6 de janeiro de 2026 às 04:08
5 de janeiro de 2026 às 17:40
FOTO: REPRODUÇÃO
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou uma denúncia no Ministério Público Federal (MPF) contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) por “apologia a golpe de Estado”. Ela afirma que os parlamentares incitaram os Estados Unidos a invadirem o Brasil com postagens feitas após as forças estadunidenses capturarem o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro.
Na publicação feita por Nikolas, está uma montagem na qual o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece sendo levado sob custódia pelos norte-americanos, tal como ocorreu com Maduro. Já no post de Flávio Bolsonaro, o senador expressa esperança de que o chefe do Executivo brasileiro seja delatado por seu aliado chavista.
Para Hilton, ambos os casos tratam-se de estímulos a um ataque contra a soberania de nosso país.
– Estou denunciando o senador Flávio Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira por apologia ao crime de golpe de Estado. Ambos, autoridades brasileiras, que fizeram um JURAMENTO pelo nosso país, estão propondo que os Estados Unidos ataquem a nossa soberania – assinalou Erika.
Na sequência, a psolista afirmou não conseguir compreender “o profundo desejo dessa gente de ser submissa às vontades do presidente de outro país”.
– Mas não sou psicóloga, sou deputada, e minha função, frente a uma ameaça contra o Brasil, é denunciar os responsáveis, mesmo que os responsáveis sejam aqueles que deveriam, justamente, prezar pela nossa independência, nossa república e nossa democracia – completou em postagem nas redes sociais.
6 de janeiro de 2026 às 04:07
5 de janeiro de 2026 às 15:04
FOTO: EFE
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, ameaçou nesta segunda-feira (5) voltar a pegar em armas, se necessário – como em seus anos de guerrilheiro -, após falas proferidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de realizar uma operação na Colômbia similar a aquela que realizou contra a Venezuela.
– Embora não tenha sido militar, conheço a guerra e a clandestinidade. Jurei não tocar em uma arma sequer desde o pacto de paz de 1989, mas pela pátria tomarei novamente as armas que não quero – escreveu Petro, em uma longa mensagem em sua conta na rede social X.
Em sua juventude, Petro fez parte da guerrilha M-19, que se desmobilizou em 1990 após assinar um acordo de paz com o então presidente colombiano Virgilio Barco (1986-1990).
No domingo, Trump comentou a jornalistas a bordo do Air Force One que, assim como a Venezuela, a “Colômbia também está muito doente” e, em referência a Petro, disse que o país é “governado por um homem doente que gosta de fabricar cocaína e vendê-la aos Estados Unidos, e isso é algo que ele não fará por muito tempo”.
Ao ser questionado se isso significava que poderia haver uma operação dos Estados Unidos na Colômbia semelhante à realizada na Venezuela contra Nicolás Maduro – que foi detido com sua esposa, Cilia Flores, e levado perante um juiz em Nova Iorque -, Trump respondeu:
– Isso soa bem para mim.
No entanto, Petro rechaçou as declarações de Trump:
– Não sou ilegítimo nem sou narcotraficante, tenho apenas como bem a casa da minha família que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários foram publicados. Ninguém pôde dizer que gastei mais do que recebo. Não sou ganancioso.
O governante, que mantém um embate verbal com o republicano praticamente desde que este iniciou seu segundo mandato na Casa Branca há um ano, assinalou ter “enorme confiança” de que o povo colombiano irá defendê-lo.
– A forma de me defender é tomar o poder em todos os municípios do país. A ordem à força pública é não disparar contra o povo, e sim contra o invasor – enfatizou.
Segundo Petro, se os Estados Unidos “detiverem o presidente”, como fizeram no último sábado em Caracas com Maduro e Flores após bombardeios em diversos pontos da Venezuela, enfrentarão uma reação popular.
– Cada soldado da Colômbia tem uma ordem desde já: todo comandante da força pública que preferir a bandeira dos EUA à bandeira da Colômbia retira-se imediatamente da instituição por ordem das bases, da tropa e minha. A Constituição ordena que a força pública defenda a soberania popular – acrescentou o líder colombiano.
