23 de janeiro de 2026 às 09:15
22 de janeiro de 2026 às 18:31
FOTO: EFE
Sem mencionar diretamente as tensões geopolíticas com os Estados Unidos, o governo da Groenlândia divulgou nesta quarta-feira (21) um guia para que a população se prepare para crises no qual pede que cada família estoque suprimentos suficientes para sobreviver por cinco dias sem ajuda externa.
No documento, as autoridades afirmam que a autossuficiência doméstica é fundamental para que o governo possa concentrar seus esforços onde as necessidades e vulnerabilidades forem maiores.
O prazo de cinco dias foi estipulado com base em análises de riscos, para prevenir cenários em que serviços básicos possam ser temporariamente interrompidos. A ideia é dar tempo para que o sistema do país se normalize.
Entre os itens considerados essenciais estão ao menos 3 litros de água por dia, alimentos em conserva ou que possam ser armazenados fora da geladeira e que não precisam passar por cozimento. Também é recomendado buscar fonte alternativa de calor, roupas térmicas, cobertores e velas.
Remédios e kits de primeiros socorros com curativos são alguns dos outros itens citados, além de produtos de higiene. Power banks, baterias, lanternas e dinheiro em espécie também são recomendados. O governo ainda cita que, em caso de emergência, o ideal é manter todas as pessoas da casa em um só cômodo como forma de preservar o calor.
Na lista de motivos que poderiam acionar o sistema de emergência, o governo lista tensões geopolíticas, eventos climáticos, falhas tecnológicas, ataques cibernéticos e acidentes.
O presidente Donald Trump tem falado reiteradamente em anexar a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca ao seu país. Ele cita como motivos questões de segurança nacional, apontando o aumento da influência russa e chinesa na região.
23 de janeiro de 2026 às 09:00
22 de janeiro de 2026 às 17:36
FOTO: REPRODUÇÃO
Um fato inusitado chamou a atenção nesse sábado, 17, na cidade de Sobral, Ceará. Popularmente conhecido como Irmão Oliveira, um morador realizou um desejo pouco comum: ser velado em um caixão ainda em vida.
O momento aconteceu no salão da Plamovir e chamou a atenção de, familiares amigos e populares da cidade de Sobral
O “velório simbólico” ocorreu de forma tranquila, sem clima de luto, e foi encarado com muito humor, gerando grande repercussão nas redes sociais e na comunidade local
Irmão Oliveira, “agora não pode descansar em paz” pois o sonho foi realizado, mas a vida segue para o mesmo, que ficará marcado pelo homem velado em vida.
23 de janeiro de 2026 às 08:45
22 de janeiro de 2026 às 17:35
FOTO: DIVULGAÇÃO
Um homem acionou a Justiça sergipana para receber metade do prêmio conquistado com um amigo na Mega da Virada. O caso ocorreu na edição de 2022, quando os dois faturaram um prêmio da quina no valor de R$ 45 mil. O Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE) determinou que o valor seja dividido entre ambos, moradores do município de Frei Paulo.
A decisão foi proferida em dezembro do ano passado, segundo informações do portal g1. O juiz Camilo Chianca de Oliveira determinou que o réu pague R$ 22.719,39, com correção monetária, considerando que o prêmio foi sacado em 2023.
De acordo com as informações do processo, os dois amigos foram juntos até a lotérica e realizaram a compra do bilhete. Após o sorteio e a confirmação da vitória com cinco acertos, o réu retirou o prêmio e se recusou a dividir o valor. Ele alegou que o combinado era realizar três apostas em conjunto, mas que a aposta com os números vencedores teria sido feita por conta própria.
Após a análise de imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas, o juiz entendeu que a justificativa do réu era insatisfatória e deu ganho de causa ao autor da ação. Ainda cabe recurso da decisão. O réu não se pronunciou sobre o caso.
23 de janeiro de 2026 às 08:30
22 de janeiro de 2026 às 17:33
FOTO: REPRODUÇÃO
Julia Ain, influencer e modelo de conteúdo adulto, disse ter obtido o visto O-1B dos EUA, reservado para indivíduos com “habilidades e feitos extraordinários”, após enviar um vídeo em que corta um sanduiche de pastrami com um decote mostrando os seus “seios avantajados”.
