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Categoria: abril 1, 2026

Assembleia Legislativa vira palco de embate após fala do senador Styvenson

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A repercussão das declarações do senador Styvenson Valentim (PSDB) em Parelhas ganhou parte do debate na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte nesta terça-feira (31) e escancarou um confronto político que vai além da caserna. O deputado Francisco do PT, não apenas criticou o conteúdo da declaração, mas também o que chamou de seletividade na reação política.

“Se essa fala do senador Styvenson tivesse sido feita por alguém do PT ou da esquerda, o mundo estaria desabando hoje nas nossas cabeças. Mas, dita por um senador da extrema direita, bolsonarista e oriundo dos quadros da Polícia Militar, ainda tem gente que quer passar pano”, afirmou em plenário.

Para o petista, o episódio revela uma estratégia deliberada de comunicação e lamenta a intenção do senador com tamanho desrespeito.

“É lamentável que, para conquistar votos e likes nas redes sociais, alguém se proponha a fazer uma fala tão agressiva e tão desrespeitosa contra a sua própria instituição de origem”, disse, reforçando o argumento de que o senador ultrapassou limites ao generalizar críticas a capitães e coronéis da PM.

Francisco ainda reagiu diretamente à posição do deputado bolsonarista Coronel Azevedo (PL), que, apesar de ser coronel da reserva da Polícia Militar, adotou uma linha de defesa do senador. A resposta foi feita ao final da fala do deputado coronel.

“Vivi para ver um coronel desrespeitado aplaudir quem o desrespeitou”, ironizou.

Na outra ponta, Coronel Azevedo buscou amortecer o impacto da declaração do senador Styvenson. Classificou a declaração como “fora de contexto” e reconheceu que pode ter sido “infeliz”, mas fez questão de sustentar a atuação de Styvenson no Senado. “Ele tem feito um excelente trabalho em todo o Rio Grande do Norte, com ações na saúde, na segurança pública, na recuperação de unidades policiais”, afirmou Azevedo.

Como costume, o parlamentar também acusou setores ligados ao PT de amplificarem o episódio por conveniência política. Ele relativizou o que chamou de “erro” de Styvenson.

“Houve uma certa euforia de lideranças vinculadas ao PT para explorar essa frase. Quem nunca errou que atire a primeira pedra”, disse.

Ao tentar explicar a fala do senador, Azevedo recorreu ao argumento de estilo pessoal. Segundo ele, Styvenson costuma se expressar de forma descontraída e comparativa, o que pode ter gerado distorções.

“Não é a essência, não é o âmago do que ele quis transmitir”, pontuou o deputado do PL.

O deputado ainda fez uma analogia para justificar o papel dos oficiais superiores, comparando coronéis a gestores em diferentes áreas, do diretor de escola ao presidente de instituições, numa tentativa de contextualizar a hierarquia e afastar a interpretação de inatividade atribuída pelo senador.

“O coronel está ligado à gestão do quartel, da diretoria, do hospital, da polícia. Como tem o diretor de escola pública, que é o coronel, tem o diretor da empresa aqui, tem o Presidente da Assembleia, que seria o coronel Ezequiel. E assim por diante, cada setor tem o seu gestor. Tanto o capitão Styvenson como os demais prestaram concurso à polícia militar que é natural percorrer os postos e as graduações”, concluiu, sem explicar se ele acredita que o posto mais alto não faz nada, como afirmou Styvenson.

Comandante-geral da PM fala em “indignação” com ataque a coronéis

As declarações do senador Styvenson Valentim ganharam manifestação oficial do comando da Polícia Militar do Rio Grande do Norte. Em nota pública, o comandante-geral da corporação, Alarico José Pessoa Azevedo Junior, expressou “profundo lamento e discordância” e elevou o tom ao classificar as falas do parlamentar como motivo de “estranheza e indignação”.

Sem citar diretamente o contexto político, o comandante fez questão de destacar o peso simbólico da origem de Styvenson dentro da própria corporação. “Causa estranheza que tais palavras, que tentam desqualificar o trabalho de oficiais de alta patente, partam de um membro da reserva da nossa própria instituição”, afirmou.

O alvo da reação foi a declaração do senador de que “coronéis não fazem nada” e a insinuação de que a carreira na PM garantiria “dinheiro fácil”. Para Alarico, a fala ignora não apenas o risco inerente à profissão, mas também a complexidade técnica que envolve a segurança pública. “Há uma realidade de dedicação extrema que não pode ser reduzida a esse tipo de afirmação”, destacou.

