30 de janeiro de 2026 às 10:00
30 de janeiro de 2026 às 04:05
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A Dívida Pública Federal deve encerrar o ano de 2026 situada em um patamar entre R$ 9,3 trilhões e R$ 10,3 trilhões. Os números foram apresentados pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira, 28, durante a divulgação do Plano Anual de Financiamento (PAF) para este exercício.
Em 2025, o endividamento do governo federal já havia ultrapassado a marca recorde de R$ 8,6 trilhões. Agora, a nova estratégia do governo busca reduzir a fatia de títulos prefixados e elevar a participação de papéis corrigidos pela Selic.
Atualmente, os títulos vinculados aos juros básicos da economia representam 48,3% da dívida total. O novo plano permite que esse índice alcance até 50% da composição da carteira ao fim de dezembro.
Essa mudança visa atrair investidores em um momento no qual as taxas estão no maior nível em quase dois anos. Por causa de variações na Selic, o custo do endividamento pode aumentar imediatamente quando o Banco Central reajusta a taxa básica.
O governo também estabeleceu metas específicas para outros tipos de ativos financeiros. Os títulos corrigidos pela inflação devem variar entre 23% e 27% do total da carteira do Tesouro.
Já os papéis vinculados ao câmbio devem representar de 3% a 7% da composição final da dívida. O plano estipulou o prazo médio de vencimento da dívida pública entre 3,8 e 4,2 anos.
Para garantir a capacidade de pagamento em cenários de instabilidade, o governo mantém um colchão de liquidez de R$ 1,187 trilhão. Esse montante cobre os vencimentos da dívida interna por um período de pouco mais de sete meses.
Mesmo com a preferência por papéis flutuantes, o órgão defende que os títulos prefixados trazem maior previsibilidade ao orçamento. Nesses casos, o governo sabe exatamente o valor que pagará no momento do resgate dos títulos pelos investidores.
Contudo, em períodos de instabilidade econômica, essas taxas prefixadas costumam ser mais altas que a Selic. Consequentemente, elas elevam o custo total da dívida pública para os cofres da União.
30 de janeiro de 2026 às 09:45
30 de janeiro de 2026 às 04:05
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O setor hoteleiro projeta taxa média de ocupação de 79% nos hotéis do Rio Grande do Norte durante o Carnaval de 2026. A estimativa é resultado de uma pesquisa espontânea realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do RN (ABIH-RN) junto aos seus associados. O índice representa uma retração de sete pontos percentuais em relação a 2025, quando a ocupação alcançou 85%.
Para Edmar Gadelha, presidente da ABIH-RN, a redução reflete os desafios pelos quais o turismo do RN tem passado, principalmente em relação à competitividade. “Essa queda reflete desafios significativos, entre os quais se destaca a escassez de conectividade aérea, agravada por preços mais altos para vir ao destino RN”, disse. “Esse movimento impacta diretamente no fluxo de turistas, comprometendo o crescimento do setor hoteleiro e turístico”, explica.
Gadelha afirma que Natal tem uma demanda turística considerável durante o Carnaval, “devido, principalmente, ao fácil acesso às praias urbanas e à oferta de programação”. Ele cita outras cidades potiguares que também recebem um número considerável de turistas nesse período, como São Miguel do Gostoso e Pipa (Tibau do Sul) no litoral, além de Mossoró e Caicó no interior.
Antônio Neto, presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagem no RN (ABAV-RN), diz que a expectativa do trade turístico é positiva para o Carnaval, evento que é “sustentado por três pilares: alta ocupação hoteleira, malha aérea reforçada e fluxo regional forte, que costuma decidir a viagem mais perto da data”.
Neto observa que a capital potiguar é um destino de verão consolidado, com apelo de praia e boa estrutura hoteleira, o que fortalece a procura por este destino no período carnavalesco. “O Carnaval acontece na cauda da alta estação [final da alta temporada], então o verão funciona como motor de continuidade: mantém o destino quente em visibilidade, sustenta a malha aérea e melhora a conversão de vendas por já existir demanda instalada”, explica.
