19 de maio de 2021 às 08:40
19 de maio de 2021 às 08:42
FOTO: ILUSTRAÇÃO
Um homem foi preso nessa terça-feira (18) em Natal após fugir com a enteada de 11 anos de Santa Rita, cidade do interior da Paraíba, para morar com ela na capital potiguar. Segundo o próprio suspeito, eles estavam vivendo há cerca de uma semana como marido e mulher.
A menina estava desaparecida há pelo menos um mês do
interior da Paraíba. A mãe estava desesperada sem ter notícias da filha. A
polícia chegou até o suspeito através de uma denúncia anônima. Ele estava
morando com ela em uma casa no bairro Bom Pastor, em Natal.
O suspeito preso nesta terça-feira alega não saber que a
menina tinha 11 anos, mas diz que toda a família sabia que eles tinham vindo
morar juntos em Natal.
“Eu amo a minha esposa, vamos fazer de tudo para casar
juntos e ter nossa família juntos, isso não só depende de mim, depende das
autoridades”, disse em entrevista ao Via Certa Natal.
19 de maio de 2021 às 08:30
19 de maio de 2021 às 05:08
RECEITA FEDERAL RECEBEU 222.390 DECLARAÇÕES NO RN ATÉ ÀS 14H DESTA TERÇA (18). PRAZO TERMINA EM 31 DE MAIO. FOTO: REPRODUÇÃO
A 13 dias do fim do prazo, mais de 110 mil contribuintes
ainda não declararam o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) no Rio Grande
do Norte. Até as 14h dessa terça-feira (18), 222.390 declarações foram
recebidas pelos sistemas da Receita Federal no estado.
A expectativa da Receita Federal é que 334 mil contribuintes
no Rio Grande do Norte entreguem a declaração, e 32 milhões no país.
O prazo de entrega da declaração se encerra às 23h59min59s
(horário de Brasília) de 31 de maio.
Quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70
em 2020 tem que declarar.
Devem declarar o Imposto de Renda neste ano:
Quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$
28.559,70 em 2020. O valor é o mesmo da declaração do IR do ano passado.
Contribuintes que receberam rendimentos isentos,
não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido
superior a R$ 40 mil no ano passado;
Quem obteve, em qualquer mês de 2020, ganho de
capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou
realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;
Quem teve, em 2020, receita bruta em valor
superior a R$ 142.798,50 em atividade rural;
Quem tinha, até 31 de dezembro de 2020, a posse
ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total
superior a R$ 300 mil;
Quem passou para a condição de residente no
Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de
2020;
Quem optou pela isenção do imposto incidente em
valor obtido na venda de imóveis residenciais cujo produto da venda seja
aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de
180 dias, contado da celebração do contrato de venda;
Quem recebeu o auxílio emergencial em 2020 e,
além disso, teve rendimentos tributáveis acima de R$ 22.847,76.
Auxílio emergencial
A Receita Federal alerta que os contribuintes que receberam
o auxílio emergencial por conta da pandemia da Covid-19, caso tenham recebido,
junto com o auxílio, outros rendimentos tributáveis em valor anual superior a
R$ 22.847,76, são obrigados a declarar o Imposto de Renda da Pessoa Física e
devolver os valores recebidos do auxílio emergencial, por ele e seus
dependentes, conforme estabelece o § 2º-B do art. 2º da Lei nº 13.982, de 2020.
O Darf para devolução do auxílio emergencial pode ser impresso por meio do Menu Declaração/Imprimir/Darf de devolução do auxílio emergencial, no site da Receita. Estima-se que cerca de 3 milhões de declarações em nível nacional possua algum tipo de devolução a ser feita.
19 de maio de 2021 às 08:15
19 de maio de 2021 às 05:03
FOTO: SANDRO MENEZES
A governadora Fátima Bezerra assinou a ordem de serviço para
dar início a obra de reestruturação do Posto Integrado de Fiscalização no
município de Canguaretama (antigo Posto Caraú). O encontro ocorreu nesta
terça-feira (18), de forma híbrida.
O núcleo de fiscalização fixa, situado à BR-101, na divisa
com a Paraíba, fará o controle tributário, de segurança e de inspeção
fitossanitária, atendendo demandas das secretarias de Estado de Tributação
(SET-RN) e Segurança Pública (Sesed) e do Idiarn.
