26 de dezembro de 2020 às 18:00
26 de dezembro de 2020 às 16:24
REPUBLICANO DISSE QUE PACOTE DE AJUDA CONCEDE MUITO DINHEIRO PARA INTERESSES ESPECIAIS. FOTO: REUTERS
Milhões de norte-americanos tiveram seus benefícios de
desemprego expirados no sábado, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump,
se recusou a sancionar pacote de US$ 2,3 trilhões sobre gastos e ajuda durante
a pandemia, ao protestar que o texto não era suficiente para ajudar pessoas
comuns.
Trump surpreendeu tanto republicanos quanto democratas quando
disse esta semana que estava insatisfeito com o enorme projeto de lei, que
forneceria US$ 892 bilhões em alívio pelo coronavírus, incluindo benefícios
especiais de desemprego que expiraram em 26 de dezembro, e US$ 1,4 trilhão para
gastos regulares do governo.
Sem a assinatura de Trump, cerca de 14 milhões de pessoas
podem perder esses benefícios extras, de acordo com dados do Departamento de
Trabalho. Uma paralisação parcial do governo começará na terça-feira, a menos
que o Congresso chegue a um acordo sobre um projeto provisório de financiamento
do governo antes disso.
Depois de meses de disputa, republicanos e democratas
concordaram com o pacote na semana passada, com o apoio da Casa Branca. Trump,
que entrega o poder ao presidente eleito democrata Joe Biden em 20 de janeiro,
não se opôs aos termos do acordo antes que o Congresso o aprovasse na noite de
segunda-feira.
Mas desde então ele tem se queixado de que o projeto concede muito dinheiro para interesses especiais, projetos culturais e ajuda estrangeira, enquanto o auxílio emergencial de US$ 600 para milhões de norte-americanos em dificuldades seria muito pouco. Ele exigiu que fosse aumentado para US$ 2.000.
26 de dezembro de 2020 às 17:00
26 de dezembro de 2020 às 16:04
MARCOS CHANEA É VACINADO NO HOSPITAL KAPLAN, NO SUL DE ISRAEL. FOTO: ARQUIVO PESSOAL
Brasileiros que moram em Israel já começaram a ser vacinados
contra o coronavírus em meio à campanha de vacinação em massa que começou em 19
de dezembro no país.
Uma das primeiras pessoas a receber o imunizante em Israel
foi a assistente social e psicoterapeuta carioca Deborah Erlich, de 48 anos,
que trabalha no Instituto de Desenvolvimento Infantil do Hospital Schneider, na
cidade de Petah Tikva, nos arredores de Tel Aviv. Ela foi convocada junto com
toda a equipe do hospital, juntamente com outros profissionais da área médica e
indivíduos com mais de 60 anos.
Primeiramente, ela teve que preencher um questionário
indicando que estava de acordo com a imunização. Ela foi vacinada na
quinta-feira, 24 de dezembro.
“Eles me ligaram e marcaram a data”, conta
Deborah. “Essa semana toda, muita gente do staff já começou a ser
vacinada. Fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, todos os
diretores de departamentos, todos os médicos, todos os enfermeiros, todo mundo
se vacinando.”
Deborah, que tem um filho de oito anos e mora com o
companheiro em Tel Aviv, se estabeleceu em Israel há 28 anos. Ela não teve
dúvida alguma de que gostaria de receber a vacina da Pfizer/BioNTech, a única
que está sendo usada no país, por enquanto.
26 de dezembro de 2020 às 16:45
26 de dezembro de 2020 às 15:47
RELATÓRIO AFIRMA QUE OS PAÍSES DA ÁSIA FORAM MAIS BEM-SUCEDIDOS AO LIDAR COM A PANDEMIA. FOTO: ILUSTRAÇÃO
A pandemia de covid-19 deve antecipar em cinco anos a data
em que a China ultrapassará os Estados Unidos no total de riquezas produzidas e
se tornará a maior economia do planeta.
A previsão anterior era que a mudança no ranking ocorreria
em 2033, mas agora deve acontecer em 2028, segundo estudo do britânico Centro
de Pesquisa em Economia e Negócios (CEBR, na sigla em inglês) publicado neste
sábado, 28.
O relatório, que acompanha e faz projeções econômicas de 193
países, afirma que os países da Ásia, em especial os do Leste Asiático, foram
mais bem-sucedidos ao lidar com a pandemia do que os europeus e os americanos.
No total, o CEBR calcula que a pandemia fará a economia global recuar US$ 6
trilhões na comparação com 2019.
