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Categoria: março 25, 2026

PODERDATA: Desaprovação de Lula atinge 61% e chega ao maior nível em dois anos

FOTO: VALTER CAMPANATO

A desaprovação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva alcançou 61% dos brasileiros, segundo pesquisa do PoderData realizada entre os dias 21 e 23 de março de 2026. É o pior índice registrado desde o início da série histórica, em março de 2024, a pouco mais de seis meses da eleição presidencial.

O levantamento mostra que a avaliação pessoal do presidente é mais negativa do que a do governo. Enquanto 61% desaprovam Lula, 57% dizem desaprovar a administração federal como um todo, com 37% de aprovação. A diferença entre quem aprova e desaprova o presidente chegou a 30 pontos percentuais, quase o triplo do registrado há dois anos.

Os dados indicam uma deterioração contínua na percepção da população. Desde setembro de 2025, a desaprovação do governo subiu seis pontos, enquanto a aprovação caiu para o menor patamar do mandato. O distanciamento entre a imagem do presidente e a avaliação da gestão também tem se mantido nos últimos meses.

Outro ponto destacado pela pesquisa é a comparação com o governo anterior. Atualmente, 42% dos entrevistados afirmam preferir a gestão de Jair Bolsonaro, enquanto 32% consideram o governo atual melhor — diferença que aumentou em relação a levantamentos anteriores.

Com alta rejeição, piora recente nos indicadores e perda de vantagem na comparação com o antecessor, o cenário eleitoral se torna mais competitivo. Os números indicam maior pressão sobre Lula na corrida pela reeleição e ampliam o espaço político para a oposição.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados de 21 a 23 de março de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 132 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%.

Com informações do Poder360

MPRN investiga superlotação em escola e ociosidade de prédio do IERN em São Miguel

FOTO: DIVULGAÇÃO

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por meio da Promotoria de Justiça de São Miguel, instaurou um procedimento para apurar a situação da Escola Estadual Gilney de Souza e do prédio do IERN no município. A iniciativa ocorreu após o monitoramento de publicações em redes sociais que noticiavam problemas estruturais na unidade de ensino. O foco da investigação é o contraste entre a precariedade da escola atual e a existência de uma obra pública nova sem uso.

A Escola Estadual Gilney de Souza atende turmas de Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos, contando com quase 800 alunos matriculados neste ano. O relato aponta que a unidade enfrenta grave superlotação e falta de espaço físico adequado para o desenvolvimento das atividades pedagógicas. Os estudantes estariam submetidos a um ambiente sem a estrutura mínima necessária para o aprendizado.

Em oposição ao cenário de superlotação, o município possui um prédio erguido para o Instituto Estadual de Educação Profissional, Tecnologia e Inovação do Rio Grande do Norte. A edificação é descrita como moderna, contando com laboratórios, biblioteca e estrutura completa. Segundo as informações colhidas, as obras desse equipamento público foram finalizadas há cerca de dois anos, mas o local permanece ocioso.

O MPRN enviou ofício à direção da Escola Estadual Gilney de Souza. A unidade deve informar, no prazo de dez dias úteis, o número exato de alunos, a metragem das salas de aula e os impactos da falta de espaço no cotidiano escolar. Também foi questionado se já houve solicitações anteriores de melhoria junto à Secretaria de Educação.

A Secretaria Estadual de Educação também foi acionada para prestar esclarecimentos em quinze dias úteis. O órgão deve explicar os motivos da inatividade do prédio do IERN e apresentar o cronograma para sua entrada em funcionamento. O MPRN solicitou ainda que a Secretaria se manifeste sobre a viabilidade de transferir imediatamente a comunidade escolar da Escola Gilney de Souza para o novo prédio.

A Promotoria de Justiça requisitou uma perícia técnica da Central de Apoio Técnico Especializado do MPRN (Cate) para realizar vistorias in loco. A equipe de engenharia e arquitetura avaliará se a escola atual respeita os parâmetros do Ministério da Educação e se o prédio do IERN possui condições de habitabilidade e segurança. A análise deve confirmar se a nova estrutura tem capacidade para absorver a demanda de alunos e professores da unidade superlotada.

