SELO BLOG FM (4)

Categoria: fevereiro 4, 2026

Carla Dickson denuncia burocracia do Governo que deixa pescadores sem renda

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Agora membro da Comissão Especial Mista que vai avaliar as alterações no Seguro-Defeso, a deputada federal Carla Dickson (União Brasil-RN) fez duras criticas ao Governo Federal por atrasos relevantes no pagamento do Seguro-Defeso. A comissão foi instalada nesta terça-feira (3) no Senado e vai analisar a Medida Provisória nº 1.323/2025, que altera regras do pagamento do benefício aos pescadores artesanais.

A entrada da deputada reforça a representatividade do Rio Grande do Norte e faz chegar ao parlamento a voz das colônias des pescadores potiguares.

“A esposa de um pescador chegou pra mim chorando e disse que teve um dos natais mais amargos da vida. Ela ainda me contou o drama que se por acaso o marido quiser sair pra pescar pra dar comida aos filhos, será preso e tratado como um bandido. Enquanto milhares de famílias passam fome e estão em desespero por burocracia, os recursos para o carnaval já foram liberados pelo governo. Isso pra mim é maldade”, detonou a parlamentar.

Publicada em 5 de novembro de 2025, a MP 1.323/2025 transfere do INSS para o Ministério do Trabalho a responsabilidade de receber, processar e habilitar os beneficiários do seguro-defeso. O texto também estabelece novas exigências, como inscrição no CadÚnico, fornecimento de dados biométricos e cumprimento de requisitos adicionais para concessão e manutenção do benefício, com o objetivo de evitar fraudes.

O tema gerou críticas de parlamentares quanto às dificuldades de acesso de pescadores ao sistema Gov.br e às barreiras tecnológicas enfrentadas, sobretudo em regiões mais vulneráveis. Para Carla Dickson, a atuação da Comissão será decisiva para corrigir distorções. “É fundamental garantir rigor no controle, mas sem penalizar pescadores legítimos que dependem do benefício para sobreviver”, finalizou.

Por aclamação, o deputado JoseniIdo (PDT-AP) foi eleito presidente do colegiado. O senador Beto Faro (PT-PA) e o deputado Sidney Leite (PSD-AM) foram indicados relator e relator-revisor, respectivamente.

Documentos sobre Jeffrey Epstein citam tentativas de recrutamento de mulheres em Natal

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Documentos divulgados pelo governo dos Estados Unidos sobre o bilionário Jeffrey Epstein, condenado por tráfico sexual de menores e morto na prisão em 2019, mencionam possíveis tentativas de recrutamento de jovens no Rio Grande do Norte. Os arquivos analisados pelo NOVO indicam a existência de contatos no Brasil e citam ao menos dois episódios relacionados em Natal, entre 2010 e 2011.

Segundo os registros, um depoimento afirma que Epstein teria uma conexão no Brasil com um “agente” responsável por tentar recrutar jovens no Nordeste. O Departamento de Justiça americano ocultou os nomes das pessoas citadas.

As conversas incluídas nos arquivos detalham ainda a atuação de intermediários. Em novembro de 2010, um interlocutor informou a Epstein que viajava pelo Nordeste, passando por João Pessoa, Recife e Natal, e afirmou ter “conseguido uma garota”. No mesmo diálogo, o remetente mencionou ter encontrado um “booker” (agenciador) em São Paulo para levar pessoas aos Estados Unidos.

Neste primeiro caso, a jovem de Natal quase teria sido levada aos Estados Unidos. Os documentos registraram dificuldades no processo de recrutamento. Em dezembro de 2010, o interlocutor informou a Epstein que os pais da jovem haviam desistido da viagem após “buscarem informações online”. O recrutador afirmou que enfrentava resistência e que não era fácil convencer os familiares da jovem. A identidade da jovem que seria levada aos Estados Unidos não foi revelada.

Segundo os registros, não há relatos de que Jeffrey Epstein tenha passado por Natal.

