SELO BLOG FM (4)

Categoria: janeiro 29, 2026

Modelo pornô revela que conseguiu visto americano por “peitos grandes

FOTO: DIVULGAÇÃO

A influencer e modelo de conteúdo adulto Julia Ain, de 25 anos, afirmou ter conseguido o visto O-1B dos Estados Unidos, destinado a pessoas com “habilidades e feitos extraordinários”. Segundo o relato, a autorização foi concedida após o envio de um vídeo em que ela corta um sanduíche de pastrami usando um decote que destaca seus seios.

“Sim, esse vídeo foi enviado ao governo dos EUA”, disse Ain, de 25 anos, orgulhosamente ao jornal The Times, de Londres. “Talvez meu talento extraordinário seja apenas ter seios grandes.”

A influencer foi uma das 20 mil pessoas que receberam esse tipo de visto, que existe desde 1972, criado por influência de John Lennon. O ex-beatle estava quase sendo deportado para a Inglaterra pelo governo Richard Nixon quando advogados norte-americanos conseguiram criar o visto especial, chamado de O-1.

Em 1990, ele foi adotado oficialmente pelo congresso para atrair “indivíduos com habilidades e feitos extraordinários”, sendo separado em duas categorias: O-1A, para cientistas, educadores, empresários e atletas, e o O-1B, para artistas e cineastas.

Famosos que receberam o visto incluem: Justin Bieber, Drake, Pelé e Gisele Bündchen. Em teoria, o candidato deve demonstrar que gozou de reconhecimento nacional ou internacional contínuo, ou apresentar um histórico de realizações extraordinárias na indústria cinematográfica ou televisiva.

Recentemente, o Financial Times reportou que a maioria dos pedidos de visto O-1B nos EUA são, atualmente, de influencers e modelos de conteúdo adulto.

Blog João Marcolino

Ator é deixado na estrada após se recusar a pagar corrida

FOTO: DIVULGAÇÃO

O ator Thiago Domingues viveu momentos de terror após sair de um show em Campinas. Ele foi abandonado sozinho em uma rodovia escura depois de contestar o valor cobrado por um taxista.

Thiago Domingues saiu de um evento no Sambódromo de Paulínia, região de Campinas, durante a madrugada. O artista procurou um motorista de táxi para levá-lo de volta para casa, em São Paulo, um percurso de aproximadamente 114 quilômetros.

Outros taxistas presentes no local informaram que a corrida custaria cerca de R$ 300.

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O aplicativo Uber também indicava o mesmo valor para o trajeto. Porém, o motorista que levou o ator cobrou R$ 2.700 ao chegar no destino.

Reação violenta do taxista

Quando o ator chegou em frente ao seu prédio em São Paulo, recebeu a cobrança dos R$ 2.700. Ele recusou pagar o valor que considerou abusivo e tentou negociar. O condutor do veículo ficou nervoso com a recusa.

O taxista começou a dar socos no volante e demonstrou comportamento agressivo. Depois de muita insistência, o motorista aceitou os R$ 300 inicialmente combinados, mas não deixou o passageiro descer do carro.

Abandono na estrada

O taxista levou Thiago de volta e o abandonou em um posto de gasolina na estrada, do lado oposto de São Paulo. O local era escuro e isolado. O ator tentou conseguir carona com pessoas no posto, mas não obteve sucesso.

Sem alternativas, ele precisou atravessar a rodovia e caminhar pela estrada em busca de ajuda.

Durante todo o tempo, ele tentou ligar para a polícia e conseguir algum tipo de socorro. O artista relatou ter sentido muito medo de que algo pior pudesse acontecer naquela situação.

Portal Dol

Lutador de MMA confessa ter deixado a filha morrer de fome

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O lutador de MMA Robert S. Buskey Jr., de 35 anos, foi condenado à prisão perpétua após confessar que deixou a própria filha, de 5 anos, morrer de fome no estado de Nova York, nos Estados Unidos. A sentença prevê o cumprimento mínimo de 27 anos antes de qualquer possibilidade de progressão de pena.

O caso veio à tona em abril de 2024, quando equipes de emergência foram acionadas para atender uma criança encontrada inconsciente em uma residência. No local, os socorristas constataram a morte da menina, identificada como Charlotte, em estado extremo de desnutrição. Durante a ocorrência, os agentes também encontraram um menino de 3 anos mantido preso em uma estrutura improvisada dentro da casa, tipo uma gaiola.