Empreendedora Any, que participou do Rancho do Carlinhos Maia entra na nominata de Paulinho e Ezequiel

FOTO: DIVULGAÇÃO

O cenário político do Rio Grande do Norte começa a se movimentar com a possível entrada de novos nomes na disputa eleitoral. A empresária e nail designer Any Alcântara deve oficializar sua pré-candidatura a deputada estadual integrando a chapa liderada pelo presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira, e pelo prefeito de Natal, Paulinho Freire.

Também conhecida como Any Spadas Unhas é uma manicure pioneira no Rio Grande do Norte e parceira oficial da Uze Nails, que se destacou por buscar uma oportunidade no Rancho do Carlinhos Maia. Trata-se de um reality show de internet criado pelo influenciador Carlinhos Maia, um sucesso de audiência. Antiga tem hoje mais de 112 mil seguidores comente en seu instagram.

Com uma trajetória consolidada fora da política, Any surge como um nome com forte apelo popular, especialmente entre mulheres empreendedoras. Manicure de origem, empresária e CEO da marca Any SPA das Unhas, ela construiu sua carreira ao longo de mais de duas décadas no setor da beleza. Cristã e mãe de dois filhos, iniciou sua jornada profissional aos 14 anos, após participar de um curso profissionalizante oferecido por um projeto da prefeitura, momento que marcou o início de sua identificação com a área. No instagram, Any interage com 112 mil seguidores.

Filha de uma professora da rede pública, Any destaca a influência da mãe como decisiva em sua trajetória. Ao longo dos anos, acumulou 22 anos de experiência como manicure e 15 anos como nail designer, consolidando-se como referência no segmento. Além da atuação empresarial, também se destacou na formação de outras mulheres, tendo ministrado mais de 20 mil treinamentos no Rio Grande do Norte e em outros países.

Com a possível candidatura, Any Alcântara deve defender pautas voltadas ao empreendedorismo feminino e à inclusão produtiva, com foco na qualificação profissional como ferramenta de transformação social. A proposta é ampliar projetos que incentivem mulheres a empreender, gerar renda e sair de situações de vulnerabilidade. A expectativa é de que sua filiação a sigla ligada ao quarteto Paulinho Freire, Ezequiel Ferreira, Ériko Jácome e Fábio Dantas, além de composição com lideranças políticas já consolidadas fortaleçam sua entrada no debate eleitoral estadual nos próximos meses.

Governo Lula propõe subsídio de R$ 1,20 ao diesel após impasse do ICMS

FOTO: MARCELO CAMARGO

A equipe econômica apresentou uma nova proposta aos estados para conter a alta do diesel após resistência dos governadores em zerar o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação do combustível, anunciou nesta terça-feira (24) o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

A alternativa, apresentada prevê uma subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado, dividida entre União e estados.

Pelo modelo sugerido:

  • R$ 0,60 seriam pagos pelo governo federal
  • R$ 0,60 ficariam a cargo dos estados

“Essa linha dá uma resposta mais rápida às consequências da guerra, o efeito é mais célere, e não exige uma renúncia fiscal de ICMS, podemos ter essa contraproposta, por meio de subvenções, com efeitos mais rápidos”, disse Durigan a jornalistas.

Medida temporária

A proposta tem caráter emergencial e deve valer até 31 de maio. Segundo o Ministério da Fazenda, o impacto fiscal total estimado é R$ 3 bilhões, R$ 1,5 bilhão por mês.

Na semana passada, a pasta tinha informado que o gasto seria de R$ 3 bilhões mensais, totalizando R$ 6 bilhões. No entanto, a Fazenda corrigiu a informação nesta terça.

O governo espera uma resposta dos estados até sexta-feira (27), durante reunião do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), em São Paulo. Segundo Durigan, os ganhos de receitas dos estados produtores de petróleo com a alta do combustível ajudará a compensar o impacto da subvenção.

“Tudo que já foi anunciado pelo governo federal está valendo, segue igual. O que estamos fazendo é outra frente agora, para que não seja necessária apenas a renúncia fiscal pelos estados. Aliás, existem estados que vão ganhar mais na arrecadação com esse aumento nos preços do petróleo, o que acaba compensando”, disse o ministro.

Mudança de estratégia

A nova proposta surge após governadores rejeitarem a ideia inicial de zerar o ICMS sobre o diesel importado. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o subsídio permitiria uma resposta mais rápida aos efeitos da alta do petróleo.

A medida busca reduzir o impacto no preço final sem exigir renúncia direta de arrecadação por parte dos estados.

