4 de fevereiro de 2026 às 11:30
4 de fevereiro de 2026 às 07:13
FOTO: REPRODUÇÃO
“Uma semana de bênçãos e vitórias pra nós”. “Não foi sorte. Foi Deus”. “DEUS, disciplina & lealdade”. “Deus me fez melhor”. As legendas de cunho religioso em publicações no X são da mineira Cibelly Ferreira, de 29 anos. Aos que desconhecem a identidade, trata-se de uma professora de inglês que passou a fazer sucesso há cinco anos com dancinhas durante as suas aulas para adolescentes. E, com o sucesso, começou a fazer renda extra vendendo conteúdo sensual por assinatura para adultos.
Natural de Lavras (MG), a Professora Cibelly, como é conhecida nas redes — ela soma 10.1 milhões de seguidores no TikTok, 1,5 milhão no Instagram e 144,4 mil no X — chegou a figurar entre as dez criadoras de conteúdo adulto que mais faturaram na plataforma Privacy, em 2024. Recentemente, ela declarou ter se convertido ao cristianismo e tem atribuído sua boa fase atual a uma orientação divina.
Cybelle também se lançou como cantora. No Instagram, ela apresentou os singles “Sensual” e “Garota do verão”. Com essa última, costuma sonorizar suas publicações, em que geralmente aparece ostentando em viagens com o namorado, o rapper MC Correria, posando em jet skis ou com carros de luxo e rebolando de biquíni.
Em 2021, ela começou a fazer dancinhas no TikTok após pedidos de seus alunos, e percebeu que eles interagiam melhor durante as aulas. Segundo Cibelly, os pais dos alunos aprovam e autorizam a interação.
“A repercussão está sendo bem positiva. Pois muitos pais e até mesmo alguns educadores comentam o quanto é difícil ter a atenção dos alunos hoje em dia, alunos desinteressados e muitas vezes agressivos. Então essa forma de fazer algo que faça parte da realidade deles é muito importante para deixar os alunos mais interessados”, contou Cibelly em entrevista ao site g1 em 2022.
4 de fevereiro de 2026 às 11:15
4 de fevereiro de 2026 às 07:10
FOTO: REPRODUÇÃO
Em 16 de dezembro, um bebê de 10 meses foi internado no Hospital Popular de Mojiang (China) com febre alta e convulsões.
Num exame mais completo, um médico descobriu que o corpo do bebê estava coberto de pequenas feridas da cabeça aos pés. Uma investigação concluiu que a menino havia sido golpeado cerca de 600 vezes com uma (ou mais) agulha, durante um período de tempo desconhecido, como “punição por mau comportamento” por parte da mãe.
4 de fevereiro de 2026 às 11:00
4 de fevereiro de 2026 às 07:08
FOTO: REPRODUÇÃO
Um motorista por aplicativo foi agredido em Salvador após interromper uma corrida porque um casal praticava sexo oral no banco traseiro do veículo. A situação aconteceu no bairro da Graça, no domingo (1º), e é investigada pela Polícia Civil (PC).
Em um vídeo publicado nas redes sociais, o motorista conta que aceitou uma viagem para o bairro do Rio Vermelho e três homens embarcaram no veículo. Um casal, que estava no banco de trás do carro, começou a trocar beijos e passou a praticar sexo oral.
Diante da situação, o motorista — que tem 23 anos e se apresenta apenas como Zeca — parou o carro, na Ladeira da Barra, e pediu que todos saíssem do veículo. No vídeo, que não captou áudio, é possível ver que um dos homens troca palavras com o motorista, que se irrita.
Motorista por aplicativo é agredido após expulsar passageiros do carro por prática de ato sexual — Foto: Reprodução/Redes sociais
Em seguida, o homem ameaça socar o condutor do veículo, que se revolta e sai do carro. Ainda nas imagens, é possível observar os dois trocando agressões.