Edmar Gadelha diz que para o turista regional, principalmente do Nordeste, essa continuidade é ainda mais relevante. “O destino se torna uma alternativa mais próxima e acessível, compensando os altos custos das passagens aéreas para o RN”.
“Esse efeito aparece na prática quando a hotelaria já entra no período com bons níveis de ocupação e quando as companhias ampliam assentos/voos para o Nordeste no Carnaval, reforçando o fluxo turístico”, diz Antônio Neto.
Expectativa moderada
Por outro lado, Gadelha aponta que a expectativa para receber turistas neste ano é moderada. Segundo o presidente da ABIH-RN, os preços das passagens aéreas limitam a chegada de turistas ao estado. “Como consequência, ocorre uma maior interiorização e regionalização do turismo, com crescimento significativo de visitantes de outros estados do Nordeste, que chegam ao RN principalmente por via rodoviária”.
O diretor-presidente da Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur), Raoni Fernandes, também frisa que o turismo regional impacta o Carnaval potiguar, com destaque para o turismo de deslocamento das cidades do interior do RN e de cidades de estados vizinhos.
Fernandes diz que o Carnaval torna-se um “ingrediente a mais” para atrair e fazer com que o turista permaneça no estado. “Estamos em meio à maior alta temporada dos últimos 12 anos. O Carnaval é um elemento para diversificar a oferta dos turistas que estão aqui e tem como característica a folia, a festa, a animação”.
Na visão dele, o evento atrai o público jovem e um público internacional, principalmente os argentinos. “O RN tem um dos carnavais mais tradicionais, que performa entre os maiores do Nordeste, como o de Caicó. Temos muitas festas grandes pelo interior do estado e, mais recentemente, temos um carnaval mais forte em Natal”.
30 de janeiro de 2026 às 09:30
30 de janeiro de 2026 às 09:58
FOTO: JOSÉ ALDENIR
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), afirmou nesta quinta-feira 29 que a Operação Mederi é a reação do que chamou de “sistema” – que, segundo ele, jamais teria aceitado sua ascensão política, sua origem social e a projeção que conquistou no Estado. A declaração ocorre após o político ter sido alvo de um mandado de busca e apreensão na última terça-feira 27, em uma investigação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre possível desvio de recursos na área da saúde.
“O sistema é bruto. O sistema não aceitou nunca que eu, vindo de família simples, família humilde, chegasse a ser prefeito da cidade de Mossoró, retirando do poder um grupo que estava lá há mais de 70 anos”, afirmou Allyson, em entrevista ao Jornal do Dia, na TV Ponta Negra. Segundo ele, a resistência do “sistema” aumentou à medida que sua gestão ganhou reconhecimento e visibilidade. “O sistema nunca aceitou que eu fizesse uma gestão reconhecida pela cidade, a ponto de ser o prefeito mais votado da história de Mossoró de todos os tempos.”
O prefeito associou diretamente a operação ao momento político que vive, destacando sua posição nas pesquisas eleitorais. “Nosso nome está em primeiro lugar para as pesquisas ao Governo do Estado, mesmo sem nunca eu ter dito que seria candidato ao Governo do Estado. O sistema não aceita nunca, e não aceitou nunca, a nossa chegada a essa posição e a aceitação popular”, declarou.
“O sistema nunca aceitou eu nunca me submeter a ser aliado de uma ideologia ou me submeter a um determinado partido, a determinadas pessoas, e ficar realmente numa posição de inferioridade para que elas pudessem mandar em mim”, complementou.
Durante a entrevista, o prefeito repetiu em diversas ocasiões que a Operação Mederi não encontrou nada que comprometesse sua conduta pessoal ou administrativa. “Nada foi encontrado que desabone a minha conduta, a minha vida, a minha história”, afirmou, acrescentando que entregou espontaneamente equipamentos e documentos às autoridades. “Eu aprendi desde cedo que quem não deve, não teme. E eu não devo, não temo.”
