19 de janeiro de 2026 às 10:15
19 de janeiro de 2026 às 07:14
FOTO: DIVULGAÇÃO
Um homem invadiu, na tarde deste domingo (18), a residência da prefeita de Passagem, Wedna Mendonça, no agreste potiguar. O suspeito é conhecido na região por causar transtornos e praticar atos de violência. No momento do crime, a gestora não estava em casa, apenas sua mãe, que viveu momentos de pânico.
Relatos de moradores indicam que o invasor vinha aterrorizando a comunidade nos últimos dias, com histórico de ameaças e uso de armas brancas. A Polícia Militar foi acionada e cercou o local. O homem reagiu de forma agressiva, arremessando telhas e quebrando o vidro de uma viatura.
Os policiais conseguiram dominar o suspeito e efetuaram a prisão. Ele foi conduzido à delegacia de plantão.
19 de janeiro de 2026 às 10:00
19 de janeiro de 2026 às 07:11
FOTO: DIDA SAMPAIO
O ex-ministro Raul Jungmann morreu neste domingo (18), em Brasília, aos 73 anos. A morte foi confirmada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), entidade da qual era diretor-presidente desde 2022. Jungmann enfrentava um câncer no pâncreas e passou por sucessivas internações desde novembro do ano passado.
Com trajetória marcante na política nacional, Jungmann ocupou quatro ministérios ao longo da carreira e teve três mandatos como deputado federal por Pernambuco. Durante o governo Fernando Henrique Cardoso, comandou os ministérios do Desenvolvimento Agrário e de Políticas Fundiárias. Já na gestão Michel Temer, esteve à frente da Defesa e, em 2018, tornou-se o primeiro ministro da Segurança Pública do Brasil.
No Congresso, ganhou destaque como vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, que investigou desvios na compra de ambulâncias, e como um dos líderes da Frente Brasil Sem Armas, durante o referendo de 2005. Também presidiu o Ibama e atuou na coordenação de operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em estados atingidos por crises na segurança.
Investigado no passado por suspeitas de irregularidades em contratos de publicidade no Ministério do Desenvolvimento Agrário, teve o inquérito arquivado pela Justiça Federal. Jungmann deixa dois filhos e uma neta. O velório e a cremação serão realizados em cerimônia restrita a familiares e amigos, em Brasília.
19 de janeiro de 2026 às 09:45
19 de janeiro de 2026 às 08:00
FOTO: REPRODUÇÃO
A escalada de tensão envolvendo o professor doutor Tassos Lycurgo, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), ganhou um novo e grave capítulo. Após uma série de ataques virtuais e uma campanha organizada pedindo sua expulsão da instituição, o docente passou a ser alvo de ameaças explícitas de morte, feitas em redes sociais e mensagens privadas.
Prints divulgados pelo próprio professor mostram comentários com incitação à violência, xingamentos e até apelos diretos por sua execução. Em uma das mensagens, uma usuária afirma que o professor “merece um tiro de fuzil na cara”, enquanto outros comentários o chamam de “estuprador”, “perigo” e defendem sua prisão ou eliminação. As ameaças surgem no contexto de reações a conteúdos publicados por Lycurgo em suas redes, nos quais ele critica o avanço da militância ideológica dentro das universidades.
Diante da gravidade dos ataques, o professor se manifestou publicamente, alertando para o que classifica como a completa deterioração do ambiente universitário. “A universidade deveria ser casa de razão, debate e busca da verdade. Quando vira palco de patrulha ideológica e intimidação — até com ameaças explícitas de morte — algo essencial se perde”, escreveu. Lycurgo afirmou ainda que não irá recuar e denunciou o que considera uma tentativa de silenciamento do contraditório dentro da instituição.