Na nota, o comandante faz uma defesa enfática da estrutura da Polícia Militar, ressaltando o papel estratégico do oficialato superior. Segundo ele, coronéis não ocupam funções de inércia, mas exercem atribuições decisivas nas áreas logística, jurídica e operacional, responsáveis por garantir o funcionamento de toda a engrenagem da segurança pública.

Alarico também utilizou o documento para reforçar a relevância institucional da PM potiguar, que, segundo ele, há 192 anos atua como “pilar fundamental do Estado”. O texto destaca que a redução nos índices de criminalidade no Rio Grande do Norte está diretamente ligada ao planejamento estratégico dos oficiais e à atuação operacional da tropa.

Além do policiamento ostensivo, o comandante lembrou que a corporação atua em áreas que vão além das ruas, como a gestão de hospitais e centros clínicos, atendendo não apenas militares, mas também a população em geral. Também citou a participação de policiais potiguares em missões da Força Nacional e operações de paz da ONU, apontando reconhecimento técnico e profissional da instituição.

A nota encerra com um recado direto: a Polícia Militar “permanece inabalável” e exige respeito à sua história e aos seus integrantes. A manifestação do comando amplia a pressão sobre Styvenson Valentim, que, após a repercussão negativa entre oficiais e no meio político, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o episódio.

Diário do RN

“Quem usou a farda para se promover não pode desrespeitar a corporação”, dispara vereadora sobre Styvenson

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A vereadora de Natal e presidente estadual do PT, Samanda Alves, entrou no debate sobre as declarações do senador Styvenson Valentim (PSDB). Em entrevista ao Diário do RN, ela prestou solidariedade à Polícia Militar, questionou a coerência do parlamentar, a quem acusa de ter discurso diferente da prática, e criticou o que considera uma estratégia de ataque para gerar engajamento político.

Samanda também rebateu a defesa feita por aliados do senador, classificou como “lamentável” o conteúdo das falas e negou que o PT tenha postura contrária às forças de segurança, apontando ações do governo estadual na área. Veja a entrevista a seguir.

DRN – Qual a opinião sobre as declarações do senador Styvenson Valentim?
Samanda Alves – A gente publicou aquele vídeo quando eu tomei conhecimento, no domingo, da fala dele em Parelhas. Eu fiz um outro vídeo prestando solidariedade à corporação, até em nome do coronel Araújo, coronel Alarico, toda a corporação que não merece ser medida pela régua de quem usou a farda para se promover na política.

A gente vive hoje no Rio Grande do Norte um outro cenário em relação à segurança pública. Estão aí os índices mostrando que o Rio Grande do Norte hoje é o estado mais seguro do Nordeste. Tem problemas? Ainda tem, mas tem avançado. E a gente sabe que isso é fruto das políticas públicas do governo da professora Fátima Bezerra, mas também da dedicação de quem veste a farda da PM, seja qual for a patente, de soldado até coronel, cada um desempenhando uma função importante na corporação. E não merecem ser desrespeitados, inclusive por alguém que já usou a farda.

DRN – O que você acha dessa postura que foi apontada aí pela Associação dos Oficiais para Styvenson?
Samanda – A associação tem legitimidade para falar, porque conhece o senador. Muitos conviveram com ele no dia a dia, no trabalho, durante os 15 anos em que ele pertenceu à corporação. É diferente, de repente, daquele que as pessoas conhecem hoje, um senador que veste um papel, muitas vezes uma fantasia, para bancar algo diferente do que ele realmente foi ou é, e isso está sendo atestado agora por ex-colegas de farda.

A gente lamenta, porque a política não é um espaço para a gente vomitar ódio, desrespeitar qualquer pessoa que seja, quanto mais uma corporação como a Polícia Militar. A política é um espaço para dialogar, saber respeitar as diferenças, encontrar consensos, construir consensos com o objetivo final de melhorar a vida do povo.

Esse comportamento dele, de se achar, de ter dificuldade em conviver não só com a diferença, mas coletivamente, aparece quando ele aponta que só ele é o político honesto, que só ele faz as coisas, desprezando todos os outros atores que constroem a política, não só de agora, mas historicamente no Estado.

Então, não é conduta de um homem público. A gente lamenta e está aqui para combater atitudes como essa na política do nosso Estado, que não somam.