Zeca admitiu que revidou o soco e disse que agiu para se defender. Ele registrou um boletim de ocorrência contra a pessoa que solicitou a viagem, uma vez que não tinha outras informações sobre os passageiros, mas contou que ainda não foi contatado pela polícia.
Em nota, a Polícia Civil informou que registrou a ocorrência como “vias de fato” e que houve agressões dos dois lados. O caso é apurado pela 14ª Delegacia Territorial (DT/Barra).
4 de fevereiro de 2026 às 10:45
4 de fevereiro de 2026 às 07:06
FOTO: RICARDO STUCKERT
A discussão sobre o fim da escala 6×1 se tornou uma das prioridades de Lula para 2026, ano eleitoral. O governo vai enviar um novo texto ao Congresso logo depois do Carnaval. “Esse é um debate central, é uma prioridade do presidente Lula”, disse o vice-líder do governo no Congresso Lindbergh Farias (PT-RJ). O texto será encaminhado ao Congresso com regime de urgência constitucional, ou seja, com prazo de 45 dias para tramitação cada casa legislativa.
O deputado afirmou que o projeto “pauta o país” e que “a sociedade exige que o tema seja tratado como prioridade”.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já sinalizou que colocará o assunto em pauta. “Devemos acelerar também o debate sobre a PEC 6×1, com equilíbrio e responsabilidade, ouvindo trabalhadores e empregadores”, disse na última segunda-feira (2).
A reportagem apurou que parte da base do governo está pessimista quanto ao avanço da matéria ainda em 2026 por conta da complexidade do tema. Outros, no entanto, acreditam que o apelo popular vai obrigar o Congresso a discutir o assunto e que uma votação ainda neste ano é possível.
A pauta, ainda que extremamente popular, esbarra em questões econômicas: um possível fim da escala 6×1 poderia resultar no fechamento de postos de trabalho e no desaquecimento do comércio, alertaram especialistas da área econômica ligados ao governo. A alta empregabilidade e o poder de compra são duas das principais bandeiras do governo para exaltar a atual gestão.
O assunto também é rejeitado pelo empresariado, que ainda não entrou em campo para argumentar contra a mudança por considerar que o debate é incipiente e causaria desgaste.
A insistência no assunto também faz parte de uma estratégia para ganhar mais popularidade e diminuir a alta rejeição que impede Lula de abrir vantagem nas pesquisas. Em ano eleitoral e com pouco tempo para debate, o petista poderia ter o melhor de dois mundos: se colocar como principal defensor de uma pauta popular, mas não enfrentar as dificuldades para a aprovação da matéria até o fim das eleições. Com isso, a base do governo espera uma diminuição da rejeição e um caminho mais tranquilo para a reeleição.
A última pesquisa Atlas/Intel, divulgada nesta quarta-feira (21), exemplifica bem o cenário que preocupa o PT: nas disputas de 1º turno, o atual presidente marca de 48% a 49% das intenções de voto em todos os cenários. Nas pesquisas de 2º turno, Lula estaciona nos 49%, ainda à frente de todos os potenciais adversários, mas escancarando a dificuldade que o petista tem de convencer eleitores de outros candidatos ou indecisos.
O levantamento também questionou os eleitores sobre quais candidatos eles “não votariam de jeito nenhum”. Lula foi o segundo mais rejeitado, com 49,7%. Ele só ficou atrás do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que, apesar de inelegível, foi rejeitado por 50% dos entrevistados.
Os números acenderam um alerta em líderes governistas. Lula não tem conseguido transformar as recentes agendas positivas na economia – como desemprego recorde, inflação dentro da meta e aprovação da isenção do IR para quem ganha até R$ 5.000, além do protagonismo internacional com a queda do “tarifaço” de Trump – em intenções de voto.positivas na economia – como desemprego recorde, inflação dentro da meta e aprovação da isenção do IR para quem ganha até R$ 5.000, além do protagonismo internacional com a queda do “tarifaço” de Trump – em intenções de voto.
