SELO BLOG FM (4)

Categoria: março 5, 2026

Daniel Vorcaro planejou ‘assalto’ para ‘prejudicar violentamente’ jornalista Lauro Jardim, do Globo

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Na decisão que mandou prender o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou haver indícios de que o banqueiro determinou que se forjasse um assalto, ou simulasse cenário semelhante, para “prejudicar violentamente” o colunista do Globo Lauro Jardim. O objetivo, diz Mendonça, era, a partir do episódio, “calar a voz da imprensa que ousasse emitir opinião contrária aos seus interesses privados”.

Mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular de Vorcaro revelam que o banqueiro participava de um grupo de WhatsApp chamado “A Turma”, no qual foi discutida uma estratégia para simular um assalto e atacar Lauro Jardim.

Nos diálogos encontrados pela PF, Vorcaro, que é identificado como DV, afirma que seria necessário colocar pessoas para seguir Lauro Jardim e chega a mencionar a possibilidade de agredi-lo em um suposto assalto para intimidá-lo.

Nas mensagens reproduzidas na decisão de André Mendonça, o banqueiro teria dado autorização para que a ação fosse executada contra o jornalista, conforme mostra o trecho abaixo:

MOURÃO: Esse Lauro Jardim bate cartão todo domingo? hrs hein Lanço uma nova sua? Positiva.

DV: Sim

MOURÃO: Cara escroto.

DV: Tinha que colocar gente seguindo esse cara. Pra pegar tudo dele.

MOURÃO: Vou fazer isto.

(…)

DV: Esse lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto.

‘Sicário’

As mensagens apontam que o agressor seria Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, identificado como “Felipe Mourão” e apelidado de “Sicário”. Segundo a investigação, ele seria responsável pela coordenação operacional de atividades de vigilância, levantamento de informações e monitoramento de pessoas ligadas a investigações ou críticas ao Banco Master.

De acordo com os investigadores, Mourão também realizava consultas em sistemas restritos de órgãos públicos, utilizando credenciais de terceiros para acessar bases de dados ligadas a instituições de segurança e investigação. A Polícia Federal afirma que houve acessos indevidos a sistemas da própria PF, do Ministério Público Federal e até a bases internacionais.

A decisão de Mendonça menciona ainda que Mourão articulava tentativas de remoção de conteúdos na internet, enviando comunicações que simulavam solicitações oficiais de órgãos públicos para obter dados de usuários ou retirar publicações consideradas prejudiciais aos interesses do grupo.

O grupo de WhatsApp “A Turma”, segundo a investigação da PF, reunia personagens com diferentes perfis e funções. Entre os participantes estavam um ex-diretor do Banco Central, um ex-chefe de departamento da mesma instituição, um policial civil aposentado, apontado como responsável por executar ações de caráter miliciano, além de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. De acordo com a decisão de Mendonça, cabia a Mourão coordenar a execução das atividades e repassar ordens atribuídas ao banqueiro.

As investigadores também identificaram indícios de pagamentos regulares a Mourão. Segundo as mensagens analisadas pela PF, ele teria recebido cerca de R$ 1 milhão por mês, valor que seria repassado por Zettel em nome de Vorcaro e posteriormente dividido entre integrantes da estrutura.

Para a Polícia Federal, o conjunto de mensagens indica a existência de uma estrutura organizada para vigilância, obtenção irregular de dados e intimidação de críticos, supostamente financiada pelo banqueiro.

A defesa dos citados ainda não se manifestou publicamente sobre o teor das mensagens mencionadas na decisão. O caso segue sob investigação no Supremo Tribunal Federal.

Nota do Globo

Sobre esses fatos, O Globo divulgou a seguinte nota:

“O GLOBO repudia veementemente as iniciativas criminosas planejadas contra o colunista Lauro Jardim, um dos mais respeitados jornalistas do país. A ação, como destacado pelo ministro André Mendonça, visava “calar a voz da imprensa”, pilar fundamental da democracia. Os envolvidos nessa trama criminosa devem ser investigados e punidos com o rigor da lei. O GLOBO e seus jornalistas não se intimidarão com ameaças e seguirão acompanhando o caso e trazendo luz às informações de interesse público.”

