8 de março de 2026 às 15:54
8 de março de 2026 às 16:44
Embora já tenha sinalizado que não almeja qualquer projeto político, o empresário Flávio Rocha, presidente do grupo Guararapes, continuando tendo o seu nome defendido para ocupar a segunda vaga na eleição para o Senado Federal em outubro de 2026. Neste domingo, 08, um manifesto começou a circular em grupos de whatsApp, contendo texto anônimo e argumentativo sobre a importância de o Rio Grande do Norte eleger Rocha Senador da República.
O texto, intitulado “O Senado em jogo: o estado terá coragem de escolher grande?”, diz que o Rio Grande do Norte já perdeu diversas oportunidades de se posicionar em um patamar diferente de desenvolvimento, e cita como exemplo o fato de o eleitorado ter deixado de eleger Henrique Eduardo Alves para o governo do Estado em 2014.
O BLOG DO FM entrou em contato na tarde deste domingo com um conhecido empresário de Natal, que tem ampla relação de amizade com Flávio Rocha, e este confidenciou que, de fato, há um trabalho de bastidores para viabilizar o nome de Flávio Rocha para o Senado. A discussão do tema aconteceria neste domingo durante reunião com a cúpula do PL.
A fonte empresarial assegurou ao BLOG DO FM que tanto o ex-prefeito Álvaro Dias (Republicanos), pré-candidato ao governo do RN, como o prefeito Paulinho Freire (UB), são simpáticos à ideia de Flávio Rocha disputar o Senado.
Na conversa via WhatsApp foi revelado ainda que o ex-senador José Agripino Maia (UB) teria convidado Flávio Rocha para disputar pelo União Brasil a segunda vaga para o Senado. O convite feito por Maia, no entanto, ainda está sem resposta.
No âmbito da classe empresarial, a fonte garante que nomes do empresariado potiguar, como Roberto Serquiz, Marcelo Alecrim, Paulo de Paula, além de integrantes de entidades patronais como a Fecomércio, CDL, entre outras, fazem parte do grupo de influência que deseja ver Flávio Rocha candidato ao Senado.
Abaixo segue na íntegra o texto do manifesto em favor da candidatura de Flávio Rocha que está circulando em grupos de WhatsApp:
O Senado em jogo: o estado terá coragem de escolher grande?
O Rio Grande do Norte já teve, ao longo de sua história recente, algumas oportunidades claras de reposicionar seu protagonismo político e econômico. Em determinados momentos, escolhas feitas nas urnas ou nos bastidores acabaram fechando portas que poderiam ter colocado o estado em um patamar diferente de desenvolvimento. Um exemplo frequentemente lembrado no debate político é quando o eleitorado deixou de eleger Henrique Eduardo Alves para o governo do estado.
Henrique Alves, vale lembrar, foi detentor de 11 mandatos de deputado federal, construindo uma longa trajetória no Congresso Nacional e consolidando forte influência tanto na política local quanto no cenário nacional.
Agora, novamente, o cenário parece repetir um roteiro semelhante. Nos corredores do poder, em almoços discretos e jantares reservados, discute-se o nome do empresário Flávio Rocha para uma possível candidatura ao Senado Federal.
Também com experiência parlamentar, Flávio Rocha exerceu dois mandatos de deputado federal, período em que construiu articulações políticas importantes. Além disso, como empresário bem-sucedido, tornou-se uma referência no setor produtivo brasileiro, gozando de prestígio junto à classe empresarial e mantendo bom trânsito em diferentes correntes da política nacional.
Não se trata de uma conversa vazia ou de um discurso inocuamente lançado ao vento. A possibilidade carrega peso político e simbólico. Flávio Rocha representa um nome com projeção nacional, experiência empresarial e capacidade de diálogo em centros decisórios do país — características cada vez mais necessárias para estados que buscam ampliar sua voz em Brasília.
O que chama atenção, porém, é a hesitação de parte da classe política local. Muitos dos que hoje se colocam como avaliadores do cenário foram, em diferentes momentos, beneficiados direta ou indiretamente pelo apoio, prestígio ou articulação do próprio Flávio Rocha. Ainda assim, seguem tratando a hipótese com cautela quase protocolar, como se estivessem diante de uma incógnita.
Essa postura levanta uma pergunta inevitável: o Rio Grande do Norte estará novamente prestes a desperdiçar uma oportunidade de ter uma representação de maior peso no Senado?
A história política do estado mostra que, muitas vezes, decisões estratégicas acabam sendo sufocadas por disputas menores, vaidades locais e pelo chamado “jogo miúdo” da política. Enquanto isso, estados vizinhos avançam com lideranças capazes de dialogar com Brasília e influenciar decisões estruturantes.
Resta saber se, desta vez, o Rio Grande do Norte escolherá o caminho da ousadia política ou se, mais uma vez, permitirá que uma oportunidade diferenciada se dilua diante da pequenez de alguns atores da política local. O risco é repetir o velho roteiro: um estado com enorme potencial, mas frequentemente refém de escolhas pequenas para desafios grandes.
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