PT mira jovens
Um dos números que mais assustaram o PT na última pesquisa Atlas Intel foi a rejeição do atual presidente entre os mais jovens. 75,5% dos entrevistados na faixa dos 16 a 24 anos desaprovam o governo.
O número é um pouco maior do que a rejeição entre os evangélicos (74,2%), demografia já identificada como um problema para o partido. A sigla tenta, nos últimos anos, acenar para os protestantes, geralmente mais conservadores.
A rejeição entre os mais jovens, no entanto, é novidade: fundado em 1980, o PT sempre contou com a popularidade entre os jovens. Foram eles, junto com sindicalistas e intelectuais, que fomentaram o crescimento do partido na redemocratização e que credenciaram a ascensão de Lula ao Planalto.
Mais desiludida e mais conservadora, a atual geração de jovens já nasceu com partido consolidado entre os maiores do país. Também cresceu vendo o PT no poder. Por isso, não enxerga a sigla como uma forma de mudança. A forma de o partido se comunicar, mais analógica, também é vista como um entrave para penetrar nas gerações Z e Alpha.
A discussão sobre o fim da escala 6×1, que ganhou tração na internet antes de chegar a Brasília, é vista como uma oportunidade única de alcançar o público mais jovem. Em outro eixo, a esquerda tenta modernizar sua forma de se comunicar para dialogar com esses eleitores. Admitem, no entanto, que a direita continua muito à frente na guerra narrativa travada nas redes sociais.
4 de fevereiro de 2026 às 10:30
4 de fevereiro de 2026 às 07:40
FOTO: REPRODUÇÃO
O Via Certa 96 trouxe com exclusividade o caso das duas irmãs que desapareceram na cidade de Bom Jesus, na Grande Natal. Hoje (03/02), dois corpos foram encontrados e devem ser das duas, que teriam sido assassinadas. Assista no vídeo acima:
Segundo a apuração de Hudson Silvestre, as duas podem ter sido mortas porque fizeram “dancinhas” que fariam referência a uma facção criminosa. A informação, no entanto, ainda não foi confirmada pela Polícia Civil, que investiga o caso.
O local fica nas proximidades da Reta Tabajara, na comunidade Canaã. Há a suspeita de que os corpos possam ser das irmãs Lidemila Alinny Fernandes de Souza, de 16 anos, e Ana Beatriz Fernandes de Freitas, de 19 anos, desaparecidas desde o final de dezembro de 2025.
Equipes da Polícia Militar do 11º Batalhão, da Polícia Civil, do Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep) e do Instituto Médico Legal (IML) estiveram no local para a realização dos procedimentos de praxe. Segundo as primeiras informações repassadas pelas autoridades, os corpos foram localizados em meio à vegetação densa.
4 de fevereiro de 2026 às 10:15
4 de fevereiro de 2026 às 07:13
FOTO: REPRODUÇÃO
O secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), afirmou que a governadora Fátima Bezerra (PT) poderá desistir de renunciar antes do fim do mandato se perceber que não conseguirá eleger o sucessor em uma eleição indireta na Assembleia Legislativa. De acordo com Cadu, a governadora poderá permanecer no cargo para evitar que a oposição assuma o controle do governo na reta final da gestão, em meio às eleições gerais de outubro.
“A última cartada é dela. Se a gente tiver segurança — e nós estamos trabalhando para isso —, essa cartada vai ser a renúncia. Mas, se não criarmos esse ambiente de maioria que nos dê tranquilidade para esse processo, o que é inimaginável é a gente passar o governo para a mão da oposição durante o processo eleitoral. Isso seria um suicídio político”, afirmou Cadu, em entrevista na noite desta terça-feira 3 ao Jornal das Seis, da rádio 96 FM.
Nos últimos meses, Fátima Bezerra tem dito que pretende ser candidata ao Senado nas eleições deste ano. Para isso, ela teria de renunciar ao governo até 4 de abril, para cumprir a regra da desincompatibilização. O vice-governador Walter Alves (MDB) seria o sucessor natural até o fim do mandato, mas ele já comunicou que não vai assumir o cargo porque quer concorrer a deputado estadual.
