1 de dezembro de 2025 às 16:35
1 de dezembro de 2025 às 16:35
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A Moura Dubeux promoveu, no último sábado (29), a terceira edição do Circuito Bem-Estar em Natal. A atividade começou às 6h e reuniu mais de 100 colaboradores e parceiros para uma manhã voltada à saúde, qualidade de vida, integração e lazer. Os participantes puderam escolher entre dois percursos — 2,5 km e 5 km — com concentração nos Pinheiros da Via Costeira. O trajeto seguiu até a altura do Centro de Convenções, retornando ao ponto de partida.
Realizado em todos os sete estados nordestinos onde a empresa atua, o Circuito Bem-Estar MD envolve equipes de obras, escritórios e parceiros, e tem como propósito incentivar hábitos saudáveis, promover maior proximidade entre os times e fortalecer a cultura de bem-estar no ambiente corporativo.
Ao final da programação, além da entrega de medalhas e premiação para os três primeiros colocados das categorias masculina e feminina, houve confraternização com mesa de lanches saudáveis. A corrida seguiu todos os protocolos de segurança, contando com treinador físico, ambulância e apoio dos órgãos municipais.
O diretor regional da Moura Dubeux no RN, Homero Moutinho, ressaltou os impactos positivos da ação: “Encerrar o Circuito Bem-Estar 2025 em Natal, exaltando sua beleza, a linda Via Costeira, é muito especial. Por meio desse circuito, reafirmamos nosso compromisso com a qualidade de vida dos colaboradores, promovendo saúde e integração. Neste ano, a Moura Dubeux celebrou recordes, resultados positivos e esta é uma celebração conjunta com colaboradores e amigos, que compartilham conosco cada conquista dessa trajetória”, destacou.
Já o gerente da Moura Dubeux em Natal, Wescley Magalhães, reforçou a premissa da empresa com um ambiente de trabalho mais saudável e unido. “Ver nossos colaboradores juntos, cuidando do corpo e da mente, mostra que estamos no caminho certo. É gratificante ver todos engajados em algo que promove saúde, motivação e conexão”, pontuou.
1 de dezembro de 2025 às 16:30
1 de dezembro de 2025 às 12:56
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O policial militar Pedro Inácio de Araújo começa a ser julgado nesta segunda-feira (1º) no Fórum Miguel Seabra Fagundes, em Natal, quase sete anos após a morte da estudante universitária Zaira Cruz, encontrada sem vida dentro do carro do PM durante o Carnaval de Caicó, em março de 2019. O PM está preso no Quartel da Polícia Militar, na capital, desde o dia 15 de março de 2019. Esta é a segunda tentativa de realizar o júri popular, depois que o primeiro julgamento foi cancelado em junho deste ano.
A sessão ocorre sob regras rígidas de acesso. Uma portaria conjunta da 2ª Vara Criminal de Natal e da Direção do Foro determinou que apenas familiares da vítima e do réu poderão entrar no Salão do Júri. O processo segue em segredo de justiça e, por isso, profissionais de imprensa — inclusive da comunicação do Tribunal de Justiça — não terão acesso ao local. A Secom/TJRN divulgará boletins oficiais à imprensa para garantir o fluxo de informações.
O novo júri é previsto para durar até sexta-feira (5). Estão programados 23 depoimentos, incluindo o do réu, de testemunhas de acusação e defesa. A expectativa é ouvir pelo menos oito pessoas por dia, entre depoimentos presenciais e por videoconferência. O processo já reúne cerca de 7 mil páginas.
Cronologia do Caso Zaira
2 de março de 2019 — O crime
A estudante Zaira Dantas Silveira Cruz, de 22 anos, é encontrada morta dentro do carro do policial militar Pedro Inácio Araújo, no sábado de Carnaval, em Caicó. Ele é acusado de estupro e homicídio.
2019 — Trâmite inicial em Caicó
O caso começa a tramitar na 3ª Vara da Comarca de Caicó. A defesa do réu solicita o desaforamento do julgamento para Natal, alegando dúvidas sobre a imparcialidade do júri no Seridó. O pedido é aceito.
Junho de 2025 — Primeiro júri é cancelado
O júri popular tem início, mas é interrompido no segundo dia. A defesa abandona o plenário alegando cerceamento, após o juiz indeferir perguntas direcionadas à vítima. O conselho de sentença já havia concluído a oitiva das testemunhas de acusação.
