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Categoria: janeiro 14, 2026

Crise na Venezuela dificulta negociação sobre tarifaço e desanima setores do RN

FOTO: JOSÉ ALDENIR

Mesmo com esforços de adaptação das empresas e apoio do governo estadual, setores estratégicos da economia do Rio Grande do Norte continuam pressionados pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos, em um ambiente externo que se tornou ainda mais adverso após a escalada da crise política na Venezuela.

A avaliação é do presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), Roberto Serquiz, para quem a retirada de Nicolás Maduro do poder, por ação apoiada pelo governo de Donald Trump, elevou de forma significativa o grau de dificuldade das negociações comerciais com Washington.

A situação se agravou com o posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que se manifestou contra a ação militar na Venezuela e em desalinhamento com os Estados Unidos. “Esse novo arranjo geopolítico aumenta a incerteza e tende a travar ou, no mínimo, retardar negociações comerciais que já eram complexas”, afirma Serquiz. Para ele, ainda que a crise venezuelana não tenha relação direta com as tarifas, o ambiente político contamina o diálogo econômico.

No fim de novembro, Trump começou a aliviar o tarifaço aplicado sobre o Brasil. O receio agora é que as negociações esfriem com a oposição entre Brasil e EUA na crise da Venezuela.

Na prática, isso significa que segmentos relevantes da pauta exportadora potiguar — como pescados, sal marinho, confeitaria e ração para pets — seguem reféns das tarifas adicionais de até 50% impostas pelo governo americano. “Quando o cenário político fica mais tenso, o espaço para concessões diminui. E quem paga a conta são setores produtivos que dependem fortemente do mercado externo”, diz Serquiz.

Empresas recebem apoio

Apesar do quadro mais difícil, o Governo do Estado avalia que parte da competitividade foi preservada em 2025 graças a incentivos fiscais e à diversificação de mercados. Secretário adjunto da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Hugo Fonseca, reconhece que os impactos persistem, sobretudo em pescados e sal, mas afirma que as empresas conseguiram se manter ativas no comércio internacional.

Apesar do tarifaço, o RN encerrou 2025 com um superávit comercial de US$ 649,6 milhões. O saldo positivo representa um crescimento de 18,7% em relação ao resultado observado em 2024.

O Panamá foi o principal destino das exportações potiguares, com US$ 468,4 milhões. Os EUA ficaram na 4ª posição, com US$ 91,2 milhões).

Entre as principais medidas adotadas para preservar o comércio exterior a partir do RN, estão a ampliação da desoneração do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que pode chegar a 95%, e a antecipação de créditos fiscais. “Essas ações compensaram a perda de competitividade provocada pelo tarifaço. Sem isso, muitas empresas não conseguiriam manter preços no mercado americano”, afirma Fonseca.

Segundo ele, a expectativa inicial era apenas preservar o nível de exportações e os empregos, mas o desempenho acabou superando as projeções. Ainda assim, o setor de pescados segue como o mais sensível. A indústria de atum oceânico do Estado, altamente especializada, chegou a concentrar cerca de 80% do mercado americano e foi diretamente afetada pelo aumento das tarifas.

No caso do sal marinho, a estratégia tem sido reforçar o mercado interno para compensar perdas externas, enquanto confeitaria e ração para pets conseguiram preservar espaço nos EUA com apoio dos incentivos estaduais.

Para Serquiz, no entanto, o atual contexto internacional exige mudanças estruturais. Ele defende a aceleração da diversificação de mercados, com maior presença na Europa, Ásia e Oriente Médio, além de investimentos em certificações, padrões sanitários mais rigorosos e agregação de valor aos produtos. “Exportar apenas commodities aumenta a vulnerabilidade a decisões políticas externas”, avalia.

Paralelamente, empresas têm buscado ajustes logísticos, redução de custos operacionais e ganhos de eficiência para enfrentar um ambiente externo mais competitivo.

Ainda assim, a leitura predominante entre empresários é de cautela. “Com a crise na Venezuela, a postura de Lula e o endurecimento dos Estados Unidos, negociar ficou mais difícil. O momento exige menos dependência de decisões externas e mais estratégia, competitividade e articulação institucional”, resume Serquiz. Para ele, enquanto a tensão geopolítica persistir, os setores potiguares continuarão operando sob forte pressão no comércio internacional.

