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Categoria: março 19, 2026

CPI quebra de sigilo de fundo envolvido resort dos Toffoli

FOTO: ROSINEI COUTINHO

A CPI do Crime Organizado aprovou, nesta terça-feira (18), a quebra dos sigilos de um fundo de investimento que adquiriu participações acionárias no Tayayá Resort. As ações transacionadas pertenciam anteriormente a uma empresa vinculada a familiares do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O requerimento, proposto pelo senador Sergio Moro (União-PR), concentra-se no Fundo Arleen, entidade que estava sob a gestão da Reag, empresa atualmente investigada pela Polícia Federal por suposto envolvimento em desvios de recursos do Banco Master.

A movimentação financeira que motivou a decisão do colegiado envolve um aporte de milhões de reais feito pelo fundo para a aquisição da fatia que era de propriedade da Maridt Participações S.A. Conforme informações apuradas pela CNN e registros da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) datados de outubro de 2025, a operação foi formalizada pelo Arleen Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia.

O ministro Dias Toffoli confirmou publicamente sua condição de sócio na Maridt. Na ocasião em que o caso veio à tona, o magistrado declarou não possuir informações sobre quem faz a gestão do Fundo Arleen e assegurou que jamais teve vínculos de amizade ou qualquer relação próxima com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Toffoli também foi enfático ao afirmar que nunca houve o recebimento de quantias financeiras vindas do banqueiro ou de seu cunhado, Fabiano Zettel. O avanço das investigações parlamentares agora busca esclarecer a natureza e a origem dos recursos utilizados na transação imobiliária que uniu os interesses das entidades citadas no Tayayá Resort.

Diário do Poder

Vorcaro promete uma “delação séria”, sem poupar nomes

FOTO: REPRODUÇÃO

O advogado José de Oliveira Lima, que representa o banqueiro Daniel Vorcaro, tem buscado os investigadores do caso Master para firmar um acordo de delação premiada. De acordo com o defensor, seu cliente quer fazer uma “delação séria”, ou seja, sem poupar nenhum envolvido. A informação é da colunista do jornal O Globo, Malu Gaspar.

A fala de Vorcaro é uma tentativa de aumentar as chances de negociação, pois investigadores enxergam com ceticismo uma eventual delação, haja vista que políticos do Centrão ligados ao empresário buscam uma “delação seletiva” para poupar seus nomes.

Espera-se que o acordo seja firmado por Vorcaro junto à Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR), sob a supervisão do ministro relator André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Há ainda a possibilidade de uma delação conjunta de Vorcaro com o dono da gestora de recursos Reag, João Carlos Mansur, que também é representado por José Lima.

ENTENDA

Vorcaro está preso acusado de liderar um esquema de fraude financeira ligado ao Banco Master. As autoridades veem indícios de crimes como organização criminosa, corrupção, ameaça, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.

Segundo as investigações, o esquema consistia na criação e comercialização de títulos de crédito sem lastro – ou seja, ativos e dívidas que não tinham garantia real ou sequer existiam – usados para inflar artificialmente o patrimônio do Banco Master. O objetivo era fazer a instituição parecer mais sólida e lucrativa do que realmente era, esconder fragilidades financeiras e continuar captando dinheiro no mercado.

Com esse patrimônio inflado, o banco passou a oferecer investimentos com rendimentos até 40% superiores aos praticados no mercado, o que atraía investidores em busca de retornos mais altos. Segundo as investigações, porém, o banco não tinha base financeira real para sustentar esses pagamentos. O esquema começou a ruir quando o Banco Central do Brasil identificou inconsistências nos balanços da instituição e determinou a liquidação extrajudicial do Master.

Pleno News

Flávio declara apoio a Moro, favorito ao governo do Paraná

FOTO: REPRODUÇÃO

O pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) manifestou apoio nesta quarta-feira (18) ao nome de Sergio Moro (União Brasil) para o cargo de governador do Estado do Paraná, durante visita ao senador que foi juiz titular da 13ª Vara Federal de Curitiba e liderou a Operação Lava Jato, no mais importante esforço de combate à corrupção da História do Brasil, levando à condenação e prisão de figuras notórias como Lula (PT).

