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Categoria: maio 1, 2020

RN deverá ter R$ 368 milhões de ajuda financeira federal, anuncia Alcolumbre

FOTO: AGÊNCIA SENADO

O Rio Grande do Norte deve contar com uma “ajuda financeira” de pelo menos R$ 368,5 milhões, conforme relatório do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), ao projeto de lei que pautou para votação na tarde deste sábado (2). O projeto define os termos, as contrapartidas e a distribuição do “socorro emergencial” do governo federal aos estados e municípios para compensar as perdas de arrecadação em decorrência da crise econômica provocada pela pandemia do coronavírus.

Em seu relatório, o senador Alcolumbre estabeleceu um socorro emergencial de R$ 60 bilhões da União para Estados e municípios, sendo que R$ 50 bilhões serão distribuídos de acordo com os cálculos de arrecadação com ICMS, ISS, Fundo de Participação dos Estados (FPE), Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e população, rateado meio a meio entre os governos estaduais e prefeituras.

Segundo o relatório apresentado ontem, outros R$ 10 bilhões para uso exclusivo no combate ao coronavírus. Desse montante, R$ 7 bilhões serão entregues para Estados e Distrito Federal, assim distribuídos: 60% conforme taxa de incidência da covid-19 divulgada pelo Ministério da Saúde, apurada mensalmente, e 40% de acordo com a população. Os municípios, por sua vez, terão R$ 3 bilhões conforme a população.

Além do repasse emergencial, o relatório também suspende o pagamento de dívidas dos governos locais com a União até o final de 2020. O parecer também permite a renegociação de débitos com instituições multilaterais de crédito no Brasil e no exterior que tenha tido aval da União no momento da contratação.

“Nesse cenário, o auxílio da União é fundamental. Afinal, ao contrário dos estados e municípios, a União tem amplo acesso ao mercado de crédito. Consegue, dessa forma, se endividar e repassar os recursos para os entes subnacionais”, diz Alcolumbre.

De acordo com a proposta, que depois volta para ser analisada na Câmara Federal, os estados e municípios poderão suspender o pagamento das prestações de dívidas junto à União entre 1º de março e 31 de dezembro deste ano. Os valores não pagos serão incorporados ao saldo devedor em 1º de janeiro de 2022, sendo atualizados pelos encargos de adimplência. Essa suspensão de pagamentos não poderá provocar inclusão do nome do estado, do Distrito Federal ou do município em cadastro de inadimplentes.

Restrições

Pelo relatório, o rateio dos R$ 7 bilhões entre estados será feito de acordo como a taxa de incidência da Covid-19 (com peso de 60%) e com a população do ente (com peso de 40%). A taxa de incidência mede o número de novos casos por população e serve como indicador da capacidade do sistema de saúde local acolher os enfermos da Covid-19. Para os municípios, os R$ 3 bilhões serão distribuídos de acordo com o tamanho da população.

Os restantes R$ 50 bilhões do auxílio financeiro serão entregues metade para estados e ao Distrito Federal, metade para os municípios. “Usamos um critério semelhante para distribuir os R$ 25 bilhões entre os Municípios. Também usaremos esta tabela como norte, a fim de estabelecer quanto será destinado para os Municípios de cada Estado. E dentro de cada Estado, quanto cada Município receberá, tendo em vista sua população”, reforçou Alcolumbre.

Recursos a serem distribuídos aos Estados

1 – Ajuda emergencial deverá ser distribuído da seguinte forma:

  • R$ 10 bilhões para ações de saúde e assistência social, divididos entre estados e Distrito Federal (R$ 7 bilhões), e municípios (R$ 3 bilhões);
  • R$ 50 bilhões, sendo a metade (R$ 25 bilhões) para estados e Distrito Federal, e a outra metade (R$ 25 bilhões) para municípios. 

2 – Distribuição

Rateio nos recursos para os Estados da região Nordeste (parte de R$ 50 bilhões).

BA          R$ 1.390.411.064,02

PE           R$ 897.981.470,25

CE           R$ 765.684.130,68

MA        R$ 609.975.915,74

PB          R$ 373.420.425,55

RN          R$ 368.546.659,12

AL           R$ 344.640.407,66

PI            R$ 334.006.694,61

SE           R$ 261.291.459,97

Hotel Thermas demite mais de 200 funcionários e não tem previsão de retorno

FOTO: ILUSTRAÇÃO

O Thermas Hotel e Resort, situado em Mossoró, confirmou a demissão de mais de 200 funcionários. O setor hoteleiro é um dos mais impactados com a greve crise econômica, reflexo da pandemia do novo coronavírus.

“Como 90% dos hotéis do Brasil, estamos fechados desde abril, e devido a situação que estamos vivendo, não temos perspectivas de quando poderemos voltar, já que o turismo deve ser o último setor a retornar. Sendo assim, como tem acontecido de forma maciça no segmento, as demissões acabaram por ser inevitáveis”, afirmou o diretor do Thermas, Gabriel Barcellos, em contato com o Blog Saulo Vale.

“Esperamos poder retornar, assim que voltarmos a um mínimo de normalidade. Infelizmente esta é a realidade do setor do turismo no Brasil, que era responsável por quase 9% do PIB brasileiro. As demissões já passam da casa dos 300 mil, e nesta virada de mês irá aumentar significativamente”, complementou.

As atividades do Thermas estão suspensas desde o dia 30 de março.

História

Com mais de 200 mil metros quadrados, o Hotel Thermas é um dos maiores do Rio Grande do Norte.

Foi inaugurado em 12 de janeiro de 1979 pelo Governo Lavoisier Maia Sobrinho, com objetivo de interiorizar o turismo do RN e aproveitar as potências da região. Foi privatizado em 1991. Atualmente possui mais de 400 leitos.

Apoio a impeachment chega cedo a Bolsonaro, mas ainda não no nível de Collor e Dilma

FOTO: MARCOS CORRÊA/PR

A abertura de um processo de impeachment contra Jair Bolsonaro racha o eleitorado brasileiro, mas o presidente ainda está em posição mais confortável do que a de seus dois antecessores impedidos desde a redemocratização de 1985.

É o que se depreende da análise de outros momentos de crise política nos quais o Datafolha perguntou à população se era conveniente o movimento por parte da Câmara dos Deputados.

Relativizando essa leitura há um fato: a intenção contrária a Bolsonaro é alta, 45%, e ele tem um 1 ano e 4 meses no cargo. Outros 48%, um empate na margem de erro de três pontos, são contra a abertura do processo. Os dados foram divulgados na segunda (27).

A palavra impeachment ronda conversas políticas há poucos meses, devido à erosão acelerada da relação entre o Planalto e os outros Poderes e entes federativos. A condução conflituosa da emergência do novo coronavírus, rejeitada por 46% e na qual Bolsonaro se isolou politicamente, acelerou o desgaste político.

Folha de S.Paulo