de 89,3 mil votos, equivalente a 0,09% dos válidos, terminando na quinta colocação.
Na estreia, em 1998, Eymael recebeu aproximadamente 171,8 mil votos, seu maior número absoluto. Depois disso, viu sua votação diminuir ao longo dos anos: foram cerca de 63 mil votos em 2006, 61 mil em 2014, 41 mil em 2018 e apenas 16 mil em 2022, quando terminou em 11° lugar.
Mesmo sem desempenho expressivo nas urnas, Eymael tornou-se uma figura conhecida da política brasileira por causa do jingle criado originalmente para sua campanha à Prefeitura de São Paulo, em 1985. A música, composta pelo correligionário José Raimundo de Castro, acabou se transformando em um dos slogans mais conhecidos da história eleitoral do país.
Além das campanhas presidenciais, Eymael também construiu sua trajetória como deputado constituinte. Ele participou da Assembleia Nacional Constituinte de 1988, apresentando mais de uma centena de propostas. Ficou especialmente conhecido por defender a inclusão da palavra “Deus” no preâmbulo da Constituição.
2 de abril de 2026 às 08:45
2 de abril de 2026 às 07:27
FOTO: REPRODUÇÃO
O secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, conhecido como Cadu, entrou em contato com o Blog do BG para esclarecer que continua no cargo e não foi exonerado, respondendo questionamentos levantados após sua participação em agenda oficial do Governo do Rio Grande do Norte.
A manifestação ocorre após a repercussão da matéria que apontava possível irregularidade na presença do pré-candidato ao governo durante visita às obras em Macau, ao lado da governadora Fátima Bezerra. Segundo Cadu, por ainda exercer a função de secretário, não há qualquer ilegalidade em sua participação no evento.
Com o esclarecimento, o secretário reforça que segue regularmente à frente da Secretaria da Fazenda, esclarecendo a interpretação de que estaria participando de atos oficiais sem vínculo com o governo.
2 de abril de 2026 às 08:30
2 de abril de 2026 às 04:57
FOTO: DEMIS ROUSSOS
A tarifa social será aplicada no sistema de transporte público da capital durante o feriado da Sexta-feira Santa, celebrado nesta sexta-feira (3). A medida, que já ocorre tradicionalmente em feriados, garante redução no valor das passagens de ônibus para a população.
De acordo com a Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU), a operação do transporte coletivo seguirá o quadro de horários de domingos. Além disso, a frota será ajustada conforme a demanda prevista para o dia, o que pode impactar diretamente na frequência dos veículos nas principais linhas.
Com a adoção da tarifa social Natal, os usuários devem ficar atentos às mudanças no funcionamento do sistema. Por isso, a STTU recomenda que a população planeje seus deslocamentos com antecedência, principalmente para evitar transtornos relacionados à redução de veículos em circulação.
2 de abril de 2026 às 08:15
2 de abril de 2026 às 07:38
FOTO: REPRODUÇÃO
O presidente da Associação dos Oficiais Militares do Rio Grande do Norte (ASSOFME), coronel Antoniel Moreira, classificou como “absolutamente intolerável” a declaração do senador Styvenson Valentim (PSDB) de que coronéis da Polícia Militar “não fazem nada” e ganham “dinheiro fácil”.
Em entrevista à rádio 98 FM, o coronel associou a postura do senador a um comportamento reiterado, relembrou episódios da formação militar e questionou sua evolução na carreira, ao mesmo tempo em que relatou indignação generalizada dentro da corporação e repercussão interna que ultrapassou o campo institucional.
A fala de Styvenson aconteceu em um evento no município de Parelhas no último domingo 29. Durante a inauguração de uma escola, o senador afirmou que coronéis da Polícia Militar “não fazem nada” e ganham “dinheiro fácil”. Ele deu a declaração enquanto comentava sua decisão de deixar a Polícia Militar para ingressar na política. Antes de ser eleito em 2018, Styvenson era tenente da PM e ganhou notoriedade como operador da Lei Seca. Hoje, é capitão da reserva.
