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Categoria: fevereiro 18, 2026

CPI do Crime votará convites a Toffoli e Moraes para depor

FOTO: GERALDO MAGELA

A CPI do Crime Organizado do Senado vai votar convites para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e Alexandre de Moraes falarem à comissão sobre o caso do Banco Master. A reunião está agendada para a quarta-feira (25), após o Carnaval.

Os senadores também vão votar pedidos de convocação – e não convite – de diversos executivos do Master, incluindo o controlador do banco, Daniel Vorcaro.

A CPI também deve votar requerimentos de convite para o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa. O ex-ministro da Fazenda petista Guido Mantega, contratado para atuar no conselho consultivo do Banco Master também pode ser convidado a depor à comissão.

CPI terá trabalho

A CPI deve votar uma série de requerimentos relacionados ao Banco Master. Há pedidos de convocação de familiares dos ministros do STF. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) pediu a oitiva da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do STF, cujo contrato de “elevado valor econômico”, diz o senador, com o Banco Master foi revelado.

Há requerimentos de convocação para dois irmãos de Dias Toffoli. José Eugênio e José Carlos são sócios do ministro em uma empresa que vendeu a fundos ligados ao Master a participação em um resort no Paraná.

A CPI também pode analisar ainda a convocação do advogado Paulo Humberto Barbosa e Mario Umberto Degani, primo do ministro Toffoli. Degani foi o fundador do resort Tayayá, em 1999, e teve os irmãos José Eugênio e José Carlos Dias Toffoli como acionistas através de uma empresa de participações junto dos fundos ligados ao Master.

Entre os pedidos de convocação o ex-CEO e sócio do Master Augusto Ferreira Lima, do superintendente-executivo de Tesouraria, Alberto Félix de Oliveira Neto e do ex-diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia Luiz Antônio Bull.

Toffoli era relator do inquérito no STF sobre fraudes financeiras no Master. Ele deixou a relatoria na última quinta-feira (12) e foi substituído pelo ministro André Mendonça, do STF.

Ligação com a CPI

Autores da maior parte dos pedidos de convocação e convites, os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Marcos do Val (Podemos-ES) justificam os requrimentos lembrando que a Operação Carbono Oculto, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo, identificou que estruturas financeiras ligadas a Daniel Vorcaro e seus sócios teriam sido usadas para lavagem de dinheiro da facção criminosa conhecida como PCC, por meio de empresas de fachada, contratos artificiais e triangulações com operadores da Faria Lima, incluindo transações envolvendo o clube Atlético Mineiro.

Diário do Poder

Propaganda já representa 50% dos gastos da Câmara com dinheiro de impostos

FOTO: SAULO CRUZ

O ano legislativo mal começou na Câmara dos Deputados, mas as despesas com a “divulgação da atividade parlamentar” já representam quase a metade dos gastos de deputados federais na cota de exercício da atividade parlamentar, o “cotão parlamentar”, em 2026. Apesar de terem voltado ao batente apenas dia 2 de fevereiro, deputados torraram R$13,2 milhões do cotão, sendo R$6,4 milhões (49%) para propaganda própria.

Plenas férias

Em janeiro, mês de férias dos deputados federais, o cotão custou R$12,3 milhões aos pagadores de impostos.

Carros alugados

Segundo maior gasto do cotão parlamentar, o aluguel de veículos de deputados federais representa cerca 19% (R$2,4 milhões) das despesas.

Comparação

Em 2025, deputados torraram R$240 milhões com o cotão parlamentar, pequena redução em relação aos R$251 milhões de 2024.

Recorde absoluto

Senadores torraram R$35,8 milhões com o cotão parlamentar no ano passado, o maior valor de todos os tempos.

Diário do Poder

Auditores da Receita criticam ação de Moraes contra servidores

FOTO: FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM

A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco) divulgou nota em que afirmou ver com “preocupação” as medidas adotadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra servidores suspeitos de vazamento de dados fiscais de parentes de integrantes da Corte.

Segundo a Unafisco, as investigações ainda são “preliminares” pela própria Receita Federal e, por isso, é preciso respeitar o devido processo legal e da presunção da inocência.

– A Unafisco Nacional manifesta preocupação com a adoção de medidas cautelares gravosas contra Auditor-Fiscal em contexto ainda classificado como análise preliminar pela própria Receita Federal – diz a nota.