Extra

Operação Mulher Segura prende 110 pessoas no RN por violência doméstica e crimes sexuais, com foco na Grande Natal

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A operação DNA do Crime prendeu em Ceará-Mirim um homem suspeito de roubo e estupro em Ielmo Marinho. Laudo de DNA confirmou participação no crime.Polícia Civil cumpre mandados e prisões em flagrante durante ação de combate à violência contra a mulher.
A Operação Mulher Segura resultou na prisão de 110 pessoas no Rio Grande do Norte. A Polícia Civil do Rio Grande do Norte intensificou o combate à violência doméstica e familiar e cumpriu mandados de prisão preventiva, condenatória e autos de prisão em flagrante.

Ao todo, os policiais efetuaram 89 prisões em flagrante e cumpriram 21 mandados judiciais. Além disso, as equipes prenderam investigados por descumprimento de medidas protetivas, sentenças condenatórias e também por crimes sexuais relacionados ao contexto de violência contra a mulher.

Combate à violência doméstica

A violência doméstica e familiar ainda representa uma das formas mais comuns de agressão contra mulheres. Muitas vítimas enfrentam medo constante, seja ao sair de casa, utilizar transporte público, caminhar nas ruas ou até mesmo permanecer dentro da própria residência.

Diante desse cenário, a Polícia Civil reforçou as ações para responsabilizar agressores e ampliar a sensação de segurança. Segundo a corporação, a operação também permitiu mapear as regiões com maior incidência de casos.

A concentração mais significativa ocorre na Grande Natal, especialmente nos municípios de Natal, Parnamirim, Macaíba, São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim e Extremoz. No entanto, o interior do estado também registra números expressivos.

Denúncia é fundamental

A Polícia Civil destaca que violência contra a mulher é crime e que denunciar é essencial para interromper o ciclo de agressões. Qualquer pessoa pode comunicar casos de forma anônima, caso tenha receio de se identificar.

Além disso, o cidadão pode comparecer a uma delegacia e registrar ocorrência como comunicante, relatando situações que tenha presenciado ou das quais tenha tomado conhecimento.

As mulheres que sofrem violência doméstica podem denunciar de forma presencial em qualquer delegacia, preferencialmente nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher. Além disso, é possível registrar ocorrência pela Delegacia Online da Polícia Civil do RN, quando disponível para esse tipo de crime. A denúncia também pode ser feita de forma anônima pelo Disque 181 ou pelo 190, em caso de emergência. Outra opção é ligar para o 180, Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia e oferece orientação, acolhimento e encaminhamento para a rede de proteção.

Ponta Negra News

Gastos do setor público já superam R$1 trilhão em 2026

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Os gastos do governo brasileiro ultrapassaram a marca de R$1 trilhão nesta quarta-feira (4), segundo a plataforma Gasto Brasil, da Associação Comercial de São Paulo e da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). A conta inclui gastos públicos primários dos governos municipais, estaduais e – especialmente – do governo federal do PT, que torrou mais de R$402 bilhões desde o início do ano. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.

Os 27 governos estaduais respondem por mais de R$280 bilhões, em 2026, enquanto os mais de 5,5 mil municípios custaram R$309 bilhões.

O Gasto Brasil aponta que apenas o Poder Executivo do governo federal já torrou mais de R$52 bilhões com pessoal e encargos, em 2026.

Na soma das três esferas de governo, o Executivo gastou R$269 bilhões com pessoal; o Judiciário, R$9,4 bilhões; e o Legislativo, R$7 bilhões.

Gasolina volta a passar de R$ 7 em Natal e pressiona bolso do motorista

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A gasolina voltou a ultrapassar a marca dos R$ 7 em Natal. Motoristas já encontram o litro sendo vendido por até R$ 7,19 em postos da capital, reacendendo o alerta sobre o peso dos combustíveis no orçamento de quem depende do carro todos os dias.

O aumento foi registrado em diferentes regiões da cidade. Além da gasolina comum e aditivada, outros combustíveis também apresentam valores elevados. O etanol é comercializado por até R$ 6,29, enquanto o diesel chega a R$ 6,79 em alguns estabelecimentos.

