31 de agosto de 2021 às 18:00
31 de agosto de 2021 às 17:38
FOTO: DIVULGAÇÃO
A potiguar Jardênia Félix, com apenas 17 anos, conquistou
nesta terça-feira (31) medalha de bronze na prova de 400 metros da classe T20 (deficiência
intelectual). A velocista mais jovem do atletismo brasileiro na Paralimpíada de
Tóquio registrou o tempo de 57s43, a melhor marca da carreira da brasileira. As
disputas da modalidade esportiva estão acontecendo no Estádio Olímpico de
Tóquio, na capital japonesa.
“Palavras no momento me faltam, pois a ficha ainda não
caiu. Um filme na cabeça, um sonho realizado, um presente de aniversário
antecipado. Atleta mais nova da delegação Brasileira em Tóquio, 17 anos e minha
primeira medalha paralímpica, jamais esquecerei o dia de hoje e tudo que estou
vivendo aqui. Queria agradecer primeiramente a Deus e a todas as pessoas que
estiveram ao meu lado desde o início, essa medalha é NOSSA”, escreveu
Jardêni, nas redes sociais.
Quem colocou a medalha de ouro no peito foi a
norte-americana Breanna Clark. Ela bateu o recorde mundial, com o tempo de
55s18. Já a prata ficou com Yuliia Shuliar, da Ucrânia. A europeia percorreu os
400 metros com o tempo de 56s18, obtendo o recorde continental.
Jardênia Félix é natural de Natal e disputava o atletismo convencional em 2016. Entretanto, em 2017, ela migrou para a modalidade paralímpica, após um técnico identificá-la com alguns sinais de deficiência.
31 de agosto de 2021 às 17:45
31 de agosto de 2021 às 16:50
FOTO: RAFAEL ARAÚJO
Policiais e Bombeiros do Rio Grande do Norte realizam, nesta
terça-feira (31), mais um ato público em frente à governadoria do Estado, em
Natal. O objetivo, segundo a Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais e
Bombeiros Militares Estaduais (ASSPMBMRN), é expor a insatisfação em relação às
respostas dadas pelo Executivo no último encontro e reivindicar a reabertura da
mesa de negociação.
A presidente ASSPMBMRN, Márcia Carvalho, explicou que a
categoria está insatisfeita com o tratamento recebido do Governo do Estado.”O
Executivo não apresentou nenhuma solução imediata para as reivindicações
apresentadas. Além disso, deu propostas inferiores em relação à realidade das
demais categorias da Segurança Pública. Márcia cita como exemplo o plano de
custear três vales-alimentação em um valor total de R$ 45 por diária ao
policial militar. Contudo, os policiais civis e penais recebem um valor de R$
60 para o mesmo período de alimentação.
“Sobre o fardamento, que há dois anos os militares estaduais
não recebem, nos foi comunicado que está em processo licitatório, mas sem
perspectiva de data. Novas viaturas e reformas nas instalações também só temos
promessas, mas nada concreto. Os encaminhamentos do Sistema de Proteção
Salarial e Código de Ética também não tiveram avanços como foi acordado na
reunião anterior”, afirma a subtenente.
Segundo Márcia, somado a estes pontos, o governo afirma não conseguir realizar a equiparação salarial dos militares estaduais, porém houve aumentos para outras categorias, elevando a discrepância salarial entre as forças de segurança. Atualmente, a Polícia Militar do Rio Grande do Norte tem o menor salário de entrada nas polícias militares do Brasil.
31 de agosto de 2021 às 17:30
31 de agosto de 2021 às 16:43
FOTO: REPRODUÇÃO
O senador Jean Paul Prates (PT-RN) afirmou nesta terça-feira
(31), em publicação nas redes sociais, que o Brasil ainda sofre as
“consequências” da cassação do mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
Nesta terça, faz 5 anos que o Senado Federal depôs a então
presidente da República, por 61 votos a 20. À época, Jean era suplente da então
senadora Fátima Bezerra, que votou contra a cassação.
Pelo Twitter, Jean classificou o impeachment de Dilma como
um “golpe” e disse que a deposição da ex-presidente está no rol dos “momentos
tortuosos” vividos pela democracia brasileira.
“São muitos os momentos tortuosos que nossa democracia
viveu. Um dos recentes marcou o fim de uma época em que o brasileiro podia sorrir
com a propriedade que uma vida de plenos direitos o assegurava. Cinco anos após
o golpe contra @dilmabr, nosso país sofre com as consequências”, escreveu o
senador.