A entidade diz ainda que “defende que eventuais irregularidades sejam rigorosamente apuradas, mas sempre com observância do devido processo legal, da presunção de inocência e da proporcionalidade das medidas adotadas” e que a “aplicação de sanções cautelares extremas exige fundamentação robusta e lastro probatório consistente”.

O órgão lembra que já houve caso anterior em que houve punições a servidores que depois se mostraram inocentes das acusações.

– Em 2019, também utilizando o Inquérito das Fake News, o ministro Alexandre de Moraes afastou dois auditores fiscais acusados de vazamento de informações fiscais de parentes de ministros do STF. Posteriormente a acusação mostrou-se sem nenhum lastro probatório, tendo sido os dois auditores fiscais reintegrados – disseram.

SOBRE O CASO

Na manhã desta terça, a Receita Federal informou que detectou violação de informações de autoridades protegidas por sigilo no curso da investigação.

A Receita não especificou oficialmente se os dados vazados pertencem a ministros do Supremo e seus parentes. Contudo, diversos veículos de imprensa apuraram que houve quebra de sigilo fiscal da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, além do filho de um outro ministro da Corte.

O Supremo informou que “foram constatados diversos e múltiplos acessos ilícitos ao sistema da Secretaria da Receita Federal do Brasil, seguindo-se de posterior vazamento das informações sigilosas”.

A Corte divulgou os nomes de quatro servidores públicos, da “própria Receita ou cedidos por outros órgãos”, suspeitos de acessarem ilegalmente as informações: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes.

Os investigados foram afastados das funções e tiveram os sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados. Eles estão proibidos de saírem das cidades onde residem e obrigados ao recolhimento domiciliar no período noturno e aos finais de semana. Os suspeitos tiveram os passaportes retidos e estão proibidos de deixar o país e de ingressar nas dependências do Serpro – empresa pública de tecnologia – e da Receita.

Para a Unafisco, os servidores não podem ser transformados em “bodes expiatórios” para conflitos institucionais.

– Os auditores fiscais da Receita Federal não podem, mais uma vez, ser transformados em bodes expiatórios em meio a crises institucionais ou disputas que não lhes dizem respeito. A Receita Federal é órgão de Estado e seus servidores não podem ser submetidos a exposição pública ou constrangimentos institucionais antes da conclusão das apurações – completa.

Pleno News

Omissão do TSE na Sapucaí repete padrão de 2022

FOTO: RICARDO STUCKERT

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem muito a explicar, mas não fará, sobre haver fechado os olhos para o espetáculo abusivo do governo Lula (PT) na Marquês de Sapucaí. A Corte inclusive fez lembrar as decisões de 2022, acusada de censurar conteúdos da direita enquanto tolerava excessos da esquerda, em um padrão preocupante. O TSE até multou o então presidente Jair Bolsonaro por usar imagens do 7 de Setembro na TV, agora tolera propaganda pessoal de Lula paga por verbas federais. As informações são da Coluna Cláudio Humberto.

Advogados eleitoralistas ingênuos acham que, na ressaca do carnaval, ministros se arrependeram da decisão unânime que avalizou o abuso.

Chega a ser engaçado lembrar que o TSE tornou Bolsonaro inelegível (“propaganda eleitoral antecipada”) por se reunir com embaixadores.

O TSE sabe que favorecer um lado, tornando instituições em ferramentas partidárias, arruína a credibilidade. Mas não sinaliza que luta contra isso.

Diário do Poder

Saiba quanto ganham os servidores suspeitos de violar dados de ministros do STF

FOTO: TON MOLINA

Quatro servidores são investigados pela Polícia Federal por vazarem dados sigilosos da Receita envolvendo autoridades do Supremo Tribunal Federal (STF) e seus familiares. O grupo foi alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro do STF Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das Fake News.

Os servidores têm salários de até R$ 38 mil. Um deles é auditor fiscal da Receita e os outros três são técnicos do Seguro Social ou do Serpro.