O caso ocorre após uma sequência de episódios de perseguição política e ideológica denunciados nas últimas semanas. Militantes ligados à esquerda acadêmica passaram a exigir a expulsão do professor, que é pastor evangélico e conservador, sob o argumento de suas posições públicas. Vereadores e apoiadores do docente apontam intolerância religiosa e perseguição ideológica, ressaltando que não há qualquer questionamento formal sobre sua atuação acadêmica ou qualificação profissional.
A situação reacende o debate sobre liberdade acadêmica, pluralismo de ideias e segurança dentro das universidades públicas. Para Lycurgo, a normalização do ódio travestido de ativismo representa uma ameaça direta ao espírito universitário. “Defender a universidade é defender a liberdade, o diálogo e a verdade”, afirmou.
19 de janeiro de 2026 às 09:30
19 de janeiro de 2026 às 08:48
FOTO: GETTY
Aliados de Jair Bolsonaro (PL) e parte dos integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal) avaliam que a decisão do ministro Alexandre de Moraes de mudar o local da prisão do ex-presidente foi um passo inicial para enviá-lo para o regime domiciliar.
Dois integrantes da corte, de diferentes grupos, viram a decisão do magistrado como um gesto nesse sentido porque o novo local, a chamada Papudinha, oferece melhores condições para o político. Para eles, a eventual mudança para que ele cumpra a pena em casa pode ocorrer no curto prazo.
A avaliação é feita ainda que Moraes não tenha dado nenhum indício de que pretende conceder o benefício ao ex-presidente. Na decisão em que determinou a transferência para a Papudinha, o ministro disse que o cumprimento da pena não é uma “estadia hoteleira” ou uma “colônia de férias” e rebateu as críticas dos filhos do ex-presidente sobre as condições da sala de Estado Maior da Polícia Federal.
Condenado por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro foi retirado do regime domiciliar e enviado para a Superintendência da PF em Brasília em novembro, após tentar violar a sua tornozeleira eletrônica, segundo ele, por “curiosidade”. Seus médicos atribuíram o episódio a confusão mental causada por medicamentos. Segundo especialistas, os remédios usados pelo ex-presidente são seguros e em casos raros podem causar delírio.
Desde que o ex-presidente foi colocado em regime fechado, sua defesa fez uma série de pedidos a Moraes, de Smart TV a redução de ruídos do ar condicionado, e a família tem alardeado supostos riscos à saúde que ele correria fora de casa. A mobilização aumentou após Bolsonaro sofrer uma queda, e os exames detectarem traumatismo craniano leve.
À Folha de S.Paulo um integrante do Supremo, do grupo considerado próximo a Moraes, disse que passou a defender que Bolsonaro possa cumprir a pena em casa pelo receio de o Supremo ser considerado culpado por eventuais complicações na saúde dele.
Esse magistrado avalia ser uma questão de tempo para que o próprio Moraes seja convencido de que isso seria o mais prudente.
A aposta de pessoas próximas ao ex-presidente é similar. Para eles, os demais magistrados serão convencidos da necessidade de mudar o político de regime prisional e pressionarão Moraes para que tome uma decisão nesse sentido.
Essa avaliação ganhou força após a investida da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, no tribunal.
Michelle conversou tanto com Moraes como com o ministro Gilmar Mendes. Tarcísio falou com quatro magistrados para pedir a prisão domiciliar.
A decisão de Moraes de transferir o ex-presidente foi tomada após essas conversas. Em rede social, a ex-primeira-dama disse que as novas instalações são “menos prejudiciais à sua saúde” [de Bolsonaro] e lhe trazem “mais dignidade”, mas ainda assim, seguiria com o empenho de levá-lo para a casa.
As instalações na unidade no Distrito Federal comportam até quatro pessoas, mas serão usadas exclusivamente por Bolsonaro. O espaço conta com 65 m², sendo 10 m² de área externa, e tem quarto, banheiro, sala, cozinha e lavanderia.
Por isso, a transferência foi vista até dentro do Supremo como um gesto de Moraes. Na sua decisão, o ministro afirmou que o novo local permitirá o aumento do tempo de visitas aos familiares, a realização livre de “banho de sol” e de exercícios a qualquer horário do dia, inclusive com a possibilidade de instalação de aparelhos para fisioterapia, tais como esteira e bicicleta.