“Há 10, 12 anos, quando ele era tenente da Lei Seca, já fazia críticas aos oficiais”, afirmou, acrescentando que a conduta se mantém ao longo do tempo. “Não chega a nos surpreender”, disse, ao classificar o comportamento como recorrente e atribuir possível motivação a busca por visibilidade. “Achávamos até que era uma tentativa de ganhar engajamento.” A crítica se estendeu à forma como o senador se posiciona diante da instituição. “É um cara que se acha mais importante do que todos”, afirmou.
A resposta da Associação dos Oficiais, presidida por Moreira, foi alvo de questionamentos pelo tom. O coronel rejeitou a avaliação de excesso. “A resposta foi dura, tal qual a fala dele desnecessária”, afirmou, sustentando que a entidade tem histórico de posicionamentos firmes e que a reação acompanhou a gravidade da declaração.
Ao justificar a inclusão de episódios pessoais na nota, disse que o objetivo foi estabelecer contraponto. “É para chamar atenção do senador que ele tem que lembrar do passado dele”, afirmou, acrescentando que críticas também podem ser dirigidas a ele.
No detalhamento desses episódios, Moreira afirmou que, durante o curso de formação, Styvenson deixou de cumprir obrigações financeiras assumidas pela turma. “Todos os colegas pagaram, exceto ele”, disse. Também mencionou situação envolvendo evento da formação que teria gerado constrangimento. “A turma afirma com todas as letras que sim”, afirmou, ao se referir à presença de garotas de programa supostamente levadas por Styvenson. “Isso causou um constrangimento absurdo”, disse.
A avaliação sobre a trajetória do senador dentro da Polícia Militar foi ainda mais incisiva. “Foi uma carreira rápida, de 15 anos”, afirmou, ao destacar que ele não completou o tempo usual para progressão. Segundo Moreira, houve registros disciplinares e episódios de conflito. “Foi punido disciplinarmente várias vezes”, afirmou. A conclusão apresentada é categórica. “Pertencia ao baixo nível do oficialato”, disse, ao acrescentar que dificilmente alcançaria o posto de coronel. “Era a percepção que sempre tivemos dele.”
Ao abordar a projeção pública de Styvenson, especialmente no período da Lei Seca, o coronel relativizou o protagonismo atribuído ao senador. “A Lei Seca é um programa nacional, não é local”, afirmou, acrescentando que o rigor é padrão em todo o País. “Em qualquer estado não tem carteirada.”
Segundo ele, a personalização do programa distorce a realidade. “Ele trouxe como se fosse o responsável”, disse. Para reforçar, citou exemplos recentes. “Há poucos meses um coronel foi autuado, dois majores também”, afirmou, indicando que o padrão de fiscalização permanece.
Internamente, o impacto da fala foi imediato. “Há uma indignação de todos os coronéis”, afirmou. Segundo ele, a repercussão atingiu ativos, veteranos e familiares. “Há viúvas de coronéis extremamente magoadas”, disse. O episódio passou a circular no cotidiano da corporação. “Virou meme na Polícia Militar”, relatou, mencionando abordagens informais entre colegas.
Moreira também situou o episódio no campo político. Para ele, a declaração se insere em tentativa de afirmação pública. “Ele se perdeu ali no meio da fala”, afirmou, ao sugerir que o senador buscou autopromoção ao dizer que poderia “ganhar dinheiro sem fazer nada” na carreira. Em paralelo, fez comparação com outros parlamentares. “A densidade é muito diferenciada”, disse, ao tratar do nível do debate.
2 de abril de 2026 às 08:00
2 de abril de 2026 às 04:56
FOTO: REPRODUÇÃO
Aliens seriam uma ilusão demoníaca? Para o padre Chad Alec Ripperger, sim. O sacerdote, membro da Arquidiocese de Denver (Colorado, EUA), afirmou durante uma entrevista a um podcast que seres infernais usam a imagem de alienígenas conhecidos como “greys” para confundir e iludir a Humanidade.
Ripperger se tornou padre em 1997, é formado como teólogo e filósofo, já foi membro da Associação Internacional de Exorcistas e atuou na função pela Arquidiocese de Tulsa (Oklahoma, EUA) entre 2012 e 2016. Hoje, ele serve à Arquidiocese de Denver, ainda praticando exorcismos e ensinando sobre “casamento, família, virtude e espiritualidade”, conforme gosta de destacar.