Em janeiro de 2011, mensagens tratam da logística para levar uma jovem de uma “área muito pobre nos arredores de Natal” até Nova York. O interlocutor relata que a jovem não falava inglês, nunca havia viajado e não possuía passaporte. As conversas abordam custos de visto e passagens, além da forma de envio de dinheiro, com menção a remessas por serviços de transferência financeira. Epstein chegou a solicitar mais fotos da jovem. Os registros, no entanto, não deixam claro se o encontro chegou a acontecer.

Os arquivos ressaltam que o fato de uma pessoa ser mencionada ou ter imagem incluída nos documentos não implica, necessariamente, a prática de crime. Os registros fazem parte de um conjunto maior de materiais tornados públicos pelas autoridades americanas no âmbito de investigações relacionadas a Epstein.

Investigação

Morto em 2019, numa prisão de Nova Iorque, Jeffrey Epstein foi acusado de comandar uma rede internacional de exploração sexual envolvendo meninas menores de idade. Ele construiu fortuna no mercado financeiro. Entre o início dos anos 2000 e sua prisão, ele foi acusado de abusar sexualmente de dezenas de meninas, muitas delas menores de idade, em propriedades nos Estados Unidos e no Caribe.

Segundo a acusação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o esquema funcionava a partir do aliciamento de jovens, que recebiam dinheiro para realizar atos sexuais. Algumas delas eram pressionadas a recrutar outras meninas. As investigações apontam que os crimes ocorreram principalmente entre 2002 e 2005, em casas de Epstein na Flórida, em Nova York, no Novo México e em uma ilha particular nas Ilhas Virgens Americanas. Autoridades americanas estimam que mais de 250 menores tenham sido exploradas.

A primeira investigação formal começou em 2005, após denúncias em Palm Beach, na Flórida. Epstein alegou, à época, que os encontros eram consensuais e que acreditava que as vítimas eram maiores de idade. Em 2008, ele firmou um acordo judicial, declarou-se culpado por exploração de menores e cumpriu 13 meses de prisão em regime brando, além de pagar indenizações.

O acordo foi duramente criticado e, em 2019, considerado ilegal por um juiz federal. Em julho daquele ano, Epstein foi novamente preso, desta vez acusado de tráfico sexual de menores e de operar uma rede de exploração. Promotores defenderam sua prisão preventiva, alegando risco de fuga devido à sua fortuna e às conexões internacionais.

Em agosto de 2019, Epstein foi encontrado morto na cela onde estava detido, em Nova York. A autópsia concluiu que ele tirou a própria vida. Com a morte, as acusações criminais foram encerradas, mas o Ministério Público afirmou que outras pessoas poderiam ser responsabilizadas. Advogados das vítimas passaram a buscar reparações civis.

Liberação de documentos

Os documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA reúnem milhões de páginas, imagens e vídeos. Parte do material detalha a rotina de Epstein na prisão, sua morte e trocas de mensagens com pessoas identificadas por apelidos.

O Brasil aparece em trechos dos arquivos como um dos países mencionados em conversas sobre recrutamento. Os documentos citam a atuação de um “agente” ligado a Epstein, com referências a jovens brasileiras levadas aos Estados Unidos. Reportagens internacionais indicam que brasileiras, incluindo adolescentes, teriam participado de eventos em propriedades do bilionário. Há ainda menções a planos de negócios no país, como a possível compra de uma agência de modelos e a criação de concursos de beleza.

A divulgação dos documentos faz parte de uma decisão política e judicial nos Estados Unidos. Durante a campanha presidencial, Donald Trump prometeu tornar públicos os arquivos do caso, alegando falta de transparência. Após pressão do Congresso e da opinião pública, uma lei aprovada em 2025 determinou a liberação integral do material disponível.