Caso se confirmem as duas renúncias, o Estado poderá ter uma eleição indireta na Assembleia Legislativa. Neste caso, os 24 deputados estaduais teriam de escolher um governador e um vice-governador para encerrarem o mandato até 5 de janeiro de 2027, em um chamado mandato tampão. Para essa disputa, o PT tem defendido o nome de Cadu Xavier, mas o secretário tem encontrado resistência na Assembleia Legislativa.
Na 96 FM, Cadu afirmou que está trabalhando para viabilizar o nome na disputa para o mandato tampão. “A gente tem trabalhado. Hoje mesmo estive na Assembleia Legislativa representando a governadora. A minha relação com os deputados sempre foi muito boa”, afirmou o secretário da Fazenda.
Em meio à resistência dos deputados, o secretário de Fazenda disse, porém, que o PT pode apresentar outro nome para a eleição indireta. Neste cenário, Cadu seria candidato apenas nas eleições gerais de outubro.
“O meu nome, enquanto pré-candidato na eleição de outubro, é um nome natural. E eu não tenho dificuldade nenhuma. Pelo contrário, teria um orgulho imenso de assumir o Governo do Estado a partir de abril. Mas, se não for possível numa composição, numa contagem de votos dentro da Assembleia Legislativa, outro nome nosso pode assumir o governo”, declarou.
“O que a gente tem colocado é que a gente não abre mão de que seja uma pessoa do PT”, afirmou Cadu, enfatizando que esse entendimento será levado até as últimas circunstâncias, o que pode significar a permanência de Fátima Bezerra no cargo.
Secretário defende mulher como vice
Em outra entrevista dada nesta terça-feira, Cadu Xavier afirmou que defende uma mulher como vice na chapa governista. Ele destacou a importância da participação feminina nos espaços de poder e citou nomes que, segundo ele, têm trajetória política e capacidade de compor o projeto liderado pela governadora Fátima Bezerra (PT).
“A nossa grande liderança aqui no Estado da esquerda do Rio Grande do Norte é uma mulher. Eu acho que a participação feminina junto com ela e comigo nessa chapa é muito importante”, afirmou Cadu em entrevista ao Jornal da Cidade, da rádio Cidade.
Questionado diretamente sobre nomes, Cadu mencionou as ex-deputadas estaduais Larissa Rosado (PSB) e Márcia Maia (PDT) como possibilidades reais. Ao ser indagado se teria preferência por alguma delas, respondeu de forma direta: “Pode ser uma das duas, eu acho dois grandes nomes. Eu acho que uma mulher é muito importante”.
Na avaliação do secretário, além da representação feminina, a escolha da vice precisa dialogar com o eleitorado e com a história política do Estado. Ao citar Márcia Maia, ele ressaltou o peso simbólico do nome. “Ela traz a memória da mãe dela, que ainda é muito presente no imaginário, na cabeça do eleitor”, disse, referindo-se à ex-governadora Wilma de Faria.
Cadu ressaltou que a definição da chapa ainda está em discussão e envolve não apenas o PT, mas também partidos aliados. Segundo ele, o diálogo inclui siglas como PV, PCdoB, PSB, PDT e outros partidos do campo progressista. “A gente tem excelentes quadros na esquerda, no centro-esquerda do Rio Grande do Norte”, afirmou, reforçando que a preferência pessoal é por uma mulher, mas que a decisão será coletiva.
Confirmação da pré-candidatura
Ao longo da entrevista, Cadu Xavier confirmou que seu nome está colocado como pré-candidato ao Governo do Estado, tanto no cenário de eleição direta em outubro quanto na hipótese de um mandato tampão. Ele deixou claro que a pré-candidatura não surgiu de forma improvisada, mas como parte de uma construção política ligada ao contexto sucessório do governo Fátima Bezerra.