1º de dezembro de 2025 — Novo julgamento
Começa o segundo júri popular no Fórum Miguel Seabra Fagundes, com acesso restrito e previsão de durar cinco dias. A sessão contará com depoimentos presenciais e remotos.
1 de dezembro de 2025 às 16:15
1 de dezembro de 2025 às 12:57
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O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) registrou, neste fim de semana, uma morte por afogamento na Lagoa do Boqueirão, em Touros, e três resgates na Praia do Amor, em Pipa. As ocorrências ocorreram entre sábado e domingo e envolveram situações em água doce e salgada.
No domingo 30, mergulhadores do CBMRN foram acionados para uma ocorrência de afogamento seguido de morte na Lagoa do Boqueirão. Testemunhas relataram que a vítima havia ingerido bebida alcoólica antes de entrar na água. A equipe iniciou as buscas às 14h04 e localizou a vítima às 14h06. O corpo foi retirado da lagoa e o local ficou aos cuidados dos órgãos competentes.
Na Praia do Amor, em Pipa, três pessoas foram resgatadas entre sábado e domingo após serem arrastadas pelo canal da corrente de retorno situado à direita do posto de guarda-vidas. Em um dos casos, o pai de um dos banhistas tentou entrar no mar para ajudar o filho e também foi levado pela correnteza. Todos foram retirados da água pelos guarda-vidas.
Durante o fim de semana, os bombeiros contabilizaram ainda 280 orientações e 163 advertências aos banhistas. As ocorrências ocorreram em áreas onde há variações de profundidade, presença de correntezas e acesso de pessoas sem experiência de natação em ambientes naturais.
O CBMRN reforça que ninguém deve tentar resgates por conta própria, mesmo em situações envolvendo familiares. A recomendação é acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. A corporação também orienta evitar o consumo de bebidas alcoólicas antes de entrar na água, seguir as instruções dos guarda-vidas, observar sinalizações de perigo, evitar nadar em locais desconhecidos e manter atenção redobrada em condições adversas.
1 de dezembro de 2025 às 16:00
1 de dezembro de 2025 às 12:58
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O acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na última segunda-feira (24) abriu caminho para que o Rio Grande do Norte contrate até R$ 855 milhões em empréstimos, mas impõe uma série de restrições fiscais que afetam diretamente servidores e a gestão do Estado. As medidas incluem limites para reajustes, concursos, criação de cargos e novas despesas, e já provocam preocupação entre categorias do funcionalismo.
O acordo, relatado pelo ministro Cristiano Zanin na ACO 3733, autoriza o RN a acessar recursos do Plano de Recuperação Fiscal (PEF) mesmo sem cumprir integralmente as metas do programa. Em troca, o Estado aceita as contrapartidas previstas no artigo 167-A da Constituição. Entre as obrigações estão: proibição de reajustes gerais, vedação à criação de novos cargos, bloqueio de concursos (exceto reposições) e restrição à ampliação de benefícios ou despesas obrigatórias.
Essas limitações valerão até o cumprimento de três metas fiscais:
despesa de pessoal abaixo de 54% da Receita Corrente Líquida (RCL);
caixa líquido positivo;
despesas correntes menores que 90% das receitas.
Atualmente, o RN ultrapassa esses limites. No segundo quadrimestre de 2025, o Estado comprometeu 55,73% da RCL com a folha do Executivo — maior índice do país e acima do teto de 49%, segundo o Tesouro Nacional. Pelas regras do acordo, o Governo deverá enviar relatórios periódicos comprovando o ajuste, que será acompanhado pelo STF. As operações de crédito poderão chegar a 6% da RCL inicialmente, com possibilidade de ampliação para 9%.
Em nota, o Governo do RN afirmou que os R$ 855 milhões serão importantes para reforçar a estabilidade financeira e permitir novos investimentos. Questionado sobre impactos diretos das medidas, o Estado não respondeu até o fechamento.