O magistrado também informou que há banheiro com chuveiro de água quente, armários, cama de casal e TV. E, ao invés de um frigobar, agora há uma geladeira.
Na decisão em que ordenou a transferência de Bolsonaro, Moraes também determinou que o ex-presidente seja submetido imediatamente à junta médica oficial, composta por médicos da PF, para avaliação do seu quadro clínico de saúde.
Depois disso, ele decidirá se mantém o ex-presidente na Papudinha ou determina a sua transferência para um hospital penitenciário. Essa avaliação antecede a análise do novo pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa.
19 de janeiro de 2026 às 09:15
19 de janeiro de 2026 às 06:35
FOTO: REPRODUÇÃO
O turista português Fábio Nobre deixou o Brasil decepcionado por ter ido embora, mas fez questão de lamentar bastante o fim das férias. Em vídeos que viralizaram nas redes sociais, ele elogiou a receptividade do povo brasileiro, as paisagens e a culinária dos estados por onde passou, afirmando que a “ressaca pós-Brasil é real” e que amou a experiência no país.
No entanto, a repercussão positiva acabou dividindo espaço com uma polêmica. Em uma das gravações, Fábio fez um comentário considerado ofensivo ao questionar, de forma inadequada, a presença de homens gays no Brasil, mesmo destacando a beleza das mulheres brasileiras. A fala gerou críticas imediatas e dividiu opiniões entre seguidores e internautas. Enquanto muitos destacaram que o turista demonstrou desconhecimento cultural e falta de sensibilidade, outros ressaltaram que o restante do conteúdo foi marcado por elogios e admiração pelo país. O episódio reacendeu o debate sobre respeito, diversidade e responsabilidade no uso das redes sociais, especialmente quando se fala de culturas diferentes.
19 de janeiro de 2026 às 09:00
19 de janeiro de 2026 às 06:32
FOTO: REPRODUÇÃO
Ídolo eterno do Flamengo e atualmente principal comentarista esportivo da TV Globo, o ex-jogador Craque Júnior escolheu João Pessoa para aproveitar dias de descanso durante as férias. Em clima de nostalgia e conexão com suas origens, ele compartilhou nas redes sociais momentos vividos na capital paraibana e em pontos turísticos da região.
Na publicação, Júnior destacou o roteiro com entusiasmo: “Dias maravilhosos aqui na minha terra querida! Areia Vermelha, passeio pelo Rio Paraíba, parada no Bar do Lulinha pra degustar macaxeira com ensopados e patola de carangueijo. Bate bola com JH no Sport Marina dos primos e pra fechar o dia pôr do sol no Jacaré com o amigo Jurandyr com bolero de Ravel. Obrigado Senhor!”, escreveu.
Além dos passeios turísticos, o ex-camisa 10 aproveitou para reencontrar amigos, praticar atividades esportivas e apreciar um dos cenários mais emblemáticos da região, o pôr do sol do Jacaré, embalado pelo clássico Bolero de Ravel.
19 de janeiro de 2026 às 08:45
19 de janeiro de 2026 às 06:28
FOTO: RICARDO STUCKERT
Pela bagatela de um bilhão de dólares, ou cerca de R$ 5,37 bilhões, o presidente Lula (PT) poderá ter um cargo vitalício no Conselho de Paz da Faixa de Gaza. O convite ao brasileiro foi feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no sábado (17).
O valor consta em um documento do projeto do estatuto do conselho, revelado pela agência de notícia Reuters. Além de Lula, o presidente da Argentina, Javier Milei, líderes de outros 58 países e empresários, como o americano Marc Rowan, foram convidados.