Novo Noticias

Gustavo Carvalho denuncia “apropriação indébita” de consignados pelo Governo do RN e aciona Banco Central

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Em pronunciamento contundente, o deputado estadual Gustavo Carvalho (PL) denunciou o que classifica como “apropriação indébita” por parte do Governo do Rio Grande do Norte. A acusação foca na retenção dos valores de empréstimos consignados dos servidores públicos: a gestão estadual desconta as parcelas diretamente dos salários, mas não repassa o montante às instituições financeiras.

Desde novembro de 2023, o parlamentar tenta obter dados sobre o volume total da dívida, mas relata enfrentar “barreiras institucionais e sigilo injustificado”.

“Estamos diante de uma situação gravíssima. Isso é improbidade administrativa e caso de prisão. O governo castiga o servidor, que paga sua conta, mas acaba inadimplente perante o banco porque o Estado retém o dinheiro de forma irresponsável”, afirmou o deputado.

Mesmo após o acionamento da Lei de Acesso à Informação (LAI), a falta de transparência persiste. O Banco do Brasil confirmou, via ofício, que os repasses estão em atraso, mas se recusou a detalhar os valores sob a justificativa de sigilo bancário.

A denúncia, apresentada em sessão na Assembleia Legislativa, também aponta a inércia dos órgãos fiscalizadores. Segundo Gustavo, uma representação foi entregue diretamente ao Procurador-Geral de Justiça, Dr. Glaucio Garcia, mas já se passaram 60 dias sem resposta.

Em paralelo, nesta segunda-feira (3), foi protocolada uma denúncia formal junto ao Banco Central. O objetivo é que a autoridade monetária intervenha na conduta das instituições envolvidas — especialmente o Banco do Brasil — diante da falta de informações detalhadas sobre os atrasos.

Além do dano moral e jurídico, o bloqueio dos repasses impede que milhares de servidores acessem novos créditos, mesmo possuindo margem salarial, uma vez que o Estado figura como inadimplente no sistema financeiro.

O parlamentar alerta para um cenário de “falência técnica”, pontuando que o descontrole fiscal criou um rombo tão profundo que gera incertezas sobre a sucessão governamental. “Ninguém quer assumir o Estado sem saber o tamanho real do buraco. O silêncio do governo é a prova de sua irresponsabilidade”, declarou.

Ao encerrar, Gustavo Carvalho convocou a sociedade e os pares do Legislativo para uma cobrança conjunta. “Chegamos ao limite. Exigimos que o Governo venha a esta Casa e diga claramente: quanto deve e quando pretende regularizar os pagamentos. Não aceitaremos que a transparência seja substituída por sigilos enquanto o servidor é punido por um erro que não cometeu.”

O deputado ressaltou, ainda, que vai buscar diálogo com a Assembleia para viabilizar uma apuração concreta via Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Ele reforçou que, embora o convite para esclarecimentos seja o passo inicial, a abertura de uma investigação rigorosa não está descartada caso o Executivo mantenha o silêncio. “Não podemos ficar apenas no convite enquanto não houver respeito e respostas”, concluiu.

Rogério Marinho nega possibilidade de ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro em 2026

FOTO: CARLOS MOURA

O líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nesta quarta-feira 4 que não será candidato a vice-presidente na eventual chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pela Presidência da República em 2026.

Responsável pela coordenação da pré-campanha de Flávio, Marinho disse que o foco do partido, neste momento, é construir uma base mais ampla de apoio político, com a adesão de outras legendas ao projeto eleitoral do PL.

Segundo o senador, a escolha do nome para a vice-presidência deverá levar em conta a capacidade de agregar forças e afinidade com o programa defendido pelo partido. Ele ressaltou, no entanto, que não pretende ocupar esse espaço.

“Eu faço parte do mesmo partido do senador Flávio, a ideia é termos a possibilidade de atrairmos outros partidos para começarmos com o melhor número de integrantes […] O candidato a vice vai ser aquele que mais agregar e que tenha aderência ao nosso projeto, com certeza não serei eu”, disse Marinho.