“Damos aqui mais um passo para entregar um equipamento
importantíssimo para a fiscalização tributária, para segurança e para a
fiscalização sanitária. Este núcleo vai promover melhorias nunca antes vistas
na modernização do Estado no que diz respeito à arrecadação e fiscalização de
mercadorias em trânsito”, disse a governadora Fátima Bezerra, que completou:
“Esse momento tem um significado muito especial porque estamos cumprindo com a
nossa palavra de atualizar a estrutura fiscal de nosso Estado, com a retomada
do Caraú, que estava fechado desde 2012, e era uma das prioridades de nosso
Plano de Governo”.
O investimento do Executivo estadual será de R$ 9,4 milhões,
por meio do Projeto Governo Cidadão, com recursos assegurados pelo empréstimo
junto ao Banco Mundial. A partir de
agora, as construtoras Gurgel Soares LTDA e Luiz Costa LTDA, empresas
responsáveis pela obra (Consórcio Potiguar de Empresas de Engenharia Civil),
terão nove meses para a conclusão do posto de fiscalização.
“O trabalho integrado do governo da professora Fátima
Bezerra, mesmo em meio à pandemia, está trabalhando pelo desenvolvimento do
Estado, com foco na segurança na divisa, no impedimento à sonegação de impostos
e no aumento da arrecadação do Estado”, destacou Fernando Mineiro, agradecendo
pelo empenho das equipes da SET, Sesed e Idiarn, e de sua equipe do Governo
Cidadão. “A ação se trata de uma iniciativa do atual governo e não estava do
mapa de aplicações do Projeto planejado por gestões anteriores”, ressaltou.
Segundo o secretário de Tributação do Estado, Carlos Eduardo
Xavier, o equipamento será fundamental na retomada do controle da entrada de
mercadorias no RN. “De modo a combater fraudes tributárias, reduzindo a
sonegação fiscal e consequentemente aumentando a arrecadação de ICMS. Essa é mais
uma importante ação da gestão Fátima Bezerra, que promoverá grande legado ao
Estado, pois corrige um erro histórico de mais de 9 anos com a desativação do
Caraú”, reforçou.
O secretário de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed) do
RN, coronel Francisco Araújo, destacou que a construção do Posto Fiscal de
Canguaretama, por sua localização estratégica, como uma porta de entrada para o
Estado, será uma obra de fundamental importância para a segurança pública, para
o controle da entrada de pessoas e como barreira de fiscalização policial para
capturar infratores, inibindo também a entrada de armas e drogas no RN. Ele
ressaltou ainda que o Sistema de Segurança Pública no Núcleo contará com a ação
da Polícia Civil e Polícia Rodoviária Federal.
O diretor-geral do Idiarn, Mario Manso, finalizou dizendo
que “a revitalização do posto vai promover grandes melhorias no fortalecimento
da fiscalização volante na questão de trânsito de animais, produtos e
subprodutos de origem animal e vegetal, agindo como um mecanismo de controle
extremamente eficiente”.
Ainda participaram da solenidade, de modo remoto, os
presidentes do Sindifern, Juarez Moura Cavalcante; da Asfarn, Edilson Júnior; do Sintern, João
Luiz Pereira Pinto; e representantes de áreas técnicas e da engenharia da
SET/RN e do Governo Cidadão.
A assinatura contou com a participação dos secretários de
Estado Fernando Mineiro (Gestão de Projetos e Metas e coordenador do Projeto
Governo Cidadão), Carlos Eduardo Xavier (Tributação-SET) e Álvaro Luiz
(Adjunto-SET) e coronel Francisco Araújo (Segurança Pública e Defesa Social –
Sesed). Também participaram o diretor geral do Instituto de Defesa e Inspeção
Agropecuária do RN (Idiarn), Mario Manso, e o comandante geral da Polícia
Militar, coronel Alarico Azevedo.
Posto Caraú – Canguaretama
Em 2.144 metros quadrados de área construída de um terreno
de quase 20.000 metros quadrados, o equipamento vai contar com diversos
ambientes divididos entre o edifício principal, as guaritas de pedágio, área de
apoio a caminhoneiros e curral.