A canadense foi uma das 20 mil pessoas que receberam esse tipo de visto. Ele existe desde 1972 quando, por conta de John Lennon, foi criado: o ex-beatle estava quase sendo deportado para Inglaterra pelo governo Richard Nixon quando advogados americanos conseguiram criar o visto especial, chamado de O-1.
No entanto, foi só em 1990 que foi adotado oficialmente pelo congresso para atrair “indivíduos com habilidades e feitos extraordinários”, sendo separado em duas categorias: O-1A, para cientistas, educadores, empresários e atletas e o O-1B, para artistas e cineastas.
“Talvez meu talento extraordinário seja ter seios enormes”, disse Julia, de acordo com o “Daily Star”.
Recentemente, o “Financial Times” reportou que a maioria dos pedidos de visto O-1B nos EUA são, atualmente, de influencers e modelos de conteúdo adulto:
“É uma mudança estrutural, não algo de nicho”, disse Shervin Abachi, advogado de imigração.
23 de janeiro de 2026 às 08:15
22 de janeiro de 2026 às 17:32
FOTO: REPRODUÇÃO
Uma pesquisadora do programa de mestrado em cultura e territorialidades da Universidade Federal Fluminense foi desligada pela instituição após sua linha de estudos causar polêmica nas redes sociais. Beatriz Bueno, de 28 anos, pesquisa o conceito de parditude, que traz a figura da pessoa parda para o centro do debate racial e defende que pardo não é negro. A linha é criticada pelo movimento antirracista. Ela conta que a decisão foi comunicada em uma reunião on-line convocada em dezembro, nove meses depois do início do curso. E se diz perseguida pela universidade após repercussão negativa. A instituição nega que a medida tenha sido uma retaliação ideológica.
Beatriz Bueno, que reúne mais de cem mil seguidores no Instagram, começou a ganhar projeção nacional após o rapper Mano Brown, que se define como mulato, citar seu trabalho numa discussão do podcast “Mano a Mano”, em maio do ano passado. Desde então, seus vídeos sobre parditude na rede social ganharam milhares de visualizações e motivaram reações negativas. A pesquisadora defende que pessoas pardas vivem num limbo, sofrendo discriminação tanto de pessoas pretas quanto de brancos. Especialistas na questão racial criticam o conceito, argumentando que ele divide o movimento negro, representa um retrocesso na luta antirracista e serve de munição para a branquitude.
Ambiente hostil A pesquisadora conta que, na reunião para comunicar o desligamento, a universidade apresentou três justificativas: falta de um orientador para a pesquisa, ausência em três eventos acadêmicos e reprovação em um disciplina. Ela argumenta que deixou de ir a alguns eventos por se sentir intimidada, mas que poderia cumprir as horas até o fim do mestrado, e que, para a o desligamento, é necessária reprovação em duas matérias.
A estudante acredita que a medida tenha sido tomada em razão do “cancelamento” e “onda de ódio” causados pela controvérsia em torno de seu estudo.
— Tratar a experiência do pardo de forma específica é um posicionamento diferente do tradicional no campo identitário. Na minha tese, eu pretendo atestar que é possível ter uma narrativa antirracista sem negar a mestiçagem. Depois da repercussão disso, comecei a ser acusada de racista e a ser ameaçada de morte e espancamento nas redes sociais. Dentro da universidade, sofri uma rotina de assédio e perseguição, com colegas pedindo minha expulsão e sanções pedagógicas a fim de me disciplinar e mudar meus pensamentos. Fui avisada que a turma faria eventos educativos, para que eu aprendesse algumas coisas que eu não sabia. Cheguei a ouvir que eles “tinham a esperança” de que eu mudasse. Meu orientador me aconselhou a mudar meu projeto de pesquisa, para acalmar os ânimos, o que eu recusei. Ele acabou me largando. E, antes da expulsão, tive minha bolsa cortada — detalha Beatriz.