Allyson destacou ainda que, segundo ele, agiu além do que era exigido formalmente pelas instituições. “Eu fiz questão que a gente entregasse para a Polícia Federal, para as instituições, toda a documentação, antes do prazo até que foi nos dados, para entregar”, disse – citando a entrega de documentos à PF no dia seguinte à operação, antes do prazo limite de 30 horas.
Em um dos momentos mais contundentes da entrevista, Allyson voltou a caracterizar a operação como uma tentativa de intimidação política. “Eu estou ainda mais forte, ainda mais convicto, que eu quero ser aquele que de fato enfrenta o sistema, aqueles que se acham donos do poder”, afirmou. Ele reforçou que não se sente intimidado. “Se estão achando que eu ia ficar parado, calado, acuado, com medo, envergonhado, não me conhecem.”
Cobertura da imprensa
Durante a entrevista, o prefeito também reclamou da cobertura da imprensa nacional. Segundo Allyson, houve uma distorção dos fatos e uma exposição desproporcional de sua imagem. “Pararam tudo que estavam fazendo para bater aqui, em mim”, afirmou. Ele criticou o que chamou de omissões deliberadas.
“Não falaram que era em cinco cidades, não disseram que na minha casa nada foi encontrado, a não ser o meu celular que eu entreguei, e o computador.”
Allyson foi além ao afirmar que informações essenciais foram ignoradas. “Não foi dito em nenhum momento pela imprensa nacional que não há nenhum tipo de áudio, não há nenhum tipo de conversa, de diálogo pessoal meu envolvido no processo”, declarou. Para ele, o foco na sua imagem teria sido proposital. “O que foi mostrado foi o meu rosto e uma tentativa clara de tirar a minha credibilidade, a minha autenticidade e a minha conduta.”
O prefeito disse acreditar que novas tentativas de desgaste ainda ocorrerão. “Não tenho dúvida que estão em curso ainda para tentar tirar a minha credibilidade ou me associar a alguém ou alguma coisa”, afirmou. Apesar disso, disse estar tranquilo. “Nada vai tirar a minha paz, nada vai tirar a minha fé, nada vai tirar a minha confiança.”
Prefeito nega ter discutido propina
O prefeito de Mossoró também negou qualquer relação indevida com empresários investigados e foi enfático ao tratar das suspeitas de corrupção. “Nunca pedi nem autorizei ninguém a pedir qualquer vantagem pessoal em meu nome”, declarou. Em outro momento, reiterou: “Nunca autorizei nenhum tipo de contato pessoal, seja de quem for da nossa equipe, relacionado a contratos, a vantagem, nunca.”
Ao comentar informações que circulam no inquérito, Allyson afirmou que eventuais diálogos citados são de terceiros e que caberá a eles prestar esclarecimentos. “Isso foi visto teoricamente de um diálogo de terceiros que terão que se explicar na Justiça”, disse, frisando que não há conversas pessoais suas no processo.
30 de janeiro de 2026 às 09:15
30 de janeiro de 2026 às 03:53
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O prefeito de Natal, Paulo Eduardo da Costa Freire (União), instituiu Grupo de Trabalho para analisar a viabilidade de implantar um Centro Administrativo Municipal no bairro da Ribeira, na Zona Leste da capital.
A medida foi oficializada por meio da Portaria Nº 007/2026-GP, assinada em 28 de janeiro de 2026. O objetivo principal é realizar um estudo técnico sobre a adoção do modelo Build-to-Suit (construído para servir).
Segundo a portaria, a iniciativa considera a necessidade de racionalizar os custos de ocupação predial e fortalecer a eficiência administrativa. O grupo deverá comparar a vantajosidade do modelo BTS com outras soluções, como a manutenção do cenário atual, compra de imóveis, obra própria, retrofit ou locações convencionais. O diagnóstico incluirá um inventário dos imóveis utilizados atualmente e a consolidação do Custo Total de Ocupação.