A nova escalada atinge principalmente trabalhadores que usam o veículo como ferramenta de renda. Motoristas de aplicativo, taxistas e profissionais autônomos relatam dificuldade para manter a margem de lucro diante dos reajustes sucessivos.

Em Natal e na Região Metropolitana, onde muitos deslocamentos dependem do transporte individual, o impacto é imediato. Cada centavo a mais no litro representa custo maior ao fim do mês.

Preços variam por bairro

Os valores não são uniformes e variam conforme a região da capital. Ainda assim, já há registros de postos em Natal cobrando acima dos R$ 7, consolidando a volta do combustível a um patamar que preocupa o consumidor potiguar.

O cenário também pode refletir no preço de serviços e produtos, já que o transporte influencia diretamente a cadeia econômica.

Debate econômico volta à pauta

Com a gasolina novamente acima de R$ 7 no RN, o tema deve ganhar força nas discussões econômicas locais. Caso novos reajustes sejam confirmados nas próximas semanas, o impacto pode ser ainda maior para trabalhadores e famílias da capital.

Enquanto isso, o motorista segue fazendo contas antes de abastecer.

Novo Noticias

Preso pela PF na Operação Compliance Zero, “Sicário” de Vorcaro morre em Belo Horizonte

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Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, morreu na noite desta quarta-feira (4), em Belo Horizonte, após tentar tirar a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal. Ele havia sido preso na manhã do mesmo dia durante a Operação Compliance Zero. Mourão chegou a ser socorrido e levado a um hospital da capital mineira, mas não resistiu. O investigado era réu em processos por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Segundo as investigações da Polícia Federal, Mourão integrava um grupo chamado de “A Turma”, que também teria a participação do banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com os investigadores, “Sicário” desempenhava funções ligadas à obtenção de informações estratégicas para a organização, incluindo monitoramento de pessoas e levantamento de dados considerados relevantes para os interesses do grupo. A apuração aponta ainda que ele realizava consultas e extração de dados em sistemas restritos de órgãos públicos.

A Polícia Federal afirma que o investigado teria acessado de forma indevida bancos de dados utilizados por instituições de segurança e investigação. Entre os sistemas mencionados nas investigações estariam bases vinculadas à própria Polícia Federal, ao Ministério Público Federal (MPF) e até a organismos internacionais, como Federal Bureau of Investigation (FBI) e Interpol.

Além disso, ele também teria atuado na remoção de conteúdos e perfis em plataformas digitais com o objetivo de obter dados de usuários ou retirar críticas ao grupo investigado.

Intimidação e monitoramento

As investigações apontam que Mourão também teria participado de ações de monitoramento e intimidação de ex-funcionários do Banco Master. Em um dos episódios citados pela Polícia Federal, ele teria participado de uma conversa com Vorcaro na qual o banqueiro teria solicitado a organização de um assalto e agressão contra o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou Mourão por participação em um esquema de pirâmide financeira. Segundo a investigação, ele teria movimentado cerca de R$ 28 milhões em contas bancárias ligadas a empresas associadas a ele entre junho de 2018 e julho de 2021.

O objetivo do esquema seria atrair investidores e movimentar recursos por meio de diversas empresas, prática que, segundo o Ministério Público, caracteriza tentativa de ocultação de valores e lavagem de dinheiro.

Análise realizada pelo setor de inteligência da Polícia Militar de Minas Gerais em um celular apreendido do investigado apontou indícios de que Mourão exercia papel de liderança na organização. De acordo com o relatório, mensagens extraídas do aparelho indicam que ele coordenava as ações do grupo e administrava atividades consideradas ilícitas. A defesa de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão não havia se manifestado até a publicação desta matéria.

Portal 98 FM

Lulinha movimentou R$ 19 milhões em 4 anos

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Uma única conta bancária pertencente ao empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, movimentou R$ 19,3 milhões em quatro anos, de 2022 a 2025.

As informações são da quebra de sigilo do filho do presidente, obtidas pelo Metrópoles. A conta bancária em questão é da pessoa física de Lulinha. Está aberta em uma agência do segmento Estilo do Banco do Brasil, em São Paulo (SP).