Beatriz alega não ter tido o direito de ampla defesa garantido. A estudante diz que denunciou as ameaças que vinha sofrendo de colegas à ouvidoria da universidade em novembro. No último dia 9, afirma, recebeu um retorno do órgão dizendo que iria avaliar se o caso seguiria para investigação. Ela conta ainda que o “ambiente hostil” lhe rendeu desgaste psicológico.
— Só de pensar em ir para a faculdade me dava crise pânico — relata. — Por mais que abalada, estou com a esperança de que vou continuar minha pesquisa. Voltar para aquele lugar (UFF), jamais. Sofri muita humilhação. Mas tenho certeza de que surgirão outras oportunidades. Em breve, estarei de volta no mestrado.
Procurada, a UFF informa que o desligamento teve como fundamento o descumprimento de pressupostos previstos no regimento do Programa de Pós-Graduação em Cultura e Territorialidades (PPCULT), “especialmente no que se refere à participação e à aprovação nas atividades e disciplinas obrigatórias do curso, não havendo qualquer relação entre o desligamento e o tema de pesquisa desenvolvido pela ex-aluna”.
Leia a íntegra da nota
“A Universidade Federal Fluminense (UFF) esclarece que o desligamento da ex-aluna Beatriz Bueno, do Programa de Pós-Graduação em Cultura e Territorialidades (PPCULT) ocorreu com base em normas institucionais, cujos critérios são aplicados a todo o corpo discente da Universidade. A decisão, tomada pelo colegiado do Programa, com a participação de docentes, representantes discentes e da própria interessada, teve como fundamento o descumprimento de pressupostos previstos no regimento do PPCULT, especialmente no que se refere à participação e à aprovação nas atividades e disciplinas obrigatórias do curso, não havendo qualquer relação entre o desligamento e o tema de pesquisa desenvolvido pela ex-aluna. O processo contou ainda com o respaldo das instâncias superiores da Universidade, conforme previsto na legislação vigente
A UFF reitera que assegura plenamente o direito ao contraditório e à ampla defesa. Instituição pública reconhecida nacionalmente, a universidade pauta sua atuação pelos princípios da ética, da legalidade, da impessoalidade e da transparência. Quanto ao tratamento de denúncias pela Ouvidoria, via plataforma FalaBR, a universidade, em observância às normas legais, mantém em caráter reservado todas as manifestações e processos em andamento.
Cabe destacar, ainda, que os programas de pós-graduação da UFF são regularmente avaliados por órgãos externos. Nesta semana, avaliação divulgada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) considerou que 81% dos programas de pós-graduação da UFF alcançaram notas de bom desempenho e excelência, o que reafirma o compromisso organizacional com a qualidade acadêmica e administrativa.
Por fim, a UFF repudia quaisquer afirmações que não correspondam aos fatos ou que atribuam à instituição práticas incompatíveis com seus princípios e sua trajetória.”
23 de janeiro de 2026 às 08:00
23 de janeiro de 2026 às 05:05
FOTO: DIVULGAÇÃO
O início de cada ano costuma marcar uma corrida às academias, impulsionada pelas promessas de Ano Novo e pela busca por mais qualidade de vida. No Brasil, esse movimento encontra um cenário favorável: o país já ocupa a segunda posição no ranking mundial de academias, atrás apenas dos Estados Unidos, e se destaca também pelo alto número de pessoas que praticam atividades físicas regularmente.
Dados de 2023 mostram que os EUA lideram com 41.190 academias, enquanto o Brasil aparece logo em seguida, com 32.011 unidades. O ranking global ainda inclui países como México (12.871), Alemanha (9.669), Argentina (7.940), Itália (7.760), Reino Unido (7.239), Coreia do Sul (6.590), Canadá (6.587) e Japão (4.950).
No cenário nacional, o crescimento do setor é impulsionado por um público cada vez mais atento à saúde. Atualmente, mais de 30% dos brasileiros praticam atividades físicas no nível recomendado, seja por meio de caminhadas, corridas ou esportes ao ar livre. Ainda assim, nos grandes centros urbanos, fatores como segurança e comodidade fazem com que muitos optem pelas academias.