Paralelamente, o Governo do Estado intensificou a estratégia de diversificação geográfica. Em 2025, o Rio Grande do Norte abriu 14 novos mercados internacionais e lançou um programa de qualificação de exportadores em parceria com a ApexBrasil e o Sebrae, que já atraiu cerca de 50 empresas e deve preparar quase 70 novas para exportar a partir de 2026. Atualmente, cerca de 140 empresas potiguares exportam regularmente.

Agora RN

Programa autoriza parcerias privadas para melhoria das escolas de Natal

FOTO: JOSÉ ALDENIR

A Prefeitura do Natal instituiu o Programa Escola Melhor, que autoriza e estimula parcerias entre pessoas físicas, empresas e escolas públicas municipais com o objetivo de melhorar a qualidade do ensino na rede. A medida está prevista na Lei nº 8.040, sancionada pelo prefeito Paulinho Freire (União) e publicada nesta terça-feira 13.

De acordo com o texto, as parcerias poderão ocorrer por meio de doações de materiais, como equipamentos e livros; patrocínio para manutenção, conservação, reforma e ampliação das escolas; além da disponibilização de banda larga, redes Wi-Fi e equipamentos de informática, como computadores, notebooks, tablets, roteadores e antenas. Outras ações também poderão ser realizadas conforme indicação da direção escolar, com a participação do Conselho Escolar.

A lei estabelece que obras de reforma nas escolas de Natal, ampliação e melhorias deverão seguir as necessidades apontadas pelas secretarias responsáveis. Também fica assegurado que a participação de pessoas físicas e jurídicas não implicará qualquer ônus ao Poder Público Municipal.

Como contrapartida, os parceiros poderão divulgar, para fins promocionais e publicitários, as ações realizadas em benefício das escolas. Além disso, a Prefeitura concederá certificados, assinados pelo prefeito e pelo secretário municipal de Educação, destacando os serviços prestados à educação no município.

O texto prevê ainda que o Município promoverá campanhas e ações para estimular a adesão ao Programa Escola Melhor. A lei já está em vigor desde a data de sua publicação.

Agora RN

RN vai na contramão dos estados e reduz investimentos em mais de 40%

FOTO: REPRODUÇÃO

De todos os 27 governos estaduais, o Governo do Rio Grande do Norte foi o que mais reduziu seus investimentos em 2025. Segundo os dados oficiais, a queda nos investimentos do RN foi de 40,8% de janeiro a outubro de 2025, em relação ao mesmo período do ano anterior.

No setor público, investimento são despesas que ampliam o patrimônio e a capacidade de oferta do governo, como obras, construções, aquisição de máquinas e equipamentos, gerando benefícios futuros. Diferencia-se do custeio, cobre as despesas diárias e a manutenção da máquina administrativa (salários, materiais de consumo e serviços).

Os números são de relatórios resumidos de execução orçamentária enviados pelos próprios estados à Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Um relatório com os dados foi divulgado na última segunda-feira 12 pelo jornal Valor Econômico. Os dados de 2025 ainda não estão totalmente fechados porque os estados têm até o fim deste mês para divulgar os números do último bimestre do ano passado (novembro e dezembro de 2025).

Em números totais, o Governo do RN investiu R$ 370 milhões de janeiro a outubro de 2025. Foi o terceiro menor valor entre os 27 governos estaduais, à frente apenas de Rondônia (R$ 350 milhões) e Roraima (R$ 170 milhões) – a população do Rio Grande do Norte é maior que a dos dois estados somados.

Os investimentos subiram em 16 estados e no Distrito Federal. Em 13 deles, o aumento foi superior a 10%, sendo que a taxa superou 30% reais em nove desses entes: Goiás, Rio Grande do Sul, Amapá, Sergipe, Paraná, Maranhão, Acre, Paraíba e Pernambuco.

No Nordeste, apenas dois estados tiveram queda nos investimentos. Além do RN, o outro estado com redução foi a Bahia, com queda de 6,1%. Ainda assim, o governo baiano investiu R$ 5,47 bilhões no período analisado. Estado com população equivalente à do RN, mas com PIB menor, a Paraíba teve investimento de quase R$ 1,8 bilhão de janeiro a outubro de 2025 – quase cinco vezes mais que o estado potiguar.

Procurada pelo AGORA RN, a Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz) não comentou os números até o fechamento da edição.