Ações paralelas

A nova ajuda se soma a outra medida já anunciada pelo governo no último dia 12: o subsídio de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores.

Esse valor deve ser repassado ao consumidor final no preço do combustível.

Cenário externo

O governo avalia que a alta recente do diesel está ligada ao aumento do preço do petróleo no mercado internacional, influenciado por tensões no Oriente Médio.

Outras medidas seguem em análise, incluindo possível redução de tributos sobre o biodiesel, a depender da evolução do cenário internacional.

Agência Brasil

Polícia vai vigiar casa de Bolsonaro e revistar visitas durante prisão domiciliar

FOTO: VALTER CAMPANATO

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta terça-feira 24 que a Polícia Militar do Distrito Federal faça a vigilância da casa de Jair Bolsonaro (PL) durante o período de prisão domiciliar, fixado inicialmente em 90 dias.

Na decisão que autorizou a transferência da Papudinha, em razão da internação do ex-presidente por causa de uma broncopneumonia, Moraes estabeleceu que veículos que entrarem e saírem do imóvel, no condomínio Solar de Brasília, deverão ser vistoriados. “As vistorias deverão ser devidamente documentadas, com a indicação dos veículos, motoristas e passageiros”, registrou.

Os visitantes também serão revistados, com recolhimento de celulares e outros dispositivos eletrônicos, em razão da proibição de uso de meios de comunicação externa, direta ou indiretamente. Os aparelhos deverão ficar guardados em depósito.

Bolsonaro poderá receber os filhos, seguindo as mesmas regras do presídio, com visitas às quartas e sábados, entre 8h e 16h. Advogados terão acesso diário, por 30 minutos, mediante agendamento prévio junto ao 19º Batalhão da PM. Já a equipe médica terá acesso livre.

As demais visitas estão suspensas, segundo Moraes, “para resguardar o ambiente controlado necessário, principalmente para se evitar o risco de sepse e [manter o] controle de infecções”. O ministro acrescentou que “qualquer visita a outro morador da casa está, igualmente, vedada, salvo autorização judicial específica”.

O monitoramento também será feito nas áreas externas do imóvel, diante da “existência de ‘imóveis contíguos nas duas laterais e nos fundos, o que causa a existência de pontos cegos’”. Além disso, ficam proibidas manifestações em um raio de 1 km da residência.

O ex-presidente vai para casa assim que tiver alta do Hospital DF Star — o que ainda não tem data prevista. Bolsonaro também precisará usar tornozeleira eletrônica.

Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Até ser internado, cumpriu 119 dias de prisão, menos de 1% da pena.

Botão do pânico

Na mesma decisão, Moraes afirmou que Bolsonaro poderia ter antecipado o atendimento médico ao acionar o “botão do pânico” disponível na Papudinha, onde estava preso antes da internação.

Segundo o ministro, o procedimento adotado foi “extremamente eficiente” e garantiu a remoção imediata do ex-presidente ao hospital DF Star na madrugada de 13 de março. Ele destacou que o atendimento não teria sido mais rápido caso Bolsonaro já estivesse em prisão domiciliar, afirmando que “dificilmente, o atendimento e remoção do custodiado seria mais célere e eficiente se estivesse em prisão domiciliar”.

Moraes também ressaltou que “o custodiado poderia ter antecipado seu próprio atendimento, caso tivesse acionado mais cedo o ‘botão do pânico’, que estava à sua disposição 24 (vinte e quatro) horas por dia”.

Ao rebater argumentos da defesa, que apontava risco de falta de assistência médica na prisão, o ministro concluiu que não há dúvida sobre a capacidade da unidade em garantir atendimento adequado, “com absoluto respeito à sua saúde e dignidade”.

Agora RN

Prefeito de Lagoa D’Anta (RN) muda Lei para conceder licença para o vice

FOTO: REPRODUÇÃO

Uma proposta de emenda à Lei Orgânica de Lagoa d’Anta (RN), já aprovada em primeiro turno pela Câmara Municipal, pode abrir caminho para que o vice-prefeito Einart Guedes (União Brasil) se afaste do cargo por até dois anos sem remuneração para tratar de interesses particulares. A medida, que ainda precisa passar por uma segunda votação, surge enquanto o gestor já cursa uma residência médica em São Paulo, iniciada no começo de março. A apuração é do Estadão.