A construção conta ainda com alojamentos com banheiros para
os órgãos parceiros, área de repouso, área de fiscalização e depósito da
SET-RN, salas de administração, estacionamentos e garagens para diversos tipos
de carros, cozinha, despensa, refeitório, entre outros.
19 de maio de 2021 às 08:00
19 de maio de 2021 às 04:58
FOTO: JOANA LIMA
Nesta quarta-feira (19) Natal vai vacinar com a segunda dose
do imunizante Coronavac as pessoas que receberam a primeira dose até 06 de
abril. Os locais de vacinação são as 35 UBSs (das 8h às 11h30 e das 12h às
15h), além de cinco pontos de drive: UNP, OAB, Via Direta (das 8h às 16h), Sesi
e Ginásio Nélio Dias ( das 8h às 20h).
As pessoas que se vacinaram com o imunizante da Oxford e
completaram 12 semanas da D1 também podem procurar qualquer um dos pontos de
vacinação para receber a segunda dose.
Para receber a D2 da Coronavac ou da Oxford é necessário
apresentar o cartão de vacinação com a data da D1 em 06.04, comprovante de
residência de Natal e documento com foto.
COMORBIDADES
Nos mesmos locais também estarão sendo vacinadas as pessoas
com comorbidades com 30 anos e mais. Também estão incluídas nesse grupo as
Pessoas com Deficiência Permanente com cadastro no BPC.
Neste grupo de comorbidades, para se vacinar é necessário
apresentar cópia de um desses documento:
Laudo médico com CID
Laudo médico com descritivo da doença ou
condição de saúde
Declaração médica do descritivo da doença
prescrição médica com carimbo ou cupom grampeado
da farmácia da UBS, PROSUS, HIPERDIA ou UNICAT
Relatórios médicos com descritivos da doença.
As pessoas com BPC só precisam comprovar que têm o
benefício, não sendo necessário a apresentação da documentação acima. Além
disso, é necessário a apresentação do comprovante de residência de Natal,
documento com foto e cartão de vacinação.
19 de maio de 2021 às 07:56
19 de maio de 2021 às 07:57
DESPEJO IRREGULAR DE DEJETOS INDUSTRIAIS, EM 2007, RESULTOU NA MORTANDADE DE TONELADAS DE PEIXES E PREJUDICOU COMUNIDADES RIBEIRINHAS. FOTO: ILUSTRAÇÃO
O Ministério Público Federal (MPF) apresentou recurso contra
a decisão que inocentou, em primeira instância, a Norsa Refrigerantes Ltda.
(engarrafadora da Coca-Cola); a Imunizadora e Limpadora Potiguar Ltda.; a Real
Comércio e Indústria de Bebidas Ltda.; e mais dois empresários e três
servidores públicos. Eles foram acusados de serem responsáveis por um dos
maiores desastres ambientais do Rio Grande do Norte, que teria sido
consequência do despejo e transbordamento de dejetos industriais no estuário do
rio Potengi, no ano de 2007.
O fato causou a mortandade de toneladas de peixes (observada
nos últimos dias de julho daquele ano) e prejudicou todo ecossistema fluvial,
afetando comunidades que dependiam da pesca e de outras atividades econômicas
junto ao curso d’água. Os empresários réus na ação são Edson Bezerra de
Oliveira (da Imunizadora Potiguar); e Cleber Rocha Vieira (da Norsa
Refrigerantes, que havia adquirido a Real Bebidas em 2006); além dos servidores
do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema/RN), Eugênio
Marcos Soares Cunha, Maria das Graças Azevedo e Sérgio Luiz Macedo.
O recurso – assinado pelos procuradores da República
Fernando Rocha e Camões Boaventura – busca a compensação e a recuperação da
área degradada, bem como o ressarcimento pelos danos ambientais e morais
coletivos ocasionados. O juiz de primeira instância, no entanto, “a despeito de
todas as provas testemunhais e laudos técnicos apresentados”, julgou
improcedente o pedido inicial da ação civil pública (que tramita sob o número
0801590-90.2018.4.05.8400), considerando haver um “cenário de dúvida” com
relação à responsabilidade dos réus.