Segundo ele, a experiência acumulada na administração estadual é um dos fatores que sustentam sua decisão. “Eu sei que a gente já esteve numa situação muito mais difícil e conseguimos enfrentar com muita tranquilidade”, disse.
Cadu também enfatizou sua trajetória como servidor público – ele é auditor fiscal de carreira – para justificar a disposição de assumir novos desafios. “Eu tenho um espírito público. Eu sou servidor de carreira há 20 anos”, afirmou. Ele reforçou que sua atuação não é motivada por interesses pessoais. “O meu salário é o mesmo, se eu estivesse atuando como auditor ou como secretário. Então não é algo de projeção de carreira”, declarou.
Sobre a hipótese de eleição indireta, ele lembrou que Fátima Bezerra e Walter Alves foram eleitos para um mandato completo. “Fátima e Walter foram eleitos para governarem o Rio Grande do Norte de 1º de janeiro de 2023 a 5 de janeiro de 2027”, disse. Para Cadu, caso ambos deixem o cargo antes do fim do mandato, é legítimo que o PT conclua esse ciclo. “É justo que alguém do PT, que é a tese que nós defendemos, cumpra esses nove meses de governo interino”, declarou.
Cenário político e polarização nacional
Na rádio Cidade, Cadu Xavier também fez uma leitura mais ampla do cenário eleitoral de 2026 no Rio Grande do Norte. Para ele, a disputa tende a se alinhar à polarização nacional entre campos políticos opostos.
Nesse contexto, ele se colocou claramente no campo político alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Cadu afirmou que não pretende esconder suas posições por conveniência eleitoral. “Agora, dizer que eu não tenho as ideias na minha cabeça, por cálculo, eu não vou fazer isso. Não é da minha pessoa”, disse.
Ele também comentou críticas e questionamentos sobre a viabilidade da polarização no Estado, diante de discursos considerados ambíguos por parte de adversários. Para Cadu, esse tipo de postura faz parte de estratégias eleitorais. “Esse posicionamento aí, deixando em dúvida, eu não sou bolsonarista, eu tiro uma foto com Lula, é cálculo eleitoral”, afirmou.
4 de fevereiro de 2026 às 10:00
4 de fevereiro de 2026 às 08:48
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A possibilidade de a governadora Fátima Bezerra (PT) renunciar ao cargo para disputar uma vaga no Senado Federal, em 2026, coloca a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte em alerta na reabertura dos trabalhos legislativos. Na sessão solene de abertura do ano legislativo, nesta terça-feira (03), os deputados estaduais colocaram a possível eleição indireta para governador de um mandato-tampão até dezembro como um dos principais temas deste ano na Casa. A discussão ainda é incerta, mas as articulações já acontecem nos bastidores.
O pano de fundo da discussão é claro. Caso Fátima deixe o cargo, o primeiro da linha sucessória é o vice-governador Walter Alves (MDB). Se ele assumir, a crise política se encerra. No entanto, Walter já sinalizou publicamente que não pretende exercer o mandato, inclusive rompendo com o governo do PT. A partir daí, só haveria eleição indireta se também se configurasse a vacância do vice, caracterizando o que a Constituição define como “dupla vacância”.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), buscou esfriar o debate, lembrando que, juridicamente, nada está definido. “A eleição indireta só existe se houver vacância. Não houve vacância. Nem ninguém tem a certeza que haverá”, afirmou.
Segundo ele, caso ocorra, o processo já tem a primeira regra definida: será uma eleição aberta.
Ezequiel explicou que, diante dessa possibilidade, a Assembleia já começou a se preparar do ponto de vista legal. “Durante o mês de janeiro, eu já me debrucei sobre esse assunto com a nossa procuradoria. Isso será feito um projeto de lei que será encaminhado para o governo. O governo sanciona esse projeto e aí tem as diretrizes desta eleição, se isso vier a acontecer”, detalhou, sobre a regulamentação do processo eleitoral indireto.