Segundo um estudo da Cortex, empresa de inteligência de vendas B2B na América Latina, o Brasil somava 32.011 academias em 2023, consolidando-se como uma das maiores potências do setor fitness no mundo. Entre os estados, São Paulo lidera com quase 6,5 mil academias, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro. Juntos com o Espírito Santo, os estados do Sudeste concentram 13.349 unidades, o equivalente a 41,7% de todas as academias do país.
As regiões Norte e Nordeste aparecem na sequência, com cerca de 8,7 mil unidades, enquanto o Sul soma aproximadamente 5,6 mil academias, reforçando a ampla distribuição do setor em todo o território nacional.
Outro dado que reforça o protagonismo brasileiro vem da Statista, que divulgou, no início de 2025, que o Brasil é o segundo país do mundo com mais pessoas que frequentaram academias nos últimos 12 meses, ficando atrás apenas da Índia. Apesar de o levantamento não informar o total de academias indianas, o número de praticantes brasileiros evidencia a força do hábito fitness no país.
Além da quantidade de unidades e frequentadores, o Brasil também se destaca pelo custo e pelo consumo associado ao setor. Um estudo da Numbeo, que analisou valores em reais, apontou que o país possui a décima menor mensalidade de academia do mundo. Já outro levantamento da Statista colocou o Brasil como o quinto maior gerador de receita em vitaminas e minerais, mostrando que o mercado vai além do exercício físico e movimenta uma cadeia ampla ligada à saúde e ao bem-estar.
23 de janeiro de 2026 às 06:00
23 de janeiro de 2026 às 06:00
FOTO: WALDEMIR BARRETO
Escolhido para ser o coordenador da campanha à Presidência de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o senador Rogério Marinho (PL-RN) também terá como missão acalmar os ânimos na direita. Aliados o veem como uma liderança capaz de restabelecer o diálogo após o estremecimento público no entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Líder da oposição no Senado, Marinho também é secretário-geral do PL, partido comandado por Valdemar Costa Neto. A escolha dele como coordenador foi elogiada pelo entorno de Tarcísio, que vê o senador como alguém capaz de buscar uma conciliação, acabar com o disse-que-disse dos bastidores e equalizar as expectativas tanto dos grupos que defendem Flávio quanto dos que são entusiastas do governador de São Paulo como melhor candidato ao Palácio do Planalto.
Citam ainda que a atuação de Marinho dentro do PL, no Congresso e no próprio governo Bolsonaro dá a ele credibilidade para ser ouvido pela família do ex-presidente, pela cúpula e pela base do partido, além de buscar construir um arco de aliança com o centro para apoiar Flávio Bolsonaro.
Na quinta-feira (22), um dia após Marinho anunciar ter sido escolhido pelo ex-presidente como coordenador da campanha, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e o governador Tarcísio de Freitas fizeram gestos de pacificação.
Após visitar o pai no Complexo da Papuda, Carlos publicou que deixou o presídio “com o firme propósito de amadurecimento e união”.
“O mais importante não é ter razão, mas garantir que o povo participe cada vez mais da construção daquilo que deseja, para que possamos verdadeiramente representá-lo. Que todos nós amadureçamos e compreendamos que, juntos, somos um todo e que, se não estivermos coesos, não ocorrerão as mudanças que almejamos. Essa foi a mensagem do meu pai hoje”, escreveu.
Depois, foi a vez de Tarcísio de Freitas ir às redes sociais reafirmar que é candidato à reeleição em São Paulo. Nos últimos dias, o governador vinha sendo alvo de críticas de bolsonaristas, que viram em seus gestos um movimento para a disputa do Palácio do Planalto.
“Sou pré-candidato à reeleição ao governo do estado de São Paulo e irei trabalhar sempre por uma direita unida e forte para tirar a esquerda do poder. Qualquer informação diferente desta não passa de especulação. Irei visitar o presidente Bolsonaro, a quem sou e serei grato e leal, na próxima quinta-feira, para prestar o meu total apoio e solidariedade”, disse o governador.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, respondeu à publicação de Tarcísio: “A esquerda treme!!! Bora resgatar o nosso Brasil juntos”.