O grupo suspeito estava lotado em delegacias da Receita Federal nos estados de São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro. Segundo nota divulgada pelo STF, as apurações identificaram a existência de “bloco de acessos cuja análise, pelas áreas responsáveis, não identificou justificativa funcional”.
“Esses diversos e múltiplos acessos ilegais, conforme destacado pela Procuradoria-Geral da República, ‘apresentam aderência típica inicial ao delito previsto no art. 325 do Código Penal (violação de sigilo funcional)’, porém ‘o caso não se exaure apenas na violação individual do sigilo fiscal, uma vez que a exploração fragmentada e seletiva de informações sigilosas de autoridades públicas, divulgadas sem contexto e sem controle jurisdicional, tem sido instrumentalizada para produzir suspeitas artificiais, de difícil dissipação’”, ressalta a Corte.

Confira quem são os 4 servidores investigados:

Luiz Antônio Martins Nunes:

Cargo: técnico do Serpro
Lotação atual: Delegacia da RFB no Rio de Janeiro
Salário: R$ 12.778,82
Ingresso: 22/04/1981

Luciano Pery Santos Nascimento:

Cargo: técnico do Seguro Social
Lotação atual: Delegacia da RFB em Salvador
Salário: R$ 11.517,49
Ingresso: 25/01/1983

Ruth Machado dos Santos:

Cargo: técnico do Seguro Social
Lotação atual: Delegacia da RFB em Santos
Salário: R$ 11.128,16
Ingresso: 15/04/1994

Ricardo Mansano de Moraes:

Cargo: auditor-fiscal da Receita Federal
Lotação atual: Delegacia da RFB em São José do Rio Preto
Salário: R$ 38.261,86
Ingresso: 27/11/1995

Como revelou o Metrópoles, na coluna Andreza Matais, o sigilo fiscal da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, foi quebrado sem autorização. O filho de outro ministro do Supremo teve dados da declaração de Imposto de Renda acessados de forma irregular.

Metrópoles

Folia com dinheiro público: Carnaval recebeu R$ 85 milhões

FOTO: DIVULGAÇÃO

As festas de carnaval deste ano receberam R$ 85 milhões de verba pública. Desse total, cerca de R$ 52 milhões saíram de emendas parlamentares, ou seja, foram indicadas por governadores e senadores. Órgãos federais como Embratur, cujo presidente é Marcelo Freixo (PT), e a Caixa Econômica Federal também injetaram dinheiro.

Em ano de eleição, parlamentares usam o recurso na maior festa popular do país para se aproximar dos eleitores e “ajudar” em sua imagem. Em 2026, o caso que ganhou destaque e passou a ser fortemente criticado pela oposição é o da Acadêmicos de Niterói, que teve como samba-enredo uma homenagem ao presidente Lula (PT). As informações são da Folha de S. Paulo.

O tributo a Lula foi visto por grande parte dos políticos como propaganda eleitoral antecipada, visto que o petista vai concorrer à reeleição no pleito deste ano. A agremiação, inclusive, recebeu R$ 1 milhão da Embratur. Os opositores apontaram que o repass pode configurar como uso político do dinheiro público.

Em relação a esse repasse em específico, o Tribunal de Contas da União sugeriu que a doação não fosse feira, mas o ministro Aroldo Cedraz permitiu. Entretanto, ele pediu para ouvir o que dizem a Acadêmicos de Niterói, o presidente Lula e a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa).

Freixo declarou que não houve favorecimento político, e ressaltou que todas as escolas do Grupo Especial receberam a mesma quantia.

A Caixa usou os recursos para colocar dinheiro em camarotes, festas e eventos em vários estados. A instituição financeira também patrocinou shows de artistas como BayanaSystem, Luiz Caldas e Saulo. No total, o banco gastou R$ 14,8 milhões.

Outros cantores receberam cachês altíssimos pagos por prefeituras, como Wesley Safadão, que recebeu R$ 1,2 milhão; Alok e Simone Mendes, que recebera, R$ 950 mil cada. Governos estaduais também injetaram dinheio na festa: no Rio, foram R$ 40 milhões; Riotur repassou R$ 51,6 milhões e o governo de São Paulo gastou R$ 30,2 milhões.

EMENDAS PARLAMENTARES

Entre os parlamentares que mandaram dinheiro por meio de emendas parlamentares estão Guilherme Boulos (Psol), que enviou R$ 500 mil para a escola de samba paulista Vai-Vai. A Comissão de Turismo e a Bancada da Bahia mandaram R$ 9 milhões e R$ 30 milhões cada, respectivamente.

