21 de janeiro de 2026 às 09:45
21 de janeiro de 2026 às 05:46
FOTO: REPRODUÇÃO
Antes dessa onda de especulações sobre articulação do senador Rogério Marinho (PL) para o também senador Styvenson Valentim (PSDB) desistir da reeleição e disputar do governo do Rio Grande do Norte, movimentos discretos já ocorriam nos escaninhos.
Quem me ouviu no Jornal das 6, da 96FM, ou viu no YouTube, e leu aqui no BZN, soube que ele enviou interlocutores para sondar pessoas sobre serem vice numa possível disputa dele ao Executivo. indicam que Styvenson chegou a enviar interlocutores para sondar possíveis nomes para a vaga de vice em uma eventual chapa majoritária.
Os sondados não têm mandato eletivo, mas circulam com bom trânsito na seara política, com reconhecimento em gestão pública, coragem, determinação e conhecimento jurídico. Conjuntos substancioso.
Se bem que não creio muito que Styvenson deixe uma candidatura certa para o Senado, que Agenor Maria chamava de céu, para arriscar uma eleição pro governo de um estado falido.
21 de janeiro de 2026 às 09:30
21 de janeiro de 2026 às 10:58
FOTO: DIVULGAÇÃO
O senador Rogério Marinho (PL), presidente estadual do Partido Liberal e líder da oposição no Senado Federal, convocou uma entrevista coletiva para esta quarta-feira (21), a partir das 10h, em que vai confirmar Álvaro Dias como candidato do grupo liderado por Marinho, Styvenson Valentim e Paulinho Freire.
A coletiva acontece na sede do PL do Rio Grande do Norte, em Natal, em um momento decisivo das articulações políticas da oposição potiguar. Todos os detalhes da coletiva, análises e informações de bastidores você acompanha no programa Meio-Dia RN, desta quarta-feira, com BG.
21 de janeiro de 2026 às 09:15
21 de janeiro de 2026 às 07:09
FOTO: VALTER CAMPANATO
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu autorização ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes nesta terça-feira (20/1) para receber o senador Rogério Marinho (PL-RN) no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. O ex-presidente está no local desde a última quinta-feira (15/1).
Entretanto, Bolsonaro sugeriu a Moraes que Marinho lhe visite na próxima segunda-feira (26/1), dia em que não são permitidas visitas à Papudinha. Desde que deixou a Superintendência da Polícia Federal (PF), o ex-presidente pode ser visitado apenas às quartas e às quintas-feiras, das 8h às 10h, das 11h às 13h e das 14h às 16h.
Caso Moraes negue a visita de Marinho no dia 26, Bolsonaro indicou uma data após o dia 30 de janeiro como alternativa. “Tal pedido de data alternativa justifica-se em razão de procedimento cirúrgico (hérnia) ao qual o referido senador será submetido, fato que inviabilizará seu comparecimento no período intermédio”, alegou a defesa do ex-presidente.
Bolsonaro pediu autorização a Moraes para receber Marinho horas depois de o ministro autorizar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a visitá-lo na próxima quinta (22/1), entre 8h e 10h. O encontro será o primeiro entre o ex-presidente e Tarcísio desde o lançamento da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Além de Tarcísio, Moraes autorizou o pré-candidato ao Senado por Roraima Bruno Scheid (PL) e o irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) Diego Torres a visitarem Bolsonaro também na próxima quinta, das 8h às 10h. O cunhado do ex-presidente é próximo ao governador de São Paulo, de quem foi assessor especial entre janeiro de 2023 e novembro de 2025.
21 de janeiro de 2026 às 09:00
21 de janeiro de 2026 às 05:01
FOTO: DIVULGAÇÃO
A Operação Infância Protegida em Parnamirim resultou na prisão de dois suspeitos na manhã desta terça-feira (20) no bairro Liberdade, na Região Metropolitana de Natal. A ação foi realizada pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte em cumprimento a decisões da Vara da Infância e Juventude do município.
Os dois homens são investigados por descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência concedidas em favor de uma criança de nove anos de idade. Segundo a Polícia Civil, um dos suspeitos, maior de idade, teve mandado de prisão preventiva expedido, enquanto o outro, que à época dos fatos era adolescente, teve a internação provisória decretada.
