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Categoria: janeiro 5, 2026

Futuro da Venezuela: UE defende decisão do povo após captura de Maduro

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A União Europeia afirmou, neste domingo (4), que o futuro da Venezuela deve ser definido exclusivamente pelo povo venezuelano. A declaração foi divulgada após a captura do ditador Nicolás Maduro pelos Estados Unidos e reforça a posição do bloco em defesa de uma transição democrática pacífica. Primeiramente, a UE destacou que respeitar a vontade popular continua sendo o único caminho para restaurar a democracia no país sul-americano.

O posicionamento conta com o apoio de 26 Estados-membros do bloco europeu. Além disso, a nota reafirma que Nicolás Maduro não possui legitimidade como presidente democraticamente eleito. Segundo a União Europeia, qualquer solução para a crise atual precisa respeitar a soberania venezuelana e ser conduzida pelos próprios cidadãos do país, sem imposições externas.

Ainda no comunicado, o bloco europeu apelou à calma e à moderação de todos os atores envolvidos. Dessa forma, a UE busca evitar uma escalada do conflito e garantir uma saída negociada e pacífica. Ao mesmo tempo, o texto ressalta que os princípios do direito internacional e a Carta das Nações Unidas devem ser respeitados em todas as circunstâncias.

Futuro da Venezuela e a transição democrática

A União Europeia voltou a defender uma transição pacífica para a democracia liderada pelos venezuelanos. Conforme o documento, somente um processo inclusivo e negociado poderá devolver estabilidade política e institucional ao país. Por outro lado, o bloco alertou que violações de direitos humanos e repressões políticas aprofundam a crise e dificultam qualquer avanço concreto.

Além disso, a UE cobrou a libertação imediata e incondicional de todos os presos políticos detidos na Venezuela. Segundo o texto, respeitar os direitos humanos é essencial neste momento crítico. Como resultado, a pressão internacional tende a aumentar para que mudanças efetivas ocorram no cenário político venezuelano.

A nota também aborda o combate ao crime organizado transnacional e ao tráfico de drogas. Embora reconheça a gravidade dessas ameaças globais, a União Europeia reforçou que tais desafios devem ser enfrentados por meio de cooperação internacional, sempre em respeito à soberania e à integridade territorial dos países envolvidos.

Veja a íntegra da nota:

“Esta declaração conta com o apoio de 26 Estados-Membros da UE (Áustria, Bélgica, Bulgária, Croácia, Chipre, Chéquia, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polónia, Portugal, Roménia, Eslováquia, Eslovénia, Espanha e Suécia).

A União Europeia apela à calma e à moderação por parte de todos os intervenientes, para evitar a escalada do conflito e garantir uma solução pacífica para a crise.

A UE recorda que, em todas as circunstâncias, os princípios do direito internacional e a Carta das Nações Unidas devem ser respeitados. Os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas têm uma responsabilidade particular em defender esses princípios, enquanto pilar da arquitetura de segurança internacional.

A UE afirmou repetidamente que Nicolás Maduro não possui a legitimidade de um presidente democraticamente eleito e defendeu uma transição pacífica para a democracia liderada pelos venezuelanos, respeitando sua soberania. O direito do povo venezuelano de determinar seu próprio futuro deve ser respeitado.

A UE partilha a prioridade de combater o crime organizado transnacional e o tráfico de droga, que representam uma ameaça significativa para a segurança a nível mundial. Ao mesmo tempo, a UE salienta que estes desafios devem ser enfrentados através de uma cooperação sustentada, em pleno respeito pelo direito internacional e pelos princípios da integridade territorial e da soberania.

Mantemos contato próximo com os Estados Unidos, bem como com parceiros regionais e internacionais, para apoiar e facilitar o diálogo com todas as partes envolvidas, visando uma solução negociada, democrática, inclusiva e pacífica para a crise, liderada pelos venezuelanos.

Respeitar a vontade do povo venezuelano continua sendo a única maneira de a Venezuela restaurar a democracia e resolver a crise atual.

Neste momento crítico, é essencial que todos os atores respeitem integralmente os direitos humanos e o direito internacional humanitário. Todos os presos políticos atualmente detidos na Venezuela devem ser libertados incondicionalmente.

As autoridades consulares dos Estados-Membros da UE estão a trabalhar em estreita coordenação para proteger a segurança dos cidadãos da UE, incluindo os que se encontram detidos ilegalmente na Venezuela.”

