21 de janeiro de 2026 às 18:00
21 de janeiro de 2026 às 12:57
FOTO: DIVULGAÇÃO
Um homem foi assassinado a tiros na noite desta terça-feira (20), por volta das 23h30, no município de Santo Antônio, no Agreste potiguar.
De acordo com as informações apuradas, dois homens chegaram ao local em uma motocicleta e efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra um empresário local conhecido como “Tico Rico”. Após a ação, a dupla fugiu e não foi identificada até o momento.
Além da vítima fatal, um segundo homem que estava próximo no momento do ataque também foi atingido e baleado na perna. Ele foi socorrido por populares e levado ao Hospital Regional Lindolfo Gomes, onde recebeu atendimento médico. O estado de saúde foi considerado estável e, após avaliação, ele foi liberado.
A Polícia Militar isolou a área para preservar o local do crime e acionou o Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep) e a Polícia Civil. O caso será apurado para esclarecer a motivação do crime e identificar os autores dos disparos.
21 de janeiro de 2026 às 17:00
21 de janeiro de 2026 às 13:00
FOTO: DIVULGAÇÃO
A Polícia Militar Ambiental flagrou uma extração irregular de areia na Área de Proteção Ambiental (APA) Dunas do Rosado, localizada na comunidade Ponta do Mel, no município de Areia Branca, no litoral do Rio Grande do Norte. A ocorrência foi registrada na última sexta-feira 16. As informações são do G1 RN.
De acordo com a Polícia Militar Ambiental, a retirada de material mineral ocorreu dentro dos limites da unidade de conservação ambiental, caracterizando crime ambiental. A corporação informou que a denúncia sobre a atividade vinha sendo acompanhada anteriormente, mas os responsáveis ainda não haviam sido flagrados durante a prática.
Segundo o tenente Cleiton Gomes, a situação já era monitorada pela polícia. “Essa denúncia já se alastrava há um certo tempo, porém nunca havíamos conseguido flagrar os criminosos durante a prática”, explicou o oficial ao G1.
Na sexta-feira, a Polícia Ambiental recebeu novas informações indicando que a extração irregular de minério estava em andamento. Ao chegar ao local, os policiais constataram a retirada ilegal de areia. Conforme a corporação, os envolvidos utilizavam uma retroescavadeira e uma caçamba basculante para realizar a atividade.
“Configura-se como atividade irregular a prática de extração de qualquer tipo de recurso mineral sem a devida licença do órgão ambiental competente, que, no Rio Grande do Norte, é o Idema”, afirmou o tenente Cleiton Gomes.
Dois homens foram identificados como responsáveis pela extração irregular. Segundo a Polícia Ambiental, eles foram autuados com base na Lei de Crimes Ambientais, por meio de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), e deverão responder administrativamente e judicialmente.
21 de janeiro de 2026 às 16:30
21 de janeiro de 2026 às 13:03
FOTO: DIVULGAÇÃO
Uma tartaruga da espécie caretta caretta, conhecida como tartaruga-cabeçuda, foi encontrada morta na tarde desta terça-feira 20 na praia da Redinha, na Zona Norte de Natal. O animal foi visto por banhistas boiando no mar, na altura do mercado público da praia.
De acordo com o artesão Adailson do Nascimento, em entrevista concedida ao G1 RN, o Corpo de Bombeiros foi acionado para atender à ocorrência. Quatro militares participaram da retirada da tartaruga da água, levando o animal até a faixa de areia.
Após a remoção, biólogos do Centro de Estudos e Monitoramento Ambiental (Cemam) foram chamados ao local e constataram a morte do animal.
“A gente percebeu que a tartaruga tinha vindo a óbito pela interação com outra espécie, que a gente vem investigando, inclusive. É a ingestação do peixe baiacu. A partir dessa interação ela morre por asfixia. É uma ocorrência que vem sendo registrada nos últimos anos”, disse a bióloga Gleyciane Ferreira, do Cemam, ao G1 RN.
Dados do centro indicam que, entre 1º e 20 de janeiro, 45 animais marinhos encalharam no litoral do Rio Grande do Norte, no trecho entre a praia de Sagi, no Litoral Sul, e São Miguel do Gostoso, no Litoral Norte. Desse total, cerca de 90% dos animais já estavam mortos no momento do registro.
Somente nas últimas semanas, pelo menos outros três animais marinhos foram encontrados mortos na Região Metropolitana de Natal, sendo duas tartarugas e um golfinho. Os casos ocorreram nas praias de Ponta Negra, em Natal, e em Pirangi do Norte, no município de Parnamirim.
Segundo o Cemam, o aumento no número de animais encalhados neste período do ano está relacionado à maior aproximação das espécies da região costeira, principalmente em busca de alimento, além da maior interação com seres humanos, lixo e embarcações.