Para Jean Paul, nos últimos cinco anos, “retrocessos atropelaram nossos direitos”. “Estão sendo anos em que o Brasil sente o amargo gosto da fome e a terrível dor do desemprego e da carestia. Usurparam a primeira presidenta do país com a intenção de ceifar os sonhos do povo. Mas nós resistimos”, finalizou.
31 de agosto de 2021 às 17:15
31 de agosto de 2021 às 16:34
FOTO: DIVULGAÇÃO
Em pronunciamento realizado na manhã desta terça-feira (31),
na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), durante horário
destinado aos líderes partidários, o deputado Nelter Queiroz (MDB) chamou
atenção dos demais parlamentares, principalmente os que dão sustentação ao
Governo do Estado, sobre a redução de refeições ofertadas em 16 unidades dos
restaurantes populares no Estado.
“Decisão de um governo carrasco. Decisão de um governo que
não está olhando para a população mais simples e que tira destes o direito de
ter uma alimentação saudável e digna em nosso Rio Grande do Norte”, desabafou
Nelter Queiroz, cobrando posicionamento dos deputados da base governista que
silenciam sobre o tema.
Ainda de acordo com o parlamentar, o corte das refeições,
nos restaurantes populares, agravará ainda mais a situação dos
norte-rio-grandenses que vivem em vulnerabilidade social, podendo causar mortes
e levando alguns à marginalidade.
O corte nas refeições, nos restaurantes populares, está
previsto para acontecer nas unidades de Santa Cruz, Jardim de Piranhas,
Jucurutu, Ceará Mirim, João Câmara, Macau, Natal (Planalto e Pompeia),
Canguaretama, São José de Mipibu, Santo Antônio, Areia Branca, Assú, Mossoró
(centro), Apodi e São Miguel. A previsão é que ocorra o corte de quase 3.500
refeições diárias nas unidades acima citadas.
31 de agosto de 2021 às 17:00
31 de agosto de 2021 às 15:30
FOTO: CANINDÉ SOARES
A realização da edição de 30 anos do Carnatal segue
indefinida. A empresa Destaque Promoções, organizadora da micareta, aguarda o
aval do comitê científico do Governo do Rio Grande do Norte para confirmar se a
festa vai ocorrer neste ano. Um protocolo sanitário foi entregue ao Executivo,
na segunda-feira (30), prevendo as normas para realização do evento. Para que a
festa ocorra, o ‘sinal verde’ do Poder Público precisa sair até 20 de setembro,
segundo a Destaque.
O protocolo sanitário encaminhado ao Executivo foi elaborado
com base em diversos eventos realizados ao redor do mundo. Segundo um dos
diretores da Destaque Promoções, Roberto Bezerra, o que era possível e viável
ser aplicado às normas do Carnatal foi incluído no protocolo. Entre as medidas,
estão higienização de embalagens das bebidas disponíveis no evento, ampliação
de pontos fixos para vendas e distribuição das bebidas, assim como a
obrigatoriedade de comprovação de vacinação contra a covid-19 para os
participantes do evento.
“Pegamos uma linha dos protocolos de grandes eventos
realizados pelo mundo, como o Lolapalloza, e reproduzimos o que era de acordo
com o formato do nosso evento. Só vamos realizar o evento com a aprovação das
condições, do protocolo. Só faremos se houver a aprovação do Poder Público. Não
iremos judicializar nada, de maneira alguma. Se for viável no ponto de vista
sanitário e não colocar nosso público em risco, faremos (o Carnatal). Se não,
não faremos neste ano”, explicou Roberto Bezerra.
Anteriormente, o prazo para o sinal verde do Poder Público
previsto pela organizadora da micareta foi o dia 1º de setembro. Porém, a
Destaque ampliou até o dia 20 de setembro o limite para se ter uma resposta do
Poder Público e fazer o lançamento da festa. A data programada para a festa é
entre os dias 9 e 12 de dezembro, por isso a necessidade de determinar um
limite para o lançamento em tempo suficiente para a organização da micareta.
“Já temos datas com os artistas, com os fornecedores e,
caso tenhamos a liberação, assinaremos os contratos para realizar o Carnatal.
Realizamos campanha em prol da vacinação entre os jovens, e eles têm comprado
essa ideia no Rio Grande do Norte, ainda bem. Vamos aguardar o aval do Poder
Público e nosso D0 (limite) para lançar o Carnatal é 20 de setembro. Se não
tivemos a resposta positiva até lá, não teremos mais condições de fazer neste
ano”, explicou Roberto Bezerra.
