Caso Epstein derruba mais um membro do governo britânico

Tim Allan, diretor de Comunicação do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou nesta segunda-feira (9) que deixa o cargo “para permitir que se construa uma nova equipe em Downing Street”, o que representa a segunda demissão após a crise relacionada ao ex-embaixador Peter Mandelson e Jeffrey Epstein.
Allan, que estava há apenas alguns meses no posto, disse em um breve comunicado que deseja “muitos sucessos” ao primeiro-ministro e à sua equipe.
Starmer está em processo de recomposição de seu círculo direto depois que seu chefe de gabinete e principal assessor, Morgan McSweeney, renunciou no domingo (8).
McSweeney admitiu que havia recomendado a nomeação, em fevereiro de 2025, de Peter Mandelson como embaixador nos Estados Unidos. Mandelson foi destituído em setembro, após a revelação da extensão de seus vínculos com o falecido financeiro americano e pedófilo condenado Jeffrey Epstein.
Embora a saída de McSweeney, braço direito do primeiro-ministro, tenha sido bem recebida por alguns trabalhistas que criticavam sua influência excessiva, deputados de todos os partidos apontam que é o chefe do governo quem deveria assumir a responsabilidade final pela designação.
A líder do Partido Conservador, Kemi Badenoch, declarou nesta segunda (9) que a posição de Starmer é “insustentável”, enquanto o primeiro-ministro do governo escocês, John Swinney, disse que o episódio demonstra “sua fraqueza” como líder.
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