RN perdeu parcela do PEF em 2025 por não atender metas fiscais

Um dos fatores que pode ter contribuído para a queda nos investimentos em 2025 foi a saída do Rio Grande do Norte do Programa de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF). Em 2024, com base no programa, o Estado conseguiu um empréstimo de R$ 427 milhões junto ao Banco do Brasil, e o dinheiro foi aplicado na recuperação de estradas.

No ano passado, a expectativa era de uma nova operação de crédito para outros investimentos, mas o Tesouro Nacional não deu aval à transação, sob a alegação de que o governo potiguar não conseguiu cumprir uma meta fiscal – a redução da despesa com pessoal.

Através do PEF, estados e municípios com situação fiscal desfavorável podem buscar empréstimos junto a instituições financeiras com aval da União. Em troca, porém, devem cumprir metas fiscais, sob pena de saída do programa.

Em novembro de 2025, o Governo do RN e o Governo Federal fecharam um acordo para que o Estado volte ao PEF. A retomada vai permitir ao Estado buscar R$ 855 milhões em novos empréstimos. O acordo foi homologado pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Com a volta ao PEF, a gestão estadual se comprometeu a adotar medidas de equilíbrio fiscal. Com o aval, a União vira uma espécie de “fiadora”: ou seja, o Tesouro Nacional arca com as despesas do empréstimo caso o Estado não consiga honrar as parcelas.

Se o Estado cumprir as metas, além dos R$ 855 milhões, poderá captar mais cerca de R$ 430 milhões em uma segunda etapa. Portanto, o acordo permitirá um financiamento total de quase R$ 1,3 bilhão.

Em entrevista ao AGORA RN em novembro, o secretário estadual de Fazenda, Cadu Xavier, disse que, entre outras medidas, o Estado se comprometeu em promover um “crescimento sustentável” da folha de pessoal. Ele não detalhou, porém, que medidas específicas a gestão pretende implementar para atingir a meta. Já está em vigor no RN, desde o início de 2024, uma lei que prevê que, de um ano para o outro, a despesa com pessoal não pode crescer mais que 80% do avanço da receita.

O economista Alberto Borges, sócio da consultoria Aequus, disse ao Valor Econômico que o aumento nos investimentos dos estados se deveu justamente à evolução das operações de crédito. Essas receitas tiveram alta de 34,4% de janeiro a outubro de 2025 contra iguais meses de 2024. Em igual período, a arrecadação própria dos Estados cresceu a ritmo bem menor, de 2%.

Despesa com pessoal limita investimentos

Um dos principais fatores que limitam a execução de investimentos com recursos próprios no Estado é o gasto com folha de pagamento de salários. No ano passado, o Estado começou a reduzir sua despesa com pessoal, em relação à receita corrente líquida. No segundo quadrimestre de 2025 (de maio a agosto), o percentual ficou em 55,73%. No quadrimestre anterior (janeiro e abril de 2025), a taxa estava em 56,01%. O último relatório de 2025 deverá ser publicado até o fim deste mês.

Apesar disso, o Estado ainda ultrapassou o limite previsto para esse tipo de gasto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para o Poder Executivo (49%).

Além disso, o Rio Grande do Norte segue sendo o estado com o maior gasto com pessoal do Brasil, em termos proporcionais. Também é o único que ultrapassa o limite previsto na LRF. Em 2º lugar, vem Minas Gerais, com 48,52%. O menor gasto, por sua vez, está no Maranhão (30,06%).

Em números: Investimentos do RN em 2025

– Queda nos investimentos: –40,8%

(jan–out/2025 em relação ao mesmo período de 2024)

– Valor investido pelo RN: R$ 370 milhões

(terceiro menor entre os 27 estados)

– Comparativo regional:

Bahia: R$ 5,47 bilhões (–6,1%)

Paraíba: cerca de R$ 1,8 bilhão (quase 5x o RN)

– Ranking nacional:

RN ficou à frente apenas de Rondônia (R$ 350 milhões) e Roraima (R$ 170 milhões)

– Estados com alta nos investimentos: 16 estados + DF

– 9 deles com crescimento acima de 30%

– PEF (Programa de Equilíbrio Fiscal):

RN ficou fora em 2025

Potencial de financiamento com retorno ao programa: até R$ 1,3 bilhão em dois anos

Agora RN

‘Roubei mais de 100 bancos e hoje não tenho onde morar’, diz Pedro Rocha, um dos maiores assaltantes de bancos do NE

FOTO: DIVULGAÇÃO

Foi em 27 de abril de 2025, aos 67 anos, que Pedro Rocha Filho, o Coroa, um dos mais temidos assaltantes de bancos do Nordeste, entrou pela primeira vez na agência do Banco do Brasil em Apodi, município de 37.900 habitantes encravado no sertão do Rio Grande do Norte, para não roubar.