Na ocasião, Moro retribuiu o gesto declatando seu apoio a Flávio Bolsonaro para presidente. “Fora, Lula, muda, Brasil”, escreveu o paranaense em suas redes sociais.

O momento da declaração de apoio foi testemunhado por políticos aliados, como o presidete nacional do PL, Valdemar Costa Neto, senador Rogério Marinho (PL-RN), que é coordenador da campanha presidencial do seu partido, e os deputados Filipe Barros e Giacobo, presidente do PL no Paraná.

No Paraná, Sergio Moro vem liderando todas as pesquisas de intenção de votos com uma margem sobre seus adverários que sugere a possibilidade de vitória em primeiro turno.

Diário do Poder

Cármen Lúcia diz ter recebido aviso de bomba para matá-la

FOTO: SECOM/TSE

Em um relato feito publicamente, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que recebeu um aviso sobre o envio de uma bomba com o objetivo de atentar contra a sua vida.

Segundo a magistrada, a informação lhe foi passada pouco antes de chegar ao Centro Universitário de Brasília (UniCeub), na manhã desta quarta-feira (18), onde discursou sobre os direitos das mulheres.

– Não morro de jeito nenhum. Faço um parêntese: agora de manhã, vindo para cá, me comunicaram que mandaram uma bomba para me matar. No meio de estudantes, todos viram meus advogados em dois minutos – pior para quem mandar. Melhor não mandar. Nem sei se é fato, sei que está sendo noticiado. Só sei que estão me ligando. Sei que estou vivíssima, cada vez mais – disse Cármen.

De acordo com o Correio Brasiliense, a assessoria do STF não confirmou a informação.

A segurança de ministros da Corte é feita por policiais judiciais. Nos últimos anos, o Supremo criou uma secretaria de segurança interna, devido a ameaças tangíveis aos ministros da corte, como o envio de itens perigosos.

A ministra aposentada Rosa Weber, por exemplo, já teria recebido ácido em vidro de perfume.

Pleno News

Prefeitura de Macau mantém contrato com banco ligado a facções criminosas

FOTO: DIVULGAÇÃO

A Prefeitura de Macau mantém ativo um convênio firmado com uma instituição financeira que recentemente passou a ser investigada pela Polícia Federal por suspeitas de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro de grandes proporções. O acordo foi assinado em novembro de 2025 com a BMP Sociedade de Crédito Direto S.A., empresa sediada em São Paulo, e prevê a oferta de empréstimos consignados e cartões de crédito a servidores municipais, com desconto direto em folha de pagamento.

Pelo convênio, que tem vigência inicial de 60 meses e pode ser prorrogado, a instituição financeira ficou autorizada a operar linhas de crédito voltadas aos servidores do município, incluindo empréstimos consignados, cartão de crédito e cartão benefício. O modelo permite que as parcelas sejam descontadas diretamente dos salários, dentro de limites previamente estabelecidos.

Segundo as regras do contrato, os descontos podem chegar a até 40% da remuneração líquida para empréstimos consignados e mais 5% para cartões, totalizando até 45% do salário comprometido com as operações financeiras. Nesse arranjo, a Prefeitura atua como consignante, responsável por realizar os descontos e repassar os valores à instituição financeira, mas não assume responsabilidade pelas dívidas contraídas pelos servidores.

Instituição na mira da PF

O convênio foi firmado com o objetivo de ampliar o acesso dos servidores a serviços financeiros e linhas de crédito com juros menores, característica comum nas operações consignadas. No entanto, a parceria passou a chamar atenção após a instituição envolvida se tornar alvo de uma investigação conduzida pela Polícia Federal, por suspeitas de vínculos com as organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

No mês passado, a PF deflagrou a operação “Cliente Fantasma”, que incluiu mandados de busca e apreensão contra a BMP e seu presidente, Carlos Eduardo Benitez. As investigações apuram a suspeita de facilitação de lavagem de dinheiro que pode ter movimentado mais de R$ 25 bilhões por meio do sistema financeiro.

De acordo com a Polícia Federal, a instituição teria permitido movimentações financeiras sem identificação adequada de clientes e deixado de comunicar operações suspeitas aos órgãos responsáveis pela fiscalização. As autoridades também apontam falhas no envio de informações obrigatórias ao Banco Central, o que teria dificultado o rastreamento de recursos ligados a empresas investigadas.