6 de janeiro de 2026 às 04:06
5 de janeiro de 2026 às 15:02
FOTO: EFE
Muito antes da ofensiva militar que culminou na retirada de Nicolás Maduro do poder, os Estados Unidos já operavam silenciosamente dentro da Venezuela. Em agosto, agentes da CIA ingressaram clandestinamente no país com a missão de reunir informações detalhadas sobre a rotina do líder venezuelano, classificado pela administração Trump como “narcoterrorista”.
As informações, reveladas em uma reportagem detalhada do jornal americano The New York Times, apontam que, sem embaixada americana em funcionamento em Caracas, os agentes tiveram de atuar sem a proteção do disfarce diplomático. Ainda assim, conseguiram permanecer meses na capital sem serem detectados.
Nesse período, os americanos mapearam minuciosamente os deslocamentos de Maduro, seus hábitos alimentares e até informações banais, como quais eram seus animais de estimação, segundo o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto. O trabalho foi complementado por fontes próximas ao presidente e por uma frota secreta de drones, o que permitiu à inteligência traçar um quadro preciso de sua rotina.
O risco da missão era elevado, mas o resultado foi preciso. A ação ocorreu na madrugada do último sábado (3) e envolveu tropas de elite do Delta Force, numa operação considerada a mais arriscada conduzida pelos EUA desde a morte de Osama bin Laden, em 2011. Internamente, a avaliação entre pessoas com conhecimento direto da operação foi de que a execução foi impecável.
Para a execução, os comandos do Delta Force treinaram durante semanas em uma instalação construída no Kentucky que reproduzia em escala real a residência onde Maduro se encontrava. O objetivo era ensaiar, repetidas vezes, a entrada forçada em portas reforçadas, reduzindo o tempo de reação ao mínimo possível.
A janela para a ofensiva, no entanto, era estreita. Maduro alternava entre seis e oito locais distintos e, muitas vezes, os serviços de inteligência não sabiam onde ele ficaria até tarde da noite. A operação só poderia avançar quando houvesse certeza de que ele estava no local exato para o qual os militares haviam se preparado.
Nos dias que antecederam a incursão, os Estados Unidos reforçaram sua presença militar na região, deslocando aeronaves de operações especiais, drones armados Reaper, caças, helicópteros de resgate e navios da Marinha. Analistas interpretaram o movimento como sinal de que a decisão já estava tomada — restava apenas definir o momento exato.
Uma semana antes do ataque principal, a CIA havia conduzido uma ação com drone contra uma instalação portuária venezuelana. Pouco antes da ofensiva, Maduro ainda tentou negociar. De acordo com Trump, o ditador venezuelano ofereceu acesso ao petróleo do país.
Um oficial americano afirmou que, em 23 de dezembro, foi apresentada a Maduro a possibilidade de deixar o país rumo à Turquia. A proposta foi rejeitada, o que selou o caminho para a operação militar. Trump autorizou formalmente a missão em 25 de dezembro, mas delegou ao Pentágono e ao comando de Operações Especiais a decisão final sobre o momento do ataque.
A escolha do período de festas não foi casual: muitos integrantes do governo venezuelano estavam de férias, assim como parte significativa das Forças Armadas do país. O mau tempo adiou a ação por alguns dias. Quando as condições melhoraram, os comandantes identificaram uma nova janela de oportunidade. Às 22h46 da última sexta-feira (2), Trump deu a autorização final.
A ofensiva começou com uma operação cibernética que derrubou o fornecimento de energia em amplas áreas de Caracas, mergulhando a cidade na escuridão. Em seguida, mais de 150 aeronaves militares decolaram de cerca de 20 bases e navios, incluindo drones, bombardeiros e caças.
Explosões foram registradas durante a madrugada, quando forças americanas atingiram radares e sistemas de defesa aérea venezuelanos. Segundo autoridades dos EUA, os alvos atingidos foram torres de transmissão de rádio e instalações de radar.
Mesmo com as defesas aéreas neutralizadas, helicópteros americanos foram alvejados durante a aproximação ao complexo onde Maduro se encontrava. Um deles chegou a ser atingido, e cerca de seis militares americanos ficaram feridos.