“Ah, mas o senador traz emendas”. Emendas todos os senadores trazem. E muitas vezes a gente tem ouvido, e dialogado muito, sobre o papel do Senado Federal, que não pode se resumir a um espaço de distribuição de emendas.

A gente tem ouvido reclamações de gestores de que o senador chega com recurso sem conversar, sem combinar, sem ouvir a população, sem ouvir os gestores sobre qual é a prioridade daquele município. Não é assim que a gente enxerga e constrói a política no nosso estado.

DRN – Muitas pessoas dizem que foi um erro que ele cometeu. O próprio Coronel Azevedo disse que quem nunca errou que atire a primeira pedra, que o PT está fazendo festa com esse erro, tirando a fala de contexto, mas que ele faz um bom trabalho. Na sua opinião, Samanda, um bom trabalho justifica esse tipo de atitude?
Samanda – Nada justifica essa fala do senador no domingo, nem outras falas dele. É um senador que tem, inclusive, um discurso diferente da prática. Essa semana ele fez uma fala contra a misoginia no Senado Federal, mas a prática dele é outra.

É um senador que já quis justificar agressões contra uma mulher perguntando o que ela tinha feito para merecer aqueles tapas, inclusive perguntando se ela estava rezando.

Então, é um senador que tem uma postura misógina, que cresceu na política atacando pessoas, inclusive mulheres, como a professora Fátima Bezerra, com um discurso muitas vezes de ódio.

Não tem justificativa. E me estranha um deputado que também é coronel fazer uma fala em defesa do senador Styvenson, querendo justificar o desrespeito dele com a corporação da qual também fez parte.

DRN – A direita costuma dizer que o PT tem ódio da polícia e quer acabar com a polícia. O que você diz disso agora?
Samanda – Isso é mais uma mentira, uma fake news. Vamos lá: quem foi o governo que mais trabalhou pelas forças de segurança neste estado? Incluindo Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Polícia Científica? Foi o governo da professora Fátima Bezerra, que é do PT.

Como é que o PT tem ódio da polícia, se o governo do PT no Rio Grande do Norte é o que mais tem fortalecido as forças de segurança? Isso é narrativa falsa, criada por quem não tem o que dizer ao povo do Rio Grande do Norte e precisa criar cortina de fumaça.

Estou aqui, inclusive, neste momento, em João Câmara. A governadora está entregando uma unidade do Corpo de Bombeiros para atender toda a região do Mato Grande. Ontem, entregou outra em Santa Cruz, para a região do Trairi.

Quando ela assumiu o governo, só existiam cinco unidades do Corpo de Bombeiros no estado. Hoje estamos inaugurando a 13ª.

E a gente sabe a importância do Corpo de Bombeiros, não só para apagar incêndio ou salvar alguém de afogamento, mas também para o desenvolvimento das cidades, fiscalização de construções, entre outras funções.

Hoje você não vê mais policial empurrando viatura por falta de combustível ou porque quebrou.

Toda a frota da segurança pública foi renovada no governo da professora Fátima Bezerra.

Foram 20 mil promoções. Nenhum governo teve tanto respeito com a polícia quanto o dela. Antes, você entrava como soldado e tinha dificuldade de ascender. Hoje isso mudou.

Quando ela assumiu, o RN era tratado como o estado mais violento do Brasil. Hoje é o mais seguro do Nordeste. Isso tem relação direta com o turismo e com a economia.

Então, o PT reconhece o papel da segurança pública. Investir nas forças de segurança é investimento estratégico para o desenvolvimento do nosso estado.

Diário do RN

Influenciadora Leide Fit integra nominata de Ezequiel e Paulinho em Natal

FOTO: DIVULGAÇÃO

A psicóloga e influenciadora digital Leide Fit é o novo nome a integrar a chapa liderada por Ezequiel Ferreira e pelo prefeito de Natal, Paulinho Freire.

Com mais de 200 mil seguidores nas redes sociais, ela se destaca pela produção de conteúdos voltados à saúde mental, autoestima e qualidade de vida.

Moradora da Zona Norte da capital, Leide construiu uma trajetória marcada pela fé, superação e empreendedorismo. Evangélica, mãe e empresária, é proprietária de duas academias, sendo uma delas voltada exclusivamente ao público feminino, reforçando sua atuação no incentivo ao bem-estar e ao empoderamento das mulheres.