A declaração foi dada em entrevista coletiva após reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso desde janeiro, na Papuda, em Brasília. De acordo com Marinho, Bolsonaro repassou orientações sobre a condução da estratégia eleitoral da sigla para o próximo pleito.

O parlamentar também adiantou que o PL pretende lançar candidatos ao Senado e aos governos estaduais em todas as unidades da federação. Ainda assim, reforçou que a definição do vice na chapa presidencial não está na pauta imediata e deve ficar para abril.

Para Marinho, o momento é de organização interna, elaboração de propostas e construção do plano de governo, antes do início efetivo da campanha.

Agora RN

Parnamirim salta de 6% para 94% em avaliação do Ministério da Saúde na Atenção Primária

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A Atenção Primária da rede pública municipal de saúde de Parnamirim vive uma nova realidade graças ao trabalho da gestão Nilda. Em apenas um ano, o município saiu de 6% para 94% das equipes do setor avaliadas com bom desempenho pelo Ministério da Saúde, consolidando um dos maiores avanços já registrados no Rio Grande do Norte no setor. A avaliação faz parte dos chamados indutores de boas práticas, que analisam a qualidade da assistência prestada à população. Os resultados classificam as equipes em regular, suficiente, bom e ótimo, servindo como parâmetro nacional para o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS).

Quando a atual gestão assumiu, o cenário era preocupante. O município tinha apenas quatro equipes classificadas como “bom desempenho” e 61 avaliadas como “suficiente”, figurando entre os piores índices do estado. Em 2024, apenas 6% das equipes alcançavam avaliação positiva. Já em 2025, primeiro ano da gestão da atual administração, a mudança foi expressiva. No segundo quadrimestre (Q2), a avaliação do Ministério da Saúde apontou uma virada histórica: 61 equipes passaram a ser classificadas como “bom desempenho” e apenas quatro permaneceram com desempenho suficiente, elevando o índice para 93%.

A prefeita Nilda destacou que o resultado é fruto de planejamento, compromisso e valorização dos profissionais da saúde: “Esse avanço mostra que estamos no caminho certo. Recebemos a saúde em uma situação difícil, mas com trabalho, organização e respeito aos servidores, conseguimos transformar a realidade da Atenção Primária. Hoje, Parnamirim é referência e isso representa mais cuidado, mais qualidade e mais dignidade para nossa população”, afirmou.

Para diminuir rejeição, Lula adota fim da escala 6×1 como bandeira

FOTO: RICARDO STUCKERT

A discussão sobre o fim da escala 6×1 se tornou uma das prioridades de Lula para 2026, ano eleitoral. O governo vai enviar um novo texto ao Congresso logo depois do Carnaval. “Esse é um debate central, é uma prioridade do presidente Lula”, disse o vice-líder do governo no Congresso Lindbergh Farias (PT-RJ). O texto será encaminhado ao Congresso com regime de urgência constitucional, ou seja, com prazo de 45 dias para tramitação cada casa legislativa.

O deputado afirmou que o projeto “pauta o país” e que “a sociedade exige que o tema seja tratado como prioridade”.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já sinalizou que colocará o assunto em pauta. “Devemos acelerar também o debate sobre a PEC 6×1, com equilíbrio e responsabilidade, ouvindo trabalhadores e empregadores”, disse na última segunda-feira (2).

A reportagem apurou que parte da base do governo está pessimista quanto ao avanço da matéria ainda em 2026 por conta da complexidade do tema. Outros, no entanto, acreditam que o apelo popular vai obrigar o Congresso a discutir o assunto e que uma votação ainda neste ano é possível.

A pauta, ainda que extremamente popular, esbarra em questões econômicas: um possível fim da escala 6×1 poderia resultar no fechamento de postos de trabalho e no desaquecimento do comércio, alertaram especialistas da área econômica ligados ao governo. A alta empregabilidade e o poder de compra são duas das principais bandeiras do governo para exaltar a atual gestão.

O assunto também é rejeitado pelo empresariado, que ainda não entrou em campo para argumentar contra a mudança por considerar que o debate é incipiente e causaria desgaste.