Em 5 de março, o padre participou do podcast “Shawn Ryan Show” e, numa conversa de 4 horas, abordou os mais variados assuntos. Em certo momento, o entrevistador perguntou ao sacerdote se aliens e encontros com OVNIs são usados como cortina de fumaça em momentos em que assuntos-chave vêm à tona, como os e-mails de Jeffrey Epstein, o financista acusado de vários crimes sexuais que foi achado morto em prisão de Nova York e 2019 e que tinha ligações com várias personalidades da política, dos negócios e do entretenimento.
“As pessoas que espalham essas informações sabem de verdade o que são alienígenas ou estão tendo as mentes controladas por forças demoníacas para disseminar esse tipo de ‘agenda’?”, perguntou Shawn Ryan.
“Acho que existem níveis. Há pessoas [controladas] assim como você citou e há pessoas que sabem que não existe nada lá fora. É apenas diabólico. Outra coisa que existe é que muitas pessoas da elite estão envolvidas em cultos e essas pessoas sabem que estamos lidando com questões espirituais [falando da existência de alienígenas]. Nunca aconteceu comigo especificamente, porque eu não compro as mentiras, mas conheço exorcistas que já viram demônios se manifestarem na forma de aliens durante sessões de expulsão. Toda aquela coisa: os olhos, a boca pequena, a cabeça; eles inclusive se autodenominavam greys”, respondeu Ripperger.
O padre afirmou que demônios usam essa estratégia para tentar iludir os profissionais do exorcismo: “Eles dizem que não são anjos, mas também não são demônios ou criaturas maléficas; são, na verdade, criaturas incluídas numa espécie de meio-termo”.
O sacerdote concluiu:
“Estamos vendo isso acontecer numa escala global, com toda essa distração e conversas sobre a existência de alienígenas, mas eles [demônios] também fazem isso durante sessões. Eles sabem que não é verdade, mas esperam que você acredite, porque aí podem te manipular”.
Chegada do ‘Anticristo’
Ripperger também comentou no podcast que o “palco está montado” para a chegada do “Anticristo”. Para o padre, a figura que anuncia o juízo final tem a oportunidade perfeita para assumir o controle do mundo hoje, dado o estado da Humanidade.
“Ele será carismático. Se apresentará como ‘Messias’. A menos que você tenha a graça divina, não será capaz de identificá-lo e vai acabar sendo levado pelo que ele ensina e pelo que ele defende”, afirmou o padre.
Segundo o sacerdote, o “Anticristo” controlará a economia global e, assim, tomará as rédeas do mundo. E tudo pode acontecer em breve.
“Estamos quase lá… a ponto de poderem literalmente decidir: olha, se você não concordar com certas coisas, não terá acesso à moeda digital que vamos implementar globalmente. É assim que eles poderão basicamente deixar as pessoas à míngua se elas se recusarem a aceitar o governo do Anticristo”, revelou.
Histórico controverso
Nas eleições de 2020, o padre compôs uma “Oração de Comando”, que incentivava católicos a pedirem que Jesus Cristo quebrasse “quaisquer maldições, feitiços ou encantamentos e os enviasse de volta para sua origem”, com o objetivo de “parar o roubo” da eleição, fazendo referência às alegações de fraude na eleição em que Donald Trump foi derrotado por Joe Biden. Em 2024, ano em que Trump conseguiu retornar à Casa Branca, ele também compôs uma oração que foi divulgada entre apoiadores do atual presidente dos Estados Unidos.
2 de abril de 2026 às 07:30
2 de abril de 2026 às 07:30
Levantamento do Instituto Metadata em parceria com o Grupo Dial, divulgado nesta terça-feira (1º), coloca o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), na liderança da corrida pelo Governo do Rio Grande do Norte. No cenário estimulado, ele aparece com 37,2% das intenções de voto, abrindo vantagem sobre os adversários.
Na segunda colocação está o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), com 28,8%, seguido por Cadu Xavier (PT) que registra 10,7%. A pesquisa também aponta 17,8% de eleitores que optam por branco, nulo ou nenhum, além de 5,5% que não souberam ou não responderam.