Tarcísio teve autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para visitar Bolsonaro na Papuda nesta quinta-feira, mas o governador cancelou a ida alegando motivos de agenda.
O adiamento, porém, foi atribuído a um incômodo de Tarcísio com o tratamento que vinha recebendo do clã Bolsonaro, como se não fosse um ator relevante no jogo político da direita. Por outro lado, o cancelamento da visita irritou bolsonaristas, que dizem ter sido surpreendidos com a decisão do governador.
A visita de Tarcísio foi remarcada por Moraes para a próxima quinta-feira (29). A expectativa é que o encontro sirva para Bolsonaro cobrar empenho do governador na candidatura de Flávio ao Planalto, além de reforçar a mensagem de que o ex-presidente confia no chefe do Executivo paulista como um aliado leal.
23 de janeiro de 2026 às 05:48
23 de janeiro de 2026 às 05:49
FOTO: REPRODUÇÃO
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), Ezequiel Ferreira, é obrigado a assumir o governo do estado temporariamente em caso de vacância do Executivo, segundo o advogado criminalista Fernandes Braga. Em entrevista ao programa Repórter 98, da rádio 98 FM Natal, nesta quinta-feira (22), disse que essa assunção é uma determinação constitucional e não gera qualquer tipo de inelegibilidade. Braga detalhou que o equívoco mais comum no debate político atual está na confusão entre “sucessão” e “substituição”. Segundo ele, durante muitos anos prevaleceu no Estado a interpretação baseada no artigo 61, parágrafo 2º, da Constituição do RN, que previa que, se a vacância nos cargos de governador e vice ocorresse no quarto ano do mandato, o presidente da Assembleia assumiria o governo como sucessor definitivo, sem necessidade de eleição.
Esse dispositivo, porém, deixou de valer depois que o Supremo Tribunal Federal o declarou inconstitucional ao julgar a ADI 1057. Com a decisão, esse trecho da Constituição estadual foi considerado sem efeito.
A partir dessa mudança, passa a valer apenas o parágrafo 1º do mesmo artigo, que determina um procedimento diferente: sempre que houver vacância simultânea do governador e do vice no terceiro ou no quarto ano de mandato, deve ser realizada uma eleição indireta para escolher o novo chefe do Executivo.
Até que essa votação seja organizada e concluída, cabe ao presidente da Assembleia assumir o governo apenas de forma provisória, unicamente para conduzir o processo. É por isso, explicou o jurista, que ele ocupa o cargo como substituto, e não como sucessor, o que afasta qualquer hipótese de inelegibilidade.
Braga ressaltou ainda que o presidente da Assembleia não tem liberdade para recusar essa função. Caso não queira assumir o comando temporário do Executivo, precisará renunciar ao cargo no Legislativo, única alternativa prevista. Do contrário, terá de cumprir a determinação constitucional.
Ao comentar um caso ocorrido em Alagoas em 2022, quando o presidente da Assembleia daquele estado não assumiu o governo e o Tribunal de Justiça conduziu a eleição indireta, o advogado ponderou que cada unidade da federação possui regras próprias. No caso potiguar, frisou, a decisão do STF retirou justamente o dispositivo que abriria essa brecha, o que impede a transferência dessa atribuição ao Tribunal de Justiça.
O jurista também afirmou que assumir o governo de forma temporária não torna o presidente da Assembleia inelegível para disputar a reeleição como deputado estadual. Ele também pode participar da própria eleição indireta para governador, mas, se eleito, ficará impedido de concorrer novamente a uma vaga no Legislativo.
A análise apresentada por Braga reforça os elementos jurídicos que moldam o cenário político atualmente discutido no Rio Grande do Norte, em meio às especulações sobre possíveis renúncias no Executivo estadual e a realização de uma eleição indireta para definir o comando do Estado.
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