Para os procuradores da República, diversos elementos
comprobatórios confirmam a culpa das empresas e de seus gestores, bem como a
omissão por parte dos servidores do Idema.
Fatos – Após adquirir a Real Bebidas (que anteriormente produzia a RC Cola), a Norsa começou a operar na estrutura da empresa em maio de 2007, através de uma autorização provisória, que previa apenas a realização de testes. Contudo, logo perceberam que a estação de tratamento de efluentes (ETE) da Real ficou comprometida. Segundo depoimento de um ex-funcionário, “alguns peixes (que serviam de indicadores da oxigenação) apareceram mortos na superfície da lagoa”. O líquido começou a espumar e apresentar coloração esverdeada.
Para iniciar de fato a produção na antiga fábrica da Real
Bebidas, a Norsa deveria ter reformado ou construído uma nova estação de
tratamento. Essa medida, contudo, adiaria o início das atividades. O
ex-funcionário confessou que a ETE estava com sua capacidade comprometida, o
que exigiria 15 a 20 dias de depuração, sem o recebimento de novos efluentes,
exigência que não foi respeitada já que a Norsa “não admitia a paralisação da
produção”.
Diante do comprometimento da estação, a empresa decidiu
contratar a Imunizadora Potiguar para remover os resíduos acumulados. Contudo a
limpadora terminou levando para suas estações de tratamento (localizadas em um
manguezal às margens do rio Potengi) efluentes de um tipo e em uma quantidade
não autorizados.
Irregularidade – A Potiguar trabalhava exclusivamente com esgotos domésticos (e não industriais), mas recebeu, ainda assim, autorização do Idema para o serviço. No entanto, o previsto era a retirada apenas de efluentes já presentes na estação de tratamento da Real Bebidas. A imunizadora, porém, transportou do local uma quantidade de 3.448m3 (segundo notas fiscais), equivalente a mais de três piscinas olímpicas e muito acima da capacidade da ETE da empresa de refrigerantes.
Essa discrepância se explica por uma atitude irregular.
Mesmo em meio à “limpeza da estação”, a Norsa continuou a operar de forma
provisória a nova estrutura, gerando efluentes cujo transporte pela imunizadora
não estavam previstos na autorização do Idema. Um novo tanque chegou a ser
aberto pela Potiguar nas semanas anteriores ao desastre e, poucos dias antes,
uma bióloga já havia registrado o início da mortandade de peixes e a presença
de lodo no manguezal.
Recebendo o material proveniente da Norsa e dos demais
clientes, a imunizadora superou sua capacidade de processamento, “demonstrando
que não havia possibilidade física de tratamento adequado dos efluentes brutos
antes de seus despejos no estuário”, observa o MPF.
Omissão – A tragédia ambiental, além dos milhares de peixes que se acumularam ao longo das margens, também resultou na morte de outros animais, como sururus, caranguejos e garças, resultando em impactos sanitários e socioeconômicos para a população ribeirinha, que permaneceu meses sem poder fazer uso integral do rio.
Os três servidores do Idema, no entanto, falharam na fiscalização,
adotando até mesmo “estratégias com a finalidade de acobertar a realidade dos
fatos no procedimento administrativo de apuração”. As conclusões do MPF se
baseiam em dois pareceres técnicos produzidos pelo Ibama, em outubro de 2014 e
maio de 2015, somados ao exame de outros instrumentos técnicos e depoimentos
testemunhais que confirmam a tese do Ministério Público.
O Idema chegou a produzir um parecer, “às pressas (…) apenas
um mês após o desastre”, que concluiu como causa o lançamento de matéria
orgânica a partir de uma empresa de carcinicultura (que promoveu a “despesca”
de um viveiro de 28 hectares). Contudo, as despescas de viveiros de camarão são
frequentes, sem gerar desastres equivalentes, e em regra despejam no rio uma
água menos “poluída” que a encontrada no estuário do Potengi, no fim de julho
de 2007.
Acobertamento – Para o MPF, os servidores do Idema encobriram as irregularidades cometidas pelas empresas rés, “maquiando” os fatos durante vistorias técnicas e “limitando ou induzindo a erro exames posteriores”. Um parecer técnico do Ibama, de novembro de 2008, já contestava as conclusões periciais do Idema, negando que a despesca fosse responsável pelo desastre ambiental.