De acordo com o presidente da Casa, a eleição indireta seria realizada no plenário da Assembleia Legislativa, com voto aberto dos 24 deputados estaduais.
“Poderia ser candidato qualquer cidadão filiado a um partido, com mais de 35 anos de idade e conduta ilibada. Seria uma chapa de governador e vice, já que estaríamos diante de uma vacância dupla”, explicou.
Sobre a possibilidade de ele próprio assumir o governo para conduzir o processo, Ezequiel foi não descartou, mas evitou o assunto: “Ou assumo eu para fazer a eleição, ou assume o presidente do Tribunal de Justiça. Mas tudo isso ainda são conjecturas”.
Enquanto o campo governista trabalha para garantir a continuidade do Partido dos Trabalhadores no comando do Executivo estadual, a oposição articula um discurso completamente distinto. Para líderes da direita, o momento exigiria um nome “técnico”, sem ambições eleitorais, capaz de tomar decisões duras para ajustar as contas do Estado.
O deputado Tomba Farias (PL) defendeu abertamente essa tese. “A unanimidade dentro do partido é que seja uma pessoa de consenso, que seja um técnico, uma pessoa de credibilidade para tomar as mudanças. A política não funciona para tomar medidas amargas, porque quem é político pensa na eleição”, afirmou.
Segundo ele, nomes como o presidente da Federação das Indústrias do RN (Fiern), Roberto Serquiz, e o superintendente do Sebrae-RN, Zeca Melo, surgem como referências nesse debate.
“Um pessoal que tenha responsabilidade com as medidas que sejam necessárias”, disse.
Tomba também ressaltou que todo o cenário depende, essencialmente, da decisão da governadora e do vice. “Se a governadora ficar, acaba o problema da eleição. Se ela sair e Walter assumir, também está extinto esse processo. Só haverá eleição indireta se Walter não assumir. A verdade é que tudo vai girar em torno disso”, avaliou, sem descartar qualquer possibilidade.
Do lado do PT, o discurso é de unidade e antecipação. O partido insiste no nome colocado tanto para o eventual mandato-tampão quanto para a disputa de 2026: o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), pré-candidato ao Governo para o pleito regular de outubro.
“Nós temos um nome apresentado, que é o do nosso companheiro Cadu Xavier, tanto para o mandato-tampão, evidentemente se houver eleição, como também para uma candidatura a governador em 2026. A base de tudo isso é o diálogo”, afirmou o deputado Francisco do PT, destacando que o governo tem conversado com deputados da base e também não descarta diálogo com a oposição.
O próprio Cadu Xavier, que esteve na solenidade representando a governadora Fátima Bezerra (PT), reforçou a tese da continuidade política e partidária.
“A posição do governo é muito clara. A gente não abre mão de um nome que seja do nosso partido, do Partido dos Trabalhadores. A governadora foi eleita para quatro anos, junto com o vice. Ela vai sair para disputar a eleição, o vice não vai assumir, ele já colocou isso publicamente. Então seria natural que o nome do Partido dos Trabalhadores encerrasse o mandato que o povo concedeu nas eleições”, concluiu.
4 de fevereiro de 2026 às 09:45
4 de fevereiro de 2026 às 06:04
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O ministro do STF, Flávio Dino, determinou o arquivamento da investigação contra o senador Chico Rodrigues, flagrado com dinheiro na cueca durante a Operação Desvid-19, da Polícia Federal, deflagrada em 2020. Na ocasião, a ação da PF investigava suspeitas de desvios de emendas parlamentares usadas no combate à pandemia de covid-19.
A decisão de Dino segue o pedido da Procuradoria-Geral da República, que avaliou no início de janeiro que não havia indícios mínimos de que o senador tenha tentado ocultar valores durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão. Com isso, o caso foi oficialmente encerrado no STF.
O ministro também determinou que os autos fossem enviados à primeira instância, passando a tramitar sob a Justiça Federal e o Ministério Público Federal em Roraima.
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