A insistência no assunto também faz parte de uma estratégia para ganhar mais popularidade e diminuir a alta rejeição que impede Lula de abrir vantagem nas pesquisas. Em ano eleitoral e com pouco tempo para debate, o petista poderia ter o melhor de dois mundos: se colocar como principal defensor de uma pauta popular, mas não enfrentar as dificuldades para a aprovação da matéria até o fim das eleições. Com isso, a base do governo espera uma diminuição da rejeição e um caminho mais tranquilo para a reeleição.

A última pesquisa Atlas/Intel, divulgada nesta quarta-feira (21), exemplifica bem o cenário que preocupa o PT: nas disputas de 1º turno, o atual presidente marca de 48% a 49% das intenções de voto em todos os cenários. Nas pesquisas de 2º turno, Lula estaciona nos 49%, ainda à frente de todos os potenciais adversários, mas escancarando a dificuldade que o petista tem de convencer eleitores de outros candidatos ou indecisos.

O levantamento também questionou os eleitores sobre quais candidatos eles “não votariam de jeito nenhum”. Lula foi o segundo mais rejeitado, com 49,7%. Ele só ficou atrás do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que, apesar de inelegível, foi rejeitado por 50% dos entrevistados.

Os números acenderam um alerta em líderes governistas. Lula não tem conseguido transformar as recentes agendas positivas na economia – como desemprego recorde, inflação dentro da meta e aprovação da isenção do IR para quem ganha até R$ 5.000, além do protagonismo internacional com a queda do “tarifaço” de Trump – em intenções de voto.positivas na economia – como desemprego recorde, inflação dentro da meta e aprovação da isenção do IR para quem ganha até R$ 5.000, além do protagonismo internacional com a queda do “tarifaço” de Trump – em intenções de voto.

PT mira jovens

Um dos números que mais assustaram o PT na última pesquisa Atlas Intel foi a rejeição do atual presidente entre os mais jovens. 75,5% dos entrevistados na faixa dos 16 a 24 anos desaprovam o governo.

O número é um pouco maior do que a rejeição entre os evangélicos (74,2%), demografia já identificada como um problema para o partido. A sigla tenta, nos últimos anos, acenar para os protestantes, geralmente mais conservadores.

A rejeição entre os mais jovens, no entanto, é novidade: fundado em 1980, o PT sempre contou com a popularidade entre os jovens. Foram eles, junto com sindicalistas e intelectuais, que fomentaram o crescimento do partido na redemocratização e que credenciaram a ascensão de Lula ao Planalto.

Mais desiludida e mais conservadora, a atual geração de jovens já nasceu com partido consolidado entre os maiores do país. Também cresceu vendo o PT no poder. Por isso, não enxerga a sigla como uma forma de mudança. A forma de o partido se comunicar, mais analógica, também é vista como um entrave para penetrar nas gerações Z e Alpha.

A discussão sobre o fim da escala 6×1, que ganhou tração na internet antes de chegar a Brasília, é vista como uma oportunidade única de alcançar o público mais jovem. Em outro eixo, a esquerda tenta modernizar sua forma de se comunicar para dialogar com esses eleitores. Admitem, no entanto, que a direita continua muito à frente na guerra narrativa travada nas redes sociais.

Jovem Pan

Irmãs podem ter sido executadas por fazer dancinha de facção; corpos foram encontrados

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O Via Certa 96 trouxe com exclusividade o caso das duas irmãs que desapareceram na cidade de Bom Jesus, na Grande Natal. Hoje (03/02), dois corpos foram encontrados e devem ser das duas, que teriam sido assassinadas. Assista no vídeo acima:

Segundo a apuração de Hudson Silvestre, as duas podem ter sido mortas porque fizeram “dancinhas” que fariam referência a uma facção criminosa. A informação, no entanto, ainda não foi confirmada pela Polícia Civil, que investiga o caso.