A emenda, elaborada pelo prefeito João Paulo Lopes (MDB), institui um novo tipo de licença para prefeito e vice, com duração inicial de um ano, prorrogável por igual período. Atualmente, a Lei Orgânica do município não prevê esse tipo de afastamento para chefes do Executivo, diferentemente do que ocorre com vereadores. O prefeito tenta aprovar a manobra para conceder o afastamento prolongado das funções públicas do companheiro de Prefeitura.

Pela proposta, o pedido de afastamento deverá ser encaminhado ao Legislativo municipal, com justificativa fundamentada, cabendo aos vereadores autorizar ou não a licença. Na justificativa do projeto, o prefeito argumenta que há um “contraste” entre as regras aplicadas aos membros do Legislativo e do Executivo.

“A presente proposta visa corrigir as referidas lacunas e aperfeiçoar o regime de licenças, (…) dotando a Lei Orgânica de regras claras, proporcionais e em harmonia com os princípios constitucionais”, diz o texto. O documento, no entanto, não menciona que o principal beneficiado com a mudança seria o próprio vice-prefeito, primo do chefe do Executivo.

Segundo o Estadão, a proposta avançou com apoio da base governista, que detém maioria na Câmara. O primeiro turno de votação ocorreu em 11 de março, com aprovação por 7 votos a 1.

Pelo regimento interno da Casa, a matéria precisa ser votada em dois turnos, com intervalo mínimo de dez dias entre eles.

Einart Guedes, que é médico, foi eleito vice-prefeito em 2024 na chapa de João Paulo Lopes. Ele se matriculou na residência em Ortopedia e Traumatologia da Irmandade da Santa Casa de São Paulo, curso com carga horária de 60 horas semanais e duração de três anos. Mesmo com a dedicação integral exigida pela especialização, ele não renunciou ao mandato e segue no cargo, que garante remuneração bruta de R$ 8 mil mensais.

Caso a licença seja aprovada, o vice poderá cursar parte da residência sem exercer a função pública. Ainda assim, restariam pelo menos dois semestres a serem cumpridos após o período máximo de afastamento previsto na proposta.

Procurados pelo jornal, Einart Guedes e a Prefeitura de Lagoa d’Anta não se manifestaram. A Irmandade da Santa Casa de São Paulo informou que não divulga dados de colaboradores, em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados e às suas políticas de privacidade.

Com cerca de 6 mil habitantes, Lagoa d’Anta está localizada a 109 quilômetros de Natal, no agreste potiguar. Como ocorre em outros municípios e estados, a autonomia administrativa permite a organização interna, desde que respeitados os princípios constitucionais. A Constituição Federal não estabelece limite máximo para licenças de prefeitos e governadores, mas fixa em 120 dias o afastamento de deputados federais por interesse particular, entendimento que o Supremo Tribunal Federal (STF) estende às demais instâncias do Legislativo.

Diário do RN

Apesar da negativa a Nina, Agripino nega rompimento com Paulinho

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O ex-senador José Agripino Maia, presidente estadual do União Brasil no Rio Grande do Norte, afirmou em entrevista ao Diário do RN que não houve rompimento na relação com o prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), mesmo diante de recentes divergências políticas entre os dois. Ao ser questionado diretamente sobre a situação do prefeito dentro do partido e seu posicionamento eleitoral, Agripino evitou aprofundar a análise e ressaltou o distanciamento no diálogo político entre ambos.

“Eu não sei, eu não estive mais com o Paulinho. Paulinho é uma pessoa por quem eu tenho uma estima pessoal, mas eu não conversei mais política com ele não”, disse, ao ser perguntado se o prefeito continua no União Brasil.

Sobre o fato de Paulinho apoiar um candidato de outro partido, o ex-senador se esquivou: “Eu não tenho muito o que comentar sobre isso não”.

Sobre a decisão do prefeito da capital apoiar Álvaro Dias (PL), e não o candidato do União Brasil, Allyson Bezerra (UB), para governador do Rio Grande do Norte, Agripino evitou abordar a posição e reforçou que não cabe a ele justificar a decisão.

“Pergunta a ele isso daí. Acho que você deve perguntar a ele as razões disso daí. Ele já até falou sobre isso. Eu não tenho que justificar a posição de ninguém. Eu tenho que votar no presidente do meu partido”, disse o presidente do União Brasil no RN.