Pleno News

Goleiro Bruno diz que vai entrar na política e afirma ter recebido muitos convites de partidos da Direita

FOTO: TJMG

O goleiro Bruno, condenado em um dos casos criminais mais impactantes do Brasil, voltou ao centro das atenções após revelar que pretende entrar na política. A declaração veio recentemente, enquanto ele cumpre liberdade condicional, válida até 2031.

A possibilidade de candidatura reacende debates sobre direitos políticos, reintegração social e os limites legais para quem já foi condenado pela Justiça.

O que Bruno disse e qual é o plano?

Bruno Fernandes, hoje com 41 anos, afirmou que pretende disputar um cargo político após cumprir integralmente sua pena. Segundo ele, o plano inicial é começar pela sua cidade natal, Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O ex-atleta também declarou que já recebeu convites de diferentes partidos. No entanto, ele disse que ainda não tomou uma decisão definitiva sobre qual legenda escolherá.

A intenção é iniciar a carreira política concorrendo ao cargo de vereador, considerado o primeiro passo dentro do cenário público.

Atualmente, Bruno está em liberdade condicional, condição que permite que ele viva fora do sistema prisional, desde que cumpra exigências estabelecidas pela Justiça.

Ele pode se candidatar? Veja o que diz a lei

A legislação brasileira estabelece critérios específicos para a elegibilidade de pessoas condenadas criminalmente. A principal regra, inclusive, está ligada à chamada Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar nº 135/2010)

Em geral, condenações por crimes graves podem gerar inelegibilidade por até 8 anos após o cumprimento da pena.

Isso significa que cada caso precisa ser analisado individualmente, considerando o tipo de condenação e o tempo já cumprido.

Por que o nome de Bruno ainda provoca forte reação

O caso envolvendo Bruno ganhou enorme repercussão nacional e internacional na época. O episódio marcou profundamente a opinião pública e continua sendo lembrado anos depois.

Mesmo após sua saída do sistema prisional, o nome do ex-goleiro permanece associado ao caso que interrompeu sua carreira no futebol profissional.

Desde então, ele chegou a atuar em equipes menores e no futebol amador, mantendo uma presença discreta longe dos grandes clubes.

Agora, a possibilidade de entrada na política traz o nome dele novamente ao debate público.

O que pode acontecer nos próximos anos?

A decisão final sobre uma eventual candidatura dependerá do cumprimento completo da pena e da análise das regras de elegibilidade eleitoral.

Caso atenda a todos os critérios legais, a legislação brasileira não impede automaticamente que alguém condenado dispute eleições após cumprir as sanções impostas pela Justiça.

Por enquanto, o próprio Bruno afirma que o projeto ainda está em fase inicial e que a decisão definitiva será tomada no futuro.

O caso, de todo modo, reacende discussões mais amplas sobre justiça, reintegração social e os caminhos possíveis após o cumprimento de uma condenação.

Polêmica Paraiba

Peru: Presidente é destituído após ficar só quatro meses no cargo

FOTO: EFE

O Congresso do Peru votou nesta terça-feira (17) para remover o presidente interino José Jerí do cargo, enquanto ele enfrenta acusações de corrupção, desencadeando uma nova onda de instabilidade política a poucas semanas da eleição presidencial de abril no país. Jerí está sob investigação por corrupção e tráfico de influência, decorrente de uma série de reuniões não divulgadas com dois executivos chineses.

Com 75 votos a favor, 24 contra e três abstenções, o Legislativo do Peru votou para remover Jerí da posição que ele havia assumido em 10 de outubro. Sua predecessora, Dina Boluarte, foi destituída enquanto uma onda de crimes assolava o país.

A remoção de Jerí do cargo é o capítulo mais recente de uma prolongada crise política em um país que viu sete presidentes desde 2016 e está prestes a realizar uma eleição geral em meio a um clamor público generalizado sobre o aumento da criminalidade violenta.

Os legisladores escolherão um novo presidente entre seus membros para governar até 28 de julho, quando o líder interino entregará o cargo ao vencedor da eleição presidencial de 12 de abril.

As acusações contra Jerí surgiram de um relatório vazado sobre uma reunião clandestina em dezembro com dois executivos chineses. Um dos participantes possui contratos governamentais ativos, enquanto o outro está atualmente sob investigação por suposto envolvimento em uma operação ilegal de extração de madeira.

Jerí negou qualquer irregularidade e disse que se encontrou com os executivos para organizar uma festividade peruano-chinesa.

Pleno News