21 de janeiro de 2026 às 16:15
21 de janeiro de 2026 às 11:04
FOTO: SEMSUR
A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) encerrou as atividades de três feiras livres em Natal: Felipe Camarão, Pajuçara e Gramoré. A medida está prevista na Portaria nº 001/2026, publicada no Diário Oficial do Município no dia 15 de janeiro. Com a decisão, a capital passa a contar com 17 feiras livres em funcionamento, concentrando os esforços da gestão na organização, fiscalização e melhoria das feiras ativas.
O encerramento ocorreu em razão da baixa ou inexistente atividade nos locais. Na feira de Felipe Camarão, havia apenas um feirante em funcionamento; no Pajuçara, dois; e a feira do Gramoré não apresentava atividades há um longo período.
De acordo com a portaria, os feirantes que exerciam atividades nas feiras extintas na data da publicação poderão requerer, junto à Semsur, no prazo de até 60 dias, autorização para atuar em outra feira em funcionamento no mesmo bairro ou região administrativa.
A Semsur informa ainda que, nos locais onde as feiras foram encerradas, está proibida a instalação de qualquer tipo de mobiliário urbano, fixo ou móvel, como bancas, lonas, toldos, tendas, mesas, bem como a comercialização em caixotes, esteiras ou materiais similares diretamente no chão.
21 de janeiro de 2026 às 16:00
21 de janeiro de 2026 às 13:04
FOTO: JOSÉ ALDENIR
A rede de proteção à criança e ao adolescente no Rio Grande do Norte apresenta falhas estruturais que comprometem a prevenção e o enfrentamento da violência. A constatação é do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN), que concluiu um levantamento inédito sobre o tema e apontou a necessidade de integração, coordenação e fortalecimento das políticas públicas voltadas à infância.
O estudo foi realizado pela Diretoria de Avaliação de Políticas Públicas (DPP) no âmbito do Projeto Infância Segura, coordenado nacionalmente pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon). O levantamento reuniu informações sobre o funcionamento do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA), indo além da quantificação de ocorrências de violência.
Os auditores identificaram a ausência de um plano estadual específico que integre as áreas de saúde, educação, assistência social, segurança pública e sistema de justiça. O relatório também aponta fragilidades na comunicação entre os órgãos, com inexistência de interoperabilidade entre sistemas de informação e ausência de uma base eletrônica unificada e sigilosa para o compartilhamento de dados no âmbito do SGDCA.
Outro ponto verificado foi a coordenação intersetorial limitada. Embora tenha sido instituído o Comitê Estadual da Rede de Cuidado e Proteção Social das Crianças e Adolescentes, o colegiado está no início das atividades e ainda não exerceu plenamente atribuições como o estabelecimento de diretrizes para que os municípios definam fluxos de atendimento às vítimas.
Na área da educação, a auditoria identificou a ausência de protocolos claros para orientar profissionais da rede estadual sobre como agir diante de suspeitas ou relatos de violência, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Também não foi constatada atuação do Estado no apoio aos municípios para a criação de fluxos padronizados de proteção no ambiente escolar.
O levantamento aponta ainda a falta de prioridade no atendimento a crianças da primeira infância vítimas de violência, em desacordo com o ECA e a Constituição Federal. Consta no relatório a inexistência de assistência jurídica especializada nos Centros de Referência Especializados em Assistência Social (Creas) e limitações na capacidade dos serviços de acolhimento, que chegam a negar vagas por falta de estrutura.
Na área da segurança pública, apesar da existência de delegacias especializadas em Natal, Parnamirim e Mossoró, não há equipes multidisciplinares nem procedimentos operacionais padronizados nas polícias Civil e Militar para o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência.
Diante desse cenário, o TCE-RN apurou fragilidades e produziu subsídios para que gestores públicos definam encaminhamentos voltados à melhoria do sistema, como o fortalecimento da coordenação interinstitucional, a padronização dos fluxos de atendimento e a melhoria da estrutura e da capacitação das equipes responsáveis pela escuta especializada e pelo depoimento especial, com o objetivo de reduzir o risco de revitimização.
O relatório também aponta a necessidade de aprimorar o planejamento, o monitoramento e a avaliação das políticas públicas para a infância, além do uso qualificado de dados como ferramenta de prevenção da violência.
Com a conclusão do levantamento, a DPP elaborou uma matriz de riscos que servirá de base para a análise do Plenário do TCE. A partir dessa apreciação, poderão ser definidos encaminhamentos como fiscalizações específicas, recomendações formais aos gestores e ações de acompanhamento das políticas públicas.
21 de janeiro de 2026 às 15:45
21 de janeiro de 2026 às 15:45
FOTO: MARIA LIZ
O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, afirmou nesta quarta-feira (21), em entrevista ao programa 12 em Ponto, que o Estado vive uma situação crítica e que será necessário adotar decisões duras para reverter o atual cenário econômico e administrativo. Ao ser questionado sobre quais seriam essas soluções, o político disse que é necessário analisar estudos elaborados pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN).