Transportados pelo 160° Regimento de Aviação de Operações Especiais, chamados de Night Stalkers, os comandos do Delta Force desembarcaram na base militar mais fortificada do país. Em poucos minutos, avançaram pelo edifício até localizar Maduro. Toda a ação era acompanhada em tempo real por Trump e assessores, a partir de uma sala segura em Mar-a-Lago, na Flórida.
Segundo o presidente, Maduro e a esposa tentaram se refugiar em um cômodo fortificado, mas não conseguiram se trancar antes da entrada das forças americanas. Cerca de cinco minutos após o início da incursão, o Delta Force comunicou que o presidente venezuelano estava sob custódia.
O casal foi rapidamente levado de helicóptero ao USS Iwo Jima, posicionado no Caribe. De lá, seguiram para a base naval de Guantánamo Bay e, posteriormente, embarcaram em uma aeronave com destino a uma instalação militar próxima a Nova Iorque.
6 de janeiro de 2026 às 04:05
5 de janeiro de 2026 às 14:59
FOTO: REPRODUÇÃO
Mais de uma dezena de navios petroleiros venezuelanos deixaram as águas do país em um movimento coordenado para burlar o bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos, após a captura do ditador Nicolás Maduro, no último sábado (3).
A informação foi divulgada pelo New York Times e confirmada por plataformas independentes de monitoramento marítimo.
Segundo o jornal americano, ao menos 16 petroleiros alvo de sanções dos EUA partiram da costa venezuelana desde o fim de semana. Parte das embarcações desligou os sistemas de identificação automática, prática conhecida como “modo escuro”, e outras passaram a operar com nomes, bandeiras e localizações falsas para dificultar o rastreamento em tempo real.
Imagens de satélite analisadas pelo NYT identificaram quatro navios, Veronica III, Vesna, Bertha e Aquila II, a cerca de 50 quilômetros da costa, já utilizando identidades falsas. Outros 12 petroleiros teriam desligado completamente os transmissores e não foram mais localizados por registros recentes.
O site TankerTrackers afirmou que cerca de 12 dessas embarcações estavam carregadas com petróleo cru, embora o New York Times destaque que alguns navios podem ter partido vazios para ganhar velocidade. Para Samir Madani, cofundador da plataforma, a saída simultânea seria uma tentativa deliberada de sobrecarregar a capacidade de resposta das forças americanas, considerada a estratégia mais eficaz para romper o bloqueio naval.
Apesar da captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em uma operação das forças norte-americanas em Caracas, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reafirmou que a chamada “quarentena do petróleo” permanece em vigor. Segundo ele, a medida seguirá sendo usada como instrumento de pressão para mudanças políticas e para o combate ao tráfico de drogas associado ao regime venezuelano.
No plano interno, a vice-presidente Delcy Rodríguez foi empossada como presidente interina da Venezuela por decisão do Tribunal Supremo de Justiça, com apoio das Forças Armadas, para um mandato provisório de 90 dias. Já Maduro foi transferido para Nova York, onde passou a responder formalmente às acusações do governo americano, incluindo a de liderar o chamado Cartel de los Soles.
6 de janeiro de 2026 às 04:04
5 de janeiro de 2026 às 14:56
FOTO: GISLAINE AZEVEDO
A Prefeitura do Natal informou, nesta segunda-feira (5), que a iluminação natalina dos polos Nélio Dias, na Zona Norte, Mirassol e Ponta Negra seguirá em funcionamento até o próximo domingo (11), no horário habitual das 18h às 23h. A informação foi divulgada pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur).
Segundo a Semsur, a retirada dos elementos decorativos das avenidas de todas as regiões da cidade terá início a partir da próxima quarta-feira (7). A ação marca o encerramento oficial da operação de iluminação deste ano.
Polo da Zona Norte foi destaque
De acordo com o secretário municipal de Serviços Urbanos, Felipe Alves, o balanço da iluminação natalina é extremamente positivo. Segundo ele, a criação do polo Nélio Dias, na Zona Norte, foi uma das principais inovações da gestão do prefeito Paulinho Freire.
“Foi um grande sucesso. Tivemos uma inovação importante com a criação do polo da Zona Norte, ampliando o alcance da decoração e democratizando o acesso ao Natal iluminado em nossa cidade”, destacou o secretário.