Segundo o documento, a perspectiva é de que o Produto
Interno Bruto (PIB) da China cresça 2,0% em 2020, enquanto o PIB dos EUA deve
recuar 5,0%. Globalmente, a projeção é que retração de pelo menos 4,0%.
Brasil
No trecho em que analisa a situação econômica do Brasil, o
CEBR estima que o PIB do País caia 5,0% neste ano e cresça 3,3% em 2021.
Atualmente, o centro de estudos coloca o Brasil na 12ª
posição entre as maiores economias, e estima que o País chegará ao 9º posto
somente em 2035.
O relatório diz que o Brasil passa por “consideráveis
instabilidades políticas e econômicas desde uma profunda recessão, em
2016” e analisa que a economia brasileira entra em 2021 em situação frágil
e com limitado espaço fiscal.
O texto também afirma que o mercado de trabalho brasileiro “nunca se recuperou da recessão entre 2015 e 2016, e a pandemia de 2020 só tornou a situação ainda pior”.
26 de dezembro de 2020 às 16:30
26 de dezembro de 2020 às 15:37
O PRESIDENTE PASSEOU POR BRASÍLIA SEM MÁSCARA, ENTROU EM ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS E FALOU COM O PÚBLICO. FOTO: SÉRGIO LIMA
O presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado (26.dez.2020)
que o fato de outros países já terem começado a vacinar seus cidadãos e o
Brasil ainda não, não o pressiona. Afirmou que é preciso ter razão é
responsabilidade com o povo em relação a vacinação contra a covid-19.
“Ninguém me pressiona para nada, eu não dou bola pra isso. É
razão, razoabilidade, é responsabilidade com o povo. Você não pode aplicar
qualquer coisa no povo”.
O presidente passeou por Brasília sem máscara, entrou em
estabelecimentos comerciais e falou com o público. Ele foi a uma padaria, uma
lotérica, parou na rua, foi a uma papelaria e a uma feira de artigos ligados a
motos.
Bolsonaro também declarou que nenhuma das empresas de
vacinas disponíveis até agora se responsabiliza por possíveis efeitos
colaterais. Essa tem sido uma crítica constante do presidente em relação ao
tema.
Na corrida contra o coronavírus, há 18 vacinas em
desenvolvimento no mundo que estão na 3ª fase de testes clínicos. Destas, 8
foram liberadas para uso emergencial e limitado em diversos países, e 3
obtiveram o registro para o uso definitivo. Os dados são do Rastreador de
Vacinas de Coronavírus, desenvolvido pelo jornal The New York Times.
A Hungria começou neste sábado (26.dez) a imunizar profissionais
da saúde contra a covid-19 com a vacina desenvolvida pela Pfizer e BioNTech. A
informação foi divulgada pela agência Reuters.
26 de dezembro de 2020 às 16:15
26 de dezembro de 2020 às 15:32
AO MENOS 5 VIAJANTES QUE ESTIVERAM NA GRÃ-BRETANHA TIVERAM DETECTADA A NOVA CEPA DO CORONAVÍRUS. FOTO: REUTERS
O governo do Japão bloqueou a entrada de estrangeiros no
país de 28 de dezembro a 31 de janeiro de 2021. A medida foi anunciada pelo
ministro da Saúde, Norihisa Tamura, e vem após o veto ao ingresso de cidadãos
vindos do Reino Unido, anunciado na 5ª feira (24.dez). Cidadãos japoneses e
estrangeiros que residem no país terão permissão para retornar.
Ao menos 5 viajantes que estiveram na Grã-Bretanha tiveram
detectada a nova cepa do coronavírus. O Japão registrou neste sábado (26.dez) a
1ª infecção doméstica com a variante britânica do covid-19, de acordo com a
agência Kyodo News.
A capital japonesa, Tóquio, registrou recorde de casos neste sábado (26.dez), com 949 novas infecções detectadas em 24 horas, após alta constante na última semana.
26 de dezembro de 2020 às 16:00
26 de dezembro de 2020 às 15:20
SEGUNDO ESTUDO DA FEBRAFITE, HOUVE QUEDA DE 2,2% NAS RECEITAS PRÓPRIAS DOS MUNICÍPIOS (TRIBUTÁRIAS). FOTO: ILUSTRAÇÃO
Em 4.403 municípios brasileiros, 79% do total, o valor injetado na economia local com o pagamento do auxílio emergencial à população vulnerável durante a pandemia da covid-19 superou a arrecadação com os impostos e taxas de competência municipal, como o ISS (serviços) e o IPTU (propriedade urbana).