Segundo as autoridades, o imóvel apresentava condições consideradas “deploráveis” e indicava negligência prolongada. De acordo com a People, as investigações apontaram que as crianças viviam confinadas e sem cuidados básicos enquanto o pai passava o tempo usando drogas e jogando videogame.

Em comunicado oficial, o Condado de Schenectady afirmou que Buskey afastou os filhos do convívio com familiares e nunca providenciou matrícula escolar. “O mundo deles se reduziu aos confins da casa deplorável do Sr. Buskey”, diz a nota divulgada pelas autoridades locais.

A autópsia revelou que Charlotte sofria de desnutrição severa e desidratação extrema, com “olhos fundos e sinais claros de abandono”. De acordo com a investigação, a menina era mantida trancada em um quarto que continha apenas um berço portátil, o que a obrigava a permanecer deitada em posição fetal.

Exames toxicológicos indicaram ainda que as duas crianças testaram positivo para cocaína. Durante o julgamento, Buskey admitiu que forneceu drogas ao filho mais novo, o que levou ao acréscimo de dois anos à pena aplicada pelo crime de homicídio.

Notícias ao Minuto

Influenciadora é condenada a pagar R$ 25 mil por difamar motorista de aplicativo nas redes sociais

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A influenciadora digital Jéssica Dourado foi condenada pela Justiça a pagar R$ 25 mil por danos morais a um motorista de aplicativo após publicar conteúdos nas redes sociais em que sugeria, sem provas, que o condutor representava perigo durante uma corrida. A decisão refere-se a um episódio ocorrido em abril de 2023 e foi motivada por publicações baseadas apenas em um “pressentimento” relatado pela influenciadora, que possui mais de 600 mil seguidores no Instagram.

Segundo os autos, a corrida foi realizada normalmente e, no dia seguinte, Jéssica publicou uma sequência de stories alertando seus seguidores para que tivessem “cuidado” com o motorista. Nas publicações, ela exibiu a foto do condutor e a placa do veículo, associando-o de forma implícita a uma possível intenção criminosa.

Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que a atitude extrapolou o direito à liberdade de expressão. De acordo com a sentença, associar publicamente uma pessoa a uma possível prática criminosa, sem qualquer indício concreto, “extrapola o campo da liberdade de crença e expressão, configurando-se abuso do direito de manifestação”.

O processo aponta que o motorista atuava havia mais de três anos na plataforma, acumulando 17.495 corridas realizadas e 312 avaliações positivas, sem qualquer registro de comportamento inadequado. Em depoimento, ele afirmou que as publicações resultaram em exposição indevida, prejuízos à sua imagem profissional e abalo emocional, além do receio de sofrer represálias por parte dos seguidores da influenciadora.

A defesa do motorista sustentou ainda que Jéssica Dourado teria obtido vantagem financeira com a repercussão do caso, ao divulgar posteriormente perfis ligados a jogos de azar.

Por sua vez, a influenciadora alegou que apenas compartilhou uma experiência pessoal e um “testemunho de espiritualidade”, argumentando que suas publicações estariam protegidas pela liberdade de expressão e de crença religiosa.

O juiz, no entanto, destacou que toda a narrativa foi construída exclusivamente com base em “percepções subjetivas” e “convicções religiosas”. A decisão ressalta que a experiência poderia ter sido relatada sem a identificação do motorista. “Ao transformar sua experiência espiritual em narrativa pública com identificação do motorista e imputação implícita de conduta criminosa, a ré excedeu os limites da liberdade de expressão e crença”, afirmou a sentença.

BZN

Prefeito Allyson nega ligação com sócio da Dismed e afirma que relação é apenas política

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O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), negou qualquer envolvimento em supostas irregularidades relacionadas à empresa Dismed e afirmou que a relação que mantém com o empresário Oseas Monthalggan Fernandes Costa, sócio da empresa, se restringe ao campo político. Segundo o gestor, a imagem que circula nas redes sociais, na qual ele aparece ao lado de Oseas, foi registrada durante uma reunião política e não comprova qualquer vínculo pessoal ou participação em tratativas ilegais.