As investigações apontam que os dois são suspeitos de praticar abusos sexuais contra a criança, crimes previstos no artigo 25 da Lei nº 14.344/2022, conhecida como Lei Henry Borel. Em razão da gravidade dos fatos, a Justiça havia determinado a proibição de qualquer contato com a vítima.
De acordo com a apuração, no entanto, os investigados não vinham cumprindo as determinações judiciais, o que motivou a expedição das ordens de prisão e de internação.
A Lei Henry Borel, promulgada em maio de 2022, criou mecanismos específicos para a prevenção e o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes. A legislação prevê medidas protetivas de urgência, procedimentos diferenciados de investigação e ações integradas para a proteção das vítimas.
A Polícia Civil informou que a Operação Infância Protegida tem como objetivo intensificar o combate à violência contra crianças e adolescentes, garantindo o cumprimento das decisões judiciais e a proteção integral das vítimas.
A instituição reforçou ainda a importância da colaboração da população e informou que denúncias anônimas podem ser feitas por meio do Disque Denúncia 181.
21 de janeiro de 2026 às 08:45
21 de janeiro de 2026 às 07:03
FOTO: REPRODUÇÃO
A presidente estadual do PT no Rio Grande do Norte, Samanda Alves, confirmou que estão em curso negociações para que a ex-deputada Larissa Rosado (PSB) componha a chapa como vice de Cadu Xavier. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Tamo Junto, da 88FM.
Em conversa com a FM Universitária, nesta segunda-feira (19), Samanda afirmou que o diálogo entre os partidos evoluiu e que o nome de Larissa está no centro das articulações políticas para a formação da chapa majoritária.
Apesar do avanço, a dirigente petista ponderou que ainda não há definição oficial. “Não existe definição ainda, mas a ex-deputada Larissa Rosado está em pleno diálogo conosco”, disse a parlamentar.
Larissa Rosado, que atualmente preside o PSB no estado, é vista como um nome estratégico para ampliar alianças e fortalecer o projeto político encabeçado por Cadu Xavier, sobretudo na construção de uma frente mais ampla para a disputa eleitoral.
21 de janeiro de 2026 às 08:30
21 de janeiro de 2026 às 11:13
FOTO: TIAGO REBOLO
O senador Rogério Marinho (PL) anunciou, nesta quarta-feira 21, a retirada de sua pré-candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte e o apoio ao ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) para liderar a chapa da direita na disputa estadual de 2026. O posicionamento foi apresentado durante entrevista coletiva na Casa do PL-RN, em Lagoa Nova, na Zona Sul de Natal.
Um dos principais líderes da oposição no Estado, Rogério reuniu a imprensa para comunicar sua decisão sobre o processo eleitoral. A retirada ocorre após um pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para que o senador participe da coordenação da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, o que o afasta da disputa local.
Na véspera do anúncio, Rogério Marinho manteve conversas com Álvaro Dias e com o senador Styvenson Valentim, ambos cotados para assumir a candidatura ao governo pelo grupo. A definição prevê que quem não encabeçar a chapa dispute o Senado, com o PL indicando o outro nome. Em 2026, dois senadores serão eleitos por estado. Álvaro é apontado como o principal nome da direita para a disputa ao Executivo estadual.
Além da composição da chapa, Rogério Marinho também deve comentar a provável eleição indireta no Rio Grande do Norte, prevista para abril, após as renúncias anunciadas da governadora Fátima Bezerra e do vice Walter Alves. Com a dupla vacância, a Assembleia Legislativa escolherá governador e vice para concluir o mandato até 5 de janeiro de 2027, com possibilidade de reeleição em outubro para um novo mandato de quatro anos.
Em entrevista à TV Agora RN, em dezembro, Álvaro Dias afirmou que o grupo estaria unido em 2026, incluindo o prefeito de Natal, Paulinho Freire. “Eu, Rogério, Styvenson e Paulinho Freire vamos estar juntos nessa próxima eleição. Não haverá dissensão, não haverá divergência, não haverá ruptura nesse grupo. Nós temos um acordo de caminhar juntos e vamos caminhar juntos. Não haverá rompimento”, enfatizou o ex-prefeito.