Decretos
Pelas normas atuais previstas no mais recente decreto estadual sobre a pandemia, no período de dezembro deste ano, quando está prevista a realização do Carnatal, já haverá a liberação total para os eventos de massa no Rio Grande do Norte, sem limites para público e percentual de ocupação. Porém, ainda de acordo com o decreto, a realização desses eventos, neste momento, precisam do aval da Secretaria Estadual de Saúde.
31 de agosto de 2021 às 16:54
31 de agosto de 2021 às 16:54
FOTO: REPRODUÇÃO
A ousadia dos bandidos está mesmo sem limite em Natal. Em
plena luz do dia em um dos cruzamentos mais movimentados da cidade, entre as
avenidas Romualdo Galvão e Amintas Barros, um bandido não se intimidou com o
movimento e a quantidade de pessoas no local e assaltou um dos motoristas
parados no sinal.
O flagrante mostra o criminoso em uma moto ao lado do
condutor de um veículo apontando uma arma de fogo e exigindo os pertences.
A cena gerou indignação da população pela ousadia
escancarada. O suspeito conseguiu fugir e ainda não foi localizado.
31 de agosto de 2021 às 16:45
31 de agosto de 2021 às 15:24
FOTO: DIVULGAÇÃO
A campanha de vacinação contra a Covid-19 no Rio Grande do
Norte recebeu mais um reforço nesta terça-feira (31). As secretarias de Estado
da Saúde Pública (Sesap) e da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed)
fizeram a distribuição de 80.399 doses de imunizantes para os municípios
potiguares.
O trabalho de logística, seguindo o padrão de toda a
campanha, se deu menos de 24h após a chegada de um novo lote de vacinas ao
estado. Com o apoio da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, a Sesap
encaminhou as vacinas e os insumos a todas as regiões.
De acordo com a Sesap, os lotes estão divididos entre 20.255
doses da Astrazeneca/Fiocruz e 60.144 da Pfizer, ambas para completar o esquema
de vacinação para quem já foi atendido pela primeira dose.
Nesta terça-feira, o RN ultrapassou a marca das 900 mil pessoas que receberam as duas doses ou a dose única de vacina contra a covid-19. No total, a plataforma RN+ Vacina recebeu o registro de 2.123.323 pessoas que tomaram ao menos uma dose, representando 79% do público-alvo acima dos 18 anos.
31 de agosto de 2021 às 16:30
31 de agosto de 2021 às 15:20
FOTO: DIVULGAÇÃO
Entre os anos de 2009 e 2019, 623.439 pessoas foram vítimas
de homicídio no Brasil, 333.330 vítimas, ou 53% deste total, eram adolescentes
e jovens. Os dados constam da edição 2021 do Atlas da Violência, publicação
elaborada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Instituto Jones dos Santos
Neves (IJSN). Os números apresentados pela publicação foram obtidos
principalmente a partir da análise dos dados do Sistema de Informações sobre a
Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan)
do Ministério da Saúde, num período anterior à pandemia de Covid-19. Neste ano,
o Atlas também traz novas seções com dados sobre violência contra indígenas e
contra pessoas com deficiência (PCDs).
Outro dado que chamou a atenção foi o aumento de 35% das
mortes violentas por causa indeterminada entre 2018 e 2019, o que pode se
refletir em uma subnotificação dos 45.503 homicídios registrados no país no
período. A categoria estatística MVCI é utilizada para os casos em que não é
possível estabelecer a causa básica do óbito, ou a motivação que o gerou, como
sendo resultante de lesão autoprovocada (suicídio), de acidente ou de agressão
por terceiros ou por intervenção legal (homicídios). “O crescimento brusco
desse índice nos últimos anos, como nunca antes observado na série histórica,
acarreta sérios problemas de qualidade e confiabilidade das informações
prestadas pelo sistema de saúde, levando a análises distorcidas, na medida em
que geram subnotificação de homicídios”, aponta o presidente do Instituto
Jones dos Santos Neves, Daniel Cerqueira.
Cerqueira aponta que em média 73% dos casos de mortes por
causa indeterminada referem-se a homicídios, o que por si só já elevaria o número
de mortes no país em 2019. Depois de cair por um período de mais de 15 anos,
tendo alcançado 6% em 2014, essa proporção voltou a subir, atingindo 11,7% em
2019. Os estados onde houve maior crescimento das MVCIs entre 2018 e 2019 foram
o Rio de Janeiro (232%), Acre (185%) e Rondônia (178%). Para se ter uma ideia
da dimensão do problema, pouco mais de uma em cada três mortes Rio foram
registradas como MVCIs (34,2%); em São Paulo, esse percentual era de 19% e, no
Ceará, de 14,5%.