O local fica nas proximidades da Reta Tabajara, na comunidade Canaã. Há a suspeita de que os corpos possam ser das irmãs Lidemila Alinny Fernandes de Souza, de 16 anos, e Ana Beatriz Fernandes de Freitas, de 19 anos, desaparecidas desde o final de dezembro de 2025.

Equipes da Polícia Militar do 11º Batalhão, da Polícia Civil, do Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep) e do Instituto Médico Legal (IML) estiveram no local para a realização dos procedimentos de praxe. Segundo as primeiras informações repassadas pelas autoridades, os corpos foram localizados em meio à vegetação densa.

Portal 96 FM

Entregar governo à oposição este ano seria ‘suicídio político’, diz Cadu Xavier

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O secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), afirmou que a governadora Fátima Bezerra (PT) poderá desistir de renunciar antes do fim do mandato se perceber que não conseguirá eleger o sucessor em uma eleição indireta na Assembleia Legislativa. De acordo com Cadu, a governadora poderá permanecer no cargo para evitar que a oposição assuma o controle do governo na reta final da gestão, em meio às eleições gerais de outubro.

“A última cartada é dela. Se a gente tiver segurança — e nós estamos trabalhando para isso —, essa cartada vai ser a renúncia. Mas, se não criarmos esse ambiente de maioria que nos dê tranquilidade para esse processo, o que é inimaginável é a gente passar o governo para a mão da oposição durante o processo eleitoral. Isso seria um suicídio político”, afirmou Cadu, em entrevista na noite desta terça-feira 3 ao Jornal das Seis, da rádio 96 FM.

Nos últimos meses, Fátima Bezerra tem dito que pretende ser candidata ao Senado nas eleições deste ano. Para isso, ela teria de renunciar ao governo até 4 de abril, para cumprir a regra da desincompatibilização. O vice-governador Walter Alves (MDB) seria o sucessor natural até o fim do mandato, mas ele já comunicou que não vai assumir o cargo porque quer concorrer a deputado estadual.

Caso se confirmem as duas renúncias, o Estado poderá ter uma eleição indireta na Assembleia Legislativa. Neste caso, os 24 deputados estaduais teriam de escolher um governador e um vice-governador para encerrarem o mandato até 5 de janeiro de 2027, em um chamado mandato tampão. Para essa disputa, o PT tem defendido o nome de Cadu Xavier, mas o secretário tem encontrado resistência na Assembleia Legislativa.

Na 96 FM, Cadu afirmou que está trabalhando para viabilizar o nome na disputa para o mandato tampão. “A gente tem trabalhado. Hoje mesmo estive na Assembleia Legislativa representando a governadora. A minha relação com os deputados sempre foi muito boa”, afirmou o secretário da Fazenda.

Em meio à resistência dos deputados, o secretário de Fazenda disse, porém, que o PT pode apresentar outro nome para a eleição indireta. Neste cenário, Cadu seria candidato apenas nas eleições gerais de outubro.

“O meu nome, enquanto pré-candidato na eleição de outubro, é um nome natural. E eu não tenho dificuldade nenhuma. Pelo contrário, teria um orgulho imenso de assumir o Governo do Estado a partir de abril. Mas, se não for possível numa composição, numa contagem de votos dentro da Assembleia Legislativa, outro nome nosso pode assumir o governo”, declarou.

“O que a gente tem colocado é que a gente não abre mão de que seja uma pessoa do PT”, afirmou Cadu, enfatizando que esse entendimento será levado até as últimas circunstâncias, o que pode significar a permanência de Fátima Bezerra no cargo.

Secretário defende mulher como vice

Em outra entrevista dada nesta terça-feira, Cadu Xavier afirmou que defende uma mulher como vice na chapa governista. Ele destacou a importância da participação feminina nos espaços de poder e citou nomes que, segundo ele, têm trajetória política e capacidade de compor o projeto liderado pela governadora Fátima Bezerra (PT).