Mesmo com o cenário de divergência, ele descartou qualquer rompimento político: “Não, não, não. Já declarei para você isso daqui. Você fez uma pergunta e eu não tenho resposta para lhe dar sobre isso”.

A possibilidade de desgaste entre os dois ganhou força após a negativa de carta de anuência para a vereadora licenciada Nina Souza (UB), atual secretária de Assistência Social de Natal e esposa de Paulinho Freire, deixar o União Brasil. A decisão foi formalizada em nota conjunta assinada por Agripino e pelo presidente nacional da legenda, Antonio Rueda, em 10 de março.

Nina pretende se filiar ao PL para disputar uma vaga de deputada federal. A medida também atingiu outros vereadores da sigla, como Camila Araújo e Robson Carvalho, que articulam candidaturas por outras legendas.

Questionado se a negativa arranhou sua relação com o prefeito, Agripino minimizou: “Não, não tem nada que arranhar, não. Isso é disciplinamento da política. Política é feita com estatutos, com normas e com a lei. É quem baliza a relação na política, é estatuto de partido e o que reza a lei eleitoral”.

Resolução nacional do União Brasil

Sobre a recente decisão da direção nacional do União Brasil, emitida no dia 16 de março e publicada nesta segunda-feira (23), de centralizar na executiva nacional a prerrogativa de conceder anuência, retirando essa possibilidade das instâncias estaduais, o ex-senador afirmou ao Diário do RN que apenas tomou conhecimento da medida após sua publicação.

“Eu recebi a comunicação. Eu não tratei mais desse assunto a partir daquela nota passada por mim e por Rueda, que é o retrato fiel do que diz o estatuto. Eu não tratei mais o assunto com o nacional não. Eu recebi ontem e fiz conhecimento público a definição trazida por ele e por ACM Neto, o presidente e o vice-presidente nacional do partido. Isso deve consultar, suponho eu, uma definição a nível nacional. O que vale para o Paraná, vale para o Amazonas, vale para o Rio Grande do Norte, vale para todo canto, remetendo tudo para executiva nacional”, afirmou.

Ao ser provocado de que a nota assinada por ele e por Rueda teria perdido valor com a nova resolução, Agripino discordou e explicou a mudança.

“Não. Essa nova agora remeteu tudo o que era de decisão de candidatura para um único fórum, o nacional. Antes estava escrito: era o nacional ou o estadual, por três quintos dos votos. Essa agora restringiu. Agora não, agora é só o nacional. Ou seja, não era uma questão do Rio Grande do Norte, era uma questão nacional que foi disciplinada. Eu entendo isso, que foi disciplinada pelo presidente nacional e pelo vice nacional”, disse o ex-senador à reportagem.

Diário do RN

Aluno tira roupa durante aula em universidade e é afastado após intervenção

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Um estudante do curso de Direito da Universidade Iguaçu (UNIG), na Baixada Fluminense, tirou a roupa durante uma aula na noite de segunda-feira 23, após apresentar alteração no comportamento, segundo informações da instituição.

De acordo com relatos, o jovem apresentou desorganização do pensamento e comportamento atípico diante de outros alunos, o que levou à intervenção imediata da equipe da universidade.

Em nota oficial, a instituição informou que adotou medidas para garantir a segurança do estudante e das demais pessoas presentes no local. A ação incluiu abordagem verbal e o encaminhamento do aluno para um ambiente seguro.

Ainda conforme a universidade, os responsáveis pelo estudante foram acionados logo após o ocorrido.

A UNIG afirmou que não havia registros anteriores sobre histórico de saúde mental do aluno.

Como medida preventiva, o estudante foi afastado das atividades acadêmicas por tempo indeterminado para que possa receber acompanhamento adequado.

Paralelamente, a instituição instaurou um processo administrativo para apurar as circunstâncias do episódio e definir possíveis providências.

Os alunos que presenciaram a situação receberam orientações e atendimento por equipes pedagógicas e de apoio psicossocial.

A universidade informou que mantém ações voltadas à segurança no ambiente acadêmico e ao acompanhamento de questões relacionadas à saúde mental.

O caso ocorreu durante uma aula regular e mobilizou a equipe interna da instituição ainda durante o período noturno.

A ocorrência chamou atenção de estudantes presentes e levou à adoção de protocolos internos previstos para situações de risco no ambiente universitário.

A universidade não detalhou a identidade do aluno nem informou previsão de retorno às atividades acadêmicas.

Agora RN