Segundo os investigadores, essa quebra de sigilo é apenas parte do quebra-cabeça financeiro envolvendo o filho do presidente da República. O conjunto completo deverá emergir da análise de outras contas bancárias, tanto em nome da pessoa física quanto das empresas dele. Play Vid Dos R$ 19,3 milhões transacionados por Lulinha nessa conta bancária de 2022 a 2025, a metade (R$ 9,66 milhões) corresponde a créditos.

O restante foram pagamentos para outras contas.O auge das transações se deu no segundo ano do governo do pai, em 2024, com R$ 7,2 milhões movimentados. Em 2025, o montante caiu para R$ 3,3 milhões.

Em 2026, até o dia 30 de janeiro, foram R$ 205.455,96. As características da movimentação indicam tratar-se de uma conta de investimentos — a maioria dos pagamentos vem das empresas de Lulinha, de rendimentos de aplicações e de transferências de outras pessoas.

As maiores fontes de pagamentos para Lulinha no período da quebra de sigilo são as próprias empresas dele: a LLF Tech Participações (R$ 2,37 milhões) e a G4 Entretenimento e Tecnologia (R$ 772 mil). Do restante, a maior parte veio de rendimentos de aplicações do próprio Lulinha. Lulinha é investigado pela suspeita de ser sócio do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.

O Careca é um dos principais investigados na chamada Farra do INSS, o escândalo de descontos ilegais de aposentadorias revelado pelo Metrópoles. Nos últimos dias, a defesa de Lulinha tem negado qualquer envolvimento dele com o Careca do INSS ou os descontos indevidos das aposentadorias.

A defesa diz que o filho do presidente prestará os devidos esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal, que é o foro adequado para a investigação.

Metrópoles

PF investiga se Daniel Vorcaro fez repasses a site de esquerda DCM

FOTO: MARCELO CAMARGO

A Polícia Federal (PF) apura a suspeita de que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria autorizado repasses financeiros com a finalidade de influenciar a cobertura de um veículo de comunicação de viés de esquerda e de profissionais ligados a ele. A hipótese é de que os pagamentos buscariam evitar reportagens negativas e estimular publicações favoráveis ao banqueiro.

A suspeita aparece em mensagens trocadas entre Vorcaro e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de Sicário, reproduzidas na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão tanto do empresário quanto de Mourão nesta quarta-feira (4).

Em um dos trechos citados na decisão, Mourão explica como dividiria cerca de R$ 1 milhão mensais que, segundo ele, recebia para atuar em favor de Vorcaro. Na conversa, ele menciona o repasse de valores a integrantes de uma “turma”, incluindo a sigla “DCM” e dois editores. A mensagem é anterior à primeira prisão do banqueiro, ocorrida em novembro.

Investigadores ouvidos pelo jornal Folha de S.Paulo afirmaram que a sigla seria uma referência ao site Diário do Centro do Mundo, publicação de linha editorial de esquerda e alinhada ao governo Lula. O veículo, no entanto, divulgou nota negando qualquer vínculo com os fatos investigados.

No comunicado, o portal diz que a decisão apenas cita a sigla “DCM”, sem identificar formalmente o site, sua razão social ou integrantes da equipe. O veículo afirmou não ter recebido recursos ou qualquer tipo de benefício das pessoas investigadas e declarou que tem publicado conteúdos críticos a Vorcaro. Para o Diário do Centro do Mundo, não faria sentido que alguém financiasse um meio de comunicação que atua como seu crítico.

– No documento judicial, há a transcrição de uma conversa privada em que aparece a sigla “DCM”. Em nenhum momento a decisão identifica essa sigla como sendo o Diário do Centro do Mundo, tampouco menciona o nome do veículo, sua razão social (NN&A Produções Artísticas Ltda.) ou qualquer integrante de sua equipe – diz a nota.

A defesa de Daniel Vorcaro declarou que o empresário sempre colaborou com as autoridades e negou qualquer tentativa de obstruir investigações ou interferir na atuação da Justiça.

Pleno News