“A nossa grande liderança aqui no Estado da esquerda do Rio Grande do Norte é uma mulher. Eu acho que a participação feminina junto com ela e comigo nessa chapa é muito importante”, afirmou Cadu em entrevista ao Jornal da Cidade, da rádio Cidade.

Questionado diretamente sobre nomes, Cadu mencionou as ex-deputadas estaduais Larissa Rosado (PSB) e Márcia Maia (PDT) como possibilidades reais. Ao ser indagado se teria preferência por alguma delas, respondeu de forma direta: “Pode ser uma das duas, eu acho dois grandes nomes. Eu acho que uma mulher é muito importante”.

Na avaliação do secretário, além da representação feminina, a escolha da vice precisa dialogar com o eleitorado e com a história política do Estado. Ao citar Márcia Maia, ele ressaltou o peso simbólico do nome. “Ela traz a memória da mãe dela, que ainda é muito presente no imaginário, na cabeça do eleitor”, disse, referindo-se à ex-governadora Wilma de Faria.

Cadu ressaltou que a definição da chapa ainda está em discussão e envolve não apenas o PT, mas também partidos aliados. Segundo ele, o diálogo inclui siglas como PV, PCdoB, PSB, PDT e outros partidos do campo progressista. “A gente tem excelentes quadros na esquerda, no centro-esquerda do Rio Grande do Norte”, afirmou, reforçando que a preferência pessoal é por uma mulher, mas que a decisão será coletiva.

Confirmação da pré-candidatura

Ao longo da entrevista, Cadu Xavier confirmou que seu nome está colocado como pré-candidato ao Governo do Estado, tanto no cenário de eleição direta em outubro quanto na hipótese de um mandato tampão. Ele deixou claro que a pré-candidatura não surgiu de forma improvisada, mas como parte de uma construção política ligada ao contexto sucessório do governo Fátima Bezerra.

Segundo ele, a experiência acumulada na administração estadual é um dos fatores que sustentam sua decisão. “Eu sei que a gente já esteve numa situação muito mais difícil e conseguimos enfrentar com muita tranquilidade”, disse.

Cadu também enfatizou sua trajetória como servidor público – ele é auditor fiscal de carreira – para justificar a disposição de assumir novos desafios. “Eu tenho um espírito público. Eu sou servidor de carreira há 20 anos”, afirmou. Ele reforçou que sua atuação não é motivada por interesses pessoais. “O meu salário é o mesmo, se eu estivesse atuando como auditor ou como secretário. Então não é algo de projeção de carreira”, declarou.

Sobre a hipótese de eleição indireta, ele lembrou que Fátima Bezerra e Walter Alves foram eleitos para um mandato completo. “Fátima e Walter foram eleitos para governarem o Rio Grande do Norte de 1º de janeiro de 2023 a 5 de janeiro de 2027”, disse. Para Cadu, caso ambos deixem o cargo antes do fim do mandato, é legítimo que o PT conclua esse ciclo. “É justo que alguém do PT, que é a tese que nós defendemos, cumpra esses nove meses de governo interino”, declarou.

Cenário político e polarização nacional

Na rádio Cidade, Cadu Xavier também fez uma leitura mais ampla do cenário eleitoral de 2026 no Rio Grande do Norte. Para ele, a disputa tende a se alinhar à polarização nacional entre campos políticos opostos.

Nesse contexto, ele se colocou claramente no campo político alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Cadu afirmou que não pretende esconder suas posições por conveniência eleitoral. “Agora, dizer que eu não tenho as ideias na minha cabeça, por cálculo, eu não vou fazer isso. Não é da minha pessoa”, disse.

Ele também comentou críticas e questionamentos sobre a viabilidade da polarização no Estado, diante de discursos considerados ambíguos por parte de adversários. Para Cadu, esse tipo de postura faz parte de estratégias eleitorais. “Esse posicionamento aí, deixando em dúvida, eu não sou bolsonarista, eu tiro uma foto com Lula, é cálculo eleitoral”, afirmou.

Agora RN