Em outras dezenas de vezes entrou no mesmo lugar como líder de quadrilha. Fazia reféns, apavorava e fugia com malotes de dinheiro. Agiu assim em diversas agências do Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba e Pernambuco. Roubou mais de 100 bancos. Mesmo assim continuou pobre.

“De que adiantou assaltar bancos, carros-fortes, ter muito dinheiro e mulheres: hoje estou aqui, liso, sem ter onde morar, sem uma companheira. Não valeu a pena”.

Os relatos de Coroa constam no livro “Pedro Rocha – A história de um dos mais temidos assaltantes de bancos do Nordeste”, de autoria do jornalista, escritor e policial penal Márcio Moraes, lançado recentemente pela Editora Unilivreira.

Crime não compensou

Os crimes praticados por Coroa não compensaram e lhe renderam uma condenação total de 131 anos e oito meses de prisão. O assaltante cumpriu 26 anos, oito meses e cinco dias da pena e foi beneficiado com a prisão domiciliar em 15 de setembro de 2021.

Coroa foi preso pela primeira vez em 7 de dezembro de 1988 e a última, pela Polícia Federal, em 2002, em Alagoas. Os roubos cinematográficos comandados pelo assaltante foram manchete.

“Quando ele entrou na agência do Banco do Brasil em Apodi ele se emocionou, olhou para mim com os olhos cheios de lágrimas e disse: é a primeira vez que eu entro numa agência bancária como cidadão. Aqui eu entrei várias vezes para roubar”, contou Márcio Moraes.

Quando Pedro Rocha acabou preso pela última vez, foi transferido para a Penitenciária Mário Negócio, em Mossoró (RN), onde o escritor Márcio Moraes era o diretor-geral da unidade prisional.

Com informações do UOL

França registra mais mortes do que nascimentos em 2025 pela primeira vez desde 1944

FOTO: PIXABAY

A França registrou em 2025 mais óbitos do que nascimentos pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Estudos Econômicos (Insee).

O país, que tem 69,1 milhões de habitantes, apresentou saldo natural negativo de 6 mil pessoas, resultado da combinação entre a queda da natalidade e o aumento do número de mortes.

Apesar disso, a população francesa cresceu 0,25% em 1º de janeiro de 2026 em relação ao ano anterior. Esse aumento ocorreu exclusivamente por causa do saldo migratório, estimado em mais 176 mil pessoas, já que o crescimento natural, diferença entre nascimentos e óbitos, foi negativo pela primeira vez desde 1944.

Em 2025, nasceram 645 mil bebês na França, uma queda de 2,1% em relação ao ano anterior e o menor número registrado em um único ano desde o fim da guerra. O indicador conjuntural de fecundidade caiu para 1,56 filho por mulher, após 1,61 em 2024, mantendo uma tendência de queda observada desde 2010, quando o índice era de 2,02 filhos por mulher.

Os especialistas atribuem a redução da natalidade a fatores como mudanças nas aspirações pessoais, dificuldades econômicas, instabilidade no trabalho e desafios para conciliar vida profissional e familiar. O custo elevado de serviços como creches também aparece como um obstáculo importante ao desejo de ter filhos.

Ao mesmo tempo, o número de mortes chegou a 651 mil em 2025, aumento de 1,5% em relação ao ano anterior. O Insee aponta que esse crescimento está ligado ao envelhecimento das gerações do baby boom e ao impacto de uma epidemia de gripe sazonal, considerada particularmente virulenta no início do ano.

Diário do Poder

Policial é preso durante operação contra grupo criminoso armado no interior do RN

FOTO: DIVULGAÇÃO

Um policial militar foi preso nesta quarta-feira (14) durante uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Norte contra um grupo criminoso armado com atuação no interior do estado. A ação teve como foco municípios do Alto Oeste potiguar, especialmente Serrinha dos Pintos e Martins, e contou com apoio da Polícia Militar.

Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em Serrinha dos Pintos, Martins e Pau dos Ferros. Além do policial, outro suspeito também foi preso. Durante as diligências, os investigadores apreenderam duas armas de fogo, grande quantidade de munições de fuzil, munição de calibre .50 e materiais associados ao tráfico de drogas.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo é investigado por envolvimento em crimes graves na região, incluindo homicídios. As apurações indicam ainda possível participação dos suspeitos na morte e ocultação dos corpos de dois jovens que estavam desaparecidos desde dezembro do ano passado.

A operação mobilizou mais de 50 policiais civis e segue em andamento para identificar outros integrantes do grupo e esclarecer a extensão da atuação criminosa. Informações que possam contribuir com as investigações podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.

Portal 98 FM

Caso Master: PF faz buscas em endereços de Vorcaro e parentes

FOTO: ANA PAULA PAIVA

A Polícia Federal (PF) realiza nesta quarta-feira (14) a segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master. A ofensiva inclui buscas em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono da instituição, e a parentes próximos, como o pai, a irmã e o cunhado, em São Paulo.

Nesta etapa, a PF cumpre 42 mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que ultrapassam R$ 5,7 bilhões. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os mandados são executados em São Paulo e também nos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

Segundo a investigação, o esquema envolvia captação de recursos, aplicação em fundos e desvio de valores para o patrimônio pessoal de Vorcaro e de familiares.

A primeira fase da operação ocorreu em novembro do ano passado e resultou em sete prisões, sendo cinco preventivas e duas temporárias. Na ocasião, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, ao concluir que a instituição não tinha condições de honrar seus compromissos financeiros.

A PF apura a venda de títulos de crédito falsos, com a emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) que prometiam rendimentos de até 40% acima da taxa básica do mercado, retorno considerado irreal pelas autoridades. A estimativa é de que as fraudes possam chegar a R$ 12 bilhões.

A liquidação do banco segue cercada de controvérsias. O Banco Central é questionado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), por meio do ministro Jonathan de Jesus, sobre possíveis indícios de liquidação precipitada. No Supremo Tribunal Federal (STF), por sua vez, o caso é relatado pelo ministro Dias Toffoli, que colocou o caso em sigilo.

Pleno News

Walter Alves adia decisão para o fim de janeiro e mantém indefinição no comando do RN

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A decisão do vice-governador Walter Alves (MDB) de adiar o anúncio sobre sua candidatura mantém indefinido o futuro do Governo do RN e prolonga a incerteza sobre a sucessão estadual às vésperas do calendário eleitoral. Ele só deve tornar pública sua posição até o fim de janeiro, após uma conversa final com a governadora Fátima Bezerra (PT). A avaliação interna é de que ainda há pontos políticos a serem amadurecidos antes da definição.

Nos bastidores da vice-governadoria, a orientação é ganhar tempo. Apesar de poder se manifestar por redes sociais, Walter sinaliza que prefere concluir o diálogo com a governadora antes de qualquer anúncio oficial.

O vice-governador tem repetido, em conversas reservadas, que não pretende assumir o Governo do Estado, mas essa decisão ainda não foi formalizada. Enquanto isso, ele intensificou a articulação partidária para estruturar as nominatas do MDB, com foco principal na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa.

Na última sexta-feira (9), a Tribuna do Norte revelou que Walter Alves deve renunciar ao cargo de vice-governador para cumprir o prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral, abrindo caminho para disputar uma das 24 cadeiras de deputado estadual.

A possibilidade provocou impacto imediato no cenário político local. Caso a governadora Fátima Bezerra deixe o cargo para disputar o Senado, como já anunciado pelo PT, Walter não assumiria o Executivo estadual. Nesse caso, o Rio Grande do Norte passaria por uma eleição indireta na Assembleia Legislativa para a escolha do novo governador.

O presidente da ALRN, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), também não assumiria o cargo, já que pretende disputar a reeleição ao Legislativo estadual, o que o impede legalmente de comandar o Executivo.

Mesmo se a governadora optar por permanecer no cargo até o fim do mandato, Walter Alves já deixou claro que não pretende seguir como vice-governador, pois sua prioridade é disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.

MDB quer protagonismo eleitoral

Paralelamente, o MDB trabalha para manter protagonismo no processo eleitoral. Em encontros realizados no interior do Estado, Walter tem afirmado que o partido poderá, em um segundo momento, integrar a chapa majoritária governista, seja indicando um nome para vice-governador ou para o Senado.

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