19 de janeiro de 2026 às 08:30
19 de janeiro de 2026 às 06:26
FOTO: REPRODUÇÃO
Condenada a 39 anos de prisão por mandar matar os próprios pais, Suzane Magnani, ex-Richthofen, vai disputar na Justiça uma herança estimada em cerca de R$ 5 milhões deixada pelo tio Miguel Abdala Netto, médico encontrado morto em casa, em São Paulo. A disputa será contra Silvia Magnani, prima de primeiro grau do médico e companheira dele por mais de uma década.
A disputa teve início antes do enterro. No fim de semana, Suzane e Silvia tentaram liberar o corpo de Miguel tanto na 27ª Delegacia quanto no Instituto Médico Legal (IML), em São Paulo. Silvia conseguiu a liberação e providenciou o sepultamento. Miguel foi enterrado na terça-feira (13), no cemitério de Pirassununga, cidade de origem da família. Segundo Silvia, esse era o desejo dele, que queria ser sepultado ao lado da mãe e dos avós. O enterro ocorreu sem a presença de outros familiares. “Só estava eu no cemitério”, disse Silvia, que manteve relacionamento com Miguel por cerca de 14 anos.
Até o momento, apenas Suzane e Silvia se apresentaram como interessadas diretas na herança. Silvia afirmou: “Quero que se faça justiça ao Miguel, pois no tempo que passamos juntos ele falava horrores da Suzane, porque ela matou a irmã dele e deixou o sobrinho (Andreas von Richthofen, irmão de Suzane) destruído emocionalmente”. Em seguida, acrescentou: “Se a Justiça entender que a herança deva ficar com ela, que assim seja feito”.
A situação pode mudar caso Miguel tenha deixado testamento. Pela legislação, metade do patrimônio pode ser destinada livremente, enquanto a outra metade é reservada aos herdeiros mais próximos. Miguel não tinha filhos, pais nem irmãos vivos. Nessa condição, os sobrinhos têm prioridade sobre os primos na ordem de sucessão. Sem testamento, a herança ficaria, em tese, com Suzane e Andreas.
Silvia tentou localizar Andreas no fim de semana, mas não conseguiu. Ele estaria vivendo em endereço incerto no litoral de São Paulo. Com isso, a disputa ficou restrita às duas mulheres e deve seguir no Judiciário. Suzane entrou com uma ação pedindo a tutela do cadáver de Miguel para tentar se tornar inventariante.
Miguel Abdala Netto foi encontrado morto dentro da própria residência, no bairro Campo Belo, zona sul de São Paulo, na madrugada de sábado (10). O corpo estava sentado em uma poltrona no quarto. Um vizinho, João Batista da Silva, estranhou a falta de contato havia cerca de dois dias, subiu no muro e avistou o corpo. Quando a polícia chegou, o cadáver estava em avançado estado de decomposição. A Polícia Civil trata o caso como morte suspeita e aguarda laudos periciais. Uma fonte do IML informou que a hipótese mais provável é de ataque cardíaco fulminante, em razão do inchaço do coração e do corpo e da ausência de sinais aparentes de violência no local.
A disputa também envolve o acesso à casa onde Miguel morava. Silvia e Suzane procuraram, em momentos diferentes, o vizinho que está com a chave do imóvel. Segundo relatos, ele informou que entregará a chave mediante apresentação de ordem judicial. Sobre Suzane, Silvia afirmou: “A Suzane está pagando pela pena dela, mas nem por isso vai deixar de ser assassina”.
Durante os 14 anos de convivência com Silvia, Miguel demonstrava desconfiança em relação à sobrinha e receio de tentativas de acesso aos bens da família, incluindo os de Andreas, que herdou cerca de R$ 10 milhões após Suzane ser declarada indigna de receber a herança dos pais. Miguel também desconfiava da gravidez de Suzane, que, segundo ele, poderia ser usada como argumento para reaproximação do patrimônio familiar. Esse argumento foi citado quando Suzane foi à delegacia para tentar liberar o corpo, ao afirmar que agia para proteger os bens do filho. A tentativa não teve êxito.
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