Felipe Alves também adiantou que o planejamento para o Natal 2026 já está no radar da gestão municipal. “A nossa ideia é iniciar a elaboração do projeto o quanto antes, para aprimorar ainda mais esse período e entregar uma experiência cada vez melhor para a população e para quem visita Natal”, afirmou.
6 de janeiro de 2026 às 04:03
5 de janeiro de 2026 às 14:54
FOTO: EFE
O governo de Israel assegurou nesta segunda-feira (5) que o agora ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, capturado pelos Estados Unidos em uma operação relâmpago realizada no último sábado (3), utilizou a Venezuela para lavar dinheiro do grupo terrorista libanês Hezbollah com o respaldo do Irã.
– Maduro liderou um regime terrorista apoiado pelo Irã, utilizando a Venezuela como plataforma para o narcotráfico e a lavagem de dinheiro de redes terroristas do Hezbollah. Posso dizer-lhes que a Venezuela também faz parte do eixo do terror [iraniano] – disse a porta-voz do Executivo israelense, Shosh Bedrosian, em sua coletiva de imprensa diária.
Bedrosian também ecoou a visão do Ministério das Relações Exteriores de Israel, que considerou que a Venezuela “serviu de base para operativos terroristas do Hezbollah e abrigou instalações de produção de armas iranianas”.
– O primeiro-ministro [israelense, Benjamin Netanyahu] declarou que o Irã exporta seu terrorismo para a Venezuela para prejudicar Israel e os Estados Unidos, e que tem trabalhado em conluio com o regime de Maduro – lembrou Bedrosian.
O premiê israelense já havia celebrado neste domingo (4) que “muitos países” da América Latina “estão voltando ao eixo americano”, depois de os Estados Unidos terem atacado diversos pontos estratégicos da Venezuela e capturado Maduro em Caracas. Além disso, felicitou o presidente americano, Donald Trump, pela operação.
As palavras do primeiro-ministro israelense seguiram a linha dos elogios feitos publicamente pelo ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, a Trump, expressando o desejo de que, “com o retorno da democracia ao país” caribenho, Israel e Venezuela possam restabelecer “relações amistosas”.
O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela ordenou que a vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, assuma como presidente interina do país sul-americano, após Trump sinalizar que ela assumiria as rédeas temporariamente.
Durante pronunciamento no último sábado, após a captura de Maduro, Rodríguez afirmou que os EUA lançaram “uma operação com o único objetivo de mudança de regime e de se apoderar dos recursos naturais da Venezuela” e acrescentou que o ataque norte-americano tinha um “tom sionista”.
Desde que o falecido presidente Hugo Chávez rompeu relações diplomáticas com Israel em 2009, durante a “Operação Chumbo Fundido” na Faixa de Gaza, a Venezuela tornou-se uma das vozes mais críticas às políticas israelenses em relação aos palestinos na região.
Enquanto isso, a líder opositora venezuelana María Corina Machado, que aguarda com incerteza o desenrolar político, tem se pronunciado repetidamente a favor da ofensiva israelense em Gaza e mencionou a intenção de estabelecer uma embaixada em Jerusalém caso chegue ao poder.
6 de janeiro de 2026 às 04:02
5 de janeiro de 2026 às 14:50
FOTO: DIVULGAÇÃO
As inscrições para 260 vagas em cursos gratuitos na área de tecnologia do projeto Conectando Mulheres – Senac Code estão abertas até o dia 10 de janeiro, em Natal. A iniciativa do Senac RN busca promover autonomia econômica, inclusão e transformação social por meio da educação profissional, fortalecendo o protagonismo feminino em um setor estratégico e em expansão no mercado de trabalho. As aulas têm início previsto para o dia 19 de janeiro e serão realizadas nas unidades do Senac na Cidade Alta e na Zona Norte da capital potiguar.
O projeto é voltado para mulheres entre 16 e 35 anos, residentes em Natal, e oferece uma trilha formativa estruturada. Na primeira etapa, as participantes passam pelo curso de Desenvolvimento Profissional, que prepara as alunas para o ingresso na área de tecnologia. O conteúdo inclui Português, Matemática, Relações de Trabalho, Carreira e Mercado, além de Letramento Digital Básico, considerado fundamental para a formação inicial.