Especialistas avaliam impactos
Para o economista Arthur Néo, professor convidado da Ufersa, o acordo reflete um cenário de desequilíbrio prolongado: o Estado “já tem sua situação fiscal comprometida há muito tempo, acima do limite de alerta da LRF e gastando mais do que arrecada”. Ele afirma que a limitação de reajustes deve ajudar a equilibrar as contas junto à entrada dos empréstimos, somando reforço para infraestrutura e para recompor despesas acumuladas. Porém, alerta para efeitos colaterais: “Compromete-se a renda futura para o consumo do presente”.
O economista prevê ainda possíveis tensões sindicais, queda de renda em municípios dependentes do funcionalismo e riscos associados ao endividamento.
Precedente no PEF
Segundo a Advocacia-Geral da União, esta é a primeira vez que União e Estado negociam, em mesa de conciliação, medidas para ajustar a trajetória fiscal e liberar investimentos dentro do PEF. A Procuradoria-Geral da República deu parecer favorável ao acordo.
Reações do funcionalismo
O Sindsaúde-RN divulgou nota afirmando que acompanha o caso: “Esse tipo de ajuste costuma significar congelamento de contratos, de reajustes e até de benefícios já conquistados pelos servidores”. A entidade considera o acordo um pacote de ajuste fiscal disfarçado, com consequências diretas para quem atua no serviço público.
A diretora Rosália Fernandes critica a sobrecarga enfrentada pela categoria: “Já somos penalizados diariamente: falta material básico, falta equipamento, falta alimentação para pacientes e equipes; fornecedores não recebem, terceirizados ficam sem salário e seguimos trabalhando na improvisação, em condições precárias; e mesmo assim garantindo que o SUS funcione”.
Na segurança pública, o presidente do Sinpol-RN, Nilton Arruda, afirma que o Estado opera com apenas 34% do efetivo necessário e que a suspensão de concursos e reajustes agrava a crise. Segundo ele, a falta de valorização ameaça os avanços recentes: “Estamos caminhando também para o pior salário do Brasil.”
Ele alerta que a categoria já enfrenta sobrecarga severa: “Sobrecarga de trabalho e falta de valorização trará, nos próximos meses, um aumento significativo nos índices de violência. Sem uma política voltada para valorizar de verdade os profissionais, a segurança do RN entrará mais uma vez em colapso”.
1 de dezembro de 2025 às 15:45
1 de dezembro de 2025 às 11:05
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O Congresso decidiu não empurrar para 2026 a votação do Orçamento do ano eleitoral. A razão é simples: parlamentares querem garantir, ainda neste ano, o valor do fundo eleitoral — peça-chave para quem vai disputar a reeleição. Nos bastidores, líderes admitem que o montante deve ser mantido em R$ 4,9 bilhões, repetindo o valor usado nas eleições municipais de 2024. A Comissão Mista de Orçamento já trabalha com o congelamento do Fundão, apesar da pressão de alguns partidos por aumento.
A pressa ganhou força após a própria CMO aprovar uma instrução normativa ampliando a reserva destinada ao fundo eleitoral. Para isso, porém, haverá cortes em outras áreas do Orçamento de 2026. A proposta do relator Isnaldo Bulhões (MDB-AL) prevê reduzir R$ 2,9 bilhões das emendas de bancada e cortar R$ 1 bilhão das despesas discricionárias, o que já acendeu o alerta no governo sobre o impacto nos serviços públicos.
Além do Orçamento, o Congresso ainda precisa votar a LDO, que define as regras de gasto para o próximo ano. O Planalto tenta garantir espaço fiscal após aprovar a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil, medida que exige compensações para fechar as contas. A principal aposta é o projeto que aumenta a taxação de casas de aposta e fintechs, proposto por Renan Calheiros (MDB-AL).
O texto dobra gradualmente a alíquota das bets, de 12% para 24%, e eleva de 9% para 15% o imposto das fintechs, com previsão de arrecadar R$ 4,98 bilhões já em 2026. Nos bastidores, porém, o recado é claro: nada disso avança antes de resolver o que realmente interessa aos parlamentares — o tamanho do Fundão.
1 de dezembro de 2025 às 15:30
1 de dezembro de 2025 às 12:59
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O jovem que morreu após invadir a jaula de uma leoa neste domingo (30) foi identificado como “Vaqueirinho”, morador de Mangabeira. Ele tinha uma longa ficha de contravenções desde a adolescência, já havia sido preso mais de dez vezes e tinha deixado a unidade policial na sexta-feira (28).
