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Categoria: fevereiro 3, 2026

Prefeitura inicia curso gratuito de Assistente Administrativo em parceria com o Senac

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A Prefeitura iniciou, nesta segunda (2), o curso de Assistente Administrativo, ofertado gratuitamente por meio da Coordenadoria do Trabalho, vinculada à Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), em parceria com o Senac. A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso da população à qualificação profissional, promovendo mais oportunidades de inserção no mercado de trabalho e geração de renda.

O curso conta com duas turmas, sendo uma no turno da manhã e outra no turno da tarde, totalizando 50 alunos, com duração média de aproximadamente dois meses. Para participar, os alunos atenderam a critérios sociais previamente estabelecidos, como estar inscrito no Cadastro Único, possuir renda familiar de até dois salários mínimos, ter ensino fundamental completo e idade mínima de 16 anos.

A gestão municipal reforça que a oferta de cursos gratuitos é uma estratégia permanente para fomentar o desenvolvimento profissional da população. Em breve, novos cursos em diferentes segmentos serão disponibilizados, ampliando as possibilidades de capacitação e fortalecendo as políticas públicas voltadas ao trabalho, à renda e à cidadania.

Justiça condena fabricante e farmácia por caneta emagrecedora com defeito em Natal

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O 14º Juizado Especial Cível de Natal condenou uma fabricante de medicamentos e uma rede de farmácias a indenizar uma consumidora que recebeu uma caneta emagrecedora com defeito. O equipamento não liberou a dose do medicamento por estar sem a agulha interna, o que fez com que todo o conteúdo se derramasse no momento da aplicação. A sentença determinou o pagamento de R$ 1.759,64 em danos materiais e R$ 3 mil em danos morais.

A decisão foi assinada pela juíza Sulamita Bezerra Pacheco. Segundo o processo, a consumidora adquiriu uma caixa da medicação pelo aplicativo da farmácia. As três primeiras canetas funcionaram normalmente, mas a última apresentou defeito no momento da aplicação, mesmo com o cumprimento de todos os procedimentos indicados.

Após o problema, a consumidora tentou resolver a situação diretamente com a farmácia e com a fabricante, mas não obteve reembolso nem substituição do produto, o que motivou o ajuizamento da ação.

Na defesa, a farmácia alegou que não poderia ser responsabilizada, afirmando que eventuais defeitos seriam de responsabilidade exclusiva da fabricante. Também sustentou que não houve comprovação do defeito nem de que a consumidora utilizou corretamente o produto.

A fabricante, por sua vez, afirmou que não havia prova de falha no processo de fabricação e declarou que o medicamento e o dispositivo aplicador passam por controles de qualidade. Assim como a farmácia, solicitou a realização de perícia, alegando que o relato da consumidora e as fotografias anexadas não seriam suficientes para comprovar o vício.

Ao analisar o caso, a juíza rejeitou os argumentos das empresas e afirmou que tanto a fabricante quanto a vendedora integram a cadeia de consumo e respondem solidariamente pelos vícios do produto, conforme o Código de Defesa do Consumidor. A magistrada também afastou a necessidade de perícia técnica, entendendo que os documentos apresentados eram suficientes para o julgamento.

“A parte ré, em sua defesa, não trouxe aos autos qualquer comprovação de ter cumprido os prazos previstos no CDC e sido diligente na resolução do problema suportado pelo consumidor. Tal conduta evidencia verdadeira omissão e negligência do fornecedor, que, ao deixar de comprovar a adoção das medidas adequadas, em frontal violação aos deveres de boa-fé objetiva e de adequada prestação de serviços, previstos nos artigos 4º, III, e 6º, VI, do Código de Defesa do Consumidor. A ausência de diligência, portanto, não pode ser utilizada como argumento para excluir a responsabilidade que lhe é inerente, sobretudo porque a relação consumerista impõe o dever de facilitar o exercício dos direitos do consumidor”, afirmou.

Sobre os danos morais, a juíza entendeu que a situação ultrapassou transtornos comuns. “O tempo é insubstituível e inalienável, uma vez perdido nunca mais será possível recuperá-lo. Logo, não é justo desperdiçá-lo com uma tentativa de solucionar uma indenização devida e decorrente de uma falha de prestação causada pelo próprio fornecedor. Tal fato, vai muito além de meros aborrecimento ou simples transtornos, tendo em vista que a tentativa infrutífera de solucionar o problema administrativamente causa enorme estresse e incômodo ao consumidor”, escreveu.

Com isso, as empresas foram condenadas solidariamente a devolver o valor pago pela caixa do medicamento e a pagar R$ 3 mil por danos morais. Como o processo tramitou nos Juizados Especiais, não houve cobrança de custas nem honorários advocatícios.

Agora RN

Segurança Pública e Saúde são os maiores problemas para os brasileiros

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Um levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta segunda-feira (2), mostra que a falta de segurança pública e a saúde são os maiores problemas do Brasil. No ranking, segurança aparece com 22,2% na liderança; saúde aparece em seguida com 20,1%.

Os entrevistados apresentaram também preocupação com outros problemas no país, como inflação, educação pública, geração de emprego e renda.

Maior problema do Brasil

Segurança pública: 22,2%
Saúde pública: 20,1%
Inflação/preço dos produtos: 15,9%
Educação pública: 13,8%
Geração de empregos e renda: 9,4%
Falata de assistência social: 6%
Saneamento básico: 3,2%
Obras e infraestrutura: 1,9%
Falta de incentivo ao esporte: 1%
 Outros: 2,1%
Nenhum desses: 0,4%
Não sabem/não responderam: 3,9%

A Paraná Pesquisas entrevistou 2.080 eleitores em todo o país entre os dias 25 e 28 de janeiro, por meio de entrevistas domiciliares presenciais. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto Paraná Pesquisas e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08254/2026.

Diário do Poder

Lula não usa verba contra feminicídio, acusa ex-ministra Damares

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O governo Lula fez a previsão de R$ 277 milhões na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025 para ações específicas de combate aos crimes contra a mulher, incluindo prevenção ao feminicídio, por meio de emendas parlamentares e programas do Ministério das Mulheres. No entanto, o Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO) de novembro – o mais recente disponível no site do Tesouro Nacional – revela uma execução aquém do esperado: dos R$ 143 milhões em dotação inicial para o ministério, apenas R$ 85 milhões foram empenhados, com liquidação de míseros R$ 12 milhões (14,12% do empenhado) e R$ 8 milhões pagos até o penúltimo mês do ano.

A senadora Damares Alves (Rep-DF) cobra soluções e afirma que já era prevista essa distância entre o discurso e a prática. “Eu já sabia que isso aconteceria quando abandonaram o Plano Nacional sério que deixamos em 2021”, comenta. A parlamentar ainda ressalta que, para Lula, este enfrentamento não é um de seus focos. “A gente vê pelo Orçamento que dinheiro tinha, o que faltou foi prioridade”.

Esse descompasso, segundo Damares, entre previsão e realidade ganha contornos dramáticos diante do recorde histórico de violência: o Brasil registrou 1.470 feminicídios em 2025, quatro mulheres mortas por dia, superando os 1.464 de 2024. O ano de 2025 foi marcado por subnotificações e alertas de especialistas sobre o agravamento da violência de gênero, enquanto os recursos federais permanecem em grande parte paralisados.

Diário do Poder