Casada com o treinador Jussier Dantas, Leide utiliza sua história pessoal como ferramenta de inspiração, compartilhando desafios e conquistas com autenticidade. Sua chegada ao grupo político agrega um perfil conectado às redes sociais e com forte identificação popular, especialmente na Zona Norte.

BZN

Relator da CPMI do INSS pede prisão de Lindbergh e Soraya

FOTO: MARCOS OLIVEIRA

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da CPMI do INSS, disse nesta terça-feira (31) que pediu a prisão dos parlamentares Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (Podemos-MS). A declaração foi feita após os dois o acusarem de estupro de vulnerável durante os trabalhos da comissão.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Gaspar afirmou que apresentou representações à Polícia Federal, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo ele, as acusações são falsas e configuram crime contra a honra.

– Acabei de protocolar, junto com meu advogado, uma representação na Polícia Federal para apuração completa dos fatos. Estou à disposição para qualquer meio de prova, inclusive DNA – declarou.

O deputado também explicou que está à disposição das autoridades para esclarecer o caso e apresentar provas. Ele disse ainda que pedirá a cassação dos mandatos dos dois parlamentares.

De acordo com Gaspar, as acusações teriam sido feitas para tentar impedir a leitura do indiciamento do filho do presidente da República na CPMI do INSS, portanto, ele está disposto a levar o caso adiante, para exigir a punição de seus acusadores.

– Essa forma criminosa de agir de Lindbergh e Soraya terá repercussão na esfera jurídica. Vou exigir a cassação e a prisão de ambos.

E continuou:

– Também fui à Procuradoria-Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal para que essa apuração seja feita o mais rápido possível. Estou indignado, mas com a consciência tranquila porque a verdade está comigo.

Pleno News

Moraes viajou em avião de Daniel Vorcaro, apontam documentos

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e a esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, teriam viajado pelo menos oito vezes em aeronaves ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero.

Registros cruzados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e do Registro Aeronáutico Brasileiro identificaram a movimentação. A apuração é da Folha de S.Paulo.

Relatórios apontam que, de um total de oito voos realizados, sete ocorreram em aeronaves da Prime Aviation, empresa de compartilhamento de bens de luxo vinculada ao fundo Patrimonial Blue, do qual o empresário Vorcaro era sócio. As aeronaves em questão possuem autorização formal para operar o serviço de táxi-aéreo.

A única exceção registrada ocorreu em 7 de agosto de 2025, em um voo que transportou o ministro e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes. O deslocamento foi feito em um jato Dassault Falcon 2000, prefixo PS-FSW, de propriedade da empresa FSW SPE, que não detém permissão para realizar táxi-aéreo.

Entre os sócios da aeronave está Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, também detido na Operação Compliance Zero. Assim como o dono do Master, Zettel também negocia um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal.

Moraes não respondeu aos contatos. Já o escritório de Viviane de Moraes afirma que realiza a contratação de diversos serviços de táxi-aéreo, inclusive da Prime Aviation, mas que não fecha negócios por vínculos pessoais.

A defesa de Vorcaro disse que não irá se pronunciar. O advogado de Fabino Zettel não respondeu aos contatos. A Prime Aviation afirmou que, por questões de confidencialidade e da Lei Geral de Proteção de Dados, não divulga informações sobre os usuários das aeronaves.

Leia a íntegra da nota do escritório de Viviane Barci:

O escritório Barci de Moraes (de Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do STF) afirma que contrata diversos serviços de taxi aéreo, e que entre os que já foram em algum momento contratados está o da empresa Prime Aviation.

Em nenhum dos voos em aeronaves da Prime Aviation em que viajaram integrantes do escritório, no entanto, estiveram presentes Daniel Vorcaro ou Fabiano Zettel. Além disso, todos os valores eram pagos compensando os honorários advocatícios nos termos contratuais.

A contratação desses serviços de táxi aéreo segue critérios operacionais e não envolve qualquer vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores específicos.
O escritório afirma ainda que nenhum de seus advogados conhece Fabiano Zettel, com quem jamais tiveram qualquer espécie de contato. Além disso, nenhum integrante do escritório jamais viajou em aviões de Daniel Vorcaro ou Fabiano Zettel.

Os dados que apontariam viagens de integrantes do escritório não trazem qualquer informação específica sobre os voos, fazendo ilações com base em suposta presença na base aérea.