Uma bióloga que estudava a região apontou ainda que, em
análises realizadas nos peixes mortos, estavam presentes substâncias que não
eram usadas na carcinicultura, mas sim na indústria de refrigerantes.
Pescadores chegaram a afirmar que presenciaram caminhões da imunizadora lançado
efluentes diretamente no manguezal.
O Ibama revelou ainda que a concentração de amônia na saída
da estação de tratamento da imunizadora se encontrava em um patamar 330% acima
do máximo permitido pela legislação ambiental, mesmo três dias após o registro
da mortandade dos peixes.
Telefonemas – O MPF também reforça a acusação com base na interceptação de ligações telefônicas realizadas com autorização judicial, logo após o desastre. Em uma dessas conversas, um engenheiro ligado à Coca-Cola e à Potiguar admitiu, em conversa com Maria das Graças, que “talvez houvesse esse mal entendido, né? A gente achou que tava coberto. E vocês achavam que a gente não estava fazendo isso, né?”, referindo-se ao transporte de efluentes da produção de refrigerantes. O profissional chega a sugerir a interdição das lagoas de tratamento da imunizadora, contudo o Idema terminou por não adotar sequer essa providência.
“Os diálogos demonstram nitidamente as orientações
direcionadas pela servidora do Idema para eximir as empresas de eventual
fiscalização ou dissimular indícios que levem à responsabilização pelo acidente
ambiental”, conclui o MPF. Ela chega a alertar outro proprietário de
imunizadora, cujos tanques ficavam próximos à da Potiguar, para limpar melhor
uma das lagoas, tendo em vista que “nós vamos fazer vistoria com a promotoria”,
e complementa: “Cuide em dar uma arrumadinha que a gente vai lá (…) com a
promotoria”.
O então diretor do Idema, Eugênio Cunha, também deixou claro
em ligações interceptadas que o instituto não tinha certeza a respeito da culpa
da fazenda de carcinicultura, contudo continuou a preservar a operação
realizada entre Norsa e Imunizadora Potiguar e buscar exclusivamente elementos
que reforçassem o parecer inicial do órgão ambiental. Já o servidor Sérgio Luiz
Macedo, quando da elaboração de laudos técnicos, teria direcionado a
responsabilidade pelo dano ambiental à empresa de carcinicultura.
Enquanto isso, mesmo autorizada apenas a “testar os
equipamentos” na fábrica recém-adquirida, a Norsa teria continuado funcionado
na nova planta e produzido “24 horas por dia” com base tão somente nessa
autorização provisória, até o fim do ano de 2007.
19 de maio de 2021 às 07:45
19 de maio de 2021 às 04:56
FOTO: RENÊ CARVALHO
A manutenção do aluguel social para o acolhimento e
segurança de famílias sem moradia, que ainda se encontram em situação
vulnerável devido à pandemia, foi tema de uma audiência na tarde desta terça-feira
(18), no Palácio Felipe Camarão, sede da Prefeitura de Natal.
O prefeito Álvaro Dias recebeu o Arcebispo de Natal, Dom
Jaime Vieira, acompanhado de representantes de instituições e entidades de
amparo social, além da vereadora Divaneide Basílio, para tratar de uma ação
integrada que possibilite o Município assumir, de forma emergencial, o contrato
temporário para o subsídio monetário dessa população, após o vencimento de
convênio firmado no ano passado entre a Cáritas Arquidiocesana, Governo do Estado
e Governo Federal.
O aluguel social temporário para as 53 famílias contemplou
cinco meses e foi prorrogado agora por mais três meses. O prazo para terminar é
agosto de 2021. A ideia é que a Prefeitura de Natal assuma o contrato através
de programa que possibilite o pagamento de auxílio às famílias que não
disponham de meios materiais para adquirir ou alugar moradia de forma
temporária, até que se emancipem financeiramente.
O Prefeito Álvaro Dias reforçou o caráter emergencial da
ação e disse que esta semana irá se reunir para dar celeridade à análise da
minuta de um projeto para ampliação social básica de caráter suplementar,
atualmente em análise na Procuradoria do Município. Álvaro Dias também se
prontificou a analisar o veto ao Projeto de Lei da vereadora Divaneide Basílio,
aprovado recentemente na Câmara, mas vetado por ser inconstitucional. “Vamos
ter o apoio da vereadora Divaneide para alinhar com a Câmara, inclusive
dispensar a tramitação para agilizar a aprovação e não deixar essas famílias desassistidas”,
disse Álvaro.