De acordo com Allyson, ele não aparece em nenhuma gravação divulgada sobre o caso e não participou de conversas ou discussões que envolvessem vantagens pessoais ou interesses indevidos. “A gravação em nenhum momento envolve a minha pessoa. Não sou eu que estou lá, eu não participo, nunca participei e não participei em nenhum momento”, afirmou.

O prefeito reforçou que não teme investigações e disse estar tranquilo quanto à sua conduta. “Quem não deve, não teme. Eu não devo, por isso estou aqui, falando de forma muito clara e direta”, declarou.

Sobre a relação com os sócios da Dismed, Allyson explicou que dois deles têm trajetória política. Um é ex-prefeito e o outro foi vereador e candidato a prefeito. “Em um momento aparece uma fotografia minha com um dos sócios, sim, e isso está inclusive anexado no processo. É uma foto de uma reunião política, com várias pessoas”, disse.

Segundo o prefeito, a imagem foi feita durante uma reunião no contexto das articulações eleitorais de 2024. Ele detalhou que o encontro ocorreu a pedido de um ex-vereador e ex-candidato a prefeito do município de Ipanema, que solicitou apoio político. Allyson afirmou que recusou o pedido por estar em campanha em Mossoró e por manter boas relações com o atual prefeito da cidade.

“Essa foto aconteceu naquele momento específico, numa reunião política, como tantas outras que participamos. Fora isso, não há diálogo, não há áudio, não há presença minha discutindo qualquer tema que envolva vantagem pessoal”, enfatizou.

Portal 98 FM

Empresa Dismed nega irregularidades e diz que dinheiro apreendido em caixa de isopor têm origem lícita

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A distribuidora de medicamentos Dismed – apontada pela Polícia Federal (PF) como integrante de um esquema de desvio de recursos públicos da saúde no Rio Grande do Norte – negou nesta quarta-feira 28 a prática de irregularidades. Segundo a empresa, o dinheiro apreendido em uma caixa de isopor na casa de um dos sócios, no âmbito da Operação Mederi, têm origem lícita e compatível com a atividade comercial exercida.

Em nota, o advogado da empresa afirma que a Dismed atua “há 18 anos de forma contínua e regular no comércio atacadista de medicamentos”, exercendo atividade lícita, fiscalizada e reconhecida no mercado, sem histórico de irregularidades. O texto, assinado pelo advogado Rodrigo de Oliveira Carvalho, afirma que o esclarecimento técnico e documental demonstrará “a inexistência de qualquer conduta criminosa”.

O comunicado também contesta informações divulgadas por parte da imprensa sobre os valores encontrados durante a operação. De acordo com a defesa, “não corresponde à realidade a informação publicadas de que teriam sido encontrados cifras de milionários”, seja nas dependências da empresa ou na residência de Oseas Monthalggan – sócio. Conforme a nota, o montante apreendido foi de aproximadamente R$ 52 mil.

Ainda segundo a defesa, os valores “decorrem de atividade comercial lícita” e “são plenamente compatíveis com o ramo farmacêutico”, acrescentando que a manutenção de numerário em residência, por si só, não configura crime. “É pacífico o entendimento de que a manutenção de numerário em residência, por si só, não constitui crime”, diz o texto.

Em relação aos diálogos entre os sócios citados nas investigações, a defesa informou que aguarda acesso integral aos autos para análise técnica do conteúdo. “A defesa aguarda o acesso integral aos autos, a fim de proceder à análise técnica do conteúdo, de sua existência, contexto e legalidade, observando-se rigorosamente as garantias constitucionais”, afirma a nota.

Por fim, a Dismed reiterou respeito às instituições e ao devido processo legal, destacando a confiança na apuração dos fatos com equilíbrio e discrição. “Reafirma-se o pleno respeito às instituições, ao devido processo legal e à presunção de inocência, aguardando-se que as apurações sigam seu curso com equilíbrio, discrição e estrita observância das garantias fundamentais.”

Operação Mederi

A empresa Dismed foi um dos alvos da Operação Mederi, deflagrada nesta terça-feira 27 pela PF em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU). A ação tem o objetivo de desarticular um suposto esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos e a fraudes em procedimentos licitatórios.