A vantagem de quase 9 pontos percentuais sobre o segundo colocado indica, neste momento, uma dianteira consistente. O resultado reforça o protagonismo de Álvaro Dias no cenário político estadual e evidencia a consolidação de seu nome como principal referência na pré-corrida eleitoral.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RN-07708/2026, com 1.000 entrevistados entre os dias 27 e 28 de março, em Natal. O levantamento apresenta nível de confiança de 95% e margem de erro de 3,1 pontos percentuais.
2 de abril de 2026 às 04:11
2 de abril de 2026 às 04:56
FOTO: LUIS MACEDO
O ex-deputado federal Rafael Motta vai se filiar ao PDT nesta quinta-feira 2. A informação foi confirmada ao AGORA RN pela assessoria do ex-parlamentar, que afirmou ainda que Rafael foi convidado a ingressar no partido pelo presidente nacional da sigla, Carlos Lupi.
Com 39 anos, Rafael Motta está sem partido desde 2024, quando deixou o Avante.
O movimento amplia as possibilidades de composição para a disputa ao Senado Federal nas eleições de 2026, dentro de uma articulação mais ampla que vem sendo desenhada no campo progressista no Estado.
Em 2022, Rafael Motta foi candidato ao Senado e obteve 385 mil votos, ficando em 3° lugar. Na época, o ex-deputado era filiado ao PSB.
No RN, o PDT é presidido pela ex-deputada estadual Márcia Maia e já conta com nomes como o do ex-senador e ex-presidente da Petrobras Jean Paul Prates.
A chegada de Rafael Motta dialoga com a formação de uma possível aliança que tem como pré-candidato ao Governo Cadu Xavier e como nome ao Senado Samanda Alves, ambos pelo PT. Nesse cenário, o ex-deputado passa a ser uma das alternativas para a segunda vaga ao Senado na chapa.
2 de abril de 2026 às 04:10
2 de abril de 2026 às 05:02
FOTO: DIVULGAÇÃO
A declaração do senador Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos, apontando o Brasil como “solução” para atender à demanda americana por minerais estratégicos, segue reverberando no meio político. Procurado pelo Diário do RN, o ex-senador José Agripino Maia (UB) adotou tom cauteloso ao comentar o episódio e evitou ampliar a crise, mas sinalizou a necessidade de responsabilidade ao tratar de temas sensíveis como soberania nacional.
Sem endossar diretamente o conteúdo da fala, Agripino destacou que declarações envolvendo riquezas estratégicas do país exigem equilíbrio e atenção ao interesse nacional, especialmente quando feitas em ambiente internacional.
“Essa é uma peça tão importante em matéria de potencial do Brasil que não pode você chegar oferecendo coisas. Isso tem que ser instrumento de negociação em torno do interesse nacional.
Não dá para você chegar e oferecer uma coisa que é do interesse claríssimo de uma potência estrangeira como os Estados Unidos. Você pode esperar que eles venham de lá para cá e usar esse trunfo como instrumento de negociação”, afirmou à reportagem.
A fala de Flávio ocorreu durante a Conservative Political Action Conference (CPAC), onde o senador defendeu que o Brasil poderia ajudar os Estados Unidos a reduzir a dependência da China em minerais raros, insumos essenciais para tecnologia e defesa, que existe em abundância no Brasil.
Nos bastidores, principalmente pela oposição, a avaliação é de que falas como a de Flávio, consideradas por setores como excessivamente alinhadas a interesses estrangeiros, podem impactar o debate eleitoral, sobretudo em um cenário onde soberania e recursos naturais ganham peso estratégico.
A avaliação do ex-senador e liderança política, aponta que o Brasil tem uma riqueza, que deve ser usado estrategicamente.
“Não é que ameace a soberania nacional. O trunfo da economia do Brasil tem que ser utilizado em benefício dos interesses do Brasil. E não colocar como um fato a mais numa pauta de atendimento ou de relação bilateral entre dois países. Não. As terras raras são um trunfo da economia brasileira. Se os Estados Unidos têm interesse nas terras raras, que aquilo seja instrumento de negociação em todo o interesse do Brasil”, finalizou Agripino.
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