Proteção Social
O secretário municipal de Assistência Social, Adjuto Dias, e
a secretária adjunta, Maria José de Medeiros, explicaram que a Prefeitura
possui um projeto em análise na Procuradoria do Município, para ampliação da
proteção social básica de caráter suplementar, com objetivo de atender
situações de vulnerabilidade dessa natureza. O orçamento municipal disponível é
de R$ 450 mil.
Dom Jaime Vieira disse que “em nome da Procuradoria pública,
a Promotoria, as diversas entidades gostaria de agradecer ao prefeito e
secretário que tiveram uma visão concreta para ajudar a essa população.”
19 de maio de 2021 às 07:40
19 de maio de 2021 às 07:40
FOTO: REPRODUÇÃO
Bianca Domingues, de 26 anos, que estava com o MC Kevin e um
amigo dele antes de o funkeiro cair da varanda, disse à polícia, ainda nesta
madrugada, que conheceu Kevin na praia, no dia em que ocorreu o acidente.
De acordo com o depoimento, ela conheceu o cantor em um
quiosque em frente ao hotel Riale Brisa Barra, onde ele estava hospedado.
Bianca conversou por cerca de 20 minutos com Victor Elias Fontenelle, amigo de
Kevin que estava no quiosque com o funkeiro e outros quatro amigos.
Ela disse ainda em depoimento aos investigadores que teve
relações sexuais com o funkeiro e que ela e o outro amigo estavam na varanda no
momento do acidente e Kevin, com receio de ser descoberto pela mulher, tentou
pular de uma sacada para outra, mas se desequilibrou e caiu do quinto andar do
hotel. Bianca disse que cobrou R$ 1 mil de cada um.
Os peritos realizaram uma vistoria no quarto onde o funkeiro
estava hospedado com a esposa, no 11º andar do hotel. Foram apreendidos cinco
celulares para vistoria, entre eles, o de MC Kevin e o da modelo Bianca
Rodrigues. Os resultados das perícias devem ficar prontos até esta quarta-feira
(19).
A esposa do artista também foi ouvida pela Polícia. Deolane
Bezerra afirmou que não estava no local no momento da queda, mas sim em um
outro apartamento com uma amiga.
Os amigos também negaram que tenham feito algum tipo de
brincadeira para fingir que a esposa iria flagrá-lo com a amante. A polícia, no
entanto, não descartou essa possibilidade.
Os investigadores devem ouvir nos próximos dias os
funcionários e outras pessoas que estavam na festa da qual o funkeiro
participava.
Testemunhas disseram que MC Kevin fez uso de drogas antes de acidente
Em depoimento à Polícia Civil, testemunhas confirmaram que o
artista usou drogas, incluindo a modelo que ele teria conhecido na praia e
levado para um dos quartos do hotel.
O delegado responsável pelas investigações, Henrique
Damasceno, solicitou a realização do exame toxicológico para constatar se o
artista havia usado drogas e ingerido bebidas alcoólicas momentos antes do
acidente.
19 de maio de 2021 às 07:30
19 de maio de 2021 às 04:53
FOTO: DIVULGAÇÃO
O deputado estadual Kleber Rodrigues (PL) conversa sobre
autismo na live desta quarta-feira(19), às 18h, no Instagram. Ele vai contar
com a participação de três convidados especiais. A jornalista Mariana Pinto e a escritora e
Rosângela Lima, mães de autistas. Além da participação de Guilherme Barroso, um
jovem escritor mossoroense, autista e autor de três livros sobre o assunto.
Kleber Rodrigues é autor do projeto de lei que suspendeu o
prazo de validade dos laudos que constatam o autismo. A iniciativa o aproximou das instituições e
famílias envolvidas na causa.
Na live do Instagram, eles irão conversar sobre o cotidiano e os desafios dos autistas e suas famílias. O internauta pode participar comentando, enviando perguntas e sugestões. @kleberrodigues
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