SBT News

Pré-candidato a presidente defende que o Brasil tenha bomba atômica

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O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Missão, Renan Santos, afirmou que o Brasil precisa discutir de forma objetiva a construção de capacidade nuclear própria como instrumento de defesa da soberania nacional. Segundo o político, a soberania de um país se constrói com força e capacidade real de se defender.

Para Renan, o debate se torna ainda mais urgente diante do cenário de instabilidade regional e do conflito envolvendo a Venezuela, que pode gerar impactos diretos sobre o território brasileiro:

“Soberania não é retórica. Soberania se constrói com força, com poder de dissuasão e com capacidade de defesa. O Brasil precisa parar de agir como um país ingênuo em um mundo cada vez mais hostil.”

Renan afirma que a existência de uma capacidade nuclear teria caráter estritamente defensivo, voltado à prevenção de ameaças externas e à proteção do território nacional.

“Não se trata de atacar ninguém. Trata-se de garantir que o Brasil nunca seja ameaçado, chantageado ou pressionado militarmente. Países fortes são respeitados e países frágeis viram alvo.”

O pré-candidato destacou que a ausência de uma política firme de defesa deixa o Brasil vulnerável em um momento de reorganização geopolítica na América do Sul:

“Com um conflito regional em curso, o Brasil precisa estar preparado. Defesa nacional não é opcional, é obrigação do Estado. Se eu fosse presidente, o Brasil teria uma postura muito mais firme na proteção da sua soberania.”

Renan também criticou a postura do governo Lula (PT), afirmando que a política externa brasileira tem ignorado os riscos reais à segurança nacional e adotado uma postura passiva diante de regimes instáveis na região.

Para ele, o país precisa assumir uma estratégia clara de defesa, compatível com seu tamanho territorial, sua população e sua importância regional, deixando de lado o que chamou de ingenuidade estratégica.

Diário do Poder

Após reunião da Celac, Brasil mantém posição contra captura de Maduro

FOTO: RICARDO STUCKERT

Países da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) se reuniram na tarde deste domingo (4) para discutir, entre outros temas, a situação da Venezuela após o ataque dos Estados Unidos que capturou o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

O encontro, que ocorreu de forma virtual e a portas fechadas, terminou sem um posicionamento público do bloco. Segundo a CNN apurou com fontes do governo brasileiro, a falta de um posicionamento acaba expondo uma divergência política sobre o ocorrido entre as nações que integram o grupo.

A Celac foi criada no México, em 2010, que reúne 33 países da região. A aliança busca a integração latino-americana e caribenha, além da coordenação política, econômica e social dos países.

A CNN apurou que, durante a reunião, porém, o Itamaraty, por meio do chanceler Mauro Vieira, manteve uma posição contra a captura de Maduro e contra a atuação militar dos EUA no país vizinho.

Esse posicionamento já havia sido exposto em nota divulgada por países latino-americanos e pela Espanha horas antes do encontro da Celac, em que Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai defenderam solução sem “ingerência externa” na Venezuela. A nota conjunta também expressou “preocupação” com qualquer tentativa de “controle governamental”.

Tom semelhante foi adotado pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva no sábado (3), mesmo dia dos ataques estadunidenses em território venezuelano. Em uma publicação feita nas redes sociais, o petista disse que o país norte-americano cometeu uma “afronta gravíssima” e ultrapassou uma “linha inaceitável”.

Entenda a ordem cronológica da captura de Maduro

A operação militar para capturar Nicolás Maduro teve início por volta das 3h (horário de Brasília) de sábado (3), com explosões e registros de fumaça em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, por cerca de 90 minutos.

Tropas americanas chegaram ao complexo onde estavam Maduro e sua esposa, Cilia Flores. A ação foi liderada pela Força Delta, unidade de elite de operações especiais do Exército dos Estados Unidos.

Segundo o presidente Donald Trump, o local funcionava como uma fortaleza altamente protegida, e Maduro tentou chegar a uma sala segura, mas foi surpreendido enquanto dormia.

Minutos após a captura, Maduro e a esposa foram levados de helicóptero sobre o mar até o navio militar USS Iwo Jima, que estava no Caribe há meses. Horas depois, por volta das 18h40 (horário de Brasília), o líder venezuelano chegou aos Estados Unidos escoltado por agentes federais, algemado e vestindo roupas cinzas.