A coordenação dos trabalhos ficará a cargo da Secretaria Municipal de Planejamento (SEMPLA). O grupo será composto por representantes de diversos órgãos, incluindo as secretarias de Finanças, Administração, Urbanismo e a Procuradoria Geral do Município. A equipe definirá o programa preliminar de necessidades, abrangendo fluxos, acessibilidade e segurança.
O estudo também avaliará os impactos urbanísticos e de mobilidade na Ribeira, sugerindo diretrizes para a integração com o território. O prazo para a conclusão dos trabalhos é de 30 dias, contados a partir da reunião inicial. Após esse período, o grupo terá mais oito dias para apresentar o Relatório Técnico conclusivo ao Gabinete do Prefeito.
Mudança foi discutida em 2023
Em 2023, o então prefeito da capital, Álvaro Dias, chegou a anunciar que o gabinete do executivo municipal seria transferido do bairro da Cidade Alta para a Ribeira. A iniciativa tinha omo objetivo revitalizar a histórica região da cidade.
À época, Álvaro Dias solicitou à Administração a realização de um estudo para realocar órgãos e secretarias para o bairro. A medida integrava plano estratégico para promover a ocupação do local. “Depois de muito pensar sobre como iniciar a requalificação da Ribeira, solicitei à Administração estudo para deslocar órgãos e secretarias para o bairro”, afirmou Dias.
A expectativa era que o antigo prédio do Ministério da Fazenda, na Avenida Duque de Caxias, fosse adaptado para receber a sede do Executivo municipal. O local abrigaria o Gabinete do Prefeito e as secretarias de Comunicação, Turismo e a pasta de Parcerias Público-Privadas. No entanto, o projeto não obteve êxito.
30 de janeiro de 2026 às 09:00
30 de janeiro de 2026 às 03:51
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O secretário estadual da Fazenda do Rio Grande do Norte e Pré-Candidato ao Governo do RN, Cadu Xavier, confirmou que o governo realizará amanhã o pagamento integral dos servidores do RN. Servidores ativos, inativos e pensionistas receberão os salários de janeiro ao longo do dia.
Cadu Xavier reforçou que o pagamento amanhã mostra o compromisso do governo da professora Fátima Bezerra com a valorização do funcionalismo. Além disso, ele destacou que o governo quitará a folha de forma única, sem parcelamentos, garantindo previsibilidade e segurança para todos.
Pagamento amanhã movimenta a economia
O secretário lembrou que o governo já pagou o décimo terceiro salário no início de janeiro. Segundo ele, essas medidas injetam recursos na economia local, beneficiando o comércio e os serviços. Além disso, Cadu Xavier afirmou que o final de 2025 e o início de 2026 indicam um cenário mais positivo para o Estado. Embora o ano ainda seja desafiador, ele avaliou que as perspectivas superam as de 2025.
Reajustes não comprometem a folha
Cadu Xavier garantiu que os reajustes salariais não atrasarão os pagamentos. O secretário explicou que o planejamento financeiro do Estado permite cumprir a folha integral amanhã. Portanto, os servidores podem ficar tranquilos, pois a gestão mantém controle rigoroso das contas públicas.
Além disso, ele destacou que o governo segue atento ao equilíbrio fiscal, priorizando a folha sem comprometer direitos, fornecedores ou prestadores de serviço.
Redução de despesas será divulgada amanhã
Cadu Xavier anunciou que os números oficiais sobre a redução das despesas com pessoal serão divulgados amanhã, no mesmo dia do pagamento. Ele ressaltou que os dados vão demonstrar avanços no controle de gastos públicos, reforçando a responsabilidade fiscal da gestão estadual.
Pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte pelo PT, Cadu Xavier afirmou que seguirá priorizando a valorização do funcionalismo e a responsabilidade fiscal, enquanto mantém a continuidade dos projetos e serviços do Estado.