No total, segundo estudo da Federação Brasileira de
Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite), houve queda de 2,2%
nas receitas próprias dos municípios (tributárias), que acabou sendo compensada
pelo crescimento de 13,4% receitas de transferências, incluindo o socorro
federal. Com isso, a receita geral teve um aumento de 6,7%. O levantamento
levou em conta 4.681 dos 5.570 municípios do País que repassam dados ao Tesouro
Nacional.
O auxílio termina no dia 31 dezembro, sem uma solução para
reforçar a rede de proteção para a população que vai perder o benefício e não
tem outra fonte de renda. Essa dependência do benefício, a recuperação mais
lenta do setor de serviços e as incertezas decorrentes do avanço da pandemia
antecipam um risco maior para a atividade econômica dos municípios, aponta o
estudo.
Para o presidente da Febrafite, Rodrigo Spada, até março
essas incertezas não vão se resolver, e seria necessária a prorrogação do
benefício por mais alguns meses. “O auxílio vai acabar e não tem nenhum
plano de saída e nem uma perspectiva de vacinação rápida”, disse. Ele
defende uma prorrogação no trimestre e uma avaliação posterior em relação à
necessidade de mais uma rodada da ajuda.
De acordo com Spada, a pandemia acentuou a desigualdade
entre os Estados e municípios por causa do sistema tributário, o que reforça a
necessidade da reforma em 2021. Boa parte das cidades é muito dependente dos
serviços, que foram duramente afetados pelas medidas de isolamento social. As
propostas de reforma preveem um tributo único, que seria cobrado de bens e
serviços, e cuja arrecadação seria dividida entre União, Estados e municípios.
O estudo da Fibrafite, feito pelos economistas Vilma Pinto,
do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre, da Fundação Getúlio Vargas), e
Juracy Soares, auditor fiscal do Estado do Ceará, aponta o impacto heterogêneo
da covid-19 nas cidades, muito em função de como os serviços se recuperam.
Os municípios mais intensivos em serviços prestados às
famílias (como turismo, serviços domésticos, salões de beleza, etc, que tiveram
desempenho mais afetado pelos efeitos da quarentena), por exemplo, tendem a ter
um impacto negativo em suas receitas tributárias próprias maior que em outros
cuja predominância econômica ocorra em serviços que tiveram uma recuperação
melhor no curto prazo.
Bens e serviços
A Febrafite já havia apresentado estudo anterior sobre os
resultados do benefício aos vulneráveis nos Estados, que têm o seu principal
imposto, o ICMS, cobrado sobre os bens, justamente produtos mais comprados com
o dinheiro do auxílio. No caso do tributo dos municípios, o ISS incide sobre
serviços, que além de terem sido mais impactados pela pandemia, são consumidos
menos pelos mais pobres.
Segundo a pesquisadora Vilma Pinto, do Ibre/FGV, muito se
discutiu sobre os impactos que o auxílio emergencial e as medidas de apoio da
União desempenharam junto aos Estados, mas pouco se falou das consequências ao
nível municipal.
A queda abrupta da renda do benefício aliada às incertezas é
um risco, mesmo diante do fato de muitos prefeitos estarem com caixa mais gordo
devido ao socorro do governo federal, como mostrou reportagem do Estadão há
duas semanas.
Fora os setores de tecnologia da informação, serviços
técnico-profissionais, armazenagem, auxílio a transportes e Correios, que
tiveram impulso devido à alta na demanda por atividades ligadas ao e-commerce e
delivery, os dados apontam que será necessário crescimento no volume de
serviços em 6,5% para recuperar as perdas sofridas pela pandemia da covid-19.
“É um desafio enorme, dadas as incertezas econômicas que ainda permanecem
no Brasil”, afirma Vilma.
Antes da pandemia, o desempenho dos serviços e do comércio varejista apresentavam trajetórias e níveis similares. Mas houve um distanciamento na recuperação. O comércio varejista se recuperou rapidamente, e já se posiciona acima do nível observado antes da pandemia (fevereiro de 2020). Já os serviços, apesar de terem apresentado melhora, ainda sofrem com os efeitos da covid-19.
26 de dezembro de 2020 às 15:45
26 de dezembro de 2020 às 15:16
CERTIFICAÇÃO DE CÓPIAS PASSA A SER DE FORMA ONLINE. FOTO: FÁBIO RODRIGUES
Os cartórios brasileiros já podem autenticar documentos por
meio eletrônico. O novo serviço possibilitará a certificação de cópias de forma
online pelo site.