Maduro foi encaminhado ao Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, onde permanece detido. A unidade já recebeu outros presos envolvidos em casos federais de grande repercussão.

CNN Brasil

Flávio sobre ex-tirano: ‘destruiu a liberdade, corroeu a democracia’

FOTO: DIVULGAÇÃO

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) celebrou, neste sábado (3), a prisão do narcoditador venezuelando Nicolás Maduro.

O pré-candidato à Presidência do Brasil apontou ainda que o ocorrido é uma “consequência direta de um projeto autoritário que destruiu a liberdade, corroeu a democracia e transformou uma das nações mais ricas da América Latina em sinônimo de sofrimento e desesperança”.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as forças americanas realizaram um ataque de grande escala e capturaram o ditador. Conforme o republicano, o Maduro foi preso junto com a esposa, Cilia Flores, e ambos foram levados aos EUA.

Assim como o Diário do Poder mostrou vídeos, Flávio também destacou a comemoração de venezuelanos com a queda do narcoditador.

“Maduro não defendia a soberania da Venezuela, mas sim a sua supremacia. Se defendesse mesmo os interesses do povo venezuelano, ninguém estaria comemorando a sua queda”, destacou.

O parlamentar aponta ainda que “nenhuma ditadura é eterna” e destaca que “o comunismo nunca levou um povo à prosperidade”.

Veja abaixo a nota completa:

“A Venezuela tornou-se um dos exemplos mais extremos de como um regime autoritário pode destruir uma nação. Sob os governos de Hugo Chávez e, posteriormente, do narcoterrorista Nicolás Maduro, o país enfrentou a concentração de poder, o enfraquecimento das instituições democráticas, a perseguição à imprensa, a repressão à oposição e a eliminação da independência do Judiciário. Maduro utilizava o território venezuelano como rota estratégica para a distribuição de drogas para diversos países.

O resultado é uma tragédia humanitária: colapso da economia, hiperinflação, desemprego em massa, desabastecimento de alimentos e medicamentos e mais de 7 milhões de venezuelanos obrigados a deixar sua terra para sobreviver. Hospitais em ruínas, violência crescente e pobreza fazem parte do cotidiano de um povo que já sofreu demais.

Nada disso foi acaso. É consequência direta de um projeto autoritário que destruiu a liberdade, corroeu a democracia e transformou uma das nações mais ricas da América Latina em sinônimo de sofrimento e desesperança.

Mesmo diante desse cenário devastador, o povo venezuelano resiste. Resiste com fé, dignidade e coragem. Nenhuma ditadura é eterna. A liberdade sempre encontra seu caminho.

O comunismo nunca levou um povo à prosperidade; só levou nações inteiras ao medo, à fome e à fuga. Ditaduras não caem sozinhas, caem quando os povos escolhem a liberdade.

Que Deus fortaleça cada família venezuelana, conforte os que sofrem e proteja todos aqueles que lutam pela liberdade. A Venezuela voltará a ser livre!”

Diário do Poder

Sobem para 62%, denúncias de assédio moral no governo Lula em 2025

FOTO: RICARDO STUCKERT

O governo Lula (PT) recebeu 7,2 mil denúncias de assédio moral em 2025, uma média de 20 registros por dia.

O número representa uma alta de 62% nos casos em relação a 2024. Se comparado com 2020, o aumento é de cerca de 600%.

As denúncias foram registradas nas ouvidorias de 301 órgãos federais. A CGU lidera o ranking, com 676 queixas, seguida pelo Ministério do Trabalho (325) e pelo Ministério da Saúde (198).

Os dados são da Controladoria-Geral da União (CGU) e foram levantados pelo jornal O Estado de S. Paulo (Estadão).

A CGU afirmou que o crescimento das denúncias está ligado à ampliação dos canais de registro, ações de comunicação e maior conhecimento sobre o tema.

A Controladoria ressaltou ao Estadão que os dados refletem relatos de ouvidoria, que podem ou não se confirmar depois de investigação.

“A elevação dos registros não deve ser interpretada apenas sob uma ótica quantitativa. O crescimento das manifestações está associado, em grande medida, à ampliação do conhecimento sobre o tema, às ações de comunicação e sensibilização e ao fortalecimento dos canais de denúncia, incluindo iniciativas do Programa Federal de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação (PFPEAD), instituído pelo Decreto nº 12.122/2024, além de orientações técnicas que ampliaram a credibilidade desses canais“, diz trecho da nota recebida pelo jornal.