30 de janeiro de 2026 às 08:45
30 de janeiro de 2026 às 03:54
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A Prefeitura do Natal realiza, nesta sexta-feira (30), o pagamento da folha salarial dos servidores municipais referente ao mês de janeiro. Ao todo, serão destinados R$ 90,26 milhões, valor que representa uma importante injeção de recursos na economia da capital potiguar, com impacto direto nos setores do comércio e de serviços.
O prefeito Paulinho Freire destacou que manter o pagamento dos salários em dia é um compromisso prioritário da gestão municipal. “Manter a folha salarial rigorosamente em dia é uma forma concreta de valorizar os servidores municipais, que são fundamentais para o funcionamento da cidade. Esse é um dos principais compromissos da nossa gestão”, afirmou.
Os valores começaram a ser creditados nas contas dos servidores ainda nesta quinta-feira (29) e estarão integralmente disponíveis para movimentação bancária a partir desta sexta-feira (30). A medida assegura maior previsibilidade financeira aos trabalhadores do município e contribui para o fortalecimento da economia local neste início de 2026.
O secretário municipal de Finanças, Marcelo Oliveira, ressaltou a solidez das contas públicas e o planejamento adotado pela pasta. “Iniciamos o ano reafirmando o compromisso com a disciplina financeira consolidada em 2025. Manter o pagamento dentro do mês trabalhado é uma prioridade estratégica, resultado de um planejamento rigoroso que permite à Prefeitura honrar seus compromissos e, ao mesmo tempo, impulsionar os setores de comércio e serviços com uma injeção significativa de recursos”, destacou.
30 de janeiro de 2026 às 08:30
30 de janeiro de 2026 às 03:48
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A renovação da concessão do Porto do Itaqui ao governo do Maranhão, oficializada nesta quinta-feira (29), só foi possível após o Estado assumir uma dívida de quase R$500 milhões decorrente de retiradas classificadas como “furtivas” pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), realizadas durante a gestão do então governador Flávio Dino.
Os valores foram retirados das receitas portuárias do Itaqui e transferidos para os cofres do Estado sem autorização da União, contrariando o Convênio de Delegação nº 016/2000. Mesmo após manifestações técnicas da Antaq, alertando o governo estadual sobre a irregularidade das operações — classificadas formalmente como “retiradas furtivas” —, os repasses foram mantidos por meio de decretos e atos administrativos ao longo dos anos de 2016 a 2018.
A controvérsia deu origem a ações judiciais e procedimentos administrativos que só foram encerrados recentemente por meio de um Termo de Conciliação firmado na Advocacia-Geral da União, envolvendo o Estado do Maranhão, a Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), a União — representada pelo Ministério de Portos e Aeroportos e pela Advocacia-Geral da União (AGU) — com a Antaq como interveniente.
De acordo com os autos, os valores originalmente retirados somaram R$341,1 milhões. Atualizados pelo IPCA até dezembro de 2024, o montante chega a R$ 481,2 milhões, quantia que passou a ser reconhecida formalmente como dívida do Estado do Maranhão.
Corrigindo erro do passado de Dino
A regularização desse passivo tornou-se condicionante obrigatória para a renovação da concessão do Porto do Itaqui. A cláusula é explícita: sem o pagamento da primeira parcela do acordo, a prorrogação por mais 25 anos não poderia ser formalizada. Para garantir a continuidade da gestão estadual sobre o porto, o atual governo assumiu o compromisso de quitar a dívida em 26 parcelas anuais, com pagamentos que se estendem até 2050.
O episódio expõe que a renovação celebrada agora — apresentada como símbolo de estabilidade institucional, segurança jurídica e novos investimentos — só se viabilizou porque o governo atual decidiu enfrentar um passivo herdado, resultado de decisões tomadas durante a gestão Flávio Dino, mesmo após alertas técnicos e regulatórios.
Na prática, a concessão foi renovada não apenas por mérito da eficiência atual do porto, mas porque o Estado assumiu o custo de corrigir um erro do passado, preservando a administração maranhense sobre um dos ativos logísticos mais estratégicos do Brasil.