Na semana passada, a Polícia Militar foi acionada após ele tentar danificar caixas eletrônicos em uma agência bancária; ele foi liberado após assinar um TCO.
O ataque ocorreu no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, em João Pessoa. A prefeitura fechou o parque temporariamente, lamentou o ocorrido e prestou solidariedade à família.
1 de dezembro de 2025 às 15:15
1 de dezembro de 2025 às 13:00
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O julgamento do caso Zaira acontece nesta segunda-feira (1º) no Fórum Miguel Seabra Fagundes, em Natal. A família aguarda a sessão com preocupação, especialmente porque o primeiro júri, realizado em junho deste ano, foi cancelado. A mãe da jovem, Ozanete Dantas, afirmou que teme um novo cancelamento, já que a espera por justiça tem sido marcada por frustrações e incertezas. A presença de familiares e movimentos sociais deve intensificar o clima no local, que permanece sob forte atenção pública.
A acusação aponta que Zaira Dantas foi vítima de estupro e morreu por asfixia. O laudo da Polícia Científica do Rio Grande do Norte sustentou essa conclusão após análise detalhada do corpo e das evidências coletadas. No entanto, o processo ganhou novos contornos nas últimas semanas devido ao posicionamento da defesa do policial militar Pedro Inácio, acusado do crime.
Durante as manifestações prévias ao julgamento, o advogado Jader Marques afirmou que o laudo pericial estaria equivocado. Além disso, ele alegou que Zaira teria morrido de causas naturais, o que contradiz completamente a versão dos peritos oficiais.
Defesa desqualifica perícia e tenta reverter versão oficial
A defesa sustenta que a análise oficial teria falhas e insiste que Zaira não foi assassinada. Com isso, tenta reverter a narrativa construída desde o início da investigação. No entanto, especialistas envolvidos no caso reforçam a validade dos exames realizados e destacam que o conjunto de provas aponta para violência e asfixia. Esse embate técnico deve conduzir as discussões ao longo do julgamento, que mobiliza sociedade, autoridades e familiares.
1 de dezembro de 2025 às 15:00
1 de dezembro de 2025 às 13:02
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O PT divulgou uma nova cartilha de segurança pública sobre a criação da Guarda Nacional Civil . O partido defende que a nova força assumiria as operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), hoje executadas pela Força Nacional. Além disso, a proposta sugere que a guarda tenha caráter exclusivamente civil, efetivo permanente e ingresso por concurso público.
Segundo o documento, a mudança depende de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que alteraria o artigo 144. Conforme o PT, a Força Nacional é “apenas um programa”, composto por policiais cedidos pelos estados, sem estrutura própria. Por isso, o partido sustenta que uma instituição federal permanente traria mais coerência, padronização e capacidade operacional, especialmente em áreas sensíveis como fronteiras e Amazônia Legal.
O texto afirma ainda que, com a implantação da nova guarda, “gradativamente não será mais necessário o emprego das Forças Armadas em operações de GLO”. Além disso, a proposta integra um conjunto mais amplo de mudanças que o PT pretende levar ao Congresso.
Guarda Nacional Civil aparece em PEC que está em elaboração
A PEC, segundo a cartilha, prevê a criação da Guarda Nacional Civil, que teria atuação nacional e substituiria a atual Força Nacional. Além disso, o texto reorganizaria competências federais, incluiria a nova instituição no capítulo constitucional da segurança pública e transferiria para ela a responsabilidade por ações de GLO. Em contraste, as Forças Armadas deixariam de executar esse tipo de operação.
Embora ainda não exista prazo para apresentação da PEC, o partido afirma que a proposta faz parte de uma reestruturação maior, distinta da PEC da Segurança Pública que já tramita na Câmara. Dessa forma, o PT pretende abrir um novo ciclo de debates internos e legislativos sobre o tema.
PT também propõe criação do Ministério da Segurança Pública
Além da guarda, a cartilha defende recriar o Ministério da Segurança Pública. Segundo o documento, a pasta reuniria órgãos como PF, PRF, Polícia Penal Federal, Polícia Ferroviária, Senasp e a própria Força Nacional — ou a futura Guarda Nacional Civil. Assim, o partido argumenta que o governo ampliaria a capacidade de coordenação e integração das políticas do setor.
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