O Diário do Poder entrou em contato com o Governo Lula sobre o fato e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestações.

Diário do Poder

Filho de vice-prefeito de cidade no Piauí é encontrado morto no Distrito Federal

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A Polícia Civil do Distrito Federal investiga o que causou a morte do professor João Emmanuel Moura, de 32 anos. Ele, que é filho do vice-prefeito do município de Isaías Coelho (PI), foi encontrado morto na manhã deste domingo (4). O corpo foi localizado em uma parada de ônibus às margens da DF-150, km 2, na região do Grande Colorado, em Sobradinho II (DF).

Em uma nota publicada nas redes sociais, o prefeito da cidade, Waldemar Mauriz Filho, lamentou a morte de João Emmanuel. “Neste momento de imensa dor, nos solidarizamos com os familiares e amigos, rogando a Deus que conceda conforto, força e serenidade para enfrentar essa perda irreparável”, disse. O professor é filho do vice-prefeito da cidade, George Moura.

João Emmanuel nasceu em Teresina, no Piauí, e trabalhava como professor do Instituto São José, uma escola particular de Sobradinho, no DF. A instituição também lamentou a morte do colaborador.

“Ele não foi apenas um profissional dedicado, mas uma presença luminosa que marcou profundamente a história de nossa Instituição e a vida de nossos alunos. Sua trajetória em nossa comunidade escolar será lembrada com imensa gratidão e respeito”, publicou o instituto.

As circunstâncias da morte ainda são desconhecidas. De acordo com informações do portal Metrópoles, um exame preliminar realizado no local não foi conclusivo. As lesões observadas estavam concentradas na parte superior do rosto, principalmente na região dos olhos, o que não permitiu apontar a causa da morte. A polícia descartou a hipótese de atropelamento.

Metrópoles

EUA suspendem restrições no espaço aéreo do Caribe

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Os Estados Unidos suspenderam, neste domingo (4), as restrições impostas ao espaço aéreo do Caribe. O anúncio foi feito pelo secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy.

Segundo Sean, as companhias aéreas foram comunicadas de que os voos poderiam ser retomados gradualmente, à medida que os horários fossem atualizados nos sistemas.

Após a liberação, empresas como United Airlines, American Airlines, Spirit e Delta iniciaram os preparativos para restabelecer as operações na região ainda neste domingo.

Além das empresas norte-americanas, companhias aéreas europeias e sul-americanas também cancelaram voos nos últimos dias.

As suspensões ocorreram depois do cancelamento de centenas de operações por grandes empresas aéreas, em meio ao aumento da tensão internacional provocado pela ofensiva dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na captura do narcoditador venezuelano, Nicolás Maduro, no sábado (3).

Diário do Poder

Trump diz que vice da Venezuela pode pagar preço maior que Maduro

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um alerta à vice do regime da Venezuela, Delcy Rodríguez, após a captura de Nicolás Maduro.

“Se ela não fizer o que é certo, vai pagar um preço muito alto, provavelmente maior do que o próprio Maduro”, disse Trump à revista The Atlantic neste domingo (4).

A Suprema Corte da Venezuela ordenou que Rodríguez assuma os poderes e deveres de presidente interina após a deposição de Maduro pelos EUA.

Também neste domingo, os militares venezuelanos criticaram a operação dos EUA e reafirmaram apoio para que Rodríguez comande o país interinamente.

Trump tem enfrentado críticas de sua base de apoiadores mais fiéis devido à intervenção na Venezuela. Assim, durante a entrevista, ele defendeu a “mudança de regime” no país sul-americano.

“Sabe, reconstruir e mudar o regime, chame como quiser, é melhor do que a situação atual. Não pode piorar”, afirmou.

Nova ameaça sobre a Groenlândia

Trump também reiterou acreditar que a aquisição da Groenlândia é necessária para a defesa dos Estados Unidos.

“Precisamos da Groenlândia, com certeza. Precisamos dela para a defesa”, disse.

Isso ocorre depois que Katie Miller, aliada de Trump e esposa de Stephen Miller, chefe de gabinete adjunto da Casa Branca para políticas, publicar no X uma imagem do mapa da Groenlândia sobreposta à bandeira americana, escrevendo: “EM BREVE”.

CNN Brasil