Violência contra povos indígenas em alta
Segundo os dados levantados pelo Atlas, a violência letal
contra os povos indígenas recrudesceu nessa última década. Nos 11 anos entre
2009 a 2019, em números absolutos, houve 2.074 homicídios de pessoas indígenas,
segundo os dados do SIM.
Neste primeiro levantamento, também foram calculadas as
taxas de homicídios indígenas no período de 2009 a 2019. Dada a presença de
terras indígenas (TIs) em alguns municípios e de pessoas indígenas que residem
em municípios sem TIs, foram elaboradas taxas para as duas situações. “A
publicação mostra que as taxas de homicídios são maiores nos municípios com
TIs. Em 2019 a taxa de homicídios de indígenas em municípios com terras
indígenas foi de 20,4 por 100 mil indígenas, já nos municípios sem terras indígenas
a taxa foi de 7,7 por 100 mil”, explica Helder Ferreira, pesquisador do
Ipea e um dos coordenadores do estudo.
As taxas de homicídios indígenas aumentaram na última
década, ao contrário da taxa brasileira. A taxa de homicídio para o Brasil era
de 27,2/100 mil em 2009, atingindo seu pico em 2017, com 31,6/100 mil, e
decaindo nos dois anos seguintes. A taxa de homicídio para os indígenas saiu de
15/100 mil em 2009, se elevando a 24,9 em 2017 e, mesmo reduzindo, manteve-se
em 2019 (18,3/100 mil) acima da taxa de 2011 (14,9/100 mil).
Violência contra pessoas com deficiência
Outra novidade do Atlas da Violência 2021 é a violência
contra pessoas com deficiência, um tema ainda pouco estudado no Brasil. Em
2019, foram registrados 7.613 casos de violências contra pessoas com
deficiência no sistema Viva-Sinan. Esses números consideram as pessoas que
apresentavam pelo menos um dos quatro tipos de deficiência – física,
intelectual, visual ou auditiva.
Foram encontradas taxas muito elevadas de notificações de
violências contra pessoas com deficiência intelectual (36,2 notificações para
cada 10 mil pessoas com deficiência intelectual), sobretudo mulheres, quando
comparadas à população com outros tipos de deficiência. Essa sobretaxa está
associada em alguma medida às notificações de casos de violência sexual. As
taxas de notificações de violências contra as mulheres são mais de duas vezes
superiores às de homens, exceto quando a vítima é pessoa com deficiência
visual, quando a superioridade é inferior a 25%.
Em 2019, a violência doméstica representava mais de 58% das
notificações de violência contra pessoas com deficiência, seguida por violência
comunitária (24%). Em termos de sexo, a violência doméstica é ainda maior para
as mulheres (61%), enquanto para os homens a violência comunitária é um pouco
maior (26%).
Quanto à faixa etária, de forma geral, a maior concentração
de notificações é para vítimas de 10 a 19 anos, caindo mais ou menos
gradativamente conforme aumenta a idade. Chama atenção que há mais casos
notificados de violência contra mulheres (4.540) do que contra homens (2.572),
exceto na faixa de 0 a 9 anos (293 contra 332).
Já em relação aos tipos de violência, a
negligência/abandono, presente em 29% dos casos, se concentra entre crianças de
0 a 9 anos (52%) e entre idosos (73% entre pessoas com 80 anos ou mais). Aqui é
preciso chamar a atenção também para as maiores dificuldades das famílias em
prover cuidados para as pessoas com deficiência.
Análises sobre os números indicam haver forte correlação
entre violência e deficiência, seja pela contribuição da violência para a
ocorrência de deficiência, seja pelo fato de pessoas com deficiência estarem
mais expostas a sofrer violência. Esta edição do Atlas da Violência envolveu um
esforço adicional para abordar este campo, ainda que reconhecendo as mudanças recentes
no conceito de deficiência e os limites das estatísticas sobre o tema no
Brasil.
A primeira base de dados provém do Sinan, que incorpora o
esforço do Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (Viva), do
Ministério da Saúde. O Viva-Sinan tem expandido sua cobertura, passando de 38%
dos municípios do país com registros de violência no sistema em 2011 para
79,2%, em 2019. No caso das notificações de violências interpessoais contra
pessoas com deficiência, os registros passaram de 3 mil para 7,6 mil casos no
mesmo período. Ainda assim, uma parte dos estados, sobretudo nas regiões Norte
e Nordeste, apresenta níveis elevados de subnotificação.
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