Ao todo, os agentes saíram às ruas para cumprir 35 mandados de busca e apreensão no Estado, além da adoção de medidas cautelares e patrimoniais determinadas no âmbito da investigação. Segundo o último balanço divulgado pela PF, foram apreendidos ao todo: 33 celulares, 34 dispositivos eletrônicos (notebooks, HDs e tablets), 4 veículos, 117 documentos e R$ 251 mil em espécie.

Parte do dinheiro apreendido – os R$ 52 mil – foi encontrado em uma caixa de isopor na casa de Oseas Monthalggan, um dos sócios da Dismed. Gravações mostram o empresário conversando com um sócio sobre a possível distribuição de propina em contratos com a Prefeitura de Mossoró.

Em uma das conversas captadas pelos investigadores, sócios da Dismed afirmam que Allyson Bezerra teria acesso a um repasse de R$ 60 mil, equivalente a 15% de um contrato de R$ 400 mil. A distribuição do recurso foi batizada pelos próprios sócios de “Matemática de Mossoró”.

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), também esteve entre os alvos. Da casa dele, os agentes levaram um celular, dois HDs e um notebook.

Além de Mossoró, as fraudes teriam ocorrido em outros cinco municípios potiguares: José da Penha, São Miguel, Serra do Mel, Paraú e Tibau. Mandados foram cumpridas nessas cidades e também em Natal e Upanema.

De acordo com a PF, a operação tem como base auditorias realizadas pela CGU. Documentos do órgão apontam falhas na execução contratual, incluindo indícios de compra de materiais que não foram entregues, fornecimento inadequado de insumos e sobrepreço nos contratos analisados.

Veja a nota na íntegra

A defesa que representa a DISMED e Oseas Monthalggan Fernandes Costa acompanha os fatos com responsabilidade e serenidade, confiante de que o esclarecimento técnico e documental demonstrará a inexistência de qualquer conduta criminosa.

A DISMED atua há 18 anos de forma contínua e regular no comércio atacadista de medicamentos, exercendo atividade lícita, fiscalizada e amplamente reconhecida no mercado, sem histórico de irregularidades.

Esclarece-se, ainda, que não corresponde à realidade a informação publicadas de que teriam sido encontrados cifras de milionários como noticiado por alguns veículos de imprensa, seja nas dependências da empresa, seja na residência de Oseas.

Os valores existentes e encontrados, em montante aproximado de R$ 52.0000,00, decorrem de atividade comercial lícita, são plenamente compatíveis com o ramo farmacêutico e não configuram qualquer ilícito, sendo pacífico o entendimento de que a manutenção de numerário em residência, por si só, não constitui crime.

No tocante a supostos diálogos envolvendo terceiras pessoas, a defesa aguarda o acesso integral aos autos, a fim de proceder à análise técnica do conteúdo, de sua existência, contexto e legalidade, observando-se rigorosamente as garantias constitucionais.

Por fim, reafirma-se o pleno respeito às instituições, ao devido processo legal e à presunção de inocência, aguardando-se que as apurações sigam seu curso com equilíbrio, discrição e estrita observância das garantias fundamentais.

RODRIGO DE OLIVEIRA CARVALHO
OAB/RN 11.421

Agora RN

Secretária de Cultura explica manutenção de estrutura em Ponta Negra para o Carnaval de Natal 2026

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A secretária municipal de Cultura de Natal, Iracy Azevedo, explicou, nesta quinta-feira (28), os motivos da manutenção da estrutura de palco em Ponta Negra após o período do evento Natal em Natal. A explicação foi dada durante entrevista ao Jornal do Dia, da TV Ponta Negra, após questionamentos de moradores sobre a permanência da montagem no local.

Segundo a secretária, a decisão está relacionada a critérios técnicos, logísticos e de economia de recursos públicos. O palco instalado em Ponta Negra durante as festividades natalinas será o mesmo utilizado no Carnaval de Natal 2026.

“Esse palco vai do Natal em Natal direto para o Carnaval. A empresa fornecedora, que é licitada, informou que desmontar e montar novamente geraria um custo maior e um prazo semelhante ao de manter a estrutura no local”, explicou Iracy Azevedo.

Economia para os cofres públicos

De acordo com a secretária, a permanência do palco não gera custo adicional para o município e evita um gasto dobrado com desmontagem e nova montagem da estrutura.