Um dos pontos que chamou atenção dos investigadores foi o atraso no registro de vínculos com empresas sob investigação no sistema do Banco Central. Segundo a PF, esse atraso teria impedido que ordens judiciais de quebra de sigilo bancário alcançassem a instituição no momento adequado, comprometendo o acompanhamento das movimentações financeiras.

Outro dado destacado nas investigações é que, apesar de movimentar cerca de R$ 65 bilhões por mês e manter mais de 150 mil contas ativas, o banco teria comunicado apenas quatro operações suspeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), em um período superior a três anos. Pela legislação, instituições financeiras são obrigadas a informar transações consideradas atípicas ao órgão de inteligência financeira.

Para os investigadores, há indícios consistentes de possíveis crimes como lavagem de dinheiro, gestão temerária e omissão de informações ao sistema de controle financeiro. A apuração busca esclarecer se as falhas ocorreram por problemas administrativos ou se fizeram parte de um mecanismo para ocultar recursos de organizações criminosas.

Na epóca, a BMP afirmou, através de nota, que está colaborando com as autoridades e fornecendo informações sobre operações antigas de ex-clientes. A instituição também declarou que seus produtos e serviços continuam operando normalmente.

Contrato vigente

Mesmo diante da investigação em curso, o convênio firmado com a Prefeitura de Macau permanece vigente. Com isso, servidores municipais seguem podendo aderir às linhas de crédito consignado e aos cartões oferecidos pela instituição financeira investigada.

Diário do RN

MP aponta omissão da prefeitura de Mossoró; Allyson é denunciado em Ação Civil Pública

FOTO: DIVULGAÇÃO

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) ingressou com uma Ação Civil Pública contra a Prefeitura de Mossoró para obrigar o Município a cumprir a legislação que exige acessibilidade em estabelecimentos públicos e privados de uso coletivo.

A ação, protocolada pela 15ª Promotoria de Justiça, tem como base o Inquérito Civil nº 04.23.2035.0000203/2022-55, instaurado ainda em 2022, após a constatação de que diversos prédios, incluindo escolas e funcionavam sem condições adequadas de acesso para pessoas com deficiência, mesmo com alvarás válidos.

De acordo com o MP, a Prefeitura vem concedendo e renovando alvarás de funcionamento sem verificar o cumprimento das normas de acessibilidade, contrariando o que determina a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015).

Falha estrutural

Durante a investigação, o próprio Município admitiu que não realiza fiscalização nos casos de renovação de alvarás, limitando-se à análise documental e à cobrança de taxas. A vistoria técnica, segundo os gestores, ocorre apenas em imóveis novos.

Inspeção realizada pelo Ministério Público em 2024 reforçou a falha: o sistema utilizado pela Prefeitura não possui sequer campo específico para comprovação de acessibilidade, nem exige laudo técnico ou vistoria presencial.

Para o MP, essa omissão cria um cenário de ilegalidade contínua.

“A cada novo alvará concedido sem fiscalização, renova-se a violação de direitos fundamentais”, aponta a ação.

Tentativa de acordo frustrada

Antes de judicializar o caso, o Ministério Público tentou resolver a situação de forma extrajudicial. Em 2025, foi proposta a assinatura de um acordo para que o Município implantasse um sistema de fiscalização a partir de 2026.

A proposta foi recusada pela Prefeitura, sob o argumento de que seria necessário ampliar o debate com setores econômicos e a sociedade civil, devido ao impacto da medida.

Sem avanço concreto após mais de três anos de apuração, o MP decidiu levar o caso à Justiça.

O que pede o MP

Na ação, o Ministério Público requer que o Judiciário determine que a Prefeitura:

  • Implante fiscalização efetiva de acessibilidade;
  • Passe a exigir comprovação das normas para conceder e renovar alvarás;
  • Regulamente os procedimentos administrativos necessários;
  • Adote medidas técnicas e operacionais para cumprir a lei no prazo de 90 dias.

O órgão também pede que, em caso de descumprimento, haja responsabilização dos gestores, inclusive na esfera penal, por possível prática de prevaricação.