Porto do Itaqui: eixo logístico estratégico
O Porto do Itaqui ocupa hoje uma posição central na logística nacional e no desenvolvimento econômico do Maranhão e do Brasil. Maior porto público do Arco Norte e um dos quatro maiores do país em volume de cargas, o Itaqui se consolidou como principal porta de saída da produção do corredor Centro-Norte, conectando o agronegócio, a mineração, a energia e a indústria brasileira aos mercados internacionais.
Sob a gestão da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), o porto alcançou recordes históricos de movimentação, com destaque para a marca de 36,8 milhões de toneladas em 2025, além de ampliar sua capacidade operacional com investimentos estruturantes, como a construção do Berço 98 e a operação do berço público mais profundo do Brasil, com 19 metros de calado natural.
O impacto do Itaqui vai além dos números logísticos. O complexo portuário responde por 35% de todo o ICMS arrecadado no Maranhão e gera cerca de 100 mil empregos diretos e indiretos, sendo um dos principais motores de desenvolvimento regional. Sua eficiência operacional e governança pública renderam reconhecimento nacional, com certificações internacionais e a implantação pioneira de um plano de descarbonização, alinhando crescimento econômico e sustentabilidade.
O porto abriga operações estratégicas de grandes empresas como Vale, Suzano, Eneva e Petrobras, além do Tegram, um dos maiores terminais de grãos do mundo, reforçando o papel do Itaqui como hub logístico integrado, seguro e competitivo.
Mais do que uma infraestrutura portuária, o Porto do Itaqui tornou-se um ativo estratégico do Estado brasileiro, fundamental para a soberania logística, a competitividade das exportações e a interiorização do desenvolvimento. Seus resultados refletem planejamento, estabilidade institucional e uma visão de longo prazo que posiciona o Maranhão no centro das grandes rotas globais de comércio.
30 de janeiro de 2026 às 08:15
30 de janeiro de 2026 às 10:11
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Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan Natal, a vereadora Camila Araújo confirmou que vai continuar filiada ao União Brasil, após não conseguir a liberação necessária para deixar o partido e ingressar no PL. A decisão veio depois de conversas com lideranças políticas, entre elas o ex-senador José Agripino Maia.
Camila contou que foi convidada pelo senador Rogério Marinho, em janeiro de 2025, para se filiar ao PL. Mesmo assim, no dia 8 de março de 2025, ela protocolou um pedido formal de anuência ao presidente do diretório municipal do União Brasil, Paulinho Freire, comunicando sua intenção de mudar de legenda.
“Já estive com o senador Agrippino Maia, já dialogamos bastante. Eu fui convidada para ir para o PL em janeiro de 2025 pelo senador Rogério Marinho. E em 8 de março de 2025 eu entreguei uma carta, um requerimento, solicitando a minha anuência à União Brasil, a Paulinho Freire, que é o presidente do diretório municipal da União Brasil.”, declarou.
Liberdade política foi argumento para a negativa Segundo a vereadora, ao procurar José Agrippino Maia, ouviu que nunca houve impedimento dentro do União Brasil para que ela defendesse pautas conservadoras. O ex-senador teria lembrado que Camila apoiou Jair Bolsonaro, votou e pediu votos para o ex-presidente, sempre com liberdade dentro do partido.
A avaliação foi de que não existe conflito entre as bandeiras defendidas pela vereadora e o União Brasil, já que o partido nunca restringiu sua atuação política.
Durante a conversa, Agrippino explicou que conceder a liberação poderia abrir precedente para outros vereadores, o que, segundo ele, traria prejuízos à legenda no município. Por esse motivo, a decisão foi de não conceder anuência a nenhum parlamentar.
A vereadora relatou que a orientação vale para todos, inclusive para nomes cotados para disputas eleitorais futuras, como Nina Souza e Robson Carvalho, que também não teriam autorização para mudar de partido.
Permanência confirmada
Diante da negativa e do risco de perda de mandato em caso de saída sem anuência, Camila afirmou que permanece no União Brasil.
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