Pleno News

Moraes multa caminhoneiros que protestaram contra eleição de Lula em R$ 7 bilhões

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou a execução de multas bilionárias contra envolvidos em protestos e bloqueios de rodovias depois da eleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022. O procedimento foi formalizado pela Carta de Ordem 209/2026, que determinou a cobrança pela primeira instância da Justiça Federal.

Os documentos da decisão foram obtidos com exclusividade por Oeste.

Os valores chegam a cerca de R$ 7 bilhões, com base em penalidades de R$ 100 mil por hora de bloqueio, por veículo vinculado a CPF ou CNPJ. Há casos de pessoas físicas multadas em até R$ 147 milhões, enquanto pequenas empresas receberam cobranças entre R$ 5 milhões e R$ 15 milhões.

Em um dos documentos anexos à decisão, a Advocacia-Geral da União afirma que os critérios utilizados são “técnicos” e foram considerados “razoáveis” pelo STF — embora não tenham sido tornados públicos. Os montantes foram homologados pela Corte depois da entrega da planilha final.

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região e o Tribunal Regional Federal da 4ª Região confirmaram o recebimento da carta de ordem. Mais detalhes sobre a medida estão na reportagem completa, exclusiva para assinantes, na Edição 315 da Revista Oeste. Para ler, clique neste link.

Revista Oeste

Vídeo de Janja tem 875 mil views; resposta de Nikolas, 21 milhões

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Um vídeo publicado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em resposta à primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, ultrapassou 21 milhões de visualizações em pouco mais de 24 horas nas redes sociais. No mesmo período, o vídeo original da mulher de Lula sobre o tema não chegou a 900 mil visualizações.

A manifestação de Janja foi publicada na sexta-feira (27) e tratou do projeto de lei que criminaliza o discurso de misoginia, aprovado pelo Senado. No vídeo, ela criticou um grupo de homens nas redes sociais e direcionou a fala ao parlamentar.

– Eu quero dizer que enquanto você, deputado, se preocupava em produzir um vídeo cheio de mentiras e protegendo aqueles homens que vão pra internet disseminar discurso de ódio, uma mulher era assassinada.

A primeira-dama também afirmou que continuará defendendo o combate ao discurso de ódio contra mulheres.

– Nós mulheres não vamos desistir. Nem eu, deputado, não se preocupe. Eu vou estar sempre ao lado das mulheres nessa luta contra esse discurso de ódio. Eu não vou desistir.

Após a publicação, Nikolas Ferreira gravou um vídeo reagindo às declarações. O deputado afirmou que o projeto não trata de violência contra mulheres, mas de controle sobre o que pode ser dito na internet.

– Obrigado, Janja, por mostrar que agora eu tenho mais do que certeza de que eu tô no caminho certo.

Na gravação, o parlamentar também criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e acusou a primeira-dama de tentar atribuir a ele responsabilidade por crimes contra mulheres.

– Até mesmo porque as pessoas compreenderam que esse projeto não tem nada a ver com violência doméstica, agressão contra a mulher ou até mesmo morte contra as mulheres.

Nesta segunda-feira (30), Janja publicou um novo vídeo sobre o tema. Na gravação, ela exibe manchetes de notícias sobre casos de mulheres assassinadas e, na legenda da publicação, acusa o deputado de mentir.

Diante de diversos comentários críticos ao governo de seu marido, a primeira-dama decidiu restringir os comentários na publicação.

Pleno News

Valdemar admite ‘problemas internos’ na família Bolsonaro: ‘Temos que resolver todos’

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Em evento em São Paulo, presidente do PL descartou chapa com Michelle Bolsonaro, defendeu aliança com o Nordeste e comentou o isolamento de Jair Bolsonaro em prisão domiciliar.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, deu declarações contundentes nesta segunda-feira (30) durante um evento do grupo LIDE, em São Paulo. Em um tom de “sinceridade” que surpreendeu analistas, o cacique partidário admitiu que a família Bolsonaro enfrenta crises internas que precisam ser sanadas para garantir a viabilidade eleitoral do grupo em 2026.

Segundo Valdemar, a pacificação familiar é a chave para dois objetivos centrais: a vitória de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial e o retorno de Eduardo Bolsonaro ao Brasil. “Eles têm problema na família, lógico, mas nós vamos ter que resolver todos, porque essa eleição vai ser decidida por muito pouca diferença”, afirmou o dirigente.

Jovem Pan