Na segunda-feira 19, Rogério Marinho publicou um vídeo nas redes sociais sinalizando a retirada da pré-candidatura em função do pedido de Bolsonaro. Na gravação, ele fala em “lealdade” e “gratidão” ao ex-presidente e em “colocar o Brasil acima de projetos pessoais”. “Gratidão e lealdade não prescrevem. Precisamos colocar o Brasil acima de projetos pessoais, como nos mostrou Bolsonaro. Agora, é hora de unir esforços para derrotar o projeto de poder de Lula e PT, seguindo a decisão do PR Jair Bolsonaro e elegendo Flávio Bolsonaro Presidente da República!”, escreveu na legenda.
No vídeo, o senador afirma: “Na hora em que o presidente Bolsonaro anuncia que tem uma candidatura, a lealdade não prescreve, a gratidão não prescreve. O Bolsonaro colocou para o Flávio que a candidatura era dele, até para unificar a direita, para que nós possamos preservar o seu legado.”
Rogério Marinho também declarou que a escolha de Flávio Bolsonaro “unifica o campo da direita” e projetou a ampliação do diálogo. “Agora nós vamos buscar atrair o centro e o centro-direita”, afirmou.
O senador reforçou ainda o alinhamento partidário. “Na hora em que o principal representante do nosso partido tomou essa decisão, todos nós estaremos juntos, e o projeto é fazer com que nós possamos derrotar o presidente Lula. Então nós, evidentemente, vamos ter a oportunidade e o cuidado de mostrarmos à sociedade brasileira, em especial ao povo brasileiro, de que maneira nós pretendemos administrar o país, que é justamente na contramão do que é colocado em prática pelo PT”, enfatizou.
Ele concluiu: “É evidente que, num passado muito recente, nós vimos o que é que isso resultou, na maior catástrofe econômica e moral que o país foi impactado nos últimos 80, 90 anos, desde 1948. Então a gente não quer repetir isso.”
21 de janeiro de 2026 às 08:15
21 de janeiro de 2026 às 11:03
FOTO: EDUARDO MAIA
O vice-governador Walter Alves (MDB) comunicou à governadora Fátima Bezerra (PT) que os cargos comissionados indicados por ele no governo estadual estão à disposição do Executivo. A sinalização abre espaço para eventuais mudanças na estrutura administrativa e ganha peso no momento em que o governo enfrenta pressões internas e cálculos políticos mirando as eleições de 2026.
Na prática, Walter deixou claro que a governadora tem liberdade para manter ou substituir os indicados do MDB. O gesto ocorre em meio a conversas de bastidores sobre o futuro da aliança entre PT e MDB no RN, especialmente diante da possibilidade de apoio do partido à candidatura de Fátima Bezerra ao Senado.
Esse cenário coloca em xeque a permanência de quadros do MDB em cargos estratégicos do governo. Apesar da cobrança de setores do PT por uma reformulação mais ampla, aliados avaliam que eventuais exonerações precisam ser analisadas à luz das negociações políticas em curso.
Espaços estratégicos
Atualmente, o MDB ocupa posições consideradas sensíveis na estrutura estadual. Um dos principais exemplos é a presidência da Caern, órgão de grande peso administrativo e político. O partido também comanda a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), hoje sob responsabilidade de Alain Silveira.
Outro posto de destaque é a Secretaria de Articulação Política, ocupada por Luciano Santos. A pasta é central na relação do governo com prefeitos, deputados e lideranças regionais, o que amplia a atenção sobre o papel político exercido pelo secretário em um contexto de alianças em movimento.
O MDB também indicou o titular da Secretaria de Recursos Hídricos, Paulo Varella, e mantém presença em outros níveis da administração estadual. A soma desses espaços reforça a influência do partido no governo e ajuda a explicar a cautela nas decisões sobre mudanças imediatas.
21 de janeiro de 2026 às 08:00
21 de janeiro de 2026 às 11:00
FOTO: REPRODUÇÃO
“A notícia no Rio Grande do Norte é o fechamento da chapa, Alves, Maia e Rosados. É mais um acordão com o objetivo de eleger seus filhos, seus sobrinhos e de reeleger os seus apadrinhados políticos. Eles não fazem política nem para mim, nem para você. Não fazem política para o povo do Rio Grande do Norte. Fazem exclusivamente para suas famílias e para os seus grupos políticos. Eu me chamo Allyson Bezerra e não estou no lado das oligarquias. Não estou do lado de quem discute o futuro do nosso estado a portas fechadas. Eu estou do lado de quem acredita em mudança. (…) E você, de que lado está?”