“A gente não teve custo nenhum em manter o palco ali. Para a cidade, economicamente, é melhor. Para o fornecedor também. É uma via de mão dupla entre o setor público e o privado”, afirmou.

Iracy destacou ainda que, durante o período de permanência, a estrutura passou por revitalização e ajustes, garantindo que esteja pronta para o Carnaval.

Dois palcos no mesmo espaço

A secretária também esclareceu que a estrutura instalada em Ponta Negra conta com dois palcos, o que facilita a logística do evento e permite maior agilidade na troca de bandas e atrações.

“O espaço permite isso. Em outros polos da cidade, a gente não consegue trabalhar dessa forma”, explicou.

Segundo ela, a estratégia adotada em Ponta Negra contribui para a otimização do tempo de montagem, redução de impactos urbanos e melhor organização da programação carnavalesca.

Planejamento antecipado do Carnaval 2026

A manutenção da estrutura faz parte do planejamento antecipado do Carnaval de Natal 2026, que busca conciliar economia de recursos, eficiência logística e qualidade na oferta cultural.

Ponta Negra News

‘Parte da elite não suporta ver uma mulher como eu governadora do Estado’, diz Fátima

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A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), afirmou que enfrenta resistência política e social motivada por preconceito de gênero, classe e orientação sexual, sobretudo por parte de segmentos da elite potiguar. A declaração foi feita durante entrevista à Rádio Universitária FM, no programa Tamo Junto, na noite desta terça-feira 27.

Segundo Fátima, há um componente de discriminação que ultrapassa a crítica administrativa ou política. “Tem uma parte da elite desse Estado que não suporta ver uma mulher como eu governadora”, afirmou. Em seguida, detalhou: “Preconceito de classe, preconceito de gênero, preconceito de orientação sexual, preconceito de toda sorte”.

A governadora disse que sua trajetória pessoal e política ajuda a explicar esse incômodo. “Professora do Estado, vinda do interior do Seridó, Paraíba, para a capital do Rio Grande do Norte, migrante, sobrevivente da seca, que passou por muitas dificuldades na vida, viu a fome de perto, um período ficou sem poder estudar, não porque os pais não quisessem, porque não tinham condições”, enumerou.

Fátima afirmou ainda que o incômodo se amplia pelo fato de seu governo ser pautado, segundo ela, por princípios éticos. “Tem uma parte dessa elite aqui que não suporta isso. E que não suporta ver um governo, sem falsa modéstia, pautado, alicerçado nos princípios da ética, da seriedade, da honestidade”, destacou.

Durante a entrevista, a governadora também criticou setores da mídia local, que classificou como “mídia corporativa”, acusando-os de distorcer informações por motivações ideológicas. Segundo ela, esses agentes são “movidos por questões de natureza ideológica” e, “ao invés de informar, desinformam”.

“Há um setor da mídia corporativa, da mídia comercial aqui do Estado, que distorce os fatos, chegando ao ponto de não reconhecer aquilo que está tão visível aos olhos da população, que são os avanços que esse governo tem. Governo tem problema? Tem, como todo governo tem. Agora, os avanços são inegáveis”, enfatizou.
Ao comentar a política de comunicação institucional, Fátima afirmou que adota uma postura de contenção de gastos em publicidade, priorizando áreas sociais. “Eu tenho senso de responsabilidade. Comunicação é superimportante para prestar contas à sociedade, à população. Eu estou aqui em nome dela. Mas, evidentemente, ter um aporte maior de recursos para a comunicação e faltar recursos para as áreas sociais vitais do Estado, aí não tem nem o que discutir de maneira nenhuma”, complementou.

Para a governadora, apesar das resistências, o compromisso central de sua gestão permanece o mesmo.

“O governo tenta romper com essa visão patrimonialista, essa visão fisiológica, essa visão conservadora, com que, no geral, com raríssimas exceções, o Rio Grande do Norte foi conduzido ao longo desses anos. O governo que chega para não ter compromisso com o grupo A, B ou C, com o interesse aqui, com o interesse lá. É para ter compromisso com o interesse legítimo do povo do Rio Grande do Norte. É para olhar para a coletividade, é para governar para todos, é para dialogar com o empresário, com o trabalhador, com os diversos segmentos da sociedade”, finalizou.

Ponta Negra News