“Olha, ninguém mais do que um médico sabe avaliar um paciente que está na UTI. O Rio Grande do Norte está na UTI. Para tirar o Rio Grande do Norte da UTI, medidas amargas, duras, vão ter de ser tomadas”, declarou.
Segundo Álvaro Dias, essas medidas não podem ser adotadas de forma precipitada e precisam ser analisadas com base em dados técnicos. Ele citou estudos realizados pela FIERN como um dos materiais que podem contribuir para um diagnóstico mais preciso da situação do Estado.
De acordo com o pré-candidato, o levantamento feito por técnicos da federação identifica as principais dificuldades enfrentadas pelo RN e aponta possíveis soluções. “É uma das formas de a gente se debruçar e se inteirar da situação real do Estado do Rio Grande do Norte e, a partir daí, começar a estudar medidas que possam ser tomadas no sentido de sanear a situação do nosso Estado”, afirmou.
21 de janeiro de 2026 às 15:45
21 de janeiro de 2026 às 11:13
FOTO: GETTY
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (20) que o Conselho de Paz criado por seu governo pode substituir a Organização das Nações Unidas (ONU). Em declarações à imprensa, Trump voltou a criticar a entidade internacional, classificando-a como ineficaz na resolução de conflitos globais.
“A ONU simplesmente não tem sido muito útil. Sou um grande fã do potencial da ONU, mas ela nunca esteve à altura do seu potencial”, disse o presidente, durante uma coletiva que marcou um ano de seu retorno à Casa Branca. Segundo Trump, a organização falhou em conflitos que ele afirma ter resolvido sem qualquer participação do organismo internacional.
O Conselho de Paz foi instituído no contexto do acordo articulado por Trump para encerrar a guerra entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza. Nesta semana, o presidente norte-americano enviou convites a diversos líderes mundiais para integrar o novo painel, incluindo o presidente da Rússia, Vladimir Putin. A iniciativa, no entanto, tem dividido opiniões no cenário internacional.
O presidente da França, Emmanuel Macron, já sinalizou que não aceitará o convite, alegando dúvidas sobre o papel e a abrangência do conselho. Mais cedo, o chefe de assuntos humanitários da ONU, Tom Fletcher, reagiu às declarações de Trump e afirmou que a organização não será substituída. “Está claro para mim, e para meus colegas também, que as Nações Unidas não vão a lugar nenhum”, disse em entrevista à CNN.
21 de janeiro de 2026 às 15:42
21 de janeiro de 2026 às 15:42
FOTO: DIVULGAÇÃO
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) denunciou oito pessoas por integrarem uma associação criminosa voltada à prática de crimes contra a ordem tributária e à lavagem de dinheiro. A denúncia, já recebida pela Justiça potiguar, é resultado da Operação Fechamento, deflagrada pela Polícia Civil, que apurou um esquema de sucessão empresarial fraudulenta no comércio de calçados e acessórios em Natal e Parnamirim.
Segundo o MPRN, o grupo causou um prejuízo superior a R$ 1,5 milhão em ICMS não recolhido ao Estado. Com o recebimento da denúncia, os investigados passaram à condição de réus no processo criminal.
As investigações apontam que, entre janeiro de 2008 e maio de 2025, os envolvidos utilizavam “laranjas” para abrir sucessivos CNPJs, com o objetivo de ocultar o patrimônio dos verdadeiros gestores. As empresas endividadas eram abandonadas e as atividades comerciais transferidas para novas pessoas jurídicas, formalmente regulares, permitindo a continuidade do negócio sem o pagamento de tributos.
Durante a operação, em maio de 2025, a Secretaria Estadual da Fazenda identificou mercadorias sem nota fiscal avaliadas em mais de R$ 146 mil, além do uso de máquinas de cartão não integradas à escrituração fiscal, utilizadas para omitir receitas.
A denúncia descreve a atuação de um núcleo de liderança, com apoio de familiares e funcionários que figuravam como sócios de fachada, além de um núcleo contábil responsável por operacionalizar as fraudes e sugerir estratégias para evitar bloqueios judiciais. Entre as provas estão conversas extraídas de celulares, nas quais os envolvidos admitem a sonegação e discutem a blindagem patrimonial.
O MPRN pede a condenação dos réus pelos crimes de associação criminosa, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, além do confisco de bens e valores estimados em R$ 2,9 milhões, especialmente dos líderes do esquema. Um dos denunciados também responde por posse de munição de uso restrito, encontrada durante as buscas.
A atuação do Ministério Público ocorreu no âmbito do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), que reúne forças de segurança do RN para investigar fraudes tributárias complexas e recuperar recursos desviados dos cofres públicos. O MPRN integra o grupo por meio do GAECO, responsável pelo combate ao crime organizado.
Comentários