Impacto social

O MP destaca que a falta de acessibilidade vai além de irregularidade administrativa e representa exclusão social.

Segundo a ação, barreiras arquitetônicas impedem o acesso de pessoas com deficiência, idosos e pessoas com mobilidade reduzida a serviços básicos, comprometendo direitos fundamentais como dignidade, autonomia e igualdade.

Além disso, a ausência de adaptações pode gerar riscos à segurança, como quedas e acidentes em locais sem estrutura adequada.

Pressão sobre o Município

A ação coloca pressão direta sobre a gestão municipal, que poderá ser obrigada judicialmente a mudar a forma como concede alvarás e fiscaliza estabelecimentos.

Caso a Justiça acate o pedido, Mossoró terá que reestruturar seus sistemas e criar uma política efetiva de controle urbano voltada à acessibilidade, algo que, segundo o MP, nunca foi plenamente implementado.

Diário do RN

FETRONOR alerta para o risco de redução da frota no RN após alta do diesel

FOTO: DIVULGAÇÃO

A Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (FETRONOR) manifestou preocupação com os impactos do aumento no preço do óleo diesel sobre o setor de transporte no Rio Grande do Norte. Segundo a entidade, o combustível já acumula alta em torno de 20%, pressionando significativamente os custos operacionais das empresas.

O presidente da federação, Eudo Laranjeiras , que também ocupa a vice-presidência da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) , avalia que o cenário pode provocar redução na oferta de serviços, já que os reajustes recentes comprometem o equilíbrio financeiro das operadoras.

Diante disso, ele informou que pretende procurar o Governo do Estado do Rio Grande do Norte para discutir alternativas e buscar uma solução para o setor.

“Estamos diante de um aumento expressivo nos principais insumos do setor. O diesel tem um peso determinante na estrutura de custos, e essa elevação impacta diretamente a sustentabilidade das empresas”, afirmou o dirigente.

Entre as principais preocupações da federação está o risco de diminuição na oferta de transporte. Segundo a FETRONOR, o aumento dos custos pode levar empresas a reverem operações, afetando diretamente a população usuária, sobretudo em linhas consideradas essenciais.

O cenário, de acordo com a entidade, exige atenção imediata. Sem medidas de mitigação, a tendência é de agravamento das dificuldades financeiras das operadoras, com reflexos na qualidade e na continuidade do transporte de passageiros no estado.

Páscoa deve abrir cerca de 4 mil vagas em supermercados do RN

FOTO: LUANA COSTA

O período da Páscoa deve impulsionar a geração de aproximadamente 4 mil empregos temporários no Rio Grande do Norte, segundo estimativa da Associação dos Supermercados do RN (Assurn). As informações são do portal G1 RN.

As contratações são motivadas pelo aumento da demanda por chocolates e outros produtos típicos da data, que costumam elevar o fluxo de consumidores nas lojas. Para dar conta do movimento maior, redes de supermercados reforçam suas equipes durante as semanas que antecedem a celebração.

De acordo com a Assurn, a expectativa do setor é de crescimento de cerca de 6% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado, o que contribui para ampliar a necessidade de mão de obra temporária.

As vagas oferecidas neste período costumam ter remuneração média entre um salário mínimo e cerca de R$ 1.700, podendo incluir benefícios, a depender da função exercida e da política de cada empresa.

Entre os cargos mais procurados estão promotor de vendas, repositor de mercadorias, operador de caixa, atendente de loja e auxiliares de logística ou de estoque — funções diretamente ligadas ao aumento da movimentação nas lojas.

Além de atender à demanda sazonal, o trabalho temporário pode abrir portas para oportunidades permanentes.

Especialistas em mercado de trabalho apontam que essas vagas também podem representar uma porta de entrada para quem busca a primeira experiência profissional ou tenta retornar ao mercado.

Por outro lado, empresas que contratam trabalhadores temporários precisam observar as regras previstas na legislação. Entre elas estão a formalização do contrato por prazo determinado e a garantia dos direitos trabalhistas previstos para esse tipo de vínculo.

Segundo o advogado Roberto Targino, o trabalhador temporário deve ter assegurados direitos semelhantes aos de um empregado contratado pelo regime tradicional da CLT.

Agora RN