Por mais incrível que possa parecer, o trecho transcrito acima pertence ao então neófito na política, em 2018, o candidato a deputado estadual Allyson Bezerra, servidor da Ufersa, presidente do Sindicato dos Técnicos da Universidade, em um dos seus primeiros vídeos virais.
Foi assim que ele entrou na política: abominando as oligarquias que detinham o poder no RN há décadas.
Cortando para 2026, oito anos depois, o político “independente” mudou totalmente os princípios e agora faz parte do acordão que ele tanto criticava: uniu os tradicionais Alves e Maia em torno do seu nome. Após a nota divulgada nesta segunda-feira (20) por José Agripino Maia (UB), João Maia (PP) e Zenaide Maia (PSD), em boas-vindas a Walter Alves (MDB), em torno do projeto de pré-candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do Estado, a fala do prefeito de Mossoró deveria ser: “Eu me chamo Allyson Bezerra e estou no lado das oligarquias!”.
A aliança política que deverá unir as famílias outrora opostas no mesmo palanque de Allyson foi todo feito a portas fechadas, da forma como ele antes desprezava. Fora as notas oficiais divulgadas no começo da semana pela Federação União Progressistas e por Walter Alves, nenhuma das partes fez qualquer declaração oficial ou concedeu entrevista sobre as conversas que ocorrem há meses para definir o futuro do Rio Grande do Norte.
A consolidação desse bloco político representa uma inflexão simbólica na trajetória de Allyson Bezerra. No início da carreira, o prefeito de Mossoró construiu discursos de enfrentamento às oligarquias tradicionais da política potiguar. Agora, realiza um movimento que busca ampliar sua competitividade eleitoral e garantir musculatura política para a disputa estadual.
“Eles não fazem política nem para mim, nem para você. Não fazem política para o povo do Rio Grande do Norte. Fazem exclusivamente para suas famílias e para os seus grupos políticos”, citava Allyson, que não rejeita mais a política familiar que ele nominalmente criticou. Mais além, pretende colocar sua própria família na carreira política. Sua esposa, Cínthia Pinheiro (PSD), já foi lançada por ele pré-candidata a deputada estadual, como uma forma de ampliar seus braços de poder também na Assembleia Legislativa.
Segundo a vereadora de Mossoró, Marleide Cunha (PT), para o prefeito, não importam princípios e valores, mas só o desejo de poder. Para isso, ele ressuscitou nomes que já estavam enterrados.
“Primeiro foi eleito deputado combatendo as oligarquias. Aí agora ele se junta com o que tem de maior oligarquia no Estado, que estava enterrada e ele está ressuscitando, que são Agripino Maia e Walter Alves, os Maias e os Alves. Ou seja, Allyson Bezerra vai destruindo todo o discurso com que ele se elegeu, mostrando que para ele não importa princípios, coerências, para ele importa simplesmente o desejo do poder”, afirmou ao Diário do RN.
A parlamentar entende que o comportamento pode ser prejudicial ao povo porque não se importa com o interesse público, mas só preza pelo particular. Marleide relembra que o prefeito age não de forma institucional, mas tratando os opositores como inimigo e prejudicando a população.
“O acordão que ele está fazendo agora vai ter um prejuízo de ter numa gestão pessoas, principalmente ele, que não tem espírito público, que é do tipo que trata qualquer adversário político como inimigo. Aqui em Mossoró hoje, por exemplo, não tem um IERN, porque o prefeito não doou um terreno, enquanto todos os municípios, 11, já tem IERN. É uma briga danada nessa questão do estádio de futebol e o Município só vem se pronunciar para fazer um confronto com o Governo do Estado. Ele só destravou o concurso da educação de Mossoró depois que a governadora convocou 1.607 convocados”, pontuou. Para a vereadora, o acordão envolvendo Agripino Alves, Walter Maia, Zenaide Maia, João Maia e Allyson Bezerra pode ter os dias contados. “Eu só quero ver agora quem é que vai trair primeiro. Eu acho que é Alisson que vai dar depois uma rasteira em toda essa classe política que está dando a ele um suporte para ser candidato”, concluiu Marleide Cunha.
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