A novidade vem para complementar a digitalização de outros
serviços que já estavam sendo prestados na plataforma de atos notoriais
eletrônicos chamada e-Notoriado. Entre eles, assinaturas digitais de
escrituras, procurações por videoconferência, atas notariais e testamentos, bem
como separações e divórcios extrajudiciais.
Segundo o Colégio Notarial do Brasil (CNB), órgão
responsável por gerir o módulo da Central Notarial de Autenticação Digital
(Cenad), o novo recurso permite “a materialização e a desmaterialização” de
autenticações em diferentes cartórios. Dessa forma, torna mais rápido o envio
do documento certificado para pessoas ou órgãos, além de verificar de forma
segura a autenticidade do arquivo digital.
A Cenad foi é o único meio nacional válido para a
autenticação digital de documentos. Para tanto, será necessária a apresentação
de um documento originalmente físico, junto a algum cartório de notas, para que
ele seja digitalizado para, então, ser enviado para autenticação.
Segundo a presidente do CNB, Giselle Oliveira de Barros, o
novo procedimento permite ao usuário trabalhar com o documento eletrônico, mas
com segurança jurídica.
“Após o documento ser autenticado pela Cenad, ele pode ser
enviado eletronicamente (email, whatsapp ou qualquer outra ferramenta) a órgãos
públicos ou pessoas físicas e jurídicas para a concretização de negócios, tendo
o mesmo valor que o documento original, físico ou digital, apresentado pelo
cidadão”, informou.
Como acessar o serviço
Para acessar esse serviço, “o usuário deve solicitar a
autenticação digital a um tabelionato de notas de sua preferência e enviar o
documento por e-mail, caso o original seja digital. Se o documento a ser
autenticado for físico, é necessário levar o impresso ao cartório para
digitalização e autenticação.
Ao receber o documento por meio da plataforma, que segue as
normas de territorialidade para distribuição dos serviços, o tabelião verifica
a autenticidade e a integridade do documento”, informa o CNB.
A autenticação notarial gera um registro na plataforma, com dados do notário ou responsável que a tenha assinado, a data e hora da assinatura, e código de verificação. “O usuário receberá um arquivo em PDF assinado digitalmente pelo cartório. O envio do arquivo poderá ser feito por e-mail, WhatsApp ou outro meio eletrônico”, finaliza.
26 de dezembro de 2020 às 15:15
26 de dezembro de 2020 às 14:56
O EX-EMPRESÁRIO ESTAVA EM REGIME SEMIABERTO EM RIBEIRÃO DAS NEVES, QUANDO FOI BENEFICIADO COM A DOMICILIAR. FOTO: DIVULGAÇÃO
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal
(STF), rejeitou recurso da Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorizou o
ex-empresário Marcos Valério a continuar em prisão domiciliar em razão da
pandemia do novo coronavírus. O “símbolo” do mensalão foi beneficiado
em março por decisão do Tribunal de Justiça de Minas (TJ-MG), que autorizou a
permanência dele em casa por 90 dias, que foram sendo renovados desde então.
O tribunal mineiro, contudo, enviou os autos a Barroso para
a palavra final, pois o ministro é relator da execução da pena de Valério. O
ex-empresário estava em regime semiaberto em Ribeirão das Neves, na região
metropolitana de BH, quando foi beneficiado com a domiciliar. Por isso, ao
invés de retornar ao complexo penitenciário, ele foi mandado para a casa.
A PGR recorreu da decisão alegando que a “libertação de
presidiários é contraproducente”, pois aumentaria o número de pessoas que
precisaria ser “persuadido a permanecer afastado do convívio social”
para reduzir o contágio pelo novo coronavírus. Além disso, a Procuradoria
alegou que a diabetes de Marcos Valério está controlada e por isso ele não
poderia ser enquadrado como integrante do grupo de risco.
Para Barroso, no entanto, as razões apresentadas pela PGR
não justificariam a revogação da decisão. O ministro frisou ainda que a Polícia
Militar e a Polícia Civil estão monitorando o cumprimento da prisão domiciliar
de Marcos Valério desde março, e nenhuma irregularidade ou descumprimento foi
informada.
Marcos Valério foi condenado a 37 anos de prisão pelo
escândalo conhecido como mensalão do PT, pagamento de “mesadas” a
parlamentares em troca de apoio a projetos enviados pelo governo do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em 2018, o ex-empresário foi condenado a mais 16 anos e nove meses de detenção pelo “mensalão mineiro”, esquema que desviou R$ 35 milhões de estatais mineiras para a campanha de reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB) em 1998 por meio de agências de publicidade.
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