Após essa fase introdutória, as alunas seguem para cursos específicos, definidos de acordo com o perfil e o interesse de cada participante. Estão previstas capacitações de Operadora de Computador e Programadora de Sistemas, com duração aproximada de seis meses, ampliando as possibilidades de atuação profissional no segmento de tecnologia da informação.
Para garantir a permanência das alunas nos cursos, o projeto oferece benefícios como alimentação e transporte gratuitos, além de apoio ao cuidado infantil. A proposta é reduzir barreiras que historicamente dificultam o acesso das mulheres à qualificação profissional, especialmente em áreas técnicas.
Segundo o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, a iniciativa reforça a missão do Senac de ampliar oportunidades de inserção no mercado de trabalho. “Ao investir na formação de mulheres na área da tecnologia, o Conectando Mulheres – Senac Code contribui diretamente para o fortalecimento da presença feminina em um setor estratégico e em constante crescimento”, afirma.
Além da formação técnica, o projeto também aposta na empregabilidade. As alunas terão aulas voltadas ao desenvolvimento de carreira, construção de currículo e aprimoramento de competências exigidas pelo mercado. Todas contarão ainda com o suporte do Programa Senac Carreiras, que auxilia na conexão com oportunidades de trabalho ao final da capacitação.
As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site www.rn.senac.br , onde também estão disponíveis todas as informações sobre o processo seletivo.
6 de janeiro de 2026 às 04:01
5 de janeiro de 2026 às 14:43
FOTO: EBC
Os preços do petróleo registram queda nesta segunda-feira (5), depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu neste domingo (4) à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, “acesso total” aos recursos naturais do país, e após a OPEP+ ter confirmado sua decisão de manter o nível de produção até abril.
O Brent, petróleo de referência na Europa, recuava 0,6% às 3h pelo horário de Brasília, sendo cotado a cerca de 60,40 dólares (R$ 329,08) por barril, enquanto o barril do Texas, referência nos Estados Unidos, retrocedia 0,5% antes da abertura formal do mercado, situando-se em torno de 57 dólares (R$ 310) por barril.
Os preços do petróleo chegaram a subir nos primeiros momentos da sessão, mas perderam força nas horas posteriores. O presidente americano, Donald Trump, exigiu neste domingo da nova líder venezuelana, Delcy Rodríguez, “acesso total” aos recursos naturais da Venezuela.
– O que precisamos [de Delcy Rodríguez] é de acesso total. Acesso total ao petróleo e a outras coisas no país que nos permitam reconstruí-lo – enfatizou.
Por sua vez, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, explicou que um dos principais interesses de sua administração é refinar o petróleo pesado da Venezuela – o país com as maiores reservas de petróleo do mundo – nas refinarias americanas.
– Nossas refinarias na Costa do Golfo dos EUA são as melhores para refinar este óleo pesado. Na verdade, tem havido escassez de petróleo pesado em todo o mundo; por isso, creio que haveria uma enorme demanda e interesse por parte da indústria privada se lhes fosse dada a oportunidade de fazê-lo – declarou Rubio à emissora ABC News.
Horas antes, a OPEP+, que reúne os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e outras potências petrolíferas como a Rússia, confirmou sua decisão de manter estável sua oferta de petróleo pelo menos até abril, sem reagir à captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por parte dos EUA.
A decisão foi adotada em uma breve teleconferência realizada neste domingo pelos ministros de Energia e Petróleo de Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã.
Esses oito países são os que, em 2023, aplicaram cortes voluntários de produção para sustentar os preços. No entanto, em abril de 2025, começaram a reverter paulatinamente essas reduções com aumentos mensais que representaram uma guinada estratégica para recuperar sua fatia de mercado.
O incremento total entre abril e dezembro somou 2,9 milhões de barris por dia, o que representa cerca de 2,8% da produção mundial. O grupo ainda tem pouco mais de 1 milhão de barris diários para completar o desmonte dos volumes cortados voluntariamente, mas em novembro decidiu “pausar” as altas mensais durante o primeiro trimestre de 